a OBSERVATÓRIO DA PAX

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Solidariedade inter-religiosa ao serviço do mundo ferido pelo Covid-19

O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e o Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso (PCID) da Santa Sé publicaram o documento "Servir um mundo ferido em solidariedade inter-religiosa: Um apelo cristão à reflexão e ação durante o Covid-19 e no futuro".

Uma nota de imprensa, divulgada pela sala de imprensa da Santa Sé, informa que o objetivo do CMI e do PCID é “encorajar” Igrejas e organizações cristãs a refletirem sobre “a importância da solidariedade inter-religiosa num mundo ferido pela pandemia Covid-19”. [...] Ler +

Fonte: Agência ECCLESIA

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sábado, 13 de janeiro de 2018

Semana da Oração pela Unidade dos Cristãos 2018: Celebração Nacional


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Semana da Oração pela Unidade dos Cristãos 2018: Calendário das celebrações no Porto


Comissão Ecuménica Diocesana do Porto

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Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2018: A tua direita, Senhor, resplandeceu de poder (Ex 15,6)

As Igrejas do Caribe foram escolhidas para preparar o material para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos de 2018. O Caribe atual está profundamente marcado pelo projeto pouco respeitoso da exploração colonial. Muito lamentavelmente, durante quinhentos anos de colonialismo e escravidão, a atividade missionária cristã na região, com exceção de uns poucos destacados exemplos, esteve muito ligada a esse sistema de cunho desumano e justificava-o e reforçava-o de muitas maneiras. Enquanto aqueles que levaram a Bíblia para essa região usavam as Escrituras para justificar a subjugação do povo dominado, nas mãos dos escravizados ela tornou-se uma inspiração, uma garantia de que Deus estava do lado deles e de que Deus os conduziria à liberdade.

Hoje os cristãos caribenhos de diferentes tradições veem a mão de Deus a agir para pôr fim à escravidão. É uma experiência de união em torno da ação salvadora de Deus que leva à liberdade. Por essa razão, foi considerada muito adequada a escolha do canto de Moisés e Miriam (Ex 15, 1-21) como motivação para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos de 2018.

Os textos, preparados e publicados conjuntamente pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e pela Comissão Fé e Constituição do Conselho Mundial de Igrejas, estão disponíveis em vários idiomas nas páginas web do Vaticano e do Conselho Mundial das Igrejas.

Versão em português do Brasil dos subsídios:
Em texto corrido
Em ficheiro pdf

Comissão Ecuménica Diocesana do Porto

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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Perseguidos e Esquecidos?: A opressão dos Cristãos entre 2015 e 2017



Perseguidos e esquecidos? analisa a opressão dos Cristãos entre meados de 2015 e meados de 2017, com foco em 13 países, essenciais para a compreensão das tendências da perseguição cristã hoje em dia. A investigação da Fundação AIS revelou provas de grave perseguição contra os Cristãos em termos de violação dos direitos humanos fundamentais, incluindo: violência, violação, detenção ilegal, julgamento injusto e impedimento de encontro religioso. Em termos do número de pessoas envolvidas, da gravidade dos crimes cometidos e do seu impacto, é evidente que a perseguição aos Cristãos é hoje mais grave do que em qualquer época da história. Não só são os Cristãos mais perseguidos do que qualquer outro grupo de fé, mas há cada vez mais cristãos a enfrentar as piores formas de perseguição. Na Síria e no Iraque, assistimos a um êxodo de cristãos da região associado não só ao conflito, mas também às acções de grupos extremistas.

Mas há sinais de esperança. Em muitos destes países, a Fundação AIS conseguiu apenas ter acesso a estas informações confidenciais por já estar a trabalhar com as Igrejas locais, fornecendo ajuda e assistência essenciais. No Iraque, a Fundação AIS está a ajudar as Igrejas a reconstruir bairros cristãos que foram destruídos e a ajudar os Cristãos a retomar a sua vida no Iraque. Como dizia o Pe. Werenfried, fundador da AIS, estamos a “ajudar a enxugar as lágrimas de Jesus abandonado nas cruzes deste século”. (Mais ...)

Fundação AIS


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quinta-feira, 2 de março de 2017

Intenção do Papa Francisco para o mês de Março: Ajudar os cristãos perseguidos



Pelos cristãos perseguidos, para que experimentem o apoio de toda a Igreja na oração e através da ajuda material.

Papa Francisco - Março 2017

Vídeo do Papa

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2017 | Os gestos que marcaram a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que termina esta quarta-feira, fica marcada por apelos à reconciliação, por parte dos diversos líderes religiosos em Portugal, e gestos especiais como a cedência de uma capela católica para o culto da comunidade ortodoxa.

Em Braga, onde teve lugar a celebração nacional deste Oitavário, a reconciliação foi destacada como “um dom de Deus oferecido a todos”. (...)
Um pouco por todo o país e nas Ilhas, o Oitavário de oração congregou responsáveis e líderes das várias comunidades cristãs, paróquias e grupos de jovens à volta desta questão. (Mais...)

Agência Ecclesia

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Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2017 | Cristãos de várias Igrejas vão assinar declaração comum sobre o valor da vida

Lisboa, 24 jan 2017 (Ecclesia) - Líderes de várias Igrejas cristãs em Portugal vão assinar no próximo sábado em Sintra uma declaração comum sobre o valor da vida, onde estará incluída a rejeição da eutanásia.

No documento, enviado hoje à Agência ECCLESIA, os responsáveis cristãos defendem “juntos” o ideal de “uma vida em plenitude”, preservada “desde a conceção ao seu fim natural”.

“A dignidade humana não se perde pela dependência de outros, pela doença ou pela improdutividade económica”, sustenta a referida declaração, sublinhando que “a morte provocada, nomeadamente a eutanásia, o suicídio assistido e o homicídio não são respostas” para os problemas.

Neste campo, os líderes das várias Igrejas cristãs apoiam “o direito aos cuidados paliativos” para todos.

Quanto aos desafios que hoje a crise dos refugiados está a levantar um pouco por todo o mundo, apelam a “uma cultura de acolhimento e inclusão”, e a uma sociedade que “não fique indiferente a quantos são forçados a fugir da guerra e da perseguição”.

Na declaração são ainda abordados desafios como “a pobreza, o terrorismo e as ideologias que o pretendem justificar, o tráfico humano, fruto de uma visão utilitarista do outro e o abandono dos idosos, consequência de um individualismo sem limites”.

“Queremos desenvolver uma economia ao serviço da pessoa humana, rejeitando a exploração e a ganância que esmagam e tornam excluída a maioria da população”, escrevem os representantes cristãos.

Durante o encontro ecuménico, os participantes vão ainda querer dar “testemunho de um empenho comum” a favor da reconciliação e da paz entre todas as comunidades cristãs.

“Comprometemo-nos a agir neste sentido, com coragem, criatividade, alegria e esperança”, complementam.

A assinatura desta declaração comum contará com a presença de D. Joaquim Mendes, bispo auxiliar de Lisboa, da Igreja Católica, D. Pina Cabral, bispo da Igreja Lusitana, e o pastor António Calaim, presidente da Aliança Evangélica Portuguesa; vai ter lugar no salão da Igreja de S. Miguel, em Sintra (junto ao Centro Cultural Olga Cadaval).

A iniciativa insere-se no VII Encontro Cristão daquela região do Patriarcado de Lisboa e na edição deste ano da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que tem como tema “Reconciliação - É o amor de Cristo que nos impele”.

Agência ECCLESIA

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Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2017 | Cooperação ecuménica na vida social: caminho que leva à unidade dos cristãos

Visto que nos nossos tempos largamente se estabelece a cooperação no campo social, todos os homens são chamados a uma obra comum, mas com maior razão os que crêem em Deus, sobretudo todos os cristãos assinalados com o nome de Cristo. A cooperação de todos os cristãos exprime vivamente aquelas relações pelas quais já estão unidos entre si e apresenta o rosto de Cristo Servo numa luz mais radiante. Esta cooperação, que já se realiza em não poucas nações, deve ser aperfeiçoada sempre mais, principalmente nas regiões onde se verifica a evolução social ou técnica. Vai ela contribuir para apreciar devidamente a dignidade da pessoa humana, promover o bem da paz, aplicar ainda mais o Evangelho na vida social, incentivar o espírito cristão nas ciências e nas artes e aplicar toda a espécie de remédios aos males da nossa época, tais como a fome e as calamidades, o analfabetismo e a pobreza, a falta de habitações e a inadequada distribuição dos bens. Por essa cooperação, todos os que crêem em Cristo podem mais facilmente aprender como devem entender-se melhor e estimar-se mais uns aos outros, e assim se abre o caminho que leva à unidade dos cristãos.

CONCÍLIO VATICANO II - Decreto «Unitatis Redintegratio», 12.


A área do desenvolvimento, que é sobretudo uma resposta às necessidades humanas, proporciona uma variedade de possibilidades para a cooperação entre a Igreja Católica e as Igrejas e Comunidades Eclesiais, a nível regional, nacional ou local. Essa cooperação, deve abranger, entre outras, as actividades em favor de uma sociedade mais justa, para promover a paz, os direitos e dignidade da mulher e uma distribuição mais equitativa dos recursos. Neste sentido, seria possível organizar um serviço comum em favor dos pobres, doentes, deficientes, idosos e de todos aqueles que sofrem por causa das injustas «estruturas de pecado». A cooperação nesta área é especialmente recomendada nos lugares onde houver uma grande concentração da população com graves consequências para a habitação, a alimentação, a água, o vestuário, a higiene e os cuidados médicos. Um aspecto importante da cooperação neste campo é a preocupação com os problemas dos migrantes, dos refugiados e das vítimas de catástrofes naturais.

CPPUC - Directório para a aplicação dos princípios e normas sobre o ecumenismo, 215.

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Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2017 | Celebração Ecuménica a nível nacional em Braga


A Basílica dos Congregados, em Braga, acolheu, na passada sexta-feira, dia 20, a Oração Ecuménica que assinalou a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos a nível nacional. Presentes estiveram o Arcebispo Primaz, D. Jorge Ortiga, o Bispo da Guarda, D. Manuel Felício, o Presidente do Conselho Português das Igrejas Cristãs (COPIC) e Bispo da Igreja Metodista, Sifredo Teixeira, o Bispo D. Jorge Pina Cabral, da Igreja Lusitana, o Pastor Emanuel de Carvalho e a Pastora Eunice Alves, da Igreja Metodista. (Mais...)

ARQUIDIOCESE DE BRAGA

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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2017 | Declaração conjunta por ocasião da comemoração conjunta católico-luterana da Reforma



DECLARAÇÃO CONJUNTA
por ocasião da comemoração conjunta católico-luterana da Reforma
Lund, 31 de outubro de 2016

«Permanecei em Mim, que Eu permaneço em vós. Tal como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, mas só permanecendo na videira, assim também acontecerá convosco, se não permanecerdes em Mim» (Jo 15, 4).

Com coração agradecido

Com esta Declaração Conjunta, expressamos jubilosa gratidão a Deus por este momento de oração comum na Catedral de Lund, com que iniciamos o ano comemorativo do quinto centenário da Reforma. Cinquenta anos de constante e frutuoso diálogo ecuménico entre católicos e luteranos ajudaram-nos a superar muitas diferenças e aprofundaram a compreensão e confiança entre nós. Ao mesmo tempo, aproximamo-nos uns dos outros através do serviço comum ao próximo – muitas vezes em situações de sofrimento e de perseguição. Graças ao diálogo e testemunho compartilhado, já não somos desconhecidos; antes, aprendemos que aquilo que nos une é maior do que aquilo que nos separa.

Do conflito à comunhão

Ao mesmo tempo que estamos profundamente gratos pelos dons espirituais e teológicos recebidos através da Reforma, também confessamos e lamentamos diante de Cristo que luteranos e católicos tenham ferido a unidade visível da Igreja. Diferenças teológicas foram acompanhadas por preconceitos e conflitos, e instrumentalizou-se a religião para fins políticos. A nossa fé comum em Jesus Cristo e o nosso Batismo exigem de nós uma conversão diária, graças à qual repelimos as divergências e conflitos históricos que dificultam o ministério da reconciliação. Enquanto o passado não se pode modificar, aquilo que se recorda e o modo como se recorda podem ser transformados. Rezamos pela cura das nossas feridas e das lembranças que turvam a nossa visão uns dos outros. Rejeitamos categoricamente todo o ódio e violência, passados e presentes, especialmente os implementados em nome da religião. Hoje, escutamos o mandamento de Deus para se pôr de parte todo o conflito. Reconhecemos que fomos libertos pela graça para nos dirigirmos para a comunhão a que Deus nos chama sem cessar.

O nosso compromisso em prol dum testemunho comum

Enquanto superamos os episódios da nossa história que gravam sobre nós, comprometemo-nos a testemunhar juntos a graça misericordiosa de Deus, que se tornou visível em Cristo crucificado e ressuscitado. Cientes de que o modo como nos relacionamos entre nós incide sobre o nosso testemunho do Evangelho, comprometemo-nos a crescer ainda mais na comunhão radicada no Batismo, procurando remover os obstáculos ainda existentes que nos impedem de alcançar a unidade plena. Cristo quer que sejamos um só, para que o mundo possa acreditar (cf. Jo 17, 21).

Muitos membros das nossas comunidades anseiam por receber a Eucaristia a uma única Mesa como expressão concreta da unidade plena. Temos experiência da dor de quantos partilham toda a sua vida, mas não podem partilhar a presença redentora de Deus na Mesa Eucarística. Reconhecemos a nossa responsabilidade pastoral comum de dar resposta à sede e fome espirituais que o nosso povo tem de ser um só em Cristo. Desejamos ardentemente que esta ferida no Corpo de Cristo seja curada. Este é o objetivo dos nossos esforços ecuménicos, que desejamos levar por diante inclusive renovando o nosso empenho no diálogo teológico.

Rezamos a Deus para que católicos e luteranos saibam testemunhar juntos o Evangelho de Jesus Cristo, convidando a humanidade a ouvir e receber a boa notícia da ação redentora de Deus. Pedimos a Deus inspiração, ânimo e força para podermos continuar juntos no serviço, defendendo a dignidade e os direitos humanos, especialmente dos pobres, trabalhando pela justiça e rejeitando todas as formas de violência. Deus chama-nos a estar perto de todos aqueles que anseiam por dignidade, justiça, paz e reconciliação. Hoje, de modo particular, levantamos as nossas vozes para pedir o fim da violência e do extremismo que ferem tantos países e comunidades, e inumeráveis irmãos e irmãs em Cristo. Exortamos luteranos e católicos a trabalharem juntos para acolher quem é estrangeiro, prestar auxílio a quantos são forçados a fugir por causa da guerra e da perseguição, e defender os direitos dos refugiados e de quantos procuram asilo.

Hoje mais do que nunca, damo-nos conta de que o nosso serviço comum no mundo deve estender-se à criação inteira, que sofre a exploração e os efeitos duma ganância insaciável. Reconhecemos o direito que têm as gerações futuras de gozar do mundo, obra de Deus, em todo o seu potencial e beleza. Rezamos por uma mudança dos corações e das mentes que leve a um cuidado amoroso e responsável da criação.

Um só em Cristo

Nesta auspiciosa ocasião, expressamos a nossa gratidão aos irmãos e irmãs das várias Comunhões e Associações cristãs mundiais que estão presentes e unidos connosco em oração. Ao renovar o nosso compromisso de passar do conflito à comunhão, fazemo-lo como membros do único Corpo de Cristo, no qual estamos incorporados pelo Batismo. Convidamos os nossos companheiros de estrada no caminho ecuménico a lembrar-nos dos nossos compromissos e a encorajar-nos. Pedimos-lhes que continuem a rezar por nós, caminhar connosco, apoiar-nos na observância dos compromissos de religião que hoje manifestamos.

Apelo aos católicos e luteranos do mundo inteiro

Apelamos a todas as paróquias e comunidades luteranas e católicas para que sejam corajosas e criativas, alegres e cheias de esperança no seu compromisso de prosseguir na grande aventura que nos espera. Mais do que os conflitos do passado, há de ser o dom divino da unidade entre nós a guiar a colaboração e a aprofundar a nossa solidariedade. Estreitando-nos a Cristo na fé, rezando juntos, ouvindo-nos mutuamente, vivendo o amor de Cristo nas nossas relações, nós, católicos e luteranos, abrimo-nos ao poder de Deus Uno e Trino. Radicados em Cristo e testemunhando-O, renovamos a nossa determinação de ser fiéis arautos do amor infinito de Deus por toda a humanidade.

Vatican.va

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Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2017 | Os jovens e o Ecumenismo: o derrubar dos muros

Na força da juventude é possível ultrapassar grandes muros, ir mais além perante o aparentemente inultrapassável.

A vida tem muros: Uns pequenos, outros maiores, os internos e os externos e alguns que separam realidades, bem duras…

Mas ser jovem em Cristo implica uma atitude proactiva ao jeito de Jesus: positiva, determinada e empreendedora, que procura, com irreverencia caminhar, superar, ser mais, saindo do “sofá”, da zona de conforto, para construir algo de novo, com o espírito firmado no “amor de Cristo que nos move” 2 Cor 5, 14

Construir um muro implica técnica de junção de partes – pedras, tijolos, massas, entre outros materiais, com a finalidade de erguer algo que pode ser para separar, dividir e em alguns casos proteger, no entanto, mesmo os grandes os muros, devem permitir entrada e saída, para que haja liberdade, “a verdade vos libertará” Jo 8, 32.

Em Portugal, o movimento ecuménico, consubstanciado no desejo de Cristo, para que “todos sejam um para que o mundo creia” Jo 17,21, tem vindo a ganhar cada vez mais força junto dos jovens, muito por causa do FEJ – Fórum Ecuménico Jovem, que desde 1998, tem proporcionado em dezenas de cidades portuguesas, espaços de encontro/festa de jovens de diferentes Igrejas, bem como a necessária formação e aprendizagem ecuménica.

Tenho acompanhado a evolução do FEJ desde o seu início, há 18 anos, até os dias de hoje, como membro da equipa organizadora. Recordo a primeira reunião em Leiria. Participaram clérigos e jovens das Igrejas Católica Romana, Lusitana - Comunhão Anglicana, Metodista e Presbiteriana. Grandes pontes foram criadas que possibilitaram a milhares de jovens a experiência da unidade na diversidade, em que a diferença do Outro constitui uma riqueza e não propriamente um obstáculo, uma pedra!

Obviamente que ver no outro Irmão, que pertence a outra Igreja, um sinal da mesma Igreja de Cristo, requer uma abertura forte e ousada, uma identidade segura que permita ver para além do muro e ser capaz de derrubar e transformar as pedras da divisão em pedras que se juntam e formam verdadeiramente a Igreja Una de Cristo.

Por isso ser jovem é ser portador desta esperança que com a força que vem de Cristo é capaz de fazer “rolar a pedra” Lc 24,2 e inaugurar algo novo, porque viver uma fé “jovem” com Jesus permite “fazer novas todas as coisas” Ap. 21,5.

Reverendo Sérgio Alves
Presbítero da Igreja Lusitana – Comunhão Anglicana
Membro da Equipa Ecuménica Jovem

Departamento Nacional da Pastoral Juvenil | DNPJ

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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2017 | As 95 teses de Martinho Lutero



ALMEIDA, Dimas de. As 95 teses de Martinho Lutero | Controvérsia em torno da questão das Indulgências. Cadernos de Ciência das Religiões, [S.l.], nov. 2013. Disponível em: http://revistas.ulusofona.pt/index.php/cadernoscienciadasreligioes/article/view/3985.

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domingo, 22 de janeiro de 2017

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2017 | Abraços no lugar de cismas

Os gestos e as palavras do Papa Francisco conquistam mediatismo crescente e geram popularidade em crentes e não-crentes. A economia, a defesa dos pobres, a preocupação por contextos periféricos, a sustentabilidade ambiental e a defesa da vida são temas que geram simpatia e empatia pelo antigo cardeal de Buenos Aires, agora bispo de Roma. Também quando se refere ao ecumenismo… Não só pela força das suas palavras a respeito do “escândalo” da divisão entre os seguidores de Cristo, mas sobretudo pelos braços que estende para outros tantos abraços no esforço de aproximar lideranças de várias igrejas cristãs.

Se o espaço mediático que Francisco conquistou é único, os gestos e as palavras que agora diz estão naturalmente em linha com imagens do passado e do presente, protagonizadas por outras lideranças da Igreja Católica, à escala universal ou local, que raramente merecem a mesma amplificação na opinião pública.

Em janeiro de 1964, representantes da Igreja Católica e da Igreja Ortodoxa punham fim a quase um milénio de desencontros entre as respetivas lideranças com um abraço. O Papa Paulo VI e o patriarca Atenágoras, da Igreja Ortodoxa de Constantinopla, confirmavam publicamente determinações conjuntas de promover o encontro entre cristãos desavindos com um gesto que impulsionou o caminho ecuménico, mesmo antes de ter terminado o Concílio Ecuménico Vaticano II.

Em outubro de 2016, o presidente da Federação Luterana Mundial Munib Yunan e o Papa Francisco selavam com um abraço a assinatura de uma declaração comum por ocasião da comemoração conjunta católico-luterana dos 500 anos da reforma protestante.

Em mais de meio século, outras declarações e muitos mais abraços marcaram o diálogo ecuménico, com o protestantismo e não só, assim como o encontro entre líderes de diferentes religiões, assinalados pela relevância que decorre de visitas institucionais. De facto, a presença de vários pontífices em templos ortodoxos, sinagogas ou mesquitas, o encontro entre patriarcas de várias “ortodoxias” e o Papa, a presença de rabinos ou imãs em ambiente católicos e destes em templos de tradição judaica ou islâmica foram passos dados no diálogo inter-religioso e ecuménico, sobretudo pelo conhecimento pessoal que proporcionaram e pela proximidade que daí resultou.

Na história dos abraços e da proximidade entre crentes, nomeadamente os seus líderes, tem de se incluir o que aconteceu na escala de uma viagem intercontinental, mas que representa uma etapa fundamental do percurso ecuménico. A caminho do México, o Papa encontrou-se com patriarca ortodoxo de Moscovo Cirilo para um abraço entre “irmãos” no “mesmo batismo” e dizer “finalmente”…!

Falar hoje em aproximação entre cristãos significa tentar por fim a duas grandes separações, que infelizmente não são as únicas: a que começou no século XI, no cisma do oriente, que separou ortodoxos e católicos; e a que se seguiu às teses de Lutero, que distanciou católicos e protestantes. Um percurso que há de ser feito com o debate de ideias, declarações conjuntas e sobretudo com a capacidade de replicar o espírito de Assis, marcado por abraços, por muitos abraços!

Paulo Rocha

Agência ECCLESIA


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Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2017 | Visita do Papa à Suécia a propósito dos 500 anos da reforma


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sábado, 21 de janeiro de 2017

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2017 | 500 anos do protestantismo. Entrevista ao padre Joaquim Carreira das Neves e a Timóteo Cavaco


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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2017 | XVIII Fórum Ecuménico Jovem - FEJ 2016


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Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2017 | «Reconciliação» entre cristãos é esperança para a Europa


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Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2017 | Do conflito à comunhão

Intenções não faltam para a nossa oração, em especial no Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos. Que Deus nos atenda, purificando os nossos corações e as nossas memórias!

Para a causa ecuménica, 2017 é um ano de grandes desafios. Faz 500 anos que a unidade da Igreja de Cristo, amputada já nessa altura de sua asa oriental, a desde então chamada comunhão ortodoxa, sofreu novo e rude golpe com a emergência da igreja luterana e, pouco depois, da calvinista, da anglicana e de muitas outras derivadas destas, até às neopentecostais dos nossos dias. Tem sido uma penosa história de muito sofrimento, até com guerras de crueldade extrema. Uma tragédia mundial. A Deus pertence o julgamento, a nós a confissão das próprias culpas.

Vivemos outros tempos, não por mérito, mas por graça. Pareceu-me um sonho lindo a visita do Papa Francisco à Suécia em 31 de Outubro passado. Ela foi possível devido a 50 anos de um persistente esforço de reaproximação entre católicos e luteranos, a partir do Concílio Vaticano II. Marco destacado a balizar essa caminhada foi a assinatura, em 1999, da “Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação”. No encontro de 31 de Outubro, não se fez uma celebração da Reforma Luterana nem dos 50 anos de reaproximação ecuménica. Em vez disso, a nova “Declaração Conjunta”, que ficará para a história do ecumenismo como o melhor deste encontro memorável, pôs o acento na comemoração. O título é mesmo: “DECLARAÇÃO CONJUNTA por ocasião da comemoração conjunta católico-luterana da Reforma”. Comemorar significa lembrar juntos. Se não se pode refazer a história, pode-se sempre purificar a memória, rememorar com verdade o passado para emendar o presente. Lembrar o passado é como olhar pelo espelho retrovisor de um carro; para ir em frente com segurança não se pode perder a perspectiva do que vai ficando para trás. (Mais ...)

P. José Gaspar

Espiritanos.pt

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2017 | Reconciliação - É o amor de Cristo que nos impele

A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é uma importante contribuição para que se cumpra a oração que o Senhor Jesus Cristo fez pedindo ao Pai: “Não rogo somente por estes, mas, também, por aqueles que, pela sua palavra, hão-de crer em mim; para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um, em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.” João 17:20-21.

Neste tempo de oração, o testemunho que é dado fala de um percurso já feito que se tem traduzido em melhor conhecimento mútuo, confiança mútua e na esperança de se poder vir a melhorar a expressão do que se tem vivido. O reconhecimento mútuo do Baptismo já é uma realidade, falta o chegarmos ao ponto de se poder reconhecer os Ministérios e de celebrar a Eucaristia em unidade.

O tema para a semana: “Reconciliação - É o amor de Cristo que nos impele” baseado em II Coríntios 5,14-20, está relacionado com a celebração dos 500 anos da Reforma Protestante. Uma celebração que recorda um movimento renovador na Igreja em 1517 que procurou chamar todos para o essencial da fé cristã, afirmando entre outras coisas, a Autoridade das Sagradas Escrituras, a Justificação pela fé e o Sacerdócio universal de todos os crentes.

A Comissão Luterana-Católica Romana sobre a Unidade publicou um documento que vale a pena referir, “Do Conflito à Comunhão”, o qual reconhece que ambas as tradições abordam a celebração do aniversário da Reforma Protestante numa era ecuménica, após o que foi alcançado nos cinquenta anos de diálogo, com novas compreensões da sua própria história e teologia.

De 18 a 25 de Janeiro de 2017 várias serão as oportunidades para os Cristãos poderem orar pela unidade, nas iniciativas que estão a ser organizadas. Em Portugal acontecerão no Porto, Lisboa, Coimbra, Braga, entre outras localidades.

O COPIC-Conselho Português de Igrejas Cristãs que está organizado desde 1971 e que representa as Igrejas: Lusitana, Metodista, Presbiteriana e Evangélica Alemã do Porto, de acordo com o que está escrito nos seus textos de apresentação, tem por objectivo “dar no contexto religioso e sociológico português um testemunho de consenso, de cooperação, de unidade, em obediência à Palavra do Senhor da Igreja, para glória de Deus que nos chama a viver no meio dos homens e das mulheres a quem Ele nos manda servir.” Este Conselho e a Igreja Católica Romana promoverão uma Celebração Nacional de Oração pela Unidade dos Cristãos, no dia 21 de Janeiro de 2017, às 16 horas, na Igreja dos Congregados, na cidade de Braga. (Mais ...)

Sifredo Teixeira (Bispo Metodista)

Espiritanos.pt

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