a OBSERVATÓRIO DA PAX

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Compromisso Florença 2025-2030 da Pax Christi Internacional: 80 anos a construir pontes para o futuro

 


Compromisso Florença 2025-2030 da Pax Christi Internacional

80 anos a construir pontes para o futuro

Florença, Itália, novembro de 2025

Onde começámos e onde estamos

Nascida no rescaldo da guerra e da divisão, a Pax Christi iniciou a sua peregrinação há oitenta anos com uma oração pela reconciliação e a convicção de que a paz era possível. Enraizado no Evangelho, alimentado pela Doutrina Social da Igreja Católica e moldado pela coragem de inúmeros construtores da paz ao longo de gerações, o nosso movimento cresceu e tornou-se uma comunidade global comprometida com o poder transformador da não-violência ativa e a paz justa.

Hoje, o nosso mundo está novamente ferido por conflitos violentos, medo e divisão. A violência armada marca todas as regiões, incluindo a Terra Santa, o Sudão e a Ucrânia. As tentativas de resolver crises com a violência multiplicam-se, enquanto a diplomacia e o diálogo recuam. Os valores democráticos estão enfraquecidos, as vozes da dissidência e da consciência enfrentam a intimidação e a repressão e, em algumas nações, os jovens enfrentam novamente o serviço militar obrigatório. O ódio é alimentado para ganhos políticos e a dignidade da vida humana é ameaçada por sistemas que privilegiam o poder, o lucro e a dominação.

A nossa casa comum sofre a violência da exploração e da poluição. A degradação climática intensifica o sofrimento e aprofunda a desigualdade. O deslocamento forçado está entre as consequências mais visíveis desta injustiça. Muitos migrantes e refugiados personificam uma resistência silenciosa e não-violenta, testemunho do anseio pela vida, pela dignidade e por um lugar ao qual pertencer. As economias extrativas, modelos energéticos destrutivos baseados em minerais “críticos”, também impulsionados pela indústria bélica, atingem com mais força os pobres, os povos indígenas, as mulheres e as jovens gerações. No entanto, no meio destas crises, a nossa vocação comum permanece inalterada: testemunhar o amor não-violento de Cristo e construir pontes para o amanhã.

Uma jornada moldada pela esperança

Ao longo de oito décadas, a Pax Christi International testemunhou que a paz floresce onde as relações são restauradas e onde os excluídos são ouvidos. Apoiamos comunidades afetadas por guerras, ocupações militares, racismo, extremismo religioso, destruição ecológica, injustiça e outras formas de violência. Ouvimos a sua sabedoria, partilhamos as suas esperanças e levamos as suas vozes ao mundo. Aprendemos que a paz justa nunca é imposta de cima para baixo, mas nasce da resiliência, da criatividade e da coragem daqueles cujas vidas são profundamente marcadas pela injustiça.

A nossa rede global, composta por leigos, religiosos consagrados, jovens líderes, clérigos e parceiros em todos os continentes, continua a ensinar-nos que a construção da paz é profundamente local e profundamente global. É espiritual e política, contemplativa e ativa, enraizada na vida e na missão de Jesus, o Construtor da Paz.

Focar o futuro com raízes profundas no nosso presente

O pontificado de Leão XIV marca uma nova era e um apelo a construir uma “paz desarmada e desarmante”. A Pax Christi, reunida em Florença, faz seu este apelo, oferecendo testemunhos vivos e alternativas não-violentas a uma cultura de guerra e de múltiplas formas de violência.

O nosso compromisso é traduzir este apelo, a uma “paz desarmada e desarmante”, em ações concretas para o desarmamento pessoal, familiar, coletivo, social e político, oferecendo respostas desarmadas e não-violentas à guerra e a múltiplas formas de violência, como a defesa civil desarmada, a objeção de consciência, a resistência civil, a proteção desarmada em zonas de conflito, a educação para a paz, a mediação, a diplomacia, o diálogo inter-religioso, a justiça restaurativa e o acompanhamento das ações não-violentas face à violência, à guerra e ao autoritarismo.

Reafirmamos o nosso compromisso com a paz justa e a não-violência ativa. Continuaremos a cultivar espaços de encontro, diálogo e cura, e a promover abordagens de segurança que priorizem a dignidade humana, o cuidado com a Criação, a participação equitativa e a proteção dos direitos humanos. A verdadeira segurança nasce da justiça, do Estado de Direito, da solidariedade entre os povos e da proteção e prosperidade da Criação.

Fortaleceremos o nosso compromisso teológico e pastoral com a não-violência evangélica através da Iniciativa Católica para a Não Violência e do Instituto Católico para a Não Violência, caminhando com a Igreja universal na sua busca por aprofundar a compreensão e o compromisso com a missão não-violenta de Jesus. Defenderemos a abolição das armas nucleares, consideradas imorais pelo Papa Francisco, e a regulamentação das armas autónomas, o desarmamento e a diplomacia da paz, bem como a proteção daqueles que defendem os direitos humanos e a Criação. Avaliaremos cuidadosamente o impacto das tecnologias emergentes, especialmente a Inteligência Artificial (IA), assegurando que respeitam a dignidade humana, a verdade e o bem comum.

A nossa ecoespiritualidade continuará a crescer como fonte de sabedoria e renovação. Inspirados pela Laudato Si’ e pela Laudate Deum, trabalharemos ao lado de comunidades que defendem a terra, a água e a vida, e promoveremos uma transição ecológica justa, fundamentada no cuidado, na reverência e na responsabilidade partilhada. O clamor da Terra e o clamor dos pobres permanecem indissociáveis no cerne da nossa missão.

Jovens a liderar a jornada

Neste ano de aniversário, reconhecemos com alegria a liderança dos jovens dentro da Pax Christi Internacional. Não são apenas herdeiros da nossa missão, são co-peregrinos, corresponsáveis pela construção da paz hoje. Através do Fórum de Jovens da Pax Christi Internacional, os jovens líderes de todas as regiões irão aprofundar a sua formação, moldar as nossas prioridades e amplificar a nossa mensagem nas escolas, universidades, comunidades religiosas, movimentos sociais e populares, espaços internacionais e outros grupos. A sua clareza moral, imaginação espiritual e compromisso com a não-violência dão uma nova vida e direção ao nosso movimento e são essenciais para construir pontes para o futuro.

Continuando a Peregrinação

Neste momento de incerteza global, recusamos o desespero. Inspirados pelo Ano Jubilar da Esperança, escolhemos a Esperança, não como um mero sentimento, mas como uma disciplina enraizada na fé e vivida em solidariedade. Continuaremos a construir pontes entre culturas e continentes, entre povos e nações, entre gerações e tradições. Cultivaremos parcerias com outras comunidades cristãs, com pessoas de todas as fés, não crentes e com todos aqueles que trabalham por um mundo onde cada pessoa possa viver com dignidade e paz.

Como movimento global, reafirmamos a nossa corresponsabilidade uns pelos outros e pela nossa missão. Aprofundaremos a nossa colaboração regional, reforçaremos a nossa base organizacional e investiremos nas capacidades necessárias para sustentar um testemunho visível, profético e eficaz no mundo.

Um compromisso renovado a sermos Artesãos da Paz Justa

Ao prosseguirmos a nossa jornada a partir de Florença, fazemo-lo na companhia daqueles que nos precederam e daqueles que nos seguirão. Com humildade, coragem e confiança no Deus da Paz e da Não-Violência, renovamos o nosso compromisso de sermos artesãos da paz justa, zeladores da Criação, companheiros dos vulneráveis e testemunhas ousadas da não-violência de Cristo. Inspirados também por Dilexi Te, afirmamos que o Amor é o fundamento da Paz, a medida pela qual a nossa Fé se torna credível e o nosso compromisso com a não-violência se mantém.

Que possamos permanecer fiéis às pontes que somos chamados a construir, entre comunidades, nações, povos e a Terra ferida que partilhamos.

«A paz que anunciais com a boca,
tende-a ainda mais copiosa nos vossos corações».

São Francisco de Assis (Legenda dos Três Companheiros, cap. 14)

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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Martin Luther King, Jr. faz o discurso “Eu tenho um sonho”, 1963

28 de Agosto de 1963, após a «Marcha para Washington por Emprego e Liberdade», Martin Luther King, Jr. fez o discurso mais emblemático da sua vida e um dos mais representativos na luta contra a Discriminação Racial e Étnica.

Pronunciado na escadaria do Monumento a Lincoln, em Washington, D.C., foi ouvido por mais de 250.000 pessoas de todas as etnias, reunidas na capital dos Estados Unidos da América.

A manifestação foi pensada como uma maneira de divulgar de uma forma dramática as condições de vida desesperadas dos negros no Sul dos Estados Unidos, e exigir ao poder federal um maior compromisso na segurança física dos negros e dos defensores dos direitos civis, sobretudo no Sul.

Realizada num clima muito tenso, a manifestação foi um estrondoso sucesso, e o discurso conhecido sobretudo pela frase permanentemente repetida no meio do discurso «I have a Dream» (Eu tenho um sonho), mas também pela frase que é repetida no fim – «That Liberty Ring» (Que a Liberdade ressoe), que retoma o poema patriótico «América», tornou-se, com o discurso de Lincoln em Gettysburg, um dos mais importantes da oratória americana.

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terça-feira, 22 de junho de 2010

CULTURA DA PAZ: XXVI Semana da Pastoral Social: "Dar-se de verdade. Para um desenvolvimento solidário"

A XXVI Semana da Pastoral Social terá como tema “Dar-se de verdade. Para um desenvolvimento solidário” e realiza-se em Fátima, (Centro Pastoral Paulo VI, Salão do Bom Pastor) de 14 a 16 de Setembro.
Depois da última Semana Social (Aveiro, Novembro de 2009) sobre o tema "Bem comum: responsabilidade da Pessoa, da Igreja e do Estado", e na sequência do que Bento XVI disse em Fátima, no passado dia 13 de Maio, esta iniciativa terá como pano de fundo a encíclica «Caritas in Veritate».
Esta acção permitirá que todos os que de alguma forma intervêm nas instituições de acção social possam aprofundar as linhas da identidade cristã que as distingue e se sentirem animados num agir mais criativo e radical. (Mais ...)
Agência Ecclesia

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quinta-feira, 30 de julho de 2009

PAZ E ESPIRITUALIDADE: "Se queres a paz, cuida da criação" - Tema para o Dia Mundial da Paz 2010

O Vaticano divulgou esta Quarta-feira o tema da mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial da Paz 2010, desta feita intitulada "Se queres a paz, cuida da criação". O Papa fala numa crise ecológica e na necessidade de enfrentá-la globalmente.
Numa nota divulgada pela sala de imprensa da Santa Sé, pode ler-se que o tema pretende fomentar uma tomada de consciência do "forte elo que existe no nosso mundo globalizado e interconectado entre salvaguarda da criação e cultivo do bem da paz", lembrando as "terríveis perspectivas que a degradação ambiental apresenta".
Segundo a apresentação do tema divulgada pela Santa Sé, "se a família humana não souber fazer frente a estes novos desafios com um renovado sentido de justiça e de equidade social e de solidariedade internacional, corre-se o risco de semear a violência entre os povos e entre as gerações presentes e futuras". (Mais ...)

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sexta-feira, 12 de junho de 2009

CULTURA DA PAZ: A Dimensão do Cuidar na Re-significação do Espaço Público

Ciclo de Conferências A Dimensão do Cuidar na Re-significação do Espaço Público com Maria de Lourdes Pintasilgo em Fundo

Datas: 25 a 27 de Junho e 10 de Julho de 2009
Locais: Centro Nacional de Cultura, Lisboa; Universidade de Évora, sala 131 do Colégio Espírito Santo; Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa

Ficha de Inscrição

Preço: 1 dia (15 Euros); 2 dias (30 Euros); 3 dias (35 Euros); 4 dias (40 Euros)
Inscrições: info@fcuidarofuturo.pt
Informações: 213 149 206

O presente Ciclo de Conferências e Comunicações integra-se no projecto Mulheres, Ética e Espaço Público, cuja iniciativa pertence ao Departamento de Pedagogia e Educação da Universidade de Évora, à Fundação Cuidar O Futuro e à Fundação Ensino e Cultura Fernando Pessoa.
Impulsionado pela figura de Maria de Lourdes Pintasilgo como símbolo de um modo de configuração da vida pública e de nela inscrever quer as reivindicações feministas, quer as de todas as formas de discriminação, o projecto Mulheres, Ética e Espaço Público pretende articular três tópicos – mulheres, ética e espaço público – e três autoras – Hannah Arendt, Adela Cortina e Maria de Lourdes Pintasilgo – no sentido de re-significar o conceito de espaço público.
Esta iniciativa, primeira intervenção do referido Projecto, vai centrar-se no conceito de Cuidar/Cuidado, explorando-o quer na sua importância no pensamento de Maria de Lourdes Pintasilgo, quer nas suas raízes filosóficas no pensamento heideggeriano, quer ainda nas suas repercussões nas diversas dimensões da vida pública. (Mais ...)

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CULTURA DA PAZ: To be pro life is to be nonviolent

Um artigo do jesuíta norte-americano John Dear a ler. Vale a pena.

Last week, one dedicated Christian killed another during church services in Wichita, Kansas. Both men thought they were doing God’s will. One -- the zealous anti-abortion activist, Scott Roeder, believed in “justifiable homicide” to bring to a halt the activities of the other -- the abortion doctor, George Tiller. I grieve for both of them, for everyone in that scene, for all of us. Both were far from the nonviolent Jesus, but so are we all. This sad event confirms what many of us have been saying for years. We all need to repent of our violence and discover Jesus’ way of nonviolence.
There is a reason for this madness. For seventeen hundred years we have rejected the Sermon on the Mount and Jesus’ truth about nonviolence (“Put down your sword. Love one another. Love your enemies. Be as compassionate as God”). In the fourth century, we made a ruinous accommodation, and started down the path toward the so-called Just War theory -- and Christians have been killing Christians ever since. Popes, bishops, priests and ministers have blessed mass murder, and still do so, and assume they are doing God’s will.
The Just War theory opens Pandora’s Box. It allows for a time when it is permissible to declare war for God’s sake. With each condition we move farther away from the Sermon on the Mount. As we have assumed war is justifiable, so we have come up with other occasions when killing is justified. We execute people, build nuclear weapons, and support jingoistic militarism, and all the while believe we are ushering in God’s reign. (Mais ...)
National Catholic Reporter

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quarta-feira, 3 de junho de 2009

ELEIÇÕES EUROPEIAS 09: “Construir a casa Europa" - Bispos da UE deixam apelos para as Europeias

«Construir a casa Europa» é o título da declaração da Comissão dos Episcopados Católicos da União Europeia (COMECE) para as próximas eleições europeias [4 a 7 de Junho], consideradas como “uma oportunidade para construir uma Europa melhor”.
O texto apela à participação de todos os cidadãos, lembrando as responsabilidades especiais dos cristãos, após 64 anos de desenvolvimento pacífico e 20 anos depois da queda da Cortina de Ferro. “Participando nas eleições para o Parlamento Europeu, todos os cidadãos têm a possibilidade de contribuir para o desenvolvimento e a melhoria da União Europeia”, afirma a COMECE.
A declaração lembra que a Igreja Católica manifestou “desde o início” o seu apoio ao projecto de integração europeia e continua a fazer o mesmo, ainda hoje. “Todos os cristãos têm não só o direito, mas também o dever de se comprometerem activamente neste projecto, exercendo o seu direito ao voto”, refere-se.
Por outro lado, é pedido ao Parlamento Europeu que defenda os princípios fundamentais “da dignidade humana e da promoção do bem comum”. Neste contexto, pede-se aos eurodeputados que tudo façam para “respeitar a vida humana, da concepção à morte natural”, “apoiar a família fundada no matrimónio”, “promover os direitos sociais dos trabalhadores” e “levar por diante uma governação financeira apoiada em valores éticos”. As mudanças climáticas, as relações da UE com os países em vias de desenvolvimento ou a promoção de uma política externa que promova a paz no mundo são outras preocupações apresentadas. (Mais ...)
Agência Ecclesia

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sexta-feira, 6 de março de 2009

SEMANA DA PAZ 2009: Workshop "Educar a violência: O papel da escola"

Integrado na Semana da Paz 2009, que a secção portuguesa da Pax Christi vai organizar de 9 a 15 de Março, dedicada ao tema: Violência no mundo urbano: Do medo do outro ao medo pelo outro, vai realizar-se no próximo dia 14 de Março, Sábado, das 16.30 às 19.00, na Sala Alberto Lourenço, nas instalações da Igreja de Santa Isabel, Rua Saraiva de Carvalho, 2A (Metro: Rato), em Lisboa, o Workshop “Educar a violência: O papel da escola”, orientado por Helena Águeda Marujo e Luís Miguel Neto, ambos Professores Universitários.

A entrada é livre, mas com inscrições limitadas!
Inscreva-se já, para paxchristi.portugal@gmail.com, até 12 de Março.

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

SEMANA DA PAZ 2009: Colóquio "Missão de Paz em cenários de guerra"

«Missão de paz em cenários de guerra» é o tema do colóquio organizado pelo grupo “Ecumenismo e Diálogos Inter-Religioso e Inter-Cultural” da Paróquia de Paço de Arcos , com a colaboração da secção portuguesa da Pax Christi, a realizar no próximo dia 13 de Março, às 21.30, no Salão Paroquial da Igreja de Paço de Arcos. Entrada livre.

Construir a paz com armas na mão e/ou participar numa intervenção armada para manter a paz pode parecer uma contradição: o uso das armas significa habitualmente violência e destruição mesmo quando é em defesa própria (de pessoas ou nações) pois trata-se de uma resposta (violenta) a quem já usou de violência. Para os cristãos esta é uma questão que implica uma séria reflexão: o que é o espírito de homens de paz? Como se pode transmitir esse espírito no contexto de uma guerra e de armas na mão?
Muitos membros das nossas Forças Armadas têm participado em Missões de Paz em países longínquos e com realidades sociais e culturais muito diferentes da nossa. Como têm vivido esta experiência? Quais as principais aprendizagens que têm feito? Têm realmente sentido que vivem a missão com o espírito de Homens de Paz?
Iniciativa promovida pelo grupo da Paróquia de Paço de Arcos “Ecumenismo e Diálogos Inter-Religioso e Inter-Cultural”, com a colaboração da secção portuguesa da Pax Christi, conta com a intervenção do capelão militar Padre Constâncio José Costa Gusmão (missões em Timor-Leste, Bósnia, Kosovo -Zueses- e Afeganistão) e do Major Garcia Lopes (missão em Timor-Leste); a moderação estará a cargo do D. Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas e de Segurança e Presidente da Secção Portuguesa da Pax Christi.

Não deixe de aparecer e participar! E lembre-se de convidar os seus amigos também.

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

DESARMAMENTO E DESMILITARIZAÇÃO: Audição Pública "Armas e violência: um retrato português"

A 19 de Fevereiro de 2009 o Observatório sobre a Produção, Comércio e Proliferação das Armas Ligeiras organiza uma Audição Pública para ver o que foi feito após o surto de violência do Verão de 2008 e conhecer o alcance das alterações propostas para a Nova Lei das Armas - Lei 5/2006

A Comissão Nacional Justiça e Paz, através do Observatório sobre a Produção, Comércio e Proliferação das Armas Ligeiras, vai organizar uma Audição Pública sobre o tema "Armas e violência: um retrato português", coincidindo com o terceiro aniversário da publicação da Nova Lei das Armas [Lei 5/2006]. A Audição terá lugar no próximo dia 19 de Fevereiro de 2009, pelas 17h00, no Centro Nacional de Cultura, Rua António Maria Cardoso, 68, ou Largo do Picadeiro, 10, ao Chiado, em Lisboa. (Mais ...)
CNJP

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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

CULTURA DA PAZ: Erradicar a pobreza, construir a paz

Programa 70x7 do dia 04 de Janeiro de 2009
Erradicar a pobreza, construir a paz. O trabalho da Caritas, da Pax Christi e da Comunidade de Santo Egídio.

No caso de ter problemas em visualizar o vídeo, clique aqui

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

CULTURA DA PAZ: Este Natal dê um Presente ao Ambiente

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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

PAZ E ESPIRITUALIDADE: Cuidar do Mundo – Introdução à Doutrina Social da Igreja

Num tempo em que os cristãos são cada vez mais chamados a assumir a sua corresponsabilidade na edificação da Igreja e na concretização da sua missão para a construção de um mundo mais humano e mais fraterno, a formação consistente e aprofundada torna-se uma tarefa cada vez mais inadiável. Fortemente empenhada nesta tarefa, a Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, numa parceria com a Cáritas Portuguesa, possibilita a todos os interessados a participação na 2.ª edição do Curso «Cuidar do Mundo – Introdução à Doutrina Social da Igreja», que decorrerá entre Fevereiro e Julho de 2009. Trata-se de uma proposta de formação no âmbito de «e-learning», que oferece um itinerário de aprendizagem a todos aqueles que não têm a disponibilidade, nem o tempo, para frequentarem o regime presencial. As candidaturas decorrem de 5 a 23 de Janeiro de 2009. (Mais ...)

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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

CULTURA DA PAZ: D. Manuel Martins distinguido pelo Parlamento

D. Manuel Martins, Bispo emérito de Setúbal [e primeiro presidente da Pax Christi Portugal], é uma das personalidades que serão distinguidas amanhã, dia 10 de Dezembro, pelo Parlamento da República na cerimónia de atribuição do Prémio Direitos Humanos 2008. O prelado receberá a medalha de ouro comemorativa do 50.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem, no ano em que se comemoram os 60 anos da aprovação da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Juntamente com D. Manuel Martins serão distinguidos Francisco Sá Carneiro e Maria Lamas, ambos a título póstumo, bem como Mário Soares, todos “pelo seu papel relevante na defesa dos direitos humanos, tanto na vigência do Estado Novo, como após a instauração da democracia em Portugal”. (Mais ...)
Agência Ecclesia

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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

CULTURA DA PAZ: Trabalho de voluntariado no currículo vitae em 2009

O trabalho voluntário vai integrar o novo modelo de currículo vitae na União Europeia, previsto para o início de 2009, para que o empregador avalie as características pessoais do candidato, segundo o Instituto Português da Juventude (IPJ), noticia a agência Lusa.
Na véspera do Dia Internacional do Voluntariado, o IPJ anunciou estar em estudo o novo modelo de currículo, que, além da experiência profissional e habilitações, vai ter uma área para inscrever experiências de voluntariado.
O novo figurino permitirá ao empregador avaliar características como «capacidade de entrega a uma causa, domínio de línguas (se fizer voluntariado no estrangeiro), dinâmica e mobilidade» do candidato ao posto de trabalho. (Mais ...)
IOL Diário

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terça-feira, 18 de novembro de 2008

CULTURA DA PAZ: Alfredo Bruto da Costa é o novo Presidente da CNJP

A Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa, reunida de 10 a 13 de Novembro de 2008 na Casa de Nossa Senhora das Dores do Santuário de Fátima, nomeou para Presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP), o Prof. Doutor Alfredo Bruto da Costa. (Mais ...)
CNJP

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domingo, 26 de outubro de 2008

CULTURA DA PAZ: Hu Jia é o vencedor do Prémio Sakharov 2008

O Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento 2008 foi atribuído ao activista político chinês Hu Jia. O anúncio foi feito no passado dia 23 de Outubro pelo Presidente do Parlamento Europeu, Hans-Gert Pöttering. A cerimónia de entrega do Prémio está agendada para o dia 17 de Dezembro, em Estrasburgo. Hu Jia é um activista dos direitos humanos na República Popular da China e tem dedicado a sua actividade a diversas causas, incluindo as questões ambientais, a protecção dos doentes de VIH/SIDA e a realização de um inquérito oficial ao massacre da Praça de Tiananmen em 1989. Hu Jia é igualmente um dos coordenadores do "Movimento de Advogados de Pés Descalços". (Mais ...)
Parlamento Europeu

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quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

CULTURA DA PAZ: Mensagem de Natal de Bento XVI destaca «pontos negros» do planeta

Os dramas vividos pelas populações do Darfur, da Somália ou do Médio Oriente, entre outras, marcaram presença na Mensagem de Natal que Bento XVI dirigiu desde Roma a todo o mundo. O Papa recordou todas as “vítimas de conflitos armados sangrentos, do terrorismo e de violências de todo tipo, que acarretam incríveis sofrimentos a inúmeras populações”. (Mais ...)
Agência Ecclesia

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quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

CULTURA DA PAZ: "A Família Humana e a Paz". Subsídios para a Celebração do 41º Dia Mundial da Paz

No próximo dia 1 de Janeiro, primeiro dia de um novo ano, celebramos novamente o Dia Mundial da Paz. “Fruto duma providencial intuição do Papa Paulo VI, retomada com grande convicção pelo (…) Papa João Paulo II, a celebração deste Dia - como refere o Papa Bento XVI - proporcionou ao longo dos anos a possibilidade da Igreja desenvolver, através das Mensagens publicadas para tal circunstância, uma doutrina elucidativa em defesa deste bem humano fundamental”, que é a paz, grande dom a implorar de Deus incansavelmente. Respondendo a este desafio Bento XVI oferece-nos para reflexão neste dia o tema “Família Humana, Comunidade de Paz”, convidando todos, homens e mulheres, “a tomarem consciência mais lúcida da sua pertença comum à única família humana e a empenharem-se para que a convivência sobre a terra espelhe cada vez mais esta convicção da qual depende a instauração de uma paz verdadeira e duradoura”.
Com o intuito de contribuir para a celebração deste dia, a secção portuguesa da Pax Christi, Movimento Católico Internacional para a Paz, editou o dossier "A Família Humana e a Paz". Subsídios para a Celebração do 41º Dia Mundial da Paz, com sugestões para a liturgia do dia, actividades para assinalar o dia e usar o tema, ideias para trabalhar com crianças, bem como uma colectânea de orações.

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quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

CULTURA DA PAZ: Família Humana, Comunidade de Paz

Mensagem de Bento XVI para a celebração do
41º Dia Mundial da Paz, 1 de Janeiro de 2008

1. No início de um novo ano, desejo fazer chegar os meus ardentes votos de paz, acompanhados duma calorosa mensagem de esperança, aos homens e mulheres do mundo inteiro; faço-o, propondo à reflexão comum o tema com que abri esta mensagem e que me está particularmente a peito: Família humana, comunidade de paz. Com efeito, a primeira forma de comunhão entre pessoas é a que o amor suscita entre um homem e uma mulher decididos a unir-se estavelmente para construírem juntos uma nova família. Entretanto, os povos da terra também são chamados a instaurar entre si relações de solidariedade e colaboração, como convém em membros da única família humana: «Os homens – sentenciou o Concílio Vaticano II – constituem todos uma só comunidade; todos têm a mesma origem, pois foi Deus quem fez habitar em toda a terra o inteiro género humano (Act 17, 26); têm também todos um só fim último, Deus». (Mais ...)

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