a OBSERVATÓRIO DA PAX

sábado, 15 de dezembro de 2018

ADVENTO 2018: 3ª SEMANA DO ADVENTO

1. Ambientação

D. MANUEL DA SILVA MARTINS (20 de janeiro de 1927 – 24 de setembro de 2017) foi o primeiro bispo da diocese de Setúbal e o primeiro Presidente da Secção Portuguesa da Pax Christi.
Em Setúbal, para onde foi nomeado bispo em 26 de outubro de 1975, encontrando um clima social marcado pela instabilidade e por todo o tipo de carências, procurou comungar vivamente a vida daquele povo, como proclamou no momento da sua ordenação: «Nasci bispo em Setúbal, agora sou de Setúbal. Aqui anunciarei o Evangelho de Cristo – isto é, a justiça, a paz, o amor».
Com uma presença muito ativa, exerceu a sua ação pastoral, até 24 de abril de 1998, numa vertente de serviço sobretudo aos mais carentes e marginalizados.



2. Reflexão

A Igreja desculpa-se quando é interpelada sobre as suas obrigações nesta sociedade. Diz que tem cumprido o seu dever, mas entende-o apenas como o “dar de comer a quem tem fome”. Tem-lhe faltado uma coisa que é muito importante, que é apontar as causas da fome e denunciá-las sem medo. Mas se calhar a Igreja está comprometida com muita coisa, com o Governo que dá dinheiro para o seminário, com o presidente da Câmara que dá dinheiro para uma obra... Está comprometida com o poder e tem-se esquecido um bocadinho da sua dimensão profética, que é a de denunciar com coragem e sem medo as causas e os causadores da situação que vivemos. O Papa Francisco disse que prefere uma Igreja mergulhada no mundo, do que uma Igreja bonequinha, muito bem tratadinha dentro de uma redoma.

Entrevista ao Expresso, por ocasião dos 40 anos do 25 de Abril (2014)


3. Gesto de Paz

Acende-se a TERCEIRA VELA da Coroa do Advento.

Proposta para refletir durante a 3ª semana:.
Como desempenho o meu papel na Igreja? A Igreja, a Comunidade é para mim um refúgio, o local onde me abrigo para esquecer os problemas do mundo? Ou, pelo contrário, é uma fonte de inspiração e de coragem para me ajudar a “mergulhar” no mundo?


4. Oração

1. Senhor, Deus de Paz e de Amor, que nos envias como mensageiros e testemunhas de justiça e de paz, dá-nos a força e a coragem para sermos cada dia artesãos de um mundo que seja uma casa justa e pacífica para toda a humanidade.

Todos: Senhor, ouve a nossa prece e realiza a tua promessa dando-nos uma paz sem fim.


5. Bênção

1. A paz de Deus, que está acima de toda a inteligência, guarde os nossos corações e os nossos pensamentos em Cristo Jesus.

Todos: Ámen.


In: Veio anunciar a boa nova da paz (Ef 2,17). Contributos para a celebração do Advento 2018. Esta brochura está disponível online aqui.

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quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Declaração da Pax Christi Internacional a propósito do 70º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos

Today marks the 70th anniversary of the Universal Declaration on Human Rights (UDHR), which was adopted by the UN General Assembly on 10 December 1948. A milestone document, it enumerated, for the first time, a universal core of human rights that, as agreed upon, guaranteed the fundamental rights of every individual. The declaration is an essential component to our present-day foundation of human rights protection. For 70 years, the UNDR has served as a roadmap for the advancement of human rights around the world.

The promotion and the protection of human rights, such as those recognised in the UDHR, are at the very heart of Pax Christi International’s work as a global peace and nonviolence movement. Through activities grounded in the belief of the power of nonviolence, our member organisations and partners educate people and communities about their human rights, promote services to ensure that their human rights will be met, and cooperate with - as well as pressure - decision-makers to respect and advance human rights through their actions. The UDHR has truly served as a catalyst for human rights advancement at the local, national, regional and international level benefiting many of the people and communities with whom we work.

Pax Christi International believes that this anniversary should serve not only as a moment to celebrate the achievements of the UDHR but also as a pivotal time to examine the current challenges for its implementation. We have become acutely aware from our partners and friends that human rights and those who seek to protect them are increasingly under attack. The tireless guardians of these universal rights are faced with a shrinking space in which to do their work. Yet despite these challenges, we remain hopeful because human rights defenders, environmental and disarmament activists remain steadfast in their nonviolent struggle for human rights. [+]

Pax Christi Internacional

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quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

IS MIGRATION THE “MOTHER OF ALL PROBLEMS”?

By Fr. Paul Lansu
Senior Policy Advisor, Pax Christi International

Europe is now home to people from all over the world. In most European countries, we see the increase of rejection of new foreign citizens in Western society. Anti-migration sentiments are growing. In the south and east negative attitudes prevailed. In Italy for instance, one in every two persons perceive migration as a problem. Several European countries have built fences and barriers at their borders playing on people’s fear of foreign threats and focusing on the dangers from immigration of terrorism. Recent elections in different EU states demonstrate that concerns surrounding migration and asylum continue to dominate the public space, shape national, and EU politics. Extremist (right wing) political parties are winning votes massively.

Migration remains the biggest challenge and is a debatable issue both in public opinion as well as in politics. Is this question the mother of all problems? Negative perceptions of “outsiders” have caused divisions not just between countries, but also within communities, political parties, the media, at street level, even within families. This topic will make a big difference in the next EU elections in May 2019.

Unhappiness characterizes modern man. Many people experience living in a chaotic world. Fear of innovation is the result of this. Determining or confronting other customs and cultures gives rise to resistance, even hatred and racism. Because the “stranger” is now also visible in the small cities and municipalities, the fear of migration is growing. It all became so unexpectedly and chaotic, loss of political control. Emotions are put to the test. Hosting in my neighbourhood refugees of different cultural and religious backgrounds is a sensitive issue. The fact that refugees/migrants want to go to places where they are among themselves is understandable but that does not help the integration. Ghettos should be prevented.

Some politicians use the rhetoric of keeping and “kicking migrants out.” That can result in criminalising these people. Even Prime Ministers or Presidents of EU member states use xenophobic rhetoric and hate speech against migrants and refugees. That behaviour is observable within authoritarian populist leaderships in Europe. The microphone of xenophobia is often the megaphone of a loud minority. [+]

PEACE STORIES
A project of Pax Christi International, the global Catholic movement for peace

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sábado, 8 de dezembro de 2018

ADVENTO 2018: 2ª SEMANA DO ADVENTO

1. Ambientação

MARIA DE LURDES PINTASILGO (18 de janeiro de 1930 – 10 de julho de 2004) foi a primeira mulher (a única até ao momento presente) a assumir o cargo de primeira-ministra em Portugal, tendo liderado o V Governo Constitucional, de 31 de julho de 1979 a 3 de janeiro de 1980.
Ainda muito jovem, pela sua participação no movimento católico português e internacional, alcançou grande notoriedade. Esse protagonismo, associado à sua sensibilização pelas questões sociais, conduziu-a ao envolvimento político tendo uma participação constante na política institucional em Portugal.
A justiça social, a intervenção das mulheres na sociedade e a dimensão internacional de todas as questões foram as suas causas.



2. Reflexão

A uma ética da justiça – em que se funda e a que se limita no seu melhor a democracia existente – há que justapor a ética do cuidado.
Enquanto a ética da justiça constrói todo o edifício político sobre o ser humano como sede de direitos, a ética do cuidado toma em linha de conta a posição eminentemente realista de que o ser humano também é um ser de vulnerabilidades que, em numerosas situações, o impedem de se erguer para defender os seus direitos. (…)
Uma ética do cuidado pode dar um novo ponto de partida ao papel do Estado em relação às verdadeiras prioridades políticas de sociedades em que a pessoa humana deve ser o centro e o fim último de toda decisão política (…).
Não bastará então acrescentar piedosamente à democracia política a democracia social, económica e cultural. Haverá, sim, que construir a democracia simultaneamente sobre a justiça e sobre o cuidado, sobre os direitos e sobre as responsabilidades.

Cuidar o futuro (2000)


3. Gesto de Paz

Acende-se a SEGUNDA VELA da Coroa do Advento.

Proposta para refletir durante a 2ª semana:
O que significa para mim a intervenção política e democrática? Considero a dimensão política uma forma de intervir na sociedade dando testemunho de uma ética de justiça e do cuidado? Ou, pelo contrário, acho que a intervenção política e democrática são perda de tempo e esforço inglório? Como estou disposto/a a lutar pelos direitos de todas e de todos com justiça e cuidado?


4. Oração

1. Senhor, Deus de Paz e de Amor, que nos envias como mensageiros e testemunhas de justiça e de paz, dá-nos a força e a coragem para sermos cada dia artesãos de um mundo que seja uma casa justa e pacífica para toda a humanidade.

Todos: Senhor, ouve a nossa prece e realiza a tua promessa dando-nos uma paz sem fim.


5. Bênção

1. A paz de Deus, que está acima de toda a inteligência, guarde os nossos corações e os nossos pensamentos em Cristo Jesus.

Todos: Ámen.


In: Veio anunciar a boa nova da paz (Ef 2,17). Contributos para a celebração do Advento 2018. Esta brochura está disponível online aqui.

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quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Manual para fazer a paz: ​Missa do Papa Francisco em Santa Marta

Com o estilo humilde dos artesãos, «viver em paz com a nossa alma, em casa com a família, na escola, no trabalho, no bairro»: eis o compromisso prático para o Advento — um verdadeiro manual para construir a paz no dia a dia, com exame de consciência para todos, incluindo as crianças — sugerido por Francisco na missa celebrada a 4 de dezembro em Santa Marta.

Para esta reflexão sobre a paz, o Papa realçou que na primeira leitura, tirada de Isaías (11, 1-10), «há uma promessa dos tempos, quando o Senhor vier: o povo esperava a vinda do Salvador, do Libertador, do Senhor — explicou — e o profeta diz como será aquele tempo, quando Ele vier». E «afirma que tudo estará em paz, o Senhor fará a paz».

Em particular, observou Francisco, o profeta «descreve esta paz com imagens que parecem um pouco bucólicas, mas bonitas: haverá tanta paz que “o lobo estará com o cordeiro, a pantera deitar-se-á ao pé do cabrito, o touro e o leão comerão juntos, e um menino guiá-los-á; a vaca e o urso fraternizar-se-ão, as suas crias deitar-se-ão juntas e o leão alimentar-se-á de palha, como o boi. A criança de peito brincará junto à toca da víbora, e o menino desmamado meterá a mão na caverna da áspide. Não se fará mal nem dano em todo o meu santo monte”».

Diante deste texto, prosseguiu o Papa, questionamo-nos se isto «será possível». Na realidade, afirmou, Isaías «quer dizer que a paz do Senhor é capaz de transformar a vida e a história, e Jesus é chamado precisamente príncipe da paz porque vem trazer esta paz, oferecer-nos esta paz».

«O tempo de Advento é para nos preparamos em vista desta vinda do Príncipe da paz», insistiu o Pontífice. É, pois, «um tempo para nos pacificarmos: antes de tudo, com nós mesmos, pacificar a alma», porque «muitas vezes não estamos em paz; somos ansiosos, angustiados, sem esperança, e a pergunta que o Senhor nos dirige é: “Como está a tua alma hoje, está em paz?” — “Não sei” – “Mas olha, se não está em paz, começa a percorrer este caminho para a pacificar” — “Mas não posso”». Contudo «Ele pode», afirmou o Papa, convidando a pedir «a Ele que te pacifique: o Príncipe da paz pacifica a alma».

Eis que, observou Francisco, «o primeiro passo deste tempo de Advento consiste em pacificar a própria alma». Na realidade, «estamos habituados a olhar para a alma dos outros: “Mas olha o que ele, ela, faz”». Ao contrário, devemos olhar para a nossa alma e interrogar-nos: «Como estás? O que sente o teu coração? Está em paz? Estás zangado, zangada? És ansioso, ansiosa?». Assim, «pede ao Senhor a graça de pacificar a alma, preparando-te para o encontro com Ele».

«Outra realidade a pacificar é a casa», disse o Pontífice, sugerindo que nos perguntemos: «Como está a paz em casa?». É preciso sempre «pacificar a família: há muitas tristezas na família, muitas lutas, tantas pequenas guerras, às vezes uma grande desunião». Assim, «não há paz: um contra o outro, ou desafia o outro». Por isso, propôs Francisco, «cada um se interrogue: como está a minha família, em paz ou em guerra, unida ou desunida? Existem muitas pontes entre nós, ou muros que nos separam?». O objetivo é «pacificar a família».

É preciso também alargar os horizontes para «observar o mundo — convidou o Papa — e ver que há mais guerra que paz: há muitas guerras, desunião, ódio, exploração. Não há paz». Mas «que faço para construir a paz no mundo?». Poderíamos justificar-nos, dizendo que «o mundo está demasiado distante». Então, o Pontífice convidou a verificar «o que faço para construir a paz no bairro, na escola, no lugar de trabalho: encontro sempre um pretexto para entrar em guerra, para odiar, para falar mal dos outros? Isto significa fazer guerra! Sou manso? Procuro construir pontes? Não condeno?». É uma questão que se refere também às crianças, às quais é preciso perguntar: «na escola, quando há um companheiro, uma companheira da qual não gostas, é um pouco odioso ou fraco, fazes bullying ou fazes a paz, procuras fazer a paz? Perdoas tudo?». O estilo deve ser o dos «artesãos de paz» e «é preciso este tempo de Advento, de preparação para a vinda do Senhor, que é o Príncipe da paz».

«E a paz — explicou Francisco — vai sempre em frente, nunca se detém, chega a um ponto e dá mais um passo de paz, outro passo de paz: é fecunda». Mais ainda, «a paz parte da alma e volta para a alma, depois de ter percorrido este caminho de pacificação». Por isso, «fazer a paz é um pouco imitar Deus, quando quis fazer a paz connosco e nos perdoou, enviando-nos o seu Filho para fazer a paz, para ser o Príncipe da paz».

Todos estão chamados a ser artífices de paz. Talvez, sugeriu o Papa, «alguém possa dizer: “padre, não estudei como se faz a paz, não sou uma pessoa culta, não sei, sou jovem, não sei”». Mas é o próprio Jesus, no trecho evangélico de Lucas, proposto pela liturgia (10, 21-24), quem nos diz «qual deve ser a atitude: “Pai, Senhor do céu e da terra, dou-te graças porque escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos”». Talvez, reiterou o Papa, «não tenhas estudado, não sejas sábio», mas «faz-te pequenino, humilde, servo dos outros: faz-te pequenino e o Senhor dar-te-á a capacidade de entender como se faz a paz e a força para a concretizar».

«Viver em paz com a nossa alma, em casa com a família, na escola, no trabalho, no bairro, viver em paz, tal será a oração deste tempo de Advento», sugeriu Francisco. Trata-se de «pacificar, fazer a paz com humildade». E «cada vez que vemos que há a possibilidade de uma pequena guerra, quer em casa, quer no meu coração, na escola, no trabalho, paremos e procuremos fazer a paz». Sobretudo «nunca firamos o outro, nunca». E o primeiro passo «para não ferir o próximo» é precisamente «não falar mal dos outros, não disparar o primeiro tiro de canhão». Convicto de que, «se todos nós fizéssemos só isto — não falar mal do próximo — a paz progrediria».

«Que o Senhor nos prepare para o Natal do Príncipe da paz», concluiu o Papa. Mas, acrescentou, «que nos prepare, levando-nos a fazer tudo o que nos compete para pacificar: pacificar o meu coração, a minha alma, a minha família, a escola, o bairro, o lugar de trabalho». E para sermos assim, verdadeiramente «homens e mulheres de paz!».

L'Osservatore Romano

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A guerra, origem e essência antropológica e ética

Habitualmente, define-se a guerra como algo não apenas de não-político, mas, na transcendentalidade do político, como algo que diz respeito a grandes massas humanas: povos, nações, estados, países.

Aparentemente, salvo o especial relevo de certos heróis combatentes, como, por exemplo, um Alexandre Magno ou um Nuno Álvares Pereira, a guerra ignora o indivíduo humano, a pessoa singular, cuja ação própria como que se perde no seio de uma ação conjunta de grandes números de seres humanos.

Estas características supostamente evidentes não são algo de moderno, como certas reflexões sobre as grandes guerras do século vinte podem fazer parecer, mas encontram-se presentes nos relatos historiográficos que até nós chegaram. O caráter humano maciço em termos de números envolvidos, bem como o caráter institucional das guerras é verificável já em textos tão antigos quanto os relativos à cultura egípcia, por exemplo, nas suas relações com povos vizinhos; o mesmo se diga da própria Bíblia.

É esta a ideia comum que se tem da guerra.

Ora, nada mais errado quanto ao que constitui a essência da guerra, que, se bem que possa envolver grandes massas de seres humanos, não tem necessariamente de o fazer. E não tem de o fazer porque a sua causa não diz respeito às grandes massas humanas, mas ao modo como cada ser humano, cada pessoa, age na relação com o outro ser humano, com a outra pessoa, com as outras pessoas. [+]

Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

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terça-feira, 4 de dezembro de 2018

A wall without a future: Israelis and Palestinians live in two different worlds

By Fr. Paul Lansu
Senior Policy Advisor, Pax Christi International

The border wall between Israel and the West Bank is among the most forbidding and hostile in the world. Viewed from up close, whichever side you find yourself on, it rears up from the ground, overwhelming and dominating you. It is dispiriting, intimidating, oppressive, and otherworldly. On each side of the wall lives a different people. It is a monument to one of the world’s most intractable disputes.

I have been following the Israeli – Palestinian conflict since 1981. The conflict became increasingly complicated and, above all, unworthy. However, I could never believe that from 2002 on (during the Second Intifada) a wall would be built by Israel between the two communities. Since then I have been able to follow the construction of the wall, which has recently been completed and built on Palestinian territory. The divisions between Israel and Palestine are well established. You have to cross checkpoints in order to get in the other community, if you are allowed to do so. I regret that some visitors of the Holy Land look at the wall as “conflict tourists.” [+]


PEACE STORIES. A project of Pax Christi International, the global Catholic movement for peace

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sábado, 1 de dezembro de 2018

ADVENTO 2018: 1ª SEMANA DO ADVENTO

1. Ambientação

ARISTIDES DE SOUSA MENDES (19 de julho de 1885 – 3 de abril de 1954) foi um diplomata português, que desempenhava funções de cônsul de Bordéus em França no início da Segunda Guerra Mundial.
De 16 a 23 de junho de 1940, guiando-se pelos imperativos da sua consciência, trabalhou incessantemente na emissão de vistos a refugiados, na sua maioria judeus, que fugiam duma França ocupada pelos alemães, desobedecendo à ordem do Governo português que proibia a emissão de vistos ou documentos que permitissem atravessar território nacional.
Pela sua ação humanitária em Bordéus, devido à qual morreu na miséria, em 1966 o Yad Vashem, Memorial do Holocausto em Jerusalém, prestou-lhe homenagem atribuindo-lhe o título de “Justo entre as Nações”, título oficial dado a não-judeus que tenham arriscado a vida para salvar judeus durante a Segunda Guerra Mundial.



2. Reflexão

Realmente desobedeci, mas a minha desobediência não me desonra. Não cumpri instruções que significavam, a meu ver, perseguição a verdadeiros náufragos que procuravam a todo o custo salvar-se da sanha hitleriana. Acima dessas instruções, estava para mim a lei de Deus e foi essa que eu procurei cumprir, sem hesitações, nem cobardias de poltrão. O verdadeiro valor da religião cristã está no amor do próximo e eu, sendo cristão, não podia fugir do seu império.

Carta a Adelino da Palma Carlos. 17 de julho 1941


3. Gesto de Paz

Acende-se a PRIMEIRA VELA da Coroa do Advento.

Proposta para refletir durante a 1ª semana:
Quando tenho de tomar uma decisão importante na minha vida qual o primeiro critério que me guia: A opinião dos que me rodeiam? As convenções sociais? Ou procuro seguir a Lei de Deus e os valores cristãos?


4. Oração

1. Senhor, Deus de Paz e de Amor, que nos envias como mensageiros e testemunhas de justiça e de paz, dá-nos a força e a coragem para sermos cada dia artesãos de um mundo que seja uma casa justa e pacífica para toda a humanidade.

Todos: Senhor, ouve a nossa prece e realiza a tua promessa dando-nos uma paz sem fim.


5. Bênção

1. A paz de Deus, que está acima de toda a inteligência, guarde os nossos corações e os nossos pensamentos em Cristo Jesus.

Todos: Ámen.


In: Veio anunciar a boa nova da paz (Ef 2,17). Contributos para a celebração do Advento 2018. Esta brochura está disponível online aqui.

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terça-feira, 27 de novembro de 2018

ADVENTO 2018: Veio anunciar a boa nova da paz (Ef 2,17). Contributos para a celebração do Advento 2018

A nossa geração vai ter de se arrepender não apenas das odiosas palavras e ações dos maus, mas também do confrangedor silêncio dos bons. (MARTIN LUTHER KING, JR., Carta da prisão de Birmingham, 16 de abril de 1963)


A 11 de novembro assinalou-se o centenário do fim da I Guerra Mundial (1914-1918), uma guerra que resultou em vários milhões de mortos e feridos. A propósito desta efeméride o Papa Francisco afirmou: «A página histórica do primeiro conflito mundial é, para todos, uma severa advertência para refutar a cultura da guerra e procurar todos os meios legítimos para pôr fim aos conflitos que ainda ensanguentam várias regiões do mundo. Parece que não aprendemos». E, depois de pedir orações pelos milhões de vítimas «daquela imensa tragédia», lançou um repto: «apostemos na paz, não na guerra!».

Este nosso mundo, contudo, parece não ter aprendido a lição: apesar de já ter passado por duas Grandes Guerras, que fizeram milhões de vítimas, continua a apostar na guerra como meio legítimo para pôr fim aos conflitos.

Apostar na paz é o caminho! Contudo, como afirmou o Papa Francisco em Amã (Jordânia, 24.05.2014), «a paz não se pode comprar, não está à venda. A paz é um dom que se deve buscar pacientemente e construir “artesanalmente” através dos pequenos e grandes gestos que formam a nossa vida diária». O nosso mundo tem necessidade, por isso, de quem lhe leve e testemunhe a paz. Este nosso tempo, continuamente ameaçado pela violência multifacetada, precisa de quem lhe indique o caminho para construir a paz; «precisa de obreiros de paz e de pessoas livres e libertadoras, pessoas corajosas que saibam aprender do passado para construir o futuro sem se fechar nos preconceitos; precisa de construtores de pontes de paz, de diálogo, de fraternidade, de justiça e de humanidade».

A exemplo de Jesus Cristo, que cheio do Espírito do Pai, «veio anunciar a boa nova da paz» (Efésios 2,17), também nós, seus discípulos, ungidos pelo mesmo Espírito, que «ungiu interiormente Jesus, e unge os discípulos para que tenham os mesmos sentimentos de Jesus e possam, assim, assumir na sua vida atitudes que favoreçam a paz e a comunhão (…), somos enviados como mensageiros e testemunhas de paz» a este mundo que tanta necessidade tem «de nós como mensageiros de paz, como testemunhas de paz!».

É neste espírito que propomos este itinerário, pautado por textos selecionados de testemunhas de paz contemporâneas portuguesas, para celebrar e viver o Advento de 2018, seja na paróquia, em família ou em grupo, tendo como ideia central a temática da Paz.

Neste tempo litúrgico em que, em piedosa e alegre expectativa, alimentada pela oração e pelo compromisso efetivo do amor feito serviço, nos preparamos para acolher o Deus que, na fragilidade de um Menino, vem ao nosso encontro como «a paz» (cf. Efésios 2,14; Isaías 9,6), deixemo-nos interpelar pelas testemunhas de paz que nos instigam «a sair da mediocridade tranquila e anestesiadora», a deixar de ser espetadores e passar a ser protagonistas da História. Levemos a paz ao mundo. Testemunhemos a paz que tem a sua fonte em Deus, a paz que nos trouxe o Senhor Jesus!

Novembro de 2018

Veio anunciar a boa nova da paz (Ef 2,17). Contributos para a celebração do Advento 2018 está disponível para impressão aqui.

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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Intenção do Papa Francisco para o mês de Novembro: Ao serviço da paz



Rezemos juntos para que a linguagem do coração e do diálogo prevaleça sempre sobre a linguagem das armas

Papa Francisco – Novembro 2018

Vídeo do Papa

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terça-feira, 6 de novembro de 2018

«A boa política está ao serviço da paz»: Tema da mensagem para o 52º Dia Mundial da Paz (1 de janeiro de 2019)

A boa política está ao serviço da paz: Este é o tema da Mensagem para o 52º Dia mundial da paz, que se celebra a 1 de janeiro de 2019.

A responsabilidade política pertence a cada cidadão, e em particular àqueles que receberam o mandato de proteger e governar. Esta missão consiste em salvaguardar o direito e fomentar o diálogo entre os atores da sociedade, entre as gerações e entre as culturas. Não há paz sem confiança recíproca. E a confiança tem como primeira condição o respeito pela palavra dada. O compromisso político – que é uma das mais altas expressões da caridade – comporta a preocupação pelo futuro da vida e do planeta, dos mais jovens e dos mais pequenos, na sua sede de realização.

Quando o homem é respeitado nos seus direitos – como recordava São João XXIII na Encíclica Pacem in Terris (1963) – brota nele o sentido do dever de respeitar os direitos dos outros. Os direitos e os deveres do homem ampliam a consciência de pertencer a uma mesma comunidade, com os outros e com Deus (cf. ibid., 45). Estamos, portanto, chamados a levar e a anunciar a paz como a boa notícia de um futuro no qual cada ser vivo será considerado na sua dignidade e nos seus direitos.

Vatican.va

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sábado, 1 de setembro de 2018

Mensagem do Papa Francisco para a celebração do Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação (1 de setembro de 2018)

Caros irmãos e irmãs!

Neste Dia de Oração desejo, em primeiro lugar, agradecer ao Senhor pelo dom da casa comum e por todos os homens de boa vontade que estão comprometidos em protegê-la. Agradeço também pelos numerosos projetos que visam promover o estudo e a proteção dos ecossistemas, pelos esforços destinados a desenvolver uma agricultura mais sustentável e uma alimentação mais responsável, pelas diversas iniciativas educacionais, espirituais e litúrgicas que envolvem muitos cristãos em todo o mundo no cuidado da criação.

Devemos reconhecê-lo: não soubemos proteger a criação com responsabilidade. A situação ambiental, quer a nível global, quer em muitos lugares específicos, não pode ser considerada satisfatória. Com razão, surgiu a necessidade de uma relação renovada e saudável entre a humanidade e a criação, a convicção de que apenas uma visão do homem autêntica e integral nos permitirá cuidar melhor do nosso planeta para o benefício das gerações presentes e futuras, pois «não há ecologia sem uma adequada antropologia» (Carta Enc. Laudato si’, 118).

Neste Dia Mundial de Oração pelo cuidado da criação, que a Igreja Católica há alguns anos celebra em união com os irmãos e irmãs ortodoxos, e com o apoio de outras Igrejas e Comunidades cristãs, gostaria de chamar a atenção para a questão da água, elemento tão simples e precioso, cujo acesso infelizmente é difícil para muitos, se não impossível. No entanto, «o acesso à água potável e segura é um direito humano essencial, fundamental e universal, porque determina a sobrevivência das pessoas e, portanto, é condição para o exercício dos outros direitos humanos. Este mundo tem uma grave dívida social para com os pobres que não têm acesso à água potável, porque isto é negar-lhes o direito à vida radicado na sua dignidade inalienável» (ibid., 30).

A água nos convida a refletir sobre as nossas origens. A maior parte do corpo é composta de água; e muitas civilizações, na história, surgiram nas proximidades de grandes cursos de água que marcaram sua identidade. É sugestiva a imagem utilizada no início do Génesis, em que se diz que nas origens o espírito do Criador «pairava sobre as águas» (1,2).

Pensando em seu papel fundamental na criação e no desenvolvimento humano, sinto a necessidade de dar graças a Deus pela «irmã água», simples e útil sem nada de parecido para a vida no planeta. Precisamente por esse motivo, cuidar de fontes e bacias hídricas é um imperativo urgente. Hoje, mais do que nunca, é necessário um olhar que ultrapasse o imediato (cf. Carta Enc. Laudato si’, 36), além de «critério utilitarista de eficiência e produtividade para lucro individual» (ibid., 159). Precisa-se urgentemente de projetos conjuntos e de ações concretas, tendo em conta que é inaceitável qualquer privatização do bem natural da água que seja contrária ao direito humano de poder ter acesso a ela.

Para nós cristãos, a água é um elemento essencial de purificação e de vida. O pensamento vai imediatamente para o Batismo, sacramento do nosso renascimento. A água santificada pelo Espírito é a matéria pela qual Deus nos vivificou e nos renovou; é a fonte abençoada de uma vida que não morre mais. O Batismo representa também, para os cristãos de diferentes confissões, o ponto de partida real e indispensável para viver uma fraternidade cada vez mais autêntica no caminho da plena unidade. Jesus, durante a sua missão, prometeu uma água capaz de saciar para sempre a sede do homem (cf. Jo 4,14), e profetizou: «Se alguém tem sede, venha a mim e beba» (Jo 7,37). Ir a Jesus, beber d’Ele significa encontrá-Lo pessoalmente como Senhor, haurindo da sua Palavra o sentido da vida. Que possam ressoar em nós com força as palavras que Ele pronunciou na cruz: «Tenho sede» (Jo 19, 28). O Senhor continua a pedir para ser saciado na sua sede, pois tem sede de amor. Ele nos pede para dar-Lhe de beber nos muitos sedentos de hoje, para então nos dizer: «Eu estava com sede e me destes de beber» (Mt 25,35). Dar de beber, na aldeia global, não envolve apenas gestos pessoais de caridade, mas escolhas concretas e compromisso constante de garantir a todos o bem primário da água.

Gostaria também de tocar na questão dos mares e dos oceanos. Devemos agradecer ao Criador pelo dom imponente e maravilhoso das grandes águas e de quanto elas contêm (cf. Gen 1,20-21; Sl 146,6), e louvá-Lo por ter coberto a terra com os oceanos (cf. Sl 104,6). Orientar os nossos pensamentos para as imensas extensões marinhas, em constante movimento, representa também, em certo sentido, uma oportunidade para pensar em Deus, que acompanha constantemente a sua criação, fazendo com que siga adiante, mantendo-a na existência (cf. S. João Paulo II, Catequese, 7 de Maio de 1986).

Proteger esse bem inestimável todos os dias representa hoje uma responsabilidade imperiosa, um desafio real: é necessária uma cooperação eficaz entre os homens de boa vontade para colaborar na obra contínua do Criador. Infelizmente, muitos esforços desaparecem devido à falta de regulamentação e de controles efetivos, especialmente no que diz respeito à proteção das áreas marinhas para além das fronteiras nacionais (cf. Carta Enc. Laudato si’, 174). Não podemos permitir que os mares e oceanos se preencham com extensões inertes de plástico flutuante. Também para essa emergência somos chamados a nos comprometer, com uma mentalidade ativa, rezando como se tudo dependesse da Providência divina e agindo como se tudo dependesse de nós.

Rezemos para que as águas não sejam um sinal de separação entre os povos, mas de encontro para a comunidade humana. Rezemos para que sejam protegidas aquelas pessoas que arriscam suas vidas em meio às ondas em busca de um futuro melhor. Peçamos ao Senhor e àqueles que realizam o alto serviço da política que as questões mais delicadas da nossa época, tais como as relacionadas com a migração, com a mudança climática, com o direito para todos de usufruírem dos bens primários, sejam encaradas com responsabilidade, com previsão olhando para o amanhã, com generosidade e com espírito de cooperação, especialmente entre os países que têm maior disponibilidade. Rezemos por aqueles que se dedicam ao apostolado do mar, por aqueles que ajudam a refletir sobre os problemas com que se debatem os ecossistemas marítimos, por aqueles que contribuem para o desenvolvimento e a aplicação de regulamentos internacionais sobre os mares que possam tutelar as pessoas, os Países, os bens, os recursos naturais – penso, por exemplo, na fauna e na flora marinha, bem como nos recifes de coral (cf. ibid., 41) ou nos fundos marinhos – e garantindo um desenvolvimento integral na perspectiva do bem comum de toda a família humana e não de interesses particulares. Lembremos também de quantas pessoas trabalham para a proteção das áreas marítimas, para a tutela dos oceanos e sua biodiversidade, para que possam realizar essa tarefa com responsabilidade e honestidade.

Por fim, preocupemo-nos com as jovens gerações e rezemos por elas, para que cresçam no conhecimento e no respeito pela casa comum e no desejo de cuidar do bem essencial da água para o benefício de todos. O meu desejo é que as comunidades cristãs contribuam cada vez mais concretamente para que todos possam usufruir desse recurso indispensável, no cuidado respeitoso dos dons recebidos do Criador, em particular dos cursos de água, mares e oceanos.

Vaticano, 1 de Setembro de 2018

Francisco

Vatican.va

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Nota da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana para o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação (1 de Setembro)

“O urgente desafio de proteger a nossa casa comum inclui a preocupação de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral, pois sabemos que as coisas podem mudar” (Papa Francisco, enciclica ‘Laudato si’, n.º13)

As coisas podem mudar! Sabemos que sim. Não nos podemos resignar à existência «das dramáticas consequências da degradação ambiental na vida dos mais pobres do mundo» (LS, 13) como se elas fossem uma fatalidade.

Não podemos deixar cair os braços. Não podemos desanimar. Muitas são as vertentes que nos exigem uma verdadeira conversão.

O Papa Francisco, quer na sua recente Carta ao Povo de Deus, quer nas suas intervenções do Encontro Mundial das Famílias, na Irlanda, alerta-nos para uma diversidade de situações que requerem intervenção urgente e determinada.

Estamos dispostos a mudar o nosso coração e os nossos hábitos pessoais. Mas «mudar o rumo ou converter-se integralmente não se esgota numa conversão individual», como afirma o Documento preparatório para o Sínodo da Amazónia, a realizar em Outubro de 2019.

«Uma mudança profunda do coração, que se exprime em mudanças de hábitos pessoais, é tão necessária quanto uma mudança estrutural que esteja embutida nos hábitos sociais, nas leis e nos programas económicos convencionados» (n. 9).

Queremos empenhar-nos em cultivar a terra de forma a que ela possa dar frutos de paz. Queremos ser pessoas que cuidem da nossa casa comum de forma criativa e responsável, sempre prontos a corrigir o rumo das nossas decisões quando percebemos que não devemos prosseguir por determinado caminho, dadas as consequências que, entretanto, se conseguiram vislumbrar.

Reconhecemos, com uma grata esperança, que são as novas gerações aquelas que, entre nós, mais se têm empenhado na reflorestação e na limpeza das praias e dos matos e saudamos a inclusão, no currículo escolar, de temas que contribuem para uma educação ecológica.

É com expectativa que esperamos os melhores resultados da COP24, a 24ª Conferência sobre o Clima (ONU) a realizar na Polónia no próximo mês de Dezembro.

A Comissão Episcopal de Pastoral Social e Mobilidade Humana convida todas as comunidades cristãs a dar graças a Deus pela Criação e a pedir ao Criador a conversão dos nossos corações e a dos corações daqueles de quem dependem as leis e os programas económicos que permitem uma verdadeira mudança estrutural.

29 de Agosto de 2018

Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana

Agência Ecclesia

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quinta-feira, 19 de julho de 2018

Cardeal defende cânone sobre defesa da "casa comum" no Código de Direito Canónico

Um novo cânone a ser inserido no Código de Direito Canónico, dedicado ao "sério dever" dos fiéis cristãos, não apenas de "não prejudicar", mas também de "melhorar" o meio ambiente natural. É o que o cardeal Francesco Coccopalmerio, presidente emérito do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, pretende propor ao Papa Francisco, conforme anunciado pelo próprio purpurado no encontro "Diálogo sobre investimentos católicos na transição energética", realizado em 12 de julho em Roma.

O cardeal Coccopalmerio assim resumiu a sua proposta ao Vatican Insider: "O Código de Direito Canónico, no início do Livro II, nos cânones 208-221 sob o título “Das obrigações e direitos de todos os fiéis”, apresenta uma lista destas obrigações e direitos e, por essa razão, traça um perfil do fiel e da sua vida de cristão. Infelizmente, nada se diz sobre um dos deveres mais sérios: proteger e promover o ambiente natural em que vive o fiel ".

"A minha proposta - continua o prelado ambrosiano - seria a de pedir ao Papa, da parte do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, a inserção nos cânones que acabei de mencionar, um novo cânone que soa mais ou menos assim: "Todo o fiel cristão, ciente de que a criação é a casa comum, tem o sério dever não somente de não danificar, mas também de melhorar, tanto com normal comportamento, como com iniciativas específicas, o meio natural em que cada pessoa é chamada a viver "».

Vatican News

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quarta-feira, 11 de julho de 2018

Santa Sé na ONU: Proteger os menores vítimas dos conflitos para um futuro de paz

D. Bernardito Auza, Observador Permanente da Santa Sé junto da ONU, fez um discurso na sede das Nações Unidas em Nova York sobre o tema da proteção dos menores nos conflitos armados: “Devemos fazer mais, para reabilitar as crianças que sobreviveram aos horrores das guerras”. (Mais...)

Vatican News

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sexta-feira, 22 de junho de 2018

Comunidade católica internacional condena a decisão do presidente Trump de acabar com a participação dos EUA no acordo com o Irão

A Pax Christi Portugal subscreveu uma declaração enviada ao Congresso dos EUA por iniciativa da Pax Christi Internacional, condenando a decisão do presidente Trump de retirar os EUA do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês) negociado em 2015 durante o governo Obama.
160 organizações católicas representando 19 países, acompanhadas por 551 líderes católicos de 23 países e 46 estados dos EUA subscreveram esta declaração.
O chamado "acordo com o Irão" é um acordo sobre o programa nuclear do Irão negociado pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos), com a Alemanha e a União Europeia, e o Irão.

Aceda aqui ao texto da declaração: https://www.paxchristi.net/news/statement-international-catholic-community-decries-president-trumps-decision-end-us

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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Intenção do Papa Francisco para o mês de Fevereiro: Não à corrupção


Para que aqueles que têm poder material, político ou espiritual não se deixem dominar pela corrupção.

Papa Francisco - Fevereiro 2018

Vídeo do Papa

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domingo, 14 de janeiro de 2018

104º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado: Vamos acolher, proteger, promover e integrar



Vamos acolher, proteger, promover e integrar refugiados como o Papa Francisco nos pede.

https://migrants-refugees.va/

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TEXTO COMPLETO

As migrações, nas suas diversas formas, certamente que não representam um fenómeno novo na história da humanidade.

Elas marcaram profundamente todas as épocas, favorecendo o encontro dos povos e o nascimento de novas civilizações.

Infelizmente, em muitos casos as pessoas são forçadas a deslocar-se por causa dos conflitos, calamidades naturais, perseguições, mudanças climáticas, violências, pobreza extrema e condições de vida indignas.

A nossa resposta comum poderia articular-se em volta de quatro verbos: acolher, proteger, promover e integrar.

Acolher

Um acolhimento responsável e digno destes nossos irmãos e irmãs começa pela sua primeira acomodação em espaços adequados e decentes.

Proteger

Referimo-nos a milhões de trabalhadores e trabalhadoras migrantes — e especialmente quantos se encontram numa situação irregular — de pessoas deslocadas e de requerentes de asilo, de vítimas do tráfico humano.

A defesa dos seus direitos inalienáveis, a garantia das suas liberdades fundamentais e o respeito pela sua dignidade são tarefas das quais ninguém se pode eximir.

Promover

Proteger não é suficiente; é necessário promover o desenvolvimento humano integral de migrantes, pessoas deslocadas e refugiados.

A primeira responsabilidade pela promoção humana dos migrantes e das suas famílias pertence às comunidades de origem onde, juntamente com o direito a poder emigrar, deve ser garantido também o direito a não ter que emigrar.

Integrar

A integração, que não é assimilação nem incorporação, constitui um processo bidirecional, que se baseia essencialmente no mútuo reconhecimento da riqueza cultural do outro.


A meu ver, conjugar estes quatro verbos, na primeira pessoa do singular e na primeira pessoa do plural, representa hoje um dever.

Por isso, é importante que os Pactos globais sejam inspirados pela compaixão, clarividência e coragem!

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104º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado: Acolher, proteger, promover e integrar os migrantes e os refugiados

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO
PARA O DIA MUNDIAL DO MIGRANTE E DO REFUGIADO 2018
[14 de janeiro de 2018]

“Acolher, proteger, promover e integrar
os migrantes e os refugiados”



Queridos irmãos e irmãs!

«O estrangeiro que reside convosco será tratado como um dos vossos compatriotas e amá-lo-ás como a ti mesmo, porque foste estrangeiro na terra do Egito. Eu sou o Senhor, vosso Deus» (Lv 19, 34).

Repetidas vezes, durante estes meus primeiros anos de pontificado, expressei especial preocupação pela triste situação de tantos migrantes e refugiados que fogem das guerras, das perseguições, dos desastres naturais e da pobreza. Trata-se, sem dúvida, dum «sinal dos tempos» que, desde a minha visita a Lampedusa em 8 de julho de 2013, tenho procurado ler sob a luz do Espírito Santo. Quando instituí o novo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, quis que houvesse nele uma Secção especial (colocada temporariamente sob a minha guia direta) que expressasse a solicitude da Igreja para com os migrantes, os desalojados, os refugiados e as vítimas de tráfico humano.

Cada forasteiro que bate à nossa porta é ocasião de encontro com Jesus Cristo, que Se identifica com o forasteiro acolhido ou rejeitado de cada época (cf. Mt 25, 35.43). O Senhor confia ao amor materno da Igreja cada ser humano forçado a deixar a sua pátria à procura dum futuro melhor.[1] Esta solicitude deve expressar-se, de maneira concreta, nas várias etapas da experiência migratória: desde a partida e a travessia até à chegada e ao regresso. Trata-se de uma grande responsabilidade que a Igreja deseja partilhar com todos os crentes e os homens e mulheres de boa vontade, que são chamados a dar resposta aos numerosos desafios colocados pelas migrações contemporâneas com generosidade, prontidão, sabedoria e clarividência, cada qual segundo as suas possibilidades.

A este respeito, desejo reafirmar que «a nossa resposta comum poderia articular-se à volta de quatro verbos fundados sobre os princípios da doutrina da Igreja: acolher, proteger, promover e integrar».[2]

Considerando o cenário atual, acolher significa, antes de tudo, oferecer a migrantes e refugiados possibilidades mais amplas de entrada segura e legal nos países de destino. Neste sentido, é desejável um empenho concreto para se incrementar e simplificar a concessão de vistos humanitários e para a reunificação familiar. Ao mesmo tempo, espero que um número maior de países adote programas de patrocínio privado e comunitário e abra corredores humanitários para os refugiados mais vulneráveis. Além disso seria conveniente prever vistos temporários especiais para as pessoas que, escapando dos conflitos, se refugiam nos países vizinhos. As expulsões coletivas e arbitrárias de migrantes e refugiados não constituem uma solução idónea, sobretudo quando são feitas para países que não podem garantir o respeito da dignidade e dos direitos fundamentais.[3] Volto a sublinhar a importância de oferecer a migrantes e refugiados um primeiro alojamento adequado e decente. «Os programas de acolhimento difundido, já iniciados em várias partes, parecem facilitar o encontro pessoal, permitir uma melhor qualidade dos serviços e oferecer maiores garantias de bom êxito».[4] O princípio da centralidade da pessoa humana, sustentado com firmeza pelo meu amado predecessor Bento XVI,[5] obriga-nos a antepor sempre a segurança pessoal à nacional. Em consequência, é necessário formar adequadamente o pessoal responsável pelos controlos de fronteira. A condição de migrantes, requerentes de asilo e refugiados exige que lhes sejam garantidos a segurança pessoal e o acesso aos serviços básicos. Em nome da dignidade fundamental de cada pessoa, esforcemo-nos por preferir outras alternativas à detenção para quantos entrem no território nacional sem estar autorizados.[6]

O segundo verbo, proteger, conjuga-se numa ampla série de ações em defesa dos direitos e da dignidade dos migrantes e refugiados, independentemente da sua situação migratória.[7] Esta proteção começa na própria pátria, consistindo na oferta de informações certas e verificadas antes da partida e na sua salvaguarda das práticas de recrutamento ilegal.[8] Tal proteção deveria continuar, na medida do possível, na terra de imigração, assegurando aos migrantes uma assistência consular adequada, o direito de manter sempre consigo os documentos de identidade pessoal, um acesso equitativo à justiça, a possibilidade de abrir contas bancárias pessoais e a garantia duma subsistência vital mínima. Se as capacidades e competências dos migrantes, requerentes de asilo e refugiados forem devidamente reconhecidas e valorizadas, constituem verdadeiramente uma mais-valia para as comunidades que os recebem.[9] Por isso, espero que, no respeito da sua dignidade, lhes seja concedida a liberdade de movimento no país de acolhimento, a possibilidade de trabalhar e o acesso aos meios de telecomunicação. Para as pessoas que decidam regressar ao seu país, sublinho a conveniência de desenvolver programas de reintegração laboral e social. A Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança oferece uma base jurídica universal para a proteção dos menores migrantes. É necessário evitar-lhes qualquer forma de detenção por motivo da sua situação migratória, ao mesmo tempo que lhes deve ser assegurado o acesso regular à instrução primária e secundária. Da mesma forma, é preciso garantir-lhes a permanência regular ao chegarem à maioridade e a possibilidade de continuarem os seus estudos. Para os menores não acompanhados ou separados da sua família, é importante prever programas de custódia temporária ou acolhimento.[10] No respeito pelo direito universal a uma nacionalidade, esta deve ser reconhecida e devidamente certificada a todos os meninos e meninas no momento do seu nascimento. A situação de apátrida, em que às vezes acabam por se encontrar migrantes e refugiados, pode ser facilmente evitada através duma «legislação sobre a cidadania que esteja em conformidade com os princípios fundamentais do direito internacional».[11] A situação migratória não deveria limitar o acesso aos sistemas de assistência sanitária nacional e de previdência social, nem à transferência das respetivas contribuições em caso de repatriamento.

Promover significa, essencialmente, empenhar-se por que todos os migrantes e refugiados, bem como as comunidades que os acolhem, tenham condições para se realizar como pessoas em todas as dimensões que compõem a humanidade querida pelo Criador.[12] Dentre tais dimensões, seja reconhecido o justo valor à dimensão religiosa, garantindo a todos os estrangeiros presentes no território a liberdade de profissão e prática da religião. Muitos migrantes e refugiados possuem competências que devem ser devidamente certificadas e avaliadas. Visto «o trabalho humano, pela sua natureza, estar destinado a unir os povos»,[13] encorajo a que se faça tudo o possível para se promover a integração socio-laboral dos migrantes e refugiados, garantindo a todos – incluindo os requerentes de asilo – a possibilidade de trabalhar, percursos de formação linguística e de cidadania ativa e uma informação adequada nas suas línguas originais. No caso de menores migrantes, o seu envolvimento em atividades laborais precisa de ser regulamentado de modo a que se evitem abusos e ameaças ao seu crescimento normal. Em 2006, Bento XVI sublinhava como a família, no contexto migratório, é «lugar e recurso da cultura da vida e fator de integração de valores».[14] A sua integridade deve ser sempre promovida, favorecendo a reunificação familiar – incluindo avós, irmãos e netos – sem nunca o fazer depender de requisitos económicos. No caso de migrantes, requerentes de asilo e refugiados portadores de deficiência, deve ser assegurada maior atenção e apoio. Embora considerando dignos de louvor os esforços feitos até agora por muitos países em termos de cooperação internacional e assistência humanitária, espero que, na distribuição das respetivas ajudas, se considerem as necessidades (como, por exemplo, de assistência médica e social e de educação) dos países em vias de desenvolvimento que acolhem fluxos enormes de refugiados e migrantes e de igual modo se incluam, entre os beneficiários, as comunidades locais em situação de privação material e vulnerabilidade.[15]

O último verbo, integrar, situa-se no plano das oportunidades de enriquecimento intercultural geradas pela presença de migrantes e refugiados. A integração não é «uma assimilação, que leva a suprimir ou a esquecer a própria identidade cultural. O contacto com o outro leva sobretudo a descobrir o seu “segredo”, a abrir-se para ele, a fim de acolher os seus aspetos válidos e contribuir assim para um maior conhecimento de cada um. Trata-se de um processo prolongado que tem em vista formar sociedades e culturas, tornando-as cada vez mais um reflexo das dádivas multiformes de Deus aos homens».[16] Este processo pode ser acelerado pela oferta de cidadania, independentemente de requisitos económicos e linguísticos, e por percursos de regularização extraordinária para migrantes que possuam uma longa permanência no país. Insisto mais uma vez na necessidade de favorecer em todos os sentidos a cultura do encontro, multiplicando as oportunidades de intercâmbio cultural, documentando e difundindo as «boas práticas» de integração e desenvolvendo programas tendentes a preparar as comunidades locais para os processos de integração. Tenho a peito sublinhar o caso especial dos estrangeiros forçados a deixar o país de imigração por causa de crises humanitárias. Estas pessoas necessitam que lhes seja assegurada uma assistência adequada para o repatriamento e programas de reintegração laboral na sua pátria.

De acordo com a sua tradição pastoral, a Igreja está disponível para se comprometer, em primeira pessoa, na realização de todas as iniciativas propostas acima, mas, para se obter os resultados esperados, é indispensável a contribuição da comunidade política e da sociedade civil, cada qual segundo as próprias responsabilidades.

Durante a Cimeira das Nações Unidas, realizada em Nova Iorque em 19 de setembro de 2016, os líderes mundiais expressaram claramente a vontade de se empenhar a favor dos migrantes e refugiados para salvar as suas vidas e proteger os seus direitos, compartilhando tal responsabilidade a nível global. Com este objetivo, os Estados comprometeram-se a redigir e aprovar até ao final de 2018 dois acordos globais (Global Compacts), um dedicado aos refugiados e outro referente aos migrantes.

Queridos irmãos e irmãs, à luz destes processos já iniciados, os próximos meses constituem uma oportunidade privilegiada para apresentar e apoiar as ações concretas nas quais quis conjugar os quatro verbos. Por isso, convido-vos a aproveitar as várias ocasiões possíveis para partilhar esta mensagem com todos os atores políticos e sociais envolvidos – ou interessados em participar – no processo que levará à aprovação dos dois acordos globais.

Neste dia 15 de agosto, celebramos a solenidade da Assunção de Maria Santíssima ao Céu. A Mãe de Deus experimentou pessoalmente a dureza do exílio (cf. Mt 2, 13-15), acompanhou amorosamente o caminho do Filho até ao Calvário e agora partilha eternamente da sua glória. À sua materna intercessão confiamos as esperanças de todos os migrantes e refugiados do mundo e as aspirações das comunidades que os acolhem, para que todos, no cumprimento do supremo mandamento divino, aprendamos a amar o outro, o estrangeiro, como a nós mesmos.

Vaticano, 15 de agosto de 2017

Solenidade da Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria


FRANCISCO


[1] Cf. Pio XII, Constituição apostólica Exsul Familia, Titulus Primus, I.

[2] Francisco, Discurso aos participantes no Fórum Internacional «Migrações e Paz» (21 de fevereiro de 2017).

[3] Cf. Intervenção do Representante Permanente da Santa Sé na CIII Sessão do Conselho da OIM (26 de novembro de 2013).

[4] Francisco, Discurso aos participantes no Fórum Internacional «Migrações e Paz».

[5] Cf. Carta encíclica Caritas in veritate, 47.

[6] Cf. Intervenção do Observador Permanente da Santa Sé na XX Sessão do Conselho dos Direitos Humanos (22 de junho de 2012).

[7] Cf. Bento XVI, Carta encíclica Caritas in veritate, 62.

[8] Cf. Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e dos Itinerantes, Instrução Erga migrantes caritas Christi, 6.

[9] Cf. Bento XVI, Discurso aos participantes no VI Congresso Mundial para a Pastoral dos Migrantes e dos Refugiados (9 de novembro de 2009).

[10] Cf. Bento XVI, Mensagem para o Dia Mundial do Migrante e Refugiado (2010); S. Tomasi, Intervenção na XXVI Sessão Extraordinária do Conselho para os Direitos do Homem sobre os direitos humanos dos migrantes (13 de junho de 2014).

[11] Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e dos Itinerantes e Pontifício Conselho Cor Unum, Acolher Cristo nos refugiados e nas pessoas forçadamente desenraizadas (2013), 70.

[12] Cf. Paulo VI, Carta encíclica Populorum progressio, 14.

[13] João Paulo II, Carta encíclica Centesimus annus, 27.

[14] Mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado (2007).

[15] Cf Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e dos Itinerantes e Pontifício Conselho Cor Unum, Acolher Cristo nos refugiados e nas pessoas forçadamente desenraizadas (2013), 30-31.

[16] João Paulo II, Mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado em 2005 (24 de novembro de 2004).

Vatican.va

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sábado, 13 de janeiro de 2018

Semana da Oração pela Unidade dos Cristãos 2018: Celebração Nacional


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Semana da Oração pela Unidade dos Cristãos 2018: Calendário das celebrações no Porto


Comissão Ecuménica Diocesana do Porto

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Intenção do Papa Francisco para o mês de Janeiro: Pelas minorias religiosas na Ásia



Para que, nos países asiáticos, os cristãos, bem como as outras minorias religiosas, possam viver a sua fé com toda a liberdade.

Papa Francisco - Janeiro 2018

Vídeo do Papa

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Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2018: A tua direita, Senhor, resplandeceu de poder (Ex 15,6)

As Igrejas do Caribe foram escolhidas para preparar o material para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos de 2018. O Caribe atual está profundamente marcado pelo projeto pouco respeitoso da exploração colonial. Muito lamentavelmente, durante quinhentos anos de colonialismo e escravidão, a atividade missionária cristã na região, com exceção de uns poucos destacados exemplos, esteve muito ligada a esse sistema de cunho desumano e justificava-o e reforçava-o de muitas maneiras. Enquanto aqueles que levaram a Bíblia para essa região usavam as Escrituras para justificar a subjugação do povo dominado, nas mãos dos escravizados ela tornou-se uma inspiração, uma garantia de que Deus estava do lado deles e de que Deus os conduziria à liberdade.

Hoje os cristãos caribenhos de diferentes tradições veem a mão de Deus a agir para pôr fim à escravidão. É uma experiência de união em torno da ação salvadora de Deus que leva à liberdade. Por essa razão, foi considerada muito adequada a escolha do canto de Moisés e Miriam (Ex 15, 1-21) como motivação para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos de 2018.

Os textos, preparados e publicados conjuntamente pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e pela Comissão Fé e Constituição do Conselho Mundial de Igrejas, estão disponíveis em vários idiomas nas páginas web do Vaticano e do Conselho Mundial das Igrejas.

Versão em português do Brasil dos subsídios:
Em texto corrido
Em ficheiro pdf

Comissão Ecuménica Diocesana do Porto

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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Lista mundial da perseguição 2018: Mais de 215 milhões de cristãos perseguidos no mundo


Todos os anos, a organização cristã internacional Portas Abertas (Open Doors) divulga a Lista Mundial da Perseguição. Uma lista que consiste num ranking dos 50 países onde a perseguição aos cristãos está presente e afeta a vida daqueles que professam a fé em Jesus Cristo. O ranking tornou-se referência quando o assunto é a Igreja Perseguida ao redor do mundo.

A Lista analisa a vida privada e pública dos cristãos em dezenas de países. Através de pesquisas e cruzamento de dados, ela provê uma fotografia precisa das dificuldades que os cristãos enfrentam. Estima-se que hoje, mais de 215 milhões de cristãos são perseguidos ao redor do mundo por causa da fé.

Os relatórios da equipa de pesquisa da Lista constataram que a opressão vivida pelos cristãos está a crescer de uma forma geral, apesar das formas de perseguição variarem conforme cada região.

Navegue pelo mapa e aceda aos Perfis dos Países. Saiba mais sobre a realidade dos cristãos perseguidos, a história de cada país, igreja, como acontece a perseguição aos cristãos.

Baixe a Lista Mundial da Perseguição 2018 em formato PDF ou em formato JPG.

Portas Abertas

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domingo, 31 de dezembro de 2017

Were Jesus, Mary and Joseph refugees? Yes | James Martin, SJ

With refugees and migrants in the news, some commentators have sought to draw parallels between their plight and that of the Holy Family—Jesus, Mary and Joseph. How accurate are these comparisons? Were Jesus, Mary and Joseph what we would consider today “refugees”?

Yes.

In the second chapter of the Gospel of Matthew, we read the story of the “Flight into Egypt” in which, after the birth of Jesus and the visit from the Magi, an “angel of the Lord” comes to Joseph in a dream and warns him to leave Bethlehem for Egypt (Mt 2:12-15). Why? Because King Herod was planning to “seek out the child to destroy him.” Mary and Joseph do leave, along with Jesus, and, according to Matthew, make their way into Egypt. Afterward, King Herod slaughters all the male children in Bethlehem under two years of age. This dramatic episode is part of the Gospel reading for the “Feast of the Holy Innocents,” celebrated on Dec. 28.

So, according to the Gospel of Matthew, what is going on? A family is forced to flee their homeland for fear of persecution. This is the classic modern-day definition of a refugee. In fact, the United Nations High Commissioner for Refugees defines that group of people as follows:

A refugee is someone who has been forced to flee his or her country because of persecution, war, or violence. A refugee has a well-founded fear of persecution for reasons of race, religion, nationality, political opinion or membership in a particular social group.

The Holy Family, as Matthew recounts the story, was fleeing because of a “well-founded fear of persecution” because of their “membership in a particular social group,” in this case people with young children living in Bethlehem. I am not sure how you could get any clearer than that.

Did Joseph and Mary apply for official refugee status? Of course not. Those kinds of regulations were most likely not in effect. There may not have even been any borders at the time. (Mais ...)

America. The Jesuit Review

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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Acolher os migrantes e os refugiados: Caminho para construir a paz. Contributos para a Celebração do 51º Dia Mundial da Paz

No âmbito da celebração do 51º Dia Mundial da Paz, o Papa Francisco convida-nos a refletir sobre o tema "Migrantes e refugiados: homens e mulheres em busca de paz".

Pretendendo contribuir para a celebração deste dia dedicado à paz, um direito humano fundamental, que é dom de Deus e, ao mesmo tempo, projeto humano em realização, a Pax Christi Portugal produziu a brochura "Acolher os migrantes e os refugiados: Caminho para construir a paz. Contributos para a Celebração do 51º Dia Mundial da Paz".

Dela fazem parte uma seleção de textos para ajudar a aprofundar a mensagem do Papa Francisco, uma coletânea de orações, assim como sugestões para atividades para assinalar o dia e usar o tema durante todo o ano de 2018...

Pode descarregar a brochura em dois formatos para impressão: Livro dobrado ou A5 simples.

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terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Festa de Santo Estêvâo, primeiro mártir: Oremos pelos cristãos perseguidos e oprimidos do nosso tempo, por causa da sua fé

A 26 de dezembro celebramos a festa de Santo Estêvâo, o primeiro mártir da Igreja.
Cerca do ano 36 da nossa era, com uma morte aceite com as mesmas disposições com que Jesus aceitou a Sua, Estêvão dava o supremo testemunho do Seu amor por Ele.
Façamos deste dia um Dia de Oração pelos cristãos perseguidos e oprimidos do nosso tempo, por causa da sua fé.




ORAÇÃO

Deus de bondade,
ao longo da história da Igreja
os cristãos foram perseguidos por causa da sua fé em Jesus.
Hoje, esta perseguição ganha proporções dramáticas e difíceis de entender
num mundo onde tanto se fala de tolerância e respeito pelas diferenças.
Ser discípulo de Cristo comporta sempre a cruz e a incompreensão,
mas há alturas em que este peso é quase insuportável.
Muitas vezes, são realidades distantes de nós, cultural e fisicamente,
as notícias chegam-nos de forma filtrada
e não temos consciência das situações terríveis
por que passam tantos irmãos e irmãs na fé.
Dá-lhes, Senhor,
a graça da fortaleza e da esperança,
e a nós, a graça de um coração inquieto,
que não se deixe acomodar e procure fazer algo por eles, com urgência.


O que posso/podemos fazer?
  • Dar a conhecer, junto de amigos e conhecidos, através das redes sociais, os aspetos da perseguição aos cristãos que são silenciados pela comunicação social.
  • Organizar, nas próprias comunidades, eventos de oração e sensibilização pelos cristãos perseguidos.
  • Enviar ajuda material para instituições que trabalham com estas situações de perseguição.
(https://clicktopray.org/pt/pope_prayers)


Mais informação sobre os cristãos perseguidos e oprimidos do nosso tempo, por causa da sua fé:

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sábado, 23 de dezembro de 2017

ADVENTO 2017: 4ª SEMANA DO ADVENTO

1. Ambientação

Hoje, ser verdadeiro discípulo de Jesus significa aderir também à sua proposta de não-violência.

PAPA FRANCISCO, Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2017, n. 3


2. Reflexão

Com o desejo de sermos autênticos discípulos de Jesus […] fazemos um apelo à Igreja que amamos para:
  • Continuar a desenvolver o ensinamento social católico sobre a não-violência. […]
  • Integrar a não-violência evangélica de maneira explícita na vida, incluindo a vida sacramental, e no trabalho da Igreja através das dioceses, paróquias, organismos, escolas, universidades, seminários, ordens religiosas, associações de voluntariado e outras.
  • Promover práticas e estratégias não-violentas (p. ex. resistência não-violenta, justiça restaurativa, cura de traumas, proteção civil não armada, transformação de conflitos e estratégias de construção de paz).
  • Iniciar um diálogo global sobre não-violência no seio da Igreja, com pessoas de outras tradições religiosas e com o mundo em geral, para responder às crises monumentais do nosso tempo com a visão e as estratégias da não-violência e da Paz Justa.
  • Nunca mais usar ou ensinar a “teoria da guerra justa”; continuar a defender a abolição da guerra e das armas nucleares.
  • Elevar a voz profética da Igreja para desafiar os poderes injustos deste mundo e para apoiar e defender os ativistas não-violentos cujo trabalho pela paz e pela justiça coloca as suas vidas em risco.
Declaração “Um apelo à Igreja Católica a comprometer-se de novo com a centralidade da não-violência evangélica”


3. Gesto de Paz

COMPROMETER-SE: Acende-se a QUARTA VELA da Coroa do Advento.

Ao acendermos a quarta e última vela da Coroa do Advento, comprometamo-nos a deixar que a caridade e a não-violência nos guiem no modo como nos tratamos uns aos outros.

PROPOSTA: Ler e reflectir sobre a declaração “Um apelo à Igreja Católica a comprometer-se de novo com a centralidade da não-violência evangélica” e, depois, assiná-la individualmente, como paróquia ou como organização. E não vamos esquecer a ação que nos propusemos fazer na semana passada


4. Oração

1. Senhor, Deus da Paz e da Não-violência, escuta a nossa súplica! Tu que nos criaste e chamas a viver como irmãos, dá-nos a capacidade de nos amarmos uns aos outros, amar os inimigos, reconciliar-nos com todos, resistir à injustiça, promover um mundo novo sem guerra, sem pobreza, sem armas nucleares, sem aquecimento global, sem violência.

Todos: Escuta, Senhor, a nossa súplica e guia-nos no caminho da não-violência!


5. Bênção

1. Que o Deus forte, que se manifestou como menino e se mostrou a nós como Aquele que nos ama e por meio de quem o amor há-de triunfar, nos faça compreender que, unidos a Ele, devemos ser artífices de paz e apóstolos da não-violência.

Todos: Ámen.


In: Percorramos o caminho da não-violência… Contributos para a celebração do Advento 2017. Esta brochura está disponível online aqui.

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sábado, 16 de dezembro de 2017

ADVENTO 2017: 3ª SEMANA DO ADVENTO

1. Ambientação

A violência não é o remédio para o nosso mundo dilacerado. Responder à violência com a violência leva, na melhor das hipóteses, a migrações forçadas e a atrozes sofrimentos […]. No pior dos casos, pode levar à morte física e espiritual de muitos, se não mesmo de todos.

PAPA FRANCISCO, Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2017, n. 2


2. Reflexão

Cremos que não existe “guerra justa”. Com demasiada frequência, a “teoria da guerra justa” foi utilizada para respaldar e não para prevenir ou limitar a guerra. […]
Necessitamos de um novo quadro de referência que seja consistente com a não-violência evangélica. Um outro caminho vai-se desenvolvendo claramente no recente ensinamento social católico. O Papa João XXIII escreveu que a guerra não é um meio apropriado para restaurar direitos; o Papa Paulo VI associou paz e desenvolvimento e disse à ONU “nunca mais a guerra”; o Papa João Paulo II disse que “a guerra pertence ao passado trágico, à história”; o Papa Bento XVI disse que “amar o inimigo é o núcleo da revolução cristã”; e o Papa Francisco disse que “a verdadeira força do cristão é o vigor da verdade e do amor, que requer a renúncia a toda a violência. Fé e violência são incompatíveis”. Ele também pediu veementemente a “abolição da guerra”.
Propomos que a Igreja Católica desenvolva e considere a mudança para uma perspetiva de Paz Justa baseada na não-violência evangélica. A perspetiva da Paz Justa oferece uma visão e uma ética para construir a paz assim como para prevenir, reduzir e curar o dano causado pelo conflito violento. Esta ética inclui o compromisso com a dignidade humana e com umas relações florescentes, com critérios, virtudes e práticas específicas para guiar as nossas ações. Reconhecemos que a paz exige justiça e a justiça exige a construção da paz.

Declaração “Um apelo à Igreja Católica a comprometer-se de novo com a centralidade da não-violência evangélica”


3. Gesto de Paz

AGIR: Acende-se a TERCEIRA VELA da Coroa do Advento.

Ao acendermos a terceira vela da Coroa do Advento, digamos não à violência em todas as suas formas, no nosso agir diário.

PROPOSTA: Junte-se a dezenas de milhares de pessoas que procuram construir a paz no nosso país e em todo o mundo: participe em algumas das ações propostas e/ou proponha uma ação (um debate, uma conferência, um acto de solidariedade com vítimas de violência, etc.), a realizar na sua comunidade, na sua escola, na sua organização…


4. Oração

1. Senhor, Deus da Paz e da Não-violência, escuta a nossa súplica! Abre os nossos olhos e os nossos corações e dá-nos a coragem de dizer: “nunca mais a guerra”; “com a guerra, tudo fica destruído”! Infunde em nós a coragem de realizar gestos concretos para construir a paz.

Todos: Escuta, Senhor, a nossa súplica e guia-nos no caminho da não-violência!


5. Bênção

1. Que o Deus forte, que se manifestou como menino e se mostrou a nós como Aquele que nos ama e por meio de quem o amor há-de triunfar, nos faça compreender que, unidos a Ele, devemos ser artí-fices de paz e apóstolos da não-violência.

Todos: Ámen.


In: Percorramos o caminho da não-violência… Contributos para a celebração do Advento 2017. Esta brochura está disponível online aqui.

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sábado, 9 de dezembro de 2017

ADVENTO 2017: 2ª SEMANA DO ADVENTO

1. Ambientação

Quando impediu, aqueles que acusavam a adúltera, de a lapidar (cf. João 8,1 11) e na noite antes de morrer, quando disse a Pedro para repor a espada na bainha (cf. Mateus 26,52), Jesus traçou o caminho da não-violência que Ele percorreu até ao fim, até à cruz, tendo assim estabelecido a paz e destruído a hostilidade (cf. Efésios 2,14-16).

PAPA FRANCISCO, Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2017, n. 3


2. Reflexão

No seu tempo, carregado de violência estrutural, Jesus proclamou uma nova ordem, não-violenta, enraizada no amor incondicional de Deus. Jesus chamou os seus discípulos a amarem os seus inimigos (Mateus 5,44), que inclui respeitar a imagem de Deus em todas as pessoas; a oferecerem resistência não-violenta a quem faz mal (Mateus 5,39); a converterem-se em construtores de paz; a perdoarem e a arrependerem-se; e a serem abundantemente misericordiosos (Mateus 5-7). Jesus encarnou a não-violência ao resistir ativamente à desumanização sistémica, como quando desafiou a lei do Sabat para curar o homem com a mão paralisada (Marcos 3,1-6); quando confrontou os poderosos no Templo e o purificou (João 2,13-22); quando pacífica mas decididamente desafiou os homens que acusavam uma mulher de adultério (João 8,1-11); quando na noite antes de morrer ordenou a Pedro não usar a espada (Mateus 26,52).
Nem passiva nem débil, a não-violência de Jesus foi o poder do amor em ação. Na sua visão e obras Ele é a revelação e a encarnação do Deus Não-violento, uma verdade especialmente iluminada na Cruz e na Ressurreição. Ele chama-nos a desenvolver a virtude da construção não-violenta da paz.

Declaração “Um apelo à Igreja Católica a comprometer-se de novo com a centralidade da não-violência evangélica”


3. Gesto de Paz

INFORMAR-SE: Acende-se a SEGUNDA VELA da Coroa do Advento.

Ao acendermos a segunda vela da Coroa do Advento, assumamos o caminho não-violento de Jesus como nosso caminho.

PROPOSTA: Pesquisar informações sobre o modo como as igrejas cristãs e os movimentos e organizações a elas ligados estão a trabalhar pela paz (em Portugal e no mundo). Quais são as mais ativas na construção da Paz? Que propostas e ações estão a realizar?


4. Oração

1. Senhor, Deus da Paz e da Não-violência, escuta a nossa súplica! Tu que amas cada pessoa de maneira infinita e incondicional, dá-nos a força para seguir Jesus no seu caminho não-violento; dá-nos a capacidade de nos tornarmos instrumentos da tua paz, comprometidos em fazer acabar as guerras e em promover a cultura da não-violência.

Todos: Escuta, Senhor, a nossa súplica e guia-nos no caminho da não-violência!


5. Bênção

1. Que o Deus forte, que se manifestou como menino e se mostrou a nós como Aquele que nos ama e por meio de quem o amor há-de triunfar, nos faça compreender que, unidos a Ele, devemos ser artífices de paz e apóstolos da não-violência.

Todos: Ámen.


In: Percorramos o caminho da não-violência… Contributos para a celebração do Advento 2017. Esta brochura está disponível online aqui.

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