a OBSERVATÓRIO DA PAX

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Declaração da Pax Christi Internacional sobre a escalada da situação na Ucrânia



 A crise na Ucrânia – Dar uma oportunidade à paz
23 de fevereiro de 2022


A Pax Christi Internacional, um movimento global de paz baseado na fé, segue com grande preocupação os atuais desenvolvimentos perigosos na Ucrânia. A decisão da Rússia de reconhecer oficialmente a República Popular de Donetsk e a República Popular de Luhansk no leste da Ucrânia como estados independentes, e o envio das chamadas “operações de manutenção da paz”, aumenta a perspetiva de guerra entre Rússia, Ucrânia, e os EUA e seus aliados da NATO com potenciais consequências catastróficas para o mundo.

A guerra na Ucrânia levará a um imenso sofrimento para o povo da Ucrânia com milhares de mortes, refugiados, o desaparecimento do potencial de gerações de jovens e crianças, e a destruição com efeitos duradouros na economia do país e na paz global. Igualmente o impacto do uso de armas no meio ambiente será enorme e devastador. Do lado russo, haverá muitas baixas entre os soldados, muitas vezes jovens recrutas, que são atraídos para as ações de guerra.

Ao enviar as suas tropas para um território que declarou unilateralmente ser um “terceiro” estado, a Rússia violou flagrantemente a integridade territorial e a soberania da Ucrânia em aberta contradição com os tratados que ela própria assinou e a Carta das Nações Unidas.

Desde 2014, a Rússia tem alimentado agitação, rebelião, separatismo e anexação com o objetivo de desestabilizar um Estado vizinho independente, cuja própria existência ela agora põe abertamente em questão.

A Pax Christi Internacional deplora este estado de coisas que vai contra os princípios e os valores das Nações Unidas – onde a Rússia tem assento permanente no Conselho de Segurança – e também do Conselho da Europa e da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

A Pax Christi Internacional apoia a mensagem do Secretário-Geral da ONU, que insta todos os atores envolvidos a concertar os seus esforços em “garantir a cessação imediata das hostilidades, proteção de civis e infraestrutura civil, prevenir quaisquer ações e declarações que possam aumentar ainda mais a situação perigosa dentro e ao redor da Ucrânia e priorizar a diplomacia para abordar todas as questões pacificamente”.

A diplomacia é a única saída se quisermos preservar a paz. 

A Pax Christi International apela às Nações Unidas, à Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e ao Conselho da Europa para se tornarem os fóruns onde uma solução pacífica para a crise pode e deve ser encontrada.

A Pax Christi apela às nações do mundo que reconheçam a responsabilidade e a autoridade do Conselho de Segurança da ONU face às violações do direito internacional.

A Pax Christi Internacional pede: 

  • A retirada de quaisquer tropas russas do território ucraniano; 
  • O pleno reconhecimento das fronteiras internacionais da Ucrânia como garantido pela Declaração de Helsínquia (1975), a Carta de Paris (1990) e o Tratado de Budapeste (1994);
  • A implementação do acordo de Minsk e o acesso dos monitores da OSCE do Acordo;
  • Ao governo da Federação Russa para que deixe que as aspirações de paz do seu povo sejam ouvidas em público e para deixar de dar ao mundo uma imagem injusta de um país unido para a guerra atrás dos seus líderes.

A Pax Christi Internacional recorda à NATO e à União Europeia a sua responsabilidade abrangente pela manutenção da paz no território europeu, promovendo políticas de paz ativas que incluam diálogo, mediação, a audição de queixas e a adoção de medidas de dissuasão, desde a retirada das tropas até ao reconhecimento da dignidade e identidade da nação ucraniana.

Como organização baseada na fé, a Pax Christi International apela a todos os líderes religiosos para que promovam a oração, a não-violência e o diálogo, e tomem uma posição pública a favor de meios pacíficos de resolução de conflitos.

Apela igualmente aos seus membros para que encorajem ativamente os seus líderes políticos a promoverem igualmente uma resolução pacífica deste conflito, utilizando todos os meios legítimos à sua disposição.

A Pax Christi Internacional também expressa a sua mais profunda solidariedade com o povo da Ucrânia. Oramos por todos os que vivem com o medo terrível do que o futuro possa trazer e também oramos por aqueles corajosos pacificadores na Ucrânia e na Rússia que trabalham por mudanças positivas de forma não-violenta. O povo da Ucrânia tem o direito de viver em liberdade e em paz que lhes permita participar no desenvolvimento do seu país.

Em comunhão com o Papa Francisco, a Pax Christi Internacional recorda a mensagem dos seus predecessores que em movimentos semelhantes de ameaça à paz no passado, afirmaram que “nada se perde com a paz, tudo pode ser perdido com a guerra.”

Não deixem que a implacável mecânica da guerra prevaleça sobre a paciente busca pela paz. Ainda é tempo de dar à paz a oportunidade que ela merece. É um dom de Deus, ninguém pode descartá-lo levianamente!

Versão original, em inglês, da declaração em PDF

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segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Declaração da Pax Christi Internacional no 75º Aniversário das Nações Unidas: Um apelo ao seu fortalecimento na era (pós) COVID-19


A par da Comemoração do seu 75.º aniversário, a Pax Christi Internacional emite esta declara-ção conjuntamente com outras vozes católicas que advogam pela paz, pela justiça e pelos direitos humanos nas Nações Unidas (ONU). Tal como a ONU, o movimento Pax Christi e outras organizações católicas brotaram após a devastação da II Guerra Mundial e do desejo de proteger as gerações vindouras dos flagelos da guerra.


Declaração no 75.º Aniversário das Nações Unidas: 
Um apelo ao seu fortalecimento na era (pós) COVID-19

Neste Dia das Nações Unidas, 24 de outubro de 2020, a Pax Christi Internacional, juntamente com os seus membros e sócios, comemora o 75.º aniversário do sistema da ONU e reconhece, do fundo do coração, os contributos globais da organização para a paz, para a justiça e para os direitos humanos pelo mundo todo.

Entre as suas conquistas contam-se o desenvolvimento dos direitos humanos, o fomento do desenvolvimento sustentável e da ação climática, a regulação das finanças mundiais, a adoção de padrões de desarmamento e a implementação de iniciativas para a cessação das hostilidades (como o recente apelo do Secretário-geral da ONU para um cessar-fogo mundial devido à CO-VID-19). Os nossos membros e sócios, pelo mundo todo, fizeram ampla ação na ONU defendendo estas medidas e participando ativamente na sua implementação.

Ao mesmo tempo que celebramos as suas conquistas e apoiamos o seu trabalho, estamos pro-fundamente preocupados com os desafios com que se confronta a ONU. Estas preocupações são especialmente prementes nestes tempos em que urgem respostas multilaterais às questões sociais, económicas e ambientais, decorrentes da devastadora crise sanitária pela COVID-19.

Estamos particularmente preocupados com a sistemática incapacidade do Conselho de Segurança das Nações Unidas para agir em situações críticas [1], a falta de vontade de alguns Estados-membros para intensificar a ação como reposta à crise climática, as respostas desadequadas às necessidades urgentes dos migrantes e refugiados, a não concretização do desarmamento nuclear e a falta de empenho para com os cidadãos do mundo. [2] Esperamos que o aniversário deste ano e a crise sem precedentes da COVID-19 possam gerar o clima ideal para o fortalecimento, tão aguardado, do sistema das Nações Unidas ao qual é necessário e urgente o apoio de todos os Estados-membros.

No dia 21 de setembro de 2020, numa reunião da Assembleia Geral para comemorar o 75.º aniversário da ONU, os líderes mundiais adotaram uma declaração em honra do quadro multilateral e comprometeram-se a cumprir melhor a promessa de proteger as gerações futuras do flagelo da guerra. [3] Para honrar esta promessa, instamos os Estados-membros da ONU a rejeitar o populismo nacionalista e, em seu lugar, a trabalhar em conjunto por um mundo mais sustentável.

No seu recente discurso à Assembleia Geral, o Papa Francisco frisou: “A pandemia mostrou que não podemos viver sem o outro, ou pior ainda, um contra o outro. As Nações Unidas foram criadas para unir as nações, aproximá-las, como uma ponte entre os povos; usemos esta instituição para transformar o desafio que enfrentamos numa oportunidade para construirmos juntos, uma vez mais, o futuro que queremos.” [4]

Este ano também se completam cinco anos sobre a adoção da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, fundamentada nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Os Estados-membros da ONU comprometeram-se a tomar medidas para erradicar a pobreza, proteger o planeta e garantir que todas as pessoas usufruem da paz e da prosperidade. Para alcançar estes objetivos em 2030, os líderes mundiais devem repensar a ordem mundial, que está a alcançar os seus limites sociais, económicos e ecológicos, como este ano paralisante mostrou claramente.

Estamos preocupados pela desaceleração dos progressos rumo à concretização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, sobretudo porque a pandemia está a atingir, de forma mais dura, as pessoas mais vulneráveis [5]. A luta mundial contra a pandemia pode constituir uma oportunidade para que as nações voltem a focar-se nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, visando conseguir um mundo mais justo, melhor e mais seguro para todos.

Por ocasião do 75.º aniversário das Nações Unidas, e neste ano de crise sem precedentes para a humanidade, pedimos aos Estados-membros da ONU que renovem o seu compromisso de melhorar o sistema das Nações Unidas na era (pós) COVID-19 e que adotem as seguintes medidas:

  • Apoiar a prioridade que o Secretário-geral concede à prevenção de conflitos e à manutenção da paz, como parte da reestruturação do pilar da paz e segurança das Nações Unidas, contribuindo assim para o esforço no âmbito do tratamento das causas dos conflitos, do estabelecimento da paz, da mediação, na manutenção da paz e nos esforços pós-conflitos.
  • Explorar, escolher e implementar abordagens não-violentas na resolução de conflitos que coloquem em perigo a paz e a segurança internacionais, entre outros, tendo por base o Artigo 33 da Carta das Nações Unidas. Considerar as estratégias não-violentas como a primeira opção na resposta aos desafios sociais violentos ou potencialmente violentos, em vez do recurso à ação militar, que corre o risco de agravar ainda mais uma situação.
  • Aumentar o Orçamento para o funcionamento das Nações Unidas, particularmente na concretização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030, e para fazer face à crise sanitária da COVID-19 entre as populações mais vulneráveis. Alterar o financiamento e destiná-lo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável afastando-o dos gastos militares globais que assistiram, durante o ano passado, ao maior aumento anual numa década, alcançando os 1.917 mil milhões de dólares [6].
  • Assinar e ratificar posteriormente o Tratado de Proibição de Armas Nucleares, aprovado em 2017 na sede das Nações Unidas em Nova Iorque, ou, logo que tenha ocorrido, instar a que outros países também assinem e ratifiquem o tratado. Implementar, em pleno, o referido tratado logo que entre em vigor, o que deve ocorrer 90 dias após a quinquagésima ratificação (até à data: 47 ratificações), incluindo as suas disposições sobre a assistência às vítimas e a reparação ambiental. [7]

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[1] A título de exemplo, podemos citar a incapacidade do Conselho de Segurança para enfrentar a crise dos muçulmanos Rohingya, a guerra civil na Síria ou a disputa eleitoral na Bielorrússia. Além disso, o Conselho levou vários meses para respaldar o apelo a um cessar-fogo global pela COVID-19, que o Secretário-geral da ONU lançou em março.

[2] 74% dos que responderam a uma consulta global das Nações Unidas a propósito deste 75º aniversário consideram a ONU “essencial” para fazer face aos desafios globais quando se olha para o futuro. Contudo, mais de metade vê a ONU como algo remoto na sua vida e diz não saber muito sobre ela. Leia-se, a pág. 99 do relatório The Future We Want: The United Nations We Need (setembro de 2020), disponível em: https://www.un.org/sites/un2.un.org/files/un75report_september_final_english.pdf

[3] Cobertura da reunião e comunicados de imprensa, World Leaders Adopt Declaration Promising Safer, More Resilient World for Future Generations, as General Assembly Marks United Nations Seventy-Fifth Anniversary (1 de setembro de 2020), GA/12267, disponível em: https://www.un.org/press/en/2020/ga12267.doc.htm.

[4] Missão Permanente de Observação da Santa Sé junto das Nações Unidas, Address of His Holiness, Pope Francis, To The United Nations General Assembly (25 de setembro de 2020), Sessão da Assembleia Geral da ONU no 75º Aniversário, disponível em: https://holyseemission.org/contents/statements/5f6df8f78dd6b.php

[5] SDG Knowledge Hub, UN Secretary-General Releases 2020 SDG Progress Report (19 de maio de 2020), disponível em: https://sdg.iisd.org/news/un-secretary-general-releases-2020-sdg-progress-report.

[6] SIPRI, Global military expenditure sees largest annual increase in a decade—says SIPRI—reaching $1917 billion in 2019 (27 de abril de 2020), disponível em: https://www.sipri.org/media/press-release/2020/global-military-expenditure-sees-largest-annual-increase-decade-says-sipri-reaching-1917-billion.

[7] Veja-se este site da ICAN para as últimas atualizações respeitantes às assinaturas e ratificações do Tratado de Proibição de Armas Nucleares das Nações Unidas: https://www.icanw.org/signature_and_ratification_status.

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sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Fratelli tutti: Declaração da Pax Christi Internacional sobre a encíclica do Papa Francisco


Fratelli tutti: Uma base para promover a não-violência num mundo violento

Uma declaração da Pax Christi Internacional sobre a encíclica do Papa Francisco
6 de outubro de 2020


A Pax Christi Internacional está grata pela nova encíclica do Papa Francisco, Fratelli tutti: Sobre a fraternidade e a amizade social. Este documento oportuno enfrenta as realidades de um mundo polarizado, violento e injusto no meio da crise mundial da pandemia COVID-19 e visualiza uma nova forma de avançar para um futuro mais justo, pacífico, igual, esperançoso e não-violento.

Embora Fratelli tutti não use explicitamente o termo não-violência, a encíclica oferece uma base clara para desenvolver e integrar a teologia e a prática da não-violência no ensinamento da Igreja, um esforço ao qual se dedica a Iniciativa Católica de Não-violência da Pax Christi. Em particular, a análise clara do Papa Francisco da violência global, incluindo a violência estrutural, prepara o cenário para uma compreensão mais profunda da não-violência.

No início do documento, o Papa Francisco descreve o “normal injusto”, com as suas estruturas económicas, políticas, sociais e tecnológicas interligadas, que dividem os privilegiados de milhares de outros, incluindo os empobrecidos, os migrantes, as mulheres, os doentes, os idosos. Para transformar o mundo de maneira não-violenta, devemos primeiro vislumbrar a sua violência, e o Papa Francisco não nos poupa nisto.

O papa, porém, não se limita a descrever a realidade do nosso mundo injusto; ele responde-lhe com temas-chave fundamentados numa visão espiritual primordial, que é também a base da ética universal da não-violência: que todos os seres em todos os lugares estão interrelacionados. Inspirado por São Francisco de Assis, que fez da sororidade e da fraternidade de todos os seres uma pedra de toque da sua espiritualidade e ação concreta no mundo, o Papa Francisco dissolve todas as barreiras que nos impedem de ver e viver esta realidade.

Na encíclica, uma série de temas resulta logicamente disto. Se somos todos parentes, se somos todos uma família, então devemos desafiar tudo o que destrói esta unidade: mostrando cuidado radical uns pelos outros; construindo uma cultura de encontro autêntico; tornando o diálogo central na nossa maneira de ser; e colocando em ação a solidariedade com os mais excluídos, despossuídos, desumanizados e sistematicamente sob ataque. O Papa Francisco está aqui a chamar-nos inflexivelmente à vida não-violenta, especialmente iluminada pela sua extensa análise da história do Bom Samaritano.

O Papa Francisco nesta encíclica também age, mesmo quando chama o mundo a fazê-lo. Reitera a inadmissibilidade da pena de morte, mas talvez ainda de grande envergadura é a reflexão do Papa Francisco sobre a guerra, que acreditamos ir mais longe do que qualquer encíclica papal na história.

Ao enfatizar como a tradição da guerra justa fracassa face à guerra moderna, ele escreve: “Já não podemos pensar na guerra como solução, porque provavelmente os riscos sempre serão superiores à hipotética utilidade que se lhe atribua. Perante esta realidade, hoje é muito difícil sustentar os critérios racionais amadurecidos noutros séculos para falar duma possível ‘guerra justa’.” Na nota de rodapé nº 242, ele é ainda mais direto: “Santo Agostinho, que elaborou uma ideia da ‘guerra justa’ que hoje já não defendemos, disse que ‘matar a guerra com a palavra e alcançar e conseguir a paz com a paz e não com a guerra, é maior glória do que a dar aos homens com a espada’ (Epistula 229, 2: PL 33, 1020).”

A Pax Christi Internacional e a sua Iniciativa Católica de Não-Violência estão enormemente gratas pela visão do Papa Francisco de tal mundo, que ele compartilha desde o início do seu papado. Em resposta a esta visão, temos explorado a não-violência como uma espiritualidade, um modo de vida, um programa de transformação social e uma ética universal. Fratelli tutti oferece uma base para promover a teologia e a prática fiel da não-violência.

O Papa Francisco convida-nos a uma reflexão sobre a realidade da guerra e sobre outra realidade quando “escolhemos a paz”. Façamos esta viagem com o Papa enquanto fazemos avançar esta reflexão juntos em busca de uma casa comum mais justa, pacífica e não-violenta.


Pode descarregar a versão em PDF aqui.


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sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Santa Sé apoia esforços da ONU pelo Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares

A Santa Sé está pronta a apoiar todos os esforços da ONU para a entrada em vigor do Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares (CTBT), assinado em 1996.

Esta posição é manifestada por monsenhor Frederik Hansen, encarregado dos assuntos da Missão do Observador Permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas, no seu discurso na sede em Nova York em 26 de agosto, por ocasião de um encontro virtual pela comemoração e a promoção do Dia Internacional Contra os Testes Nucleares, a ser celebrado a 29 de agosto. [...] Ler +

Fonte: Vatican News

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segunda-feira, 6 de julho de 2020

Um “grito de esperança” de redes cristãs em favor da Palestina

Intitula-se “Grito de Esperança” e pretende ser um apelo urgente de redes e grupos cristãos, para que se ponha fim à actual situação dos palestinianos. Assinada pelo patriarca latino emérito de Jerusalém, Michel Sabbah, e pelo coordenador geral da rede Kairos Global pela Justiça, a petição apela à subscrição de todos os interessados, em apoio dos direitos do povo palestiniano, da justiça e da autodeterminação. [...] Ler +

Fonte: 7 Margens

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segunda-feira, 22 de junho de 2020

Líderes eméritos das Igrejas de Jerusalém pedem ajuda para reconciliar a Terra Santa

"Escrevemos este apelo como cristãos árabes-palestinianos, que vivem aqui desde o Pentecostes e são parte integrante da sociedade", afirmaram nestes dias os líderes eméritos das Igrejas de Jerusalém ao comentarem uma declaração publicada não site Abouna, os planos israelitas de anexação.

"A Terra Santa está a pegar fogo, numa situação de guerra e a sua santidade deve ser restaurada", escrevem o patriarca emérito da Igreja Católica romana Michel Sabbah, o bispo emérito da Igreja Anglicana Riah Abu El Assal e o bispo emérito da Igreja Luterana Munib A. Younan. “A justiça está ausente. A terra de Deus convida todas as Igrejas, os governos e as pessoas de boa vontade a agir e a pôr fim a esta tragédia".

Os líderes eméritos das Igrejas de Jerusalém pedem uma reconciliação para a Terra Santa baseada na igual dignidade e direitos de todas as pessoas e não mais um povo contra o outro, e sublinham que a pandemia de Covid-19 desviou a atenção dos problemas de justiça e paz em relação às questões da vida e da morte. [...] Ler +

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sábado, 20 de junho de 2020

A Pax Christi International opõe-se aos planos de anexação de Israel

A Pax Christi International opõe-se aos planos de anexação de Israel e exorta a comunidade internacional a responsabilizar Israel por violações do direito internacional

Para uma versão em PDF desta declaração em inglês, clique aqui.

A Pax Christi Internacional opõe-se veementemente ao plano de Israel de anexar qualquer área da Cisjordânia, incluindo o Vale do Jordão. Reconhecemos Jerusalém Oriental e as Colinas de Golã na Síria como anexadas ilegalmente sob o direito internacional. Continuamos a condenar os 53 anos de ocupação da Cisjordânia por parte de Israel e os seus 13 anos de bloqueio de Gaza. Mantemos uma solidariedade inabalável com as nossas irmãs e irmãos palestinianos cuja liberdade, dignidade e direitos humanos estão ameaçados por esta proposta atual e pelas ações anteriores de Israel.

Apoiamos a declaração do Conselho de Patriarcas e Chefes das Igrejas da Terra Santa, que expressa grave preocupação com qualquer ação unilateral de anexar terras. Juntamos a nossa voz à crescente denúncia do flagrante desrespeito de Israel pelo direito internacional, Convenção de Genebra e resoluções acordadas pela Assembleia Geral e pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Estamos com aqueles países, sociedade civil e organizações de direitos humanos, denominações e comunidades religiosas e pessoas de consciência que pedem que Israel cesse imediatamente os seus planos de anexação. [...] Ler + (em inglês)


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quarta-feira, 11 de julho de 2018

Santa Sé na ONU: Proteger os menores vítimas dos conflitos para um futuro de paz

D. Bernardito Auza, Observador Permanente da Santa Sé junto da ONU, fez um discurso na sede das Nações Unidas em Nova York sobre o tema da proteção dos menores nos conflitos armados: “Devemos fazer mais, para reabilitar as crianças que sobreviveram aos horrores das guerras”. (Mais...)

Vatican News

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sexta-feira, 22 de junho de 2018

Comunidade católica internacional condena a decisão do presidente Trump de acabar com a participação dos EUA no acordo com o Irão

A Pax Christi Portugal subscreveu uma declaração enviada ao Congresso dos EUA por iniciativa da Pax Christi Internacional, condenando a decisão do presidente Trump de retirar os EUA do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês) negociado em 2015 durante o governo Obama.
160 organizações católicas representando 19 países, acompanhadas por 551 líderes católicos de 23 países e 46 estados dos EUA subscreveram esta declaração.
O chamado "acordo com o Irão" é um acordo sobre o programa nuclear do Irão negociado pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos), com a Alemanha e a União Europeia, e o Irão.

Aceda aqui ao texto da declaração: https://www.paxchristi.net/news/statement-international-catholic-community-decries-president-trumps-decision-end-us

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Pax Christi International: New statement on a renewed peace process for Palestine and Israel

The year 2017 will mark 100 years since the Balfour declaration that made public British support for a Jewish homeland in Palestine, 70 years since UN resolution 181 calling for the partition of Palestine into Arab and Jewish states, and 50 years since Israel began its occupation of the West Bank, the Gaza Strip, the Golan Heights and the annexation of East Jerusalem. Pax Christi International believes that this is the moment for a renewed commitment to end the violence and to reach a just and sustainable solution guaranteeing the fundamental rights of both Israelis and Palestinians in accordance with international law.

Today we have released a new statement calling for a renewed peace process for Israel and Palestine.

The conclusion of the statement reads:

While Pax Christi International acknowledges the legitimate grievances of both Israelis and Palestinians and the responsibility of participants on both sides to stop any violence perpetrated against the other, we cannot ignore the gross imbalance of power and resources in favour of Israel. We therefore emphasise the following:

  • that a sustainable peace and reconciliation will only be achieved if Israelis and Palestinians engage in the peace process as equals;
  • that it is essential that the legitimacy and rights of both are respected and protected, which has not been the case to this point, as the rights of Palestinians have been systematically denied;
  • nonviolent struggles should be supported and the strategy set forth by the BDS-movement is one of the possible nonviolent approaches to apply international pressure on Israel until the changes necessary to create an environment for a renewed peace process have been achieved, but we do not call for a boycott of the state of Israel as a whole.

Pax Christi International urges the international community to stay focused on the Israeli-Palestinian conflict, to contribute, together with the Palestinian and Israeli people and authorities, to a revival of the peace process so that an agreement can finally be reached and an enforcement mechanism put in place.

As stated by H.B. Michel Sabbah, Latin Patriarch Emeritus of Jerusalem and former President of Pax Christi International: "We can help leaders and people to free themselves from fear and mistrust and to reach the so long-desired peace. The beginning of Palestinian freedom is also the beginning of reconciliation between the two peoples, Palestinians and Israelis."

Click here to read the entire statement on our website.

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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Pax Christi International calls for international community to assure Mosul does not become another place of agony in the Middle East


Pax Christi International

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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Pax Christi Intrenacional: Novo Manual sobre Não-violência

A Pax Christi International lançou uma nova publicação intitulada: "Manual de Introdução à Não-Violência na Perspetiva de Transformação de Conflitos".
A publicação é uma contribuição para os programas existentes em matéria de não-violência e sua relação com a transformação de conflito e poder.
O texto foi preparado pelos colombianos Carlos H. Fernández e Luisa Fernanda Trujillo.
O objetivo do manual é contribuir para os processos de transformação não-violenta na região da América Latina.
O manual está disponível em Espanhol e em Inglês.

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terça-feira, 28 de julho de 2009

TRANSFORMAÇÃO DE CONFLITOS: ONU adopta resolução para evitar conflitos em África

A Assembleia Geral da ONU aprovou, na passada quinta-feira, uma resolução sobre a prevenção de conflitos na África. O documento (Resolução 10848) é parte do princípio "Responsabilidade de Proteger" aprovado pela ONU em 2005.
A resolução refere ainda o papel central da União Africana e de organizações sub-regionais em assuntos de segurança e paz. E apela também aos Estados-membros a apoiarem mecanismos e processos de consolidação da paz. (Mais ...)
Rádio ONU

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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

CULTURA DA PAZ: Erradicar a pobreza, construir a paz

Programa 70x7 do dia 04 de Janeiro de 2009
Erradicar a pobreza, construir a paz. O trabalho da Caritas, da Pax Christi e da Comunidade de Santo Egídio.

No caso de ter problemas em visualizar o vídeo, clique aqui

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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

JUSTIÇA ECONÓMICA E SOCIAL: Quatro em cada dez portugueses seriam pobres se só trabalhassem

Se a taxa de risco de pobreza fosse calculada apenas tendo em conta os rendimentos do trabalho e transferências privadas, ou seja, excluindo os subsídios e prestações sociais, 40% da população portuguesa estaria em risco de pobreza. Graças às pensões de reforma e sobrevivência, desceu 16 pontos percentuais a percentagem de indivíduos em risco de pobreza. Segundo os dados mais recentes, observa-se uma taxa de risco de pobreza após pensões, e antes de transferências sociais, de 24% (tinha sido de 25% em 2006 e de 26% em 2005). Em 2006, 18% da população portuguesa vivia no limiar da pobreza. Ou seja, quase um em cada cinco adultos recebia até 4.544 euros por ano, ou seja, cerca de 379 euros por mês. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), a pobreza afecta sobretudo os idosos, onde a taxa de risco de pobreza sobe para 26%. Também os menores registavam uma taxa de pobreza superior à média nacional, estimando-se que 21% das pessoas com idade inferior a 18 anos se encontravam em risco de pobreza. Os dados constam do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento do Instituto Nacional de Estatística (INE), realizado em 2007, incidindo sobre os rendimentos de 2006.
RFM

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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

CULTURA DA PAZ: D. Manuel Martins distinguido pelo Parlamento

D. Manuel Martins, Bispo emérito de Setúbal [e primeiro presidente da Pax Christi Portugal], é uma das personalidades que serão distinguidas amanhã, dia 10 de Dezembro, pelo Parlamento da República na cerimónia de atribuição do Prémio Direitos Humanos 2008. O prelado receberá a medalha de ouro comemorativa do 50.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem, no ano em que se comemoram os 60 anos da aprovação da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Juntamente com D. Manuel Martins serão distinguidos Francisco Sá Carneiro e Maria Lamas, ambos a título póstumo, bem como Mário Soares, todos “pelo seu papel relevante na defesa dos direitos humanos, tanto na vigência do Estado Novo, como após a instauração da democracia em Portugal”. (Mais ...)
Agência Ecclesia

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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

DIREITOS HUMANOS: Unicef denuncia utilização de crianças-soldado na RD Congo

O «Fundo das Nações Unidas para a Infância» (UNICEF) denuncia que grupos envolvidos no conflito da República Democrática do Congo (RDC), estão a recrutar crianças para os seus exércitos. (Mais ...)
Além-Mar

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