a OBSERVATÓRIO DA PAX

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Santa Sé apoia esforços da ONU pelo Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares

A Santa Sé está pronta a apoiar todos os esforços da ONU para a entrada em vigor do Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares (CTBT), assinado em 1996.

Esta posição é manifestada por monsenhor Frederik Hansen, encarregado dos assuntos da Missão do Observador Permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas, no seu discurso na sede em Nova York em 26 de agosto, por ocasião de um encontro virtual pela comemoração e a promoção do Dia Internacional Contra os Testes Nucleares, a ser celebrado a 29 de agosto. [...] Ler +

Fonte: Vatican News

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domingo, 17 de maio de 2020

COVID-19: Rumo à segurança autêntica enraizada na não-violência


A seguinte reflexão foi escrita por Marie Dennis, membro do comité executivo da Iniciativa Católica para a Não-Violência e consultora sénior da secretária geral da Pax Christi Internacional. Foi co-presidente da Pax Christi Internacional de 2007 a 2019.

O coronavírus abalou comunidades em todo o mundo, ameaçando meios de subsistência e vidas, forçando uma mudança antes impensável nas rotinas diárias, ajudando todos a reconhecer a fragilidade da vida e a profunda injustiça que deixa bastantes pessoas, comunidades e países muito mais vulneráveis do que outros. Ao mesmo tempo, o impacto da pandemia está a ser sentido universalmente ao cruzar fronteiras políticas, geográficas, económicas, sociais, religiosas e culturais, ilustrando vigorosamente a realidade da interdependência global e questionando os nossos pressupostos básicos sobre segurança e sobre as políticas de medo e divisão.

Talvez esta pandemia nos ajude a reconhecer a necessidade crítica de uma mudança transformadora da violência nos nossos valores e prioridades. Algumas razões pelas quais esta mudança é urgente são claramente visíveis:

• Aqueles que vivem nas margens, expostos a guerras e deslocações forçadas, pobreza e perturbações ambientais, são os mais vulneráveis aos estragos da pandemia. As violências da injustiça económica e da devastação ecológica são intensificadas por esta crise global. As prioridades nacionais e internacionais devem ser determinadas e responder às necessidades das comunidades mais vulneráveis.

• A experiência do distanciamento social radical ajudou-nos a reconhecer a centralidade dos relacionamentos nas nossas vidas e a importância da comunidade. Mesmo em culturas em que o individualismo é considerado como um valor eminente, à medida que o coronavírus nos isola, estamos a construir pontes seguras, muitas delas virtuais, para cuidar uns dos outros e das pessoas em maior risco.

• O coronavírus não respeita fronteiras políticas, barreiras físicas ou diferenças culturais. Responder de forma eficaz às ameaças transnacionais requer cooperação global respeitosa para promover o bem-estar de toda a comunidade terrestre, em vez de xenofobia e nacionalismo.

• Gastar centenas de milhares de milhões de dólares anualmente em armas e preparativos para a guerra não nos deu as ferramentas para lidar com uma pandemia global. De facto, os gastos militares roubam recursos necessários para criar comunidades saudáveis e resilientes em todo o país e em todo o mundo, que possam atrasar a propagação de doenças e recuperar mais rapidamente de ameaças graves, como a pandemia do COVID-19.

Este momento de crise exige urgentemente um novo entendimento de segurança, baseado em diplomacia, diálogo, reciprocidade e uma abordagem multilateral e colaborativa para resolver problemas globais bem reais e críticos. O nacionalismo e o unilateralismo minam a cooperação necessária para lidar com doenças, incluindo o COVID-19 e o ébola, bem como as alterações climáticas, a fome e a pobreza, o esgotamento de recursos, a guerra, a deslocação forçada de milhões de pessoas, o terrorismo, a proliferação de armas e outras ameaças que transcendem fronteiras nacionais.

A segurança autêntica na qual toda a comunidade terrestre pode prosperar só poderá emergir de uma globalização da solidariedade enraizada na não-violência que comprometa as diversas nações e povos, independentemente das diferenças, na promoção de comunidades sustentáveis baseadas em economias do “suficiente” e no favorecimento de segurança humana inclusiva baseada na justiça social, económica e ecológica.

Catholic Nonviolence Initiative

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sexta-feira, 22 de junho de 2018

Comunidade católica internacional condena a decisão do presidente Trump de acabar com a participação dos EUA no acordo com o Irão

A Pax Christi Portugal subscreveu uma declaração enviada ao Congresso dos EUA por iniciativa da Pax Christi Internacional, condenando a decisão do presidente Trump de retirar os EUA do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês) negociado em 2015 durante o governo Obama.
160 organizações católicas representando 19 países, acompanhadas por 551 líderes católicos de 23 países e 46 estados dos EUA subscreveram esta declaração.
O chamado "acordo com o Irão" é um acordo sobre o programa nuclear do Irão negociado pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos), com a Alemanha e a União Europeia, e o Irão.

Aceda aqui ao texto da declaração: https://www.paxchristi.net/news/statement-international-catholic-community-decries-president-trumps-decision-end-us

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sábado, 16 de abril de 2016

Visita a Lesbos: Declaração conjunta

DECLARAÇÃO CONJUNTA
DE SUA SANTIDADE BARTOLOMEU I,
PATRIARCA ECUMÉNICO DE CONSTANTINOPLA,
DE SUA BEATITUDE HIERONYMOS, ARCEBISPO DE ATENAS E DE TODA A GRÉCIA
E DO PAPA FRANCISCO


Nós, Papa Francisco, Patriarca Ecuménico Bartolomeu e Arcebispo Hieronymos de Atenas e de toda a Grécia, reunimo-nos na Ilha grega de Lesbos para manifestar a nossa profunda preocupação pela situação trágica de numerosos refugiados, migrantes e requerentes asilo que têm chegado à Europa fugindo de situações de conflito e, em muitos casos, ameaças diárias à sua sobrevivência. A opinião mundial não pode ignorar a crise humanitária colossal, criada pelo incremento de violência e conflitos armados, a perseguição e deslocamento de minorias religiosas e étnicas e o desenraizamento de famílias dos seus lares, violando a sua dignidade humana, os seus direitos humanos fundamentais e liberdades.

A tragédia da migração e deslocamento forçados afeta milhões de pessoas e é, fundamentalmente, uma crise da humanidade, clamando por uma resposta feita de solidariedade, compaixão, generosidade e um compromisso económico imediato e prático. Daqui, de Lesbos, fazemos apelo à comunidade internacional para responder com coragem a esta maciça crise humanitária e às causas que lhe estão subjacentes, por meio de iniciativas diplomáticas, políticas e caritativas e através de esforços de cooperação simultaneamente no Médio Oriente e na Europa.

Como líderes das nossas respetivas Igrejas, estamos unidos no nosso desejo de paz e na nossa disponibilidade para promover a resolução de conflitos através do diálogo e da reconciliação. Enquanto reconhecemos os esforços que já se vão fazendo para fornecer ajuda e assistência aos refugiados, migrantes e requerentes asilo, apelamos a todos os líderes políticos para que usem todos os meios possíveis a fim de garantir que os indivíduos e as comunidades, incluindo os cristãos, permaneçam nos seus países de origem e gozem do direito fundamental de viver em paz e segurança. Há necessidade urgente de um consenso internacional mais amplo e um programa de assistência para sustentar o Estado de direito, defender os direitos humanos fundamentais nesta situação insustentável, proteger minorias, combater o tráfico humano e o contrabando, eliminar rotas inseguras como as do Egeu e de todo o Mediterrâneo, e desenvolver procedimentos seguros de reinstalação. Deste modo seremos capazes de ajudar os países diretamente envolvidos na resposta às necessidades de inúmeros irmãos e irmãs nossos que sofrem. De modo particular, afirmamos a nossa solidariedade ao povo da Grécia que, não obstante as suas próprias dificuldades econômicas, tem respondido generosamente a esta crise.

Juntos, solenemente, imploramos o fim da guerra e da violência no Médio Oriente, uma paz justa e duradoura e o regresso honroso daqueles que foram forçados a abandonar as suas casas. Pedimos às comunidades religiosas que aumentem os seus esforços para receber, assistir e proteger os refugiados de todas as crenças, e que os serviços religiosos e civis de assistência se empenhem por coordenar os seus esforços. Enquanto perdurar a necessidade, pedimos a todos os países que alarguem o asilo temporário, ofereçam o estatuto de refugiado a quantos se apresentarem idóneos, ampliem os seus esforços de socorro e colaborem com todos os homens e mulheres de boa vontade para um rápido fim dos conflitos em curso.

Hoje, a Europa enfrenta uma das suas crises humanitárias mais sérias desde o fim da II Guerra Mundial. Para vencer este grave desafio, fazemos apelo a todos os seguidores de Cristo para que tenham em mente as palavras do Senhor, segundo as quais seremos um dia julgados: «Porque tive fome e destes-me de comer, tive sede e destes-me de beber, era peregrino e recolhestes-me, estava nu e destes-me que vestir, adoeci e visitastes-me, estive na prisão e fostes ter comigo. (…) Em verdade vos digo: Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes» (Mt 25, 35-36.40).

Da nossa parte, em obediência à vontade de nosso Senhor Jesus Cristo, estamos firme e sinceramente decididos a intensificar os nossos esforços para promover a plena unidade de todos os cristãos. Reafirmamos a nossa convicção de que «a reconciliação [entre os cristãos] envolve a promoção da justiça social dentro e entre todos os povos (...). Juntos, faremos a nossa parte para oferecer aos migrantes, refugiados e requerentes asilo uma receção humana na Europa» (Charta œcumenica, 2001). O nosso objetivo, ao defender os direitos humanos fundamentais dos refugiados, requerentes asilo e migrantes e de tantas pessoas marginalizadas nas nossas sociedades, é cumprir a missão de serviço das Igrejas ao mundo.

O nosso encontro de hoje pretende dar coragem e esperança a quantos procuram refúgio e a todos aqueles que os acolhem e assistem. Instamos a comunidade internacional a fazer da proteção das vidas humanas uma prioridade e a apoiar, em todos os níveis, políticas inclusivas que se estendam a todas as comunidades religiosas. A terrível situação de todas as pessoas afetadas pela atual crise humanitária, incluindo muitos dos nossos irmãos e irmãs cristãos, clama pela nossa oração constante.

Lesbos, 16 de abril de 2016.

Hieronymos II | Francisco | Bartolomeu I

Vatican.va

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

SEGURANÇA HUMANA: Bento XVI deixa apelos para a Cimeira de Copenhaga

Bento XVI recordou este Domingo a Cimeira da ONU sobre as mudanças climáticas, que se hoje se inicia em Copenhaga, destacando a necessidade de uma acção concertada da comunidade internacional para fazer face ao fenómeno do "aquecimento global", sem prejudicar as populações mais pobres nesse esforço.
Após a recitação do Angelus, na Praça de São Pedro, o Papa deixou votos de que “os trabalhos ajudem a encontrar acções respeitosas da criação e promotoras de um desenvolvimento solidário, fundados na dignidade da pessoa humana e orientada para o bem comum”.
“A salvaguarda da criação postula a adopção de estilos de vida sóbrios e responsáveis, sobretudo em relação aos pobres e às geração futuras”, prosseguiu.
Segundo Bento XVI, para garantir o pleno sucesso da Conferência, “todas as pessoas de boa vontade” devem “respeitar as leis colocadas por Deus na natureza e redescobrir a dimensão moral da vida humana”. (Mais ...)
Agência Ecclesia

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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

SEGURANÇA HUMANA: Cáritas pede uma nova ética global para as alterações climáticas

A Cáritas Internationalis está a apelar a uma abordagem nova sobre as alterações climáticas. O apelo surge no relatório "Justiça Climática: procurando uma nova ética global", recentemente publicado.
Os efeitos devastadores das alterações climáticas são uma evidência diária para as comunidades mais pobres na maioria dos 200 países onde a Cáritas trabalha. Este facto está a “minar” o trabalho humanitário e de desenvolvimento dos seus 164 membros e ameaça aumentar o número de emergências no futuro.
As informações do relatório "Justiça Climática: procurando uma nova ética global" não se restringem a factos científicos sobre as alterações climáticas, mas focam a dimensão ética, moral e teológica da crise.
Tendo como pano de fundo a Cimeira de Copenhaga, agendada para Dezembro, sobre o clima, o relatório incita os governos a adoptar um entendimento legal conjunto para reduzir as emissões dos gases com efeito de estufa e aumentar o apoio financeiro e tecnológico aos países mais pobres para que estes possam adaptar-se às difíceis condições climáticas. (Mais ...)
Agência Ecclesia

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