a OBSERVATÓRIO DA PAX

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Compromisso Florença 2025-2030 da Pax Christi Internacional: 80 anos a construir pontes para o futuro

 


Compromisso Florença 2025-2030 da Pax Christi Internacional

80 anos a construir pontes para o futuro

Florença, Itália, novembro de 2025

Onde começámos e onde estamos

Nascida no rescaldo da guerra e da divisão, a Pax Christi iniciou a sua peregrinação há oitenta anos com uma oração pela reconciliação e a convicção de que a paz era possível. Enraizado no Evangelho, alimentado pela Doutrina Social da Igreja Católica e moldado pela coragem de inúmeros construtores da paz ao longo de gerações, o nosso movimento cresceu e tornou-se uma comunidade global comprometida com o poder transformador da não-violência ativa e a paz justa.

Hoje, o nosso mundo está novamente ferido por conflitos violentos, medo e divisão. A violência armada marca todas as regiões, incluindo a Terra Santa, o Sudão e a Ucrânia. As tentativas de resolver crises com a violência multiplicam-se, enquanto a diplomacia e o diálogo recuam. Os valores democráticos estão enfraquecidos, as vozes da dissidência e da consciência enfrentam a intimidação e a repressão e, em algumas nações, os jovens enfrentam novamente o serviço militar obrigatório. O ódio é alimentado para ganhos políticos e a dignidade da vida humana é ameaçada por sistemas que privilegiam o poder, o lucro e a dominação.

A nossa casa comum sofre a violência da exploração e da poluição. A degradação climática intensifica o sofrimento e aprofunda a desigualdade. O deslocamento forçado está entre as consequências mais visíveis desta injustiça. Muitos migrantes e refugiados personificam uma resistência silenciosa e não-violenta, testemunho do anseio pela vida, pela dignidade e por um lugar ao qual pertencer. As economias extrativas, modelos energéticos destrutivos baseados em minerais “críticos”, também impulsionados pela indústria bélica, atingem com mais força os pobres, os povos indígenas, as mulheres e as jovens gerações. No entanto, no meio destas crises, a nossa vocação comum permanece inalterada: testemunhar o amor não-violento de Cristo e construir pontes para o amanhã.

Uma jornada moldada pela esperança

Ao longo de oito décadas, a Pax Christi International testemunhou que a paz floresce onde as relações são restauradas e onde os excluídos são ouvidos. Apoiamos comunidades afetadas por guerras, ocupações militares, racismo, extremismo religioso, destruição ecológica, injustiça e outras formas de violência. Ouvimos a sua sabedoria, partilhamos as suas esperanças e levamos as suas vozes ao mundo. Aprendemos que a paz justa nunca é imposta de cima para baixo, mas nasce da resiliência, da criatividade e da coragem daqueles cujas vidas são profundamente marcadas pela injustiça.

A nossa rede global, composta por leigos, religiosos consagrados, jovens líderes, clérigos e parceiros em todos os continentes, continua a ensinar-nos que a construção da paz é profundamente local e profundamente global. É espiritual e política, contemplativa e ativa, enraizada na vida e na missão de Jesus, o Construtor da Paz.

Focar o futuro com raízes profundas no nosso presente

O pontificado de Leão XIV marca uma nova era e um apelo a construir uma “paz desarmada e desarmante”. A Pax Christi, reunida em Florença, faz seu este apelo, oferecendo testemunhos vivos e alternativas não-violentas a uma cultura de guerra e de múltiplas formas de violência.

O nosso compromisso é traduzir este apelo, a uma “paz desarmada e desarmante”, em ações concretas para o desarmamento pessoal, familiar, coletivo, social e político, oferecendo respostas desarmadas e não-violentas à guerra e a múltiplas formas de violência, como a defesa civil desarmada, a objeção de consciência, a resistência civil, a proteção desarmada em zonas de conflito, a educação para a paz, a mediação, a diplomacia, o diálogo inter-religioso, a justiça restaurativa e o acompanhamento das ações não-violentas face à violência, à guerra e ao autoritarismo.

Reafirmamos o nosso compromisso com a paz justa e a não-violência ativa. Continuaremos a cultivar espaços de encontro, diálogo e cura, e a promover abordagens de segurança que priorizem a dignidade humana, o cuidado com a Criação, a participação equitativa e a proteção dos direitos humanos. A verdadeira segurança nasce da justiça, do Estado de Direito, da solidariedade entre os povos e da proteção e prosperidade da Criação.

Fortaleceremos o nosso compromisso teológico e pastoral com a não-violência evangélica através da Iniciativa Católica para a Não Violência e do Instituto Católico para a Não Violência, caminhando com a Igreja universal na sua busca por aprofundar a compreensão e o compromisso com a missão não-violenta de Jesus. Defenderemos a abolição das armas nucleares, consideradas imorais pelo Papa Francisco, e a regulamentação das armas autónomas, o desarmamento e a diplomacia da paz, bem como a proteção daqueles que defendem os direitos humanos e a Criação. Avaliaremos cuidadosamente o impacto das tecnologias emergentes, especialmente a Inteligência Artificial (IA), assegurando que respeitam a dignidade humana, a verdade e o bem comum.

A nossa ecoespiritualidade continuará a crescer como fonte de sabedoria e renovação. Inspirados pela Laudato Si’ e pela Laudate Deum, trabalharemos ao lado de comunidades que defendem a terra, a água e a vida, e promoveremos uma transição ecológica justa, fundamentada no cuidado, na reverência e na responsabilidade partilhada. O clamor da Terra e o clamor dos pobres permanecem indissociáveis no cerne da nossa missão.

Jovens a liderar a jornada

Neste ano de aniversário, reconhecemos com alegria a liderança dos jovens dentro da Pax Christi Internacional. Não são apenas herdeiros da nossa missão, são co-peregrinos, corresponsáveis pela construção da paz hoje. Através do Fórum de Jovens da Pax Christi Internacional, os jovens líderes de todas as regiões irão aprofundar a sua formação, moldar as nossas prioridades e amplificar a nossa mensagem nas escolas, universidades, comunidades religiosas, movimentos sociais e populares, espaços internacionais e outros grupos. A sua clareza moral, imaginação espiritual e compromisso com a não-violência dão uma nova vida e direção ao nosso movimento e são essenciais para construir pontes para o futuro.

Continuando a Peregrinação

Neste momento de incerteza global, recusamos o desespero. Inspirados pelo Ano Jubilar da Esperança, escolhemos a Esperança, não como um mero sentimento, mas como uma disciplina enraizada na fé e vivida em solidariedade. Continuaremos a construir pontes entre culturas e continentes, entre povos e nações, entre gerações e tradições. Cultivaremos parcerias com outras comunidades cristãs, com pessoas de todas as fés, não crentes e com todos aqueles que trabalham por um mundo onde cada pessoa possa viver com dignidade e paz.

Como movimento global, reafirmamos a nossa corresponsabilidade uns pelos outros e pela nossa missão. Aprofundaremos a nossa colaboração regional, reforçaremos a nossa base organizacional e investiremos nas capacidades necessárias para sustentar um testemunho visível, profético e eficaz no mundo.

Um compromisso renovado a sermos Artesãos da Paz Justa

Ao prosseguirmos a nossa jornada a partir de Florença, fazemo-lo na companhia daqueles que nos precederam e daqueles que nos seguirão. Com humildade, coragem e confiança no Deus da Paz e da Não-Violência, renovamos o nosso compromisso de sermos artesãos da paz justa, zeladores da Criação, companheiros dos vulneráveis e testemunhas ousadas da não-violência de Cristo. Inspirados também por Dilexi Te, afirmamos que o Amor é o fundamento da Paz, a medida pela qual a nossa Fé se torna credível e o nosso compromisso com a não-violência se mantém.

Que possamos permanecer fiéis às pontes que somos chamados a construir, entre comunidades, nações, povos e a Terra ferida que partilhamos.

«A paz que anunciais com a boca,
tende-a ainda mais copiosa nos vossos corações».

São Francisco de Assis (Legenda dos Três Companheiros, cap. 14)

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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Declaração da Pax Christi Internacional sobre a escalada da situação na Ucrânia



 A crise na Ucrânia – Dar uma oportunidade à paz
23 de fevereiro de 2022


A Pax Christi Internacional, um movimento global de paz baseado na fé, segue com grande preocupação os atuais desenvolvimentos perigosos na Ucrânia. A decisão da Rússia de reconhecer oficialmente a República Popular de Donetsk e a República Popular de Luhansk no leste da Ucrânia como estados independentes, e o envio das chamadas “operações de manutenção da paz”, aumenta a perspetiva de guerra entre Rússia, Ucrânia, e os EUA e seus aliados da NATO com potenciais consequências catastróficas para o mundo.

A guerra na Ucrânia levará a um imenso sofrimento para o povo da Ucrânia com milhares de mortes, refugiados, o desaparecimento do potencial de gerações de jovens e crianças, e a destruição com efeitos duradouros na economia do país e na paz global. Igualmente o impacto do uso de armas no meio ambiente será enorme e devastador. Do lado russo, haverá muitas baixas entre os soldados, muitas vezes jovens recrutas, que são atraídos para as ações de guerra.

Ao enviar as suas tropas para um território que declarou unilateralmente ser um “terceiro” estado, a Rússia violou flagrantemente a integridade territorial e a soberania da Ucrânia em aberta contradição com os tratados que ela própria assinou e a Carta das Nações Unidas.

Desde 2014, a Rússia tem alimentado agitação, rebelião, separatismo e anexação com o objetivo de desestabilizar um Estado vizinho independente, cuja própria existência ela agora põe abertamente em questão.

A Pax Christi Internacional deplora este estado de coisas que vai contra os princípios e os valores das Nações Unidas – onde a Rússia tem assento permanente no Conselho de Segurança – e também do Conselho da Europa e da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

A Pax Christi Internacional apoia a mensagem do Secretário-Geral da ONU, que insta todos os atores envolvidos a concertar os seus esforços em “garantir a cessação imediata das hostilidades, proteção de civis e infraestrutura civil, prevenir quaisquer ações e declarações que possam aumentar ainda mais a situação perigosa dentro e ao redor da Ucrânia e priorizar a diplomacia para abordar todas as questões pacificamente”.

A diplomacia é a única saída se quisermos preservar a paz. 

A Pax Christi International apela às Nações Unidas, à Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e ao Conselho da Europa para se tornarem os fóruns onde uma solução pacífica para a crise pode e deve ser encontrada.

A Pax Christi apela às nações do mundo que reconheçam a responsabilidade e a autoridade do Conselho de Segurança da ONU face às violações do direito internacional.

A Pax Christi Internacional pede: 

  • A retirada de quaisquer tropas russas do território ucraniano; 
  • O pleno reconhecimento das fronteiras internacionais da Ucrânia como garantido pela Declaração de Helsínquia (1975), a Carta de Paris (1990) e o Tratado de Budapeste (1994);
  • A implementação do acordo de Minsk e o acesso dos monitores da OSCE do Acordo;
  • Ao governo da Federação Russa para que deixe que as aspirações de paz do seu povo sejam ouvidas em público e para deixar de dar ao mundo uma imagem injusta de um país unido para a guerra atrás dos seus líderes.

A Pax Christi Internacional recorda à NATO e à União Europeia a sua responsabilidade abrangente pela manutenção da paz no território europeu, promovendo políticas de paz ativas que incluam diálogo, mediação, a audição de queixas e a adoção de medidas de dissuasão, desde a retirada das tropas até ao reconhecimento da dignidade e identidade da nação ucraniana.

Como organização baseada na fé, a Pax Christi International apela a todos os líderes religiosos para que promovam a oração, a não-violência e o diálogo, e tomem uma posição pública a favor de meios pacíficos de resolução de conflitos.

Apela igualmente aos seus membros para que encorajem ativamente os seus líderes políticos a promoverem igualmente uma resolução pacífica deste conflito, utilizando todos os meios legítimos à sua disposição.

A Pax Christi Internacional também expressa a sua mais profunda solidariedade com o povo da Ucrânia. Oramos por todos os que vivem com o medo terrível do que o futuro possa trazer e também oramos por aqueles corajosos pacificadores na Ucrânia e na Rússia que trabalham por mudanças positivas de forma não-violenta. O povo da Ucrânia tem o direito de viver em liberdade e em paz que lhes permita participar no desenvolvimento do seu país.

Em comunhão com o Papa Francisco, a Pax Christi Internacional recorda a mensagem dos seus predecessores que em movimentos semelhantes de ameaça à paz no passado, afirmaram que “nada se perde com a paz, tudo pode ser perdido com a guerra.”

Não deixem que a implacável mecânica da guerra prevaleça sobre a paciente busca pela paz. Ainda é tempo de dar à paz a oportunidade que ela merece. É um dom de Deus, ninguém pode descartá-lo levianamente!

Versão original, em inglês, da declaração em PDF

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sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Santa Sé apoia esforços da ONU pelo Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares

A Santa Sé está pronta a apoiar todos os esforços da ONU para a entrada em vigor do Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares (CTBT), assinado em 1996.

Esta posição é manifestada por monsenhor Frederik Hansen, encarregado dos assuntos da Missão do Observador Permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas, no seu discurso na sede em Nova York em 26 de agosto, por ocasião de um encontro virtual pela comemoração e a promoção do Dia Internacional Contra os Testes Nucleares, a ser celebrado a 29 de agosto. [...] Ler +

Fonte: Vatican News

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terça-feira, 23 de junho de 2020

Igreja pede “prioridade máxima” para o desarmamento nuclear

Numa altura que se receia que as negociações entre Rússia e Estados Unidos para estender o prazo do seu acordo de limitação de armas nucleares não sejam bem sucedidas, os bispos norte-americanos e europeus assumem que o cenário de uma guerra nuclear pode não estar assim tão distante. Numa declaração conjunta, os representantes da Igreja Católica pediram esta segunda-feira que seja dada “prioridade máxima” ao controlo de armas e desarmamento nuclear, e deixaram o alerta: “O nosso mundo permanece em grave perigo”. [...] Ler +

Fonte: 7 Margens

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sexta-feira, 22 de junho de 2018

Comunidade católica internacional condena a decisão do presidente Trump de acabar com a participação dos EUA no acordo com o Irão

A Pax Christi Portugal subscreveu uma declaração enviada ao Congresso dos EUA por iniciativa da Pax Christi Internacional, condenando a decisão do presidente Trump de retirar os EUA do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês) negociado em 2015 durante o governo Obama.
160 organizações católicas representando 19 países, acompanhadas por 551 líderes católicos de 23 países e 46 estados dos EUA subscreveram esta declaração.
O chamado "acordo com o Irão" é um acordo sobre o programa nuclear do Irão negociado pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos), com a Alemanha e a União Europeia, e o Irão.

Aceda aqui ao texto da declaração: https://www.paxchristi.net/news/statement-international-catholic-community-decries-president-trumps-decision-end-us

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terça-feira, 21 de novembro de 2017

Highlights from the Pax Christi delegation to the Vatican conference on nuclear disarmament

On 10-11 November 2017, Pax Christi International sent a delegation to attend a high-level international conference on disarmament in Rome sponsored by the Vatican.

This conference, “Prospects for a World Free from Nuclear Weapons and for Integral Disarmament” was a unique opportunity for civil society, church leaders, Vatican representatives, policy makers and others to discuss the next steps toward freeing the world of nuclear weapons as part of integral human development. Below are highlights from the delegation's participation in the conference.

Media coverage

Pax Christi Internacional

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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Papa Francisco: Não à lógica da intimidação

A corrida aos armamentos nucleares é funcional a «uma lógica de medo» que hoje ameaça não só os estados em conflito mas «o inteiro género humano». Foi a admoestação feita pelo Papa Francisco no discurso pronunciado na manhã de sexta-feira, 10 de novembro, na sala Clementina, durante a audiência aos participantes no congresso internacional promovido pelo Dicastério para o serviço do desenvolvimento humano integral.

No encontro convocado no Vaticano até dia 11, para discutir acerca das «perspetivas de um mundo livre das armas nucleares e de um desarmamento integral», participam também onze prémios Nobel que entregaram ao Pontífice o texto de um apelo para invocar «uma paz mundial sustentável e impedir que as armas nucleares se difundam e sejam usadas». Particularmente significativo foi o testemunho de Masako Wada, uma dos últimos “hibakusha”, como chamam no Japão aos sobreviventes dos bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki.

No seu discurso o Pontífice falou do clima de conflitualidade instável que está a levar o mundo a uma corrida incessante aos armamentos, e denunciou a apreensão que se sente considerando «as consequências catastróficas humanitárias e ambientais que derivam de qualquer uso das armas nucleares». Isto obriga a uma firme condenação da «ameaça do seu uso», assim como «da sua posse», até porque não se pode subestimar «o risco de uma explosão acidental por um erro de qualquer tipo». O Papa condena principalmente a lógica da força militar, das intimidações recíprocas e da ostentação dos arsenais bélicos, que parecem dominar as relações internacionais. Com efeito – admoestou – «as armas de destruição de massa, em particular as atómicas, causam um enganador sentido de insegurança e não podem constituir a base da convivência pacífica entre os membros da família humana».

Face aos «cenários angustiantes» da geopolítica contemporânea, Francisco evoca também os desafios do terrorismo e dos “conflitos assimétricos”, favorecidos por tecnologias que se difundem através de comunicações telemáticas, e a falta de instrumentos jurídicos internacionais que «não impediram que novos estados se juntassem ao círculo dos possuidores de armas atómicas». Contudo, não bastante isto, o Pontífice pretende acender «no nosso mundo desordenado as luzes da esperança», animado por um realismo sadio baseado, por exemplo, na histórica votação na sede da Onu, com a qual «a maior parte dos membros da comunidade internacional estabeleceu que as armas nucleares não são apenas imorais, mas devem ser consideradas inclusive um instrumento de guerra ilegítimo». Aliás, graças a este tratado, foi «colmado um vazio jurídico importante, dado que as armas químicas, as biológicas, as minas anti-homem e as bombas-cacho constituem armamentos expressamente proibidos através de convenções internacionais». E a este propósito Francisco considera «ainda mais significativo o facto de que estes resultados se devem principalmente a uma “iniciativa humanitária” promovida por uma válida aliança entre sociedade civil, estados, organizações internacionais, Igrejas, academias e peritos».

Por fim o Papa recordou a encíclica Populorum progressio de Paulo VI, frisando que só um «progresso efetivo e inclusivo pode tornar realizável a utopia de um mundo livre de armas ofensivas mortais, não obstante a crítica» de quantos «consideram idealistas os processos de desmantelamento dos arsenais».

Discurso do Papa

L'Osservatore Romano

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sábado, 3 de junho de 2017

Intenção do Papa Francisco para o mês de Junho: Eliminar o Comércio de Armas



Rezemos todos juntos pelos responsáveis das nações, para que se comprometam com a decisão de colocar fim ao comércio das armas, que causa tantas vítimas inocentes.

Papa Francisco - Junho 2017

É uma absurda contradição falar de paz, negociar a paz e, ao mesmo tempo, promover ou permitir o comércio de armas.
E sempre fica a dúvida: uma guerra aqui, outra guerra ali, será realmente uma guerra por problemas ou uma guerra comercial para vender essas armas no comércio ilegal e para enriquecer os comerciantes da morte?
Acabemos com esta situação. Rezemos todos juntos pelos responsáveis das nações, para que se comprometam decididamente em pôr fim ao comércio das armas, que provoca tantas vítimas inocentes.

Vídeo do Papa

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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Conferência de Outono 2013: A violência da crise e a proliferação das armas

Realiza-se no dia 12 de Outubro de 2013 a Conferência de Outono do Observatório Permanente sobre a Produção, o Comércio e a Proliferação de Armas Ligeiras com o título "A violência da crise e a proliferação das armas".

Com início às 9h30 e encerramento às 18h00, decorrerá no Forum Picoas, na Avenida Fontes Pereira de Melo, em Lisboa.

Entrada livre.


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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Tratado sobre o Comércio de Armas: Carta para o Senhor Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros

A 2 de Abril de 2013 a Assembleia Geral das Nações Unidas, aprovou o Tratado sobre o Comércio de Armas (TCA), colocando ponto final a um esforço desenvolvido no seu âmbito desde finais de 2006 e regulamentando, minimamente, o comércio internacional de armas convencionais.

Segue-se ainda um longo período de espera antes que o Tratado entre em vigor.

A sua assinatura poderá ser feita a partir de 3 de Junho de 2013 e só entrará em vigor 90 dias após o depósito, junto do Secretário-geral das Nações Unidas, do instrumento de ratificação apresentado pelo 50.º Estado que a efectuar.

Perante este feito da diplomacia internacional, em carta assinada a 29 de Maio de 2013 pelo Observatório Permanente sobre a Produção, Comércio e Proliferação das Armas Ligeiras, pela Amnistia Internacional – Portugal, pela Comissão Nacional Justiça e Paz, pelo Observatório sobre Género e Violência Armada do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, pela Pax Christi Portugal e pela Pró Dignitate - Fundação de Direitos Humanos, solicita-se ao Senhor Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros que:
  • Portugal, assine o Tratado, com a maior urgência, a partir de 3 de Junho de 2013;
  • em Portugal, com a conveniente brevidade, se inicie o processo de ratificação deste Tratado, por forma a que se consiga entregar nas Nações Unidas o instrumento de ratificação a tempo de permitir que o nosso país figure entre os primeiros cinquenta Estados que o fizerem, contribuindo, assim, directamente, para colocar em vigor o Tratado sobre o Comércio das Armas;
  • no âmbito internacional e, em particular, junto dos países que, com Portugal, constituem a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, se diligencie no sentido de se conseguir uma sintonia de comportamentos favoráveis a uma entrada em vigor do Tratado sobre o Comércio de Armas tão cedo quanto possível e, mais importante ainda, a uma aplicação rigorosa do seu conteúdo.
Lisboa, 29 de Maio de 2013

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sábado, 16 de junho de 2012

Por um mundo sem violência armada: Semana Mundial de Acção contra a Violência Armada

Por um mundo sem violência armada
Uma abordagem ética ao Tratado sobre o Comércio das Armas (TCA)

A ajuda de tod@s é necessária para divulgar a mensagem a favor de um forte e consistente Tratado sobre o Comércio de Armas às igrejas, sociedade civil e diplomatas de todo o mundo!

Um novo Tratado sobre o Comércio de Armas será negociado na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, entre 2 a 27 de Julho de 2012. Milhares de mulheres, crianças e civis, vítimas inocentes de armas de pequeno calibre, são feridas e mortas em vários conflitos em muitos países do mundo; comunidades são destruídas, sendo o meio ambiente e os recursos naturais afetados negativamente. A nossa fé ensina-nos que a vida de cada ser humano é sagrada. Também nos ensina a erguer a nossa voz perante o sofrimento.

Quer participar na campanha da Pax Christi, opondo-se à violência que destrói a vida e dignidade humanas? 

Eis algumas das inúmeras formas de fazer ouvir a sua voz:

  • Envie uma carta aos membros do governo e responsáveis políticos – Pode utilizar como modelo a carta que a Pax Christi Portugal e o Observatório Permanente sobre a Produção, Comércio e Proliferação das Armas Ligeiras da Conferência Episcopal Portuguesa, enviaram ao Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português; 
  • Una-se a nós em oração organizando celebrações/serviços religiosos no fim-de-semana de 17 de Junho de 2012. Pode usar as sugestões pastorais e litúrgicas que encontra aqui
  • Afixe e distribua folhetos sobre o TCA nas igrejas, escolas, supermercados e noutros espaços; 
  • Faça um donativo para a Pax Christi. 

Um forte Tratado sobre o Comércio de Armas baseado nos direitos humanos e no Direito Humanitário Internacional salvará vidas e reduzirá o sofrimento humano. Por favor, associe-se à Pax Christi para a realização de um Tratado sobre o Comércio de Armas humano. Junt@s podemos contribuir para a construção de um mundo mais justo e pacífico. 

Na página da Pax Christi Internacional encontrará um guia completo da campanha incluindo uma descrição das campanhas da Pax Christi e seus recursos.

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Tratado sobre o Comércio de Armas: Carta ao Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros

No contexto da Semana Mundial de Acção contra a Violência Armada concentrada na preparação, nas Nações Unidas, do Tratado sobre o Comércio de Armas, a Pax Christi Portugal e o Observatório Permanente sobre a Produção, Comércio e Proliferação das Armas Ligeiras da Conferência Episcopal Portuguesa, enviaram uma carta ao Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português, solicitando que fossem «transmitidas as necessárias instruções aos representantes de Portugal na Conferência Diplomática de 2 a 27 de Julho próximo, nas Nações Unidas, para que a posição do nosso país no decurso das negociações fique claramente do lado dos países que têm lutado mais abertamente por um Tratado eficaz no combate contra a proliferação incontrolada das armas e os seus nefastos efeitos». (Mais ...)

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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Santa Sé pede fim das armas de fragmentação

O Observador Permanente da Santa Sé junto das instituições das Nações Unidas em Genebra, Suíça, considerou “inaceitável” que a comunidade internacional permita a morte de pessoas vítimas de bombas de fragmentação.
Falando na 4ª conferência para a revisão e limitação do uso de algumas armas convencionais, esta segunda-feira, o arcebispo Silvano Maria Tomasi criticou ainda a tendência para “enfraquecer as normas de direito humanitário”.
As bombas de fragmentação contêm um dispositivo que, ao abrir-se, liberta um grande número de pequenas bombas, as quais permanecem nos locais atingidos durante vários anos, podendo explodir a qualquer momento. (Mais...)

Agência Ecclesia

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domingo, 11 de abril de 2010

CULTURA DA PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA: Audição Pública "As 'armas' da violência"

O Observatório Sobre a Produção, Comércio e Proliferação de Armas Ligeiras da Comissão Nacional Justiça e Paz, promove a Audição AS "ARMAS" DA VIOLÊNCIA, no próximo dia 24 de Abril, das 10h00 às 17h00, na Fundação Cidade de Lisboa, Campo Grande, 380.

O Observatório constata, com grande preocupação, que a sociedade portuguesa dá sinais de violência que atravessa diferentes meios sociais (família, escola, locais de comércio, de diversão ou de prática desportiva, a rua), praticada por indivíduos de diferentes grupos etários, adultos e jovens e de ambos os sexos, e que grassa por todo o território, com particular incidência nas zonas urbanas e suburbanas.
O recurso ao uso de armas mais ou menos sofisticadas é frequente, indiciando que a proliferação de armas (legais ou ilegais) na posse de particulares teima em persistir.
O Observatório procura dar o seu contributo sobre esta problemática ao promover esta nova Audição Pública que, dando voz à participação qualificada de pessoas conhecedoras de diferentes manifestações de violência, ajude a diagnosticar essas situações e suas distintas expressões, a identificar as respectivas causas e possa apontar caminhos para as superar. (Mais ...)
CNJP

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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

DESARMAMENTO E DESMILITARIZAÇÃO: Conselho de Segurança da ONU aprova resolução contra armas nucleares

O Conselho de Segurança da ONU adoptou na quinta-feira uma resolução histórica sobre desarmamento e não-proliferação nuclear. O documento foi aprovado por unanimidade em reunião presidida por Barack Obama, dos Estados Unidos.
A resolução 1887 pede aos países membros do Tratado de Não-Proliferação Nuclear que respeitem as suas obrigações e apela aos não-signatários que se juntem a ele como Estados sem armas atómicas, para torná-lo universal.
O texto também pede que todas as nações negoceiem uma redução dos arsenais nucleares e trabalhem em prol de um tratado de desarmamento geral e completo sob rígido controlo internacional.
O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu ao Conselho de Segurança para usar esta reunião histórica como uma plataforma para uma eventual eliminação de armas nucleares. (Mais ...)
Rádio ONU

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terça-feira, 8 de setembro de 2009

DESARMAMENTO E DESMILITARIZAÇÃO: Carta ao Ministro dos Negócios Estrangeiros apelando à ratificação da Convenção sobre Munições de Fragmentação

No passado dia 30 de Julho, a secção portuguesa da Pax Christi enviou uma carta ao Ministro dos Negócios Estrangeiros, Dr. Luís Amado, apelando à ratificação, por parte do Estado Português, da Convenção sobre Munições de Fragmentação, assinada em Dezembro passado em Oslo, Noruega. Eis o seu conteúdo:

Lisboa, 30 de Julho de 2009
Ex.mo Senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros,
A Pax Christi – Secção Portuguesa, movimento católico internacional para a paz, vem por este meio apresentar os seus cumprimentos e felicitar o Governo Português por ter assinado, em Oslo, em Dezembro do ano passado, a Convenção sobre Munições de Fragmentação.
No entanto, porque um passo crucial se impõe para que a mesma entre em vigor na ordem internacional, vimos solicitar que sejam tomadas todas as medidas necessárias para a sua rápida ratificação, pelo Estado português.
Este tratado internacional, como é do conhecimento de V. Exca., proíbe as munições de fragmentação, exige a destruição das que estão armazenadas no prazo de oito anos e a limpeza de terrenos contaminados no prazo de dez anos, e reconhece os direitos dos indivíduos e das comunidades afectadas por estas munições a receber assistência. A sua entrada em vigor permitirá salvar um número incalculável de vidas.
Desde Dezembro de 2008 e até ao momento, 98 Estados assinaram a Convenção sobre Munições de Fragmentação e 14 Estados já a ratificaram, incluindo países que as armazenam, ex-utilizadores e produtores destas armas, bem como países afecta-dos de todas as regiões do mundo.
Os Estados devem agora proceder à ratificação da Convenção, que entrará em vigor 6 meses após a 30ª ratificação. Cada nova ratificação torna a promessa humanitária contida neste tratado mais próxima da realidade. Só depois de 30 Estados a ratificarem começa a contar o tempo definido para que os Estados cumpram as suas obrigações de limpar terrenos contaminados e destruir todos os stocks armazenados. A 30ª ratificação também irá transformar as inovadoras obrigações de assistência a comunidades afectadas, contidas no tratado, em normas juridicamente vinculativas que reconhecem os direitos das vítimas a receber assistência.
Incentivamos, por isso, o Governo Português a fazer parte do grupo dos 30 Estados que permitirão a entrada em vigor deste tratado histórico.
Com os nossos mais respeitosos cumprimentos,
Pela Secção Portuguesa da Pax Christi
D. Januário Torgal Ferreira
(Presidente)


Mais informações sobre a Convenção sobre Munições de Fragmentação e sua ratificação em:
* Convention on Cluster Munitions
* Cluster Munition Coalition

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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

DESARMAMENTO E DESMILITARIZAÇÃO: Por um mundo livre de armas nucleares

O comité central do Conselho Mundial das Igrejas (CMI), reunido de 26 de Agosto a 2 de Setembro de 2009, em Genebra (Suiça), adoptou no dia 1 de Setembro de 2009 uma “Declaração de esperança num ano de oportunidades: por um mundo livre de armas nucleares”.

Sete décadas após o início da era nuclear, a declaração apela às Igrejas a aproveitarem as oportunidades promissoras que o próximo ano oferecerá para trabalhar a favor de um mundo sem armas nucleares. Entre estas oportunidades, está uma sessão especial sobre desarmamento do Conselho de Segurança da ONU para os Chefes de Estado, que será presidida pelo Presidente Barack Obama no dia 24 de Setembro de 2009, bem como o Dia Internacional de Oração pela Paz, no dia 21 de Setembro.
A declaração do CMI apela aos Estados que possuem armas nucleares a respeitarem “o compromisso inequívoco de eliminar totalmente os arsenais nucleares com o objectivo de alcançar o desarmamento nuclear”. Convida igualmente as Igrejas a apoiarem os seus governos a tornarem todas regiões do mundo mais seguras através do estabelecimento de zonas livres de armas nucleares.
CMI

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quinta-feira, 18 de junho de 2009

DESARMAMENTO E DESMILITARIZAÇÃO: Desarmar a violência doméstica na Semana de Acção Global Contra a Violência Armada

De 15 a 21 de Junho decorre a Semana de Acção Global Contra a Violência Armada. Durante a mesma terão lugar vários eventos em mais de 85 países com o objectivo de chamar a atenção para o custo humano da proliferação e uso indevido de armas ligeiras.
Para as mulheres, a casa é o local onde estão expostas a maiores riscos de violência armada. As estatísticas são alarmantes. Quando existe uma arma de fogo em casa, as mulheres ficam três vezes mais expostas a mortes violentas. Os perpetradores são muitas vezes esposos ou companheiros, actuais ou passados, algumas vezes com historial de violência doméstica. Além disso, por cada mulher assassinada ou ferida com arma de fogo, muitas outras são ameaçadas. (Mais ...)

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

SEMANA DA PAZ 2009: Colóquio "Missão de Paz em cenários de guerra"

«Missão de paz em cenários de guerra» é o tema do colóquio organizado pelo grupo “Ecumenismo e Diálogos Inter-Religioso e Inter-Cultural” da Paróquia de Paço de Arcos , com a colaboração da secção portuguesa da Pax Christi, a realizar no próximo dia 13 de Março, às 21.30, no Salão Paroquial da Igreja de Paço de Arcos. Entrada livre.

Construir a paz com armas na mão e/ou participar numa intervenção armada para manter a paz pode parecer uma contradição: o uso das armas significa habitualmente violência e destruição mesmo quando é em defesa própria (de pessoas ou nações) pois trata-se de uma resposta (violenta) a quem já usou de violência. Para os cristãos esta é uma questão que implica uma séria reflexão: o que é o espírito de homens de paz? Como se pode transmitir esse espírito no contexto de uma guerra e de armas na mão?
Muitos membros das nossas Forças Armadas têm participado em Missões de Paz em países longínquos e com realidades sociais e culturais muito diferentes da nossa. Como têm vivido esta experiência? Quais as principais aprendizagens que têm feito? Têm realmente sentido que vivem a missão com o espírito de Homens de Paz?
Iniciativa promovida pelo grupo da Paróquia de Paço de Arcos “Ecumenismo e Diálogos Inter-Religioso e Inter-Cultural”, com a colaboração da secção portuguesa da Pax Christi, conta com a intervenção do capelão militar Padre Constâncio José Costa Gusmão (missões em Timor-Leste, Bósnia, Kosovo -Zueses- e Afeganistão) e do Major Garcia Lopes (missão em Timor-Leste); a moderação estará a cargo do D. Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas e de Segurança e Presidente da Secção Portuguesa da Pax Christi.

Não deixe de aparecer e participar! E lembre-se de convidar os seus amigos também.

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

DESARMAMENTO E DESMILITARIZAÇÃO: Audição Pública "Armas e violência: um retrato português"

A 19 de Fevereiro de 2009 o Observatório sobre a Produção, Comércio e Proliferação das Armas Ligeiras organiza uma Audição Pública para ver o que foi feito após o surto de violência do Verão de 2008 e conhecer o alcance das alterações propostas para a Nova Lei das Armas - Lei 5/2006

A Comissão Nacional Justiça e Paz, através do Observatório sobre a Produção, Comércio e Proliferação das Armas Ligeiras, vai organizar uma Audição Pública sobre o tema "Armas e violência: um retrato português", coincidindo com o terceiro aniversário da publicação da Nova Lei das Armas [Lei 5/2006]. A Audição terá lugar no próximo dia 19 de Fevereiro de 2009, pelas 17h00, no Centro Nacional de Cultura, Rua António Maria Cardoso, 68, ou Largo do Picadeiro, 10, ao Chiado, em Lisboa. (Mais ...)
CNJP

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