a OBSERVATÓRIO DA PAX

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Solidariedade inter-religiosa ao serviço do mundo ferido pelo Covid-19

O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e o Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso (PCID) da Santa Sé publicaram o documento "Servir um mundo ferido em solidariedade inter-religiosa: Um apelo cristão à reflexão e ação durante o Covid-19 e no futuro".

Uma nota de imprensa, divulgada pela sala de imprensa da Santa Sé, informa que o objetivo do CMI e do PCID é “encorajar” Igrejas e organizações cristãs a refletirem sobre “a importância da solidariedade inter-religiosa num mundo ferido pela pandemia Covid-19”. [...] Ler +

Fonte: Agência ECCLESIA

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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Declaração final do sexto colóquio budista-cristão: Um decálogo para a não-violência

Um decálogo, para permitir que os seguidores de Buda e de Jesus Cristo percorram juntos a via da não-violência, foi assinado na conclusão do sexto colóquio budista-cristão, organizado em Taiwan pelo Pontifício conselho para o diálogo inter-religioso. O dicastério vaticano foi representado pelo cardeal presidente Jean-Louis Tauran, pelo bispo secretário Miguel Ángel Ayuso Guixot e pelo subsecretário monsenhor Indunil Kodithuwakku.

Mais de oitenta entre homens e mulheres de ambas as religiões, em representação de dezoito países, participaram nos três dias de trabalhos - de 13 a 15 de novembro no mosteiro budista de Ling Jiou - e na cerimónia de encerramento no Museu das religiões do mundo em Taipei, tornando pública uma declaração final. O documento frisou o precioso contributo oferecido para o melhoramento da compreensão e do conhecimento recíproco, e para o fortalecimento das relações e da cooperação orientadas a promover uma cultura da paz e da não-violência com base em valores partilhados. (...)

Encorajados pelo êxito positivo do colóquio, elaboraram uma espécie de plano de ação em dez pontos:
  1. Promover uma cultura da paz e da não-violência contra a cultura dominante da indiferença; 
  2. Frisar a importância de ouvir o grito das vítimas da violência nas suas múltiplas formas, até condenando as ameaças do nacionalismo desenfreado, do sexismo, do racismo e do fundamentalismo étnico, religioso e de casta; 
  3. Eliminar a pobreza, a injustiça, a desigualdade, a exploração e a discriminação; 
  4. Reconhecer o papel positivo dos meios de comunicação e combater o impacto negativo das notícias falsas (fake news); 
  5. Estimular ações concretas orientadas a recuperar as sociedades polarizadas, através da reconciliação e do perdão, e promover a igualdade e a dignidade das mulheres a fim de prevenir a violência e a discriminação em relação a elas, em particular o flagelo da violência doméstica; 
  6. Desenvolver relações seguras, estáveis e afetuosas a nível familiar e reafirmar a importância da educação; 
  7. Promover a hospitalidade reconhecendo que «nós e os outros partilhamos» uma humanidade comum apesar das diferenças; 
  8. Salvaguardar o meio ambiente evidenciando a interconexão e a interdependência de todas as formas de vida; 
  9. Promover a oração, o silêncio e a meditação para cultivar a liberdade interior, a pureza do coração, a compaixão, a cura e o dom de si como condições essenciais para a paz interior do indivíduo e a social; 
  10. Reconhecer o importante papel que organizações religiosas, pessoas de boa vontade, sociedade civil, organizações governamentais e centros de educação podem desempenhar ao favorecer o diálogo interconfessional e intercultural.
L'Osservatore Romano. Edição semanal em português. 23.11.2017

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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Perseguidos e Esquecidos?: A opressão dos Cristãos entre 2015 e 2017



Perseguidos e esquecidos? analisa a opressão dos Cristãos entre meados de 2015 e meados de 2017, com foco em 13 países, essenciais para a compreensão das tendências da perseguição cristã hoje em dia. A investigação da Fundação AIS revelou provas de grave perseguição contra os Cristãos em termos de violação dos direitos humanos fundamentais, incluindo: violência, violação, detenção ilegal, julgamento injusto e impedimento de encontro religioso. Em termos do número de pessoas envolvidas, da gravidade dos crimes cometidos e do seu impacto, é evidente que a perseguição aos Cristãos é hoje mais grave do que em qualquer época da história. Não só são os Cristãos mais perseguidos do que qualquer outro grupo de fé, mas há cada vez mais cristãos a enfrentar as piores formas de perseguição. Na Síria e no Iraque, assistimos a um êxodo de cristãos da região associado não só ao conflito, mas também às acções de grupos extremistas.

Mas há sinais de esperança. Em muitos destes países, a Fundação AIS conseguiu apenas ter acesso a estas informações confidenciais por já estar a trabalhar com as Igrejas locais, fornecendo ajuda e assistência essenciais. No Iraque, a Fundação AIS está a ajudar as Igrejas a reconstruir bairros cristãos que foram destruídos e a ajudar os Cristãos a retomar a sua vida no Iraque. Como dizia o Pe. Werenfried, fundador da AIS, estamos a “ajudar a enxugar as lágrimas de Jesus abandonado nas cruzes deste século”. (Mais ...)

Fundação AIS


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sábado, 16 de abril de 2016

Visita a Lesbos: Declaração conjunta

DECLARAÇÃO CONJUNTA
DE SUA SANTIDADE BARTOLOMEU I,
PATRIARCA ECUMÉNICO DE CONSTANTINOPLA,
DE SUA BEATITUDE HIERONYMOS, ARCEBISPO DE ATENAS E DE TODA A GRÉCIA
E DO PAPA FRANCISCO


Nós, Papa Francisco, Patriarca Ecuménico Bartolomeu e Arcebispo Hieronymos de Atenas e de toda a Grécia, reunimo-nos na Ilha grega de Lesbos para manifestar a nossa profunda preocupação pela situação trágica de numerosos refugiados, migrantes e requerentes asilo que têm chegado à Europa fugindo de situações de conflito e, em muitos casos, ameaças diárias à sua sobrevivência. A opinião mundial não pode ignorar a crise humanitária colossal, criada pelo incremento de violência e conflitos armados, a perseguição e deslocamento de minorias religiosas e étnicas e o desenraizamento de famílias dos seus lares, violando a sua dignidade humana, os seus direitos humanos fundamentais e liberdades.

A tragédia da migração e deslocamento forçados afeta milhões de pessoas e é, fundamentalmente, uma crise da humanidade, clamando por uma resposta feita de solidariedade, compaixão, generosidade e um compromisso económico imediato e prático. Daqui, de Lesbos, fazemos apelo à comunidade internacional para responder com coragem a esta maciça crise humanitária e às causas que lhe estão subjacentes, por meio de iniciativas diplomáticas, políticas e caritativas e através de esforços de cooperação simultaneamente no Médio Oriente e na Europa.

Como líderes das nossas respetivas Igrejas, estamos unidos no nosso desejo de paz e na nossa disponibilidade para promover a resolução de conflitos através do diálogo e da reconciliação. Enquanto reconhecemos os esforços que já se vão fazendo para fornecer ajuda e assistência aos refugiados, migrantes e requerentes asilo, apelamos a todos os líderes políticos para que usem todos os meios possíveis a fim de garantir que os indivíduos e as comunidades, incluindo os cristãos, permaneçam nos seus países de origem e gozem do direito fundamental de viver em paz e segurança. Há necessidade urgente de um consenso internacional mais amplo e um programa de assistência para sustentar o Estado de direito, defender os direitos humanos fundamentais nesta situação insustentável, proteger minorias, combater o tráfico humano e o contrabando, eliminar rotas inseguras como as do Egeu e de todo o Mediterrâneo, e desenvolver procedimentos seguros de reinstalação. Deste modo seremos capazes de ajudar os países diretamente envolvidos na resposta às necessidades de inúmeros irmãos e irmãs nossos que sofrem. De modo particular, afirmamos a nossa solidariedade ao povo da Grécia que, não obstante as suas próprias dificuldades econômicas, tem respondido generosamente a esta crise.

Juntos, solenemente, imploramos o fim da guerra e da violência no Médio Oriente, uma paz justa e duradoura e o regresso honroso daqueles que foram forçados a abandonar as suas casas. Pedimos às comunidades religiosas que aumentem os seus esforços para receber, assistir e proteger os refugiados de todas as crenças, e que os serviços religiosos e civis de assistência se empenhem por coordenar os seus esforços. Enquanto perdurar a necessidade, pedimos a todos os países que alarguem o asilo temporário, ofereçam o estatuto de refugiado a quantos se apresentarem idóneos, ampliem os seus esforços de socorro e colaborem com todos os homens e mulheres de boa vontade para um rápido fim dos conflitos em curso.

Hoje, a Europa enfrenta uma das suas crises humanitárias mais sérias desde o fim da II Guerra Mundial. Para vencer este grave desafio, fazemos apelo a todos os seguidores de Cristo para que tenham em mente as palavras do Senhor, segundo as quais seremos um dia julgados: «Porque tive fome e destes-me de comer, tive sede e destes-me de beber, era peregrino e recolhestes-me, estava nu e destes-me que vestir, adoeci e visitastes-me, estive na prisão e fostes ter comigo. (…) Em verdade vos digo: Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes» (Mt 25, 35-36.40).

Da nossa parte, em obediência à vontade de nosso Senhor Jesus Cristo, estamos firme e sinceramente decididos a intensificar os nossos esforços para promover a plena unidade de todos os cristãos. Reafirmamos a nossa convicção de que «a reconciliação [entre os cristãos] envolve a promoção da justiça social dentro e entre todos os povos (...). Juntos, faremos a nossa parte para oferecer aos migrantes, refugiados e requerentes asilo uma receção humana na Europa» (Charta œcumenica, 2001). O nosso objetivo, ao defender os direitos humanos fundamentais dos refugiados, requerentes asilo e migrantes e de tantas pessoas marginalizadas nas nossas sociedades, é cumprir a missão de serviço das Igrejas ao mundo.

O nosso encontro de hoje pretende dar coragem e esperança a quantos procuram refúgio e a todos aqueles que os acolhem e assistem. Instamos a comunidade internacional a fazer da proteção das vidas humanas uma prioridade e a apoiar, em todos os níveis, políticas inclusivas que se estendam a todas as comunidades religiosas. A terrível situação de todas as pessoas afetadas pela atual crise humanitária, incluindo muitos dos nossos irmãos e irmãs cristãos, clama pela nossa oração constante.

Lesbos, 16 de abril de 2016.

Hieronymos II | Francisco | Bartolomeu I

Vatican.va

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segunda-feira, 17 de março de 2014

Projeto inter-religioso de combate ao tráfico de seres humanos

Foi apresentado esta segunda-feira no Vaticano um projeto inter-religioso de combate ao tráfico de seres humanos, a ‘Global Freedom Network’ (Rede Global de Liberdade). Católicos, anglicanos e muçulmanos associam-se à iniciativa que visa “erradicar as formas modernas de escravidão e o tráfico de pessoas”, em colaboração com a ‘Walk Free Foundation’. (Mais...)



Agência Ecclesia

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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

O Grão mufti da Síria deseja estar em São Pedro e rezar com o Papa pela paz na Síria: muçulmanos e outros grupos unem-se ao apelo

Damasco – O Grão mufti da Síria, Ahmad Badreddin Hassou, líder espiritual do islão sunita na Síria, ficou profundamente comovido com o apelo do Papa pela paz na Síria, pronunciado no Angelus de ontem, e expressou o desejo de estar presente na Praça São Pedro para participar na vigília de oração pela paz na Síria, anunciada pelo Papa Francisco para sábado, 7 de setembro. Como apurado pela Agência Fides, o líder islâmico teria enviado um pedido ao Núncio Apostólico em Damasco, Dom Mario Zenari, neste sentido, e nos próximos dias será avaliada por ambas as partes a possibilidade real de realizar este desejo. Mesmo que por motivos logísticos ou de outro género esta eventualidade não se verifique, o mufti já pediu à sua comunidade em Damasco que “acolha o apelo dirigido ao Papa a todas as religiões para rezar pela paz na Síria”. Os muçulmanos sírios serão convidados a rezar pela paz no dia 7 de setembro, em comunhão e simultaneamente com o Papa, nas mesquitas de Damasco e em todo o território nacional.

Segundo o mufti, “todos sentem que o Papa é um pai que tem no coração o futuro do povo sírio e que quer proteger toda a sociedade síria, nas suas diversas componentes, para que não seja destruída por divisões religiosas e pelo radicalismo”. Os muçulmanos sírios vêem o Papa como um “verdadeiro líder espiritual, livre de interesses políticos, individuais ou coletivos, como um líder que fala pelo verdadeiro bem do povo sírio”. Como apurado pela Fides por fontes locais, os grupos muçulmanos, as comunidades tribais, os drusos, os ismaelitas e os outros componentes da sociedade síria irão unir-se à oração.

Agência Fides (2/9/2013)

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domingo, 1 de setembro de 2013

Papa Francisco convoca um dia de oração e jejum pela paz na Síria

O Papa Francisco convidou este domingo os fiéis de todas as Igrejas e religiões, as pessoas que não crêem e todos os homens e mulheres de boa vontade a praticarem o jejum e a oração no dia 7 de setembro, em favor da Síria. Visivelmente preocupado, Francisco dedicou inteiramente o seu encontro de domingo à situação deste país do médio-oriente, onde a guerra civil já matou mais de 100 mil pessoas em três anos.


Hoje, queridos irmãos e irmãs,

queria fazer-me intérprete do grito que se eleva, com crescente angústia, em todos os cantos da terra, em todos os povos, em cada coração, na única grande família que é a humanidade: o grito da paz! É um grito que diz com força: queremos um mundo de paz, queremos ser homens e mulheres de paz, queremos que nesta nossa sociedade, dilacerada por divisões e conflitos, possa irromper a paz! Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra! A paz é um dom demasiado precioso, que deve ser promovido e tutelado.

Vivo com particular sofrimento e com preocupação as várias situações de conflito que existem na nossa terra; mas, nestes dias, o meu coração ficou profundamente ferido por aquilo que está acontecendo na Síria, e fica angustiado pelos desenvolvimentos dramáticos que se preanunciam.

Dirijo um forte Apelo pela paz, um Apelo que nasce do íntimo de mim mesmo! Quanto sofrimento, quanta destruição, quanta dor causou e está causando o uso das armas naquele país atormentado, especialmente entre a população civil e indefesa! Pensemos em quantas crianças não poderão ver a luz do futuro! Condeno com uma firmeza particular o uso das armas químicas! Ainda tenho gravadas na mente e no coração as imagens terríveis dos dias passados! Existe um juízo de Deus e também um juízo da história sobre as nossas ações aos quais não se pode escapar! O uso da violência nunca conduz à paz. Guerra chama mais guerra, violência chama mais violência.

Com todas as minhas forças, peço às partes envolvidas no conflito que escutem a voz da sua consciência, que não se fechem nos próprios interesses, mas que olhem para o outro como um irmão e que assumam com coragem e decisão o caminho do encontro e da negociação, superando o confronto cego. Com a mesma força, exorto também a Comunidade Internacional a fazer todo o esforço para promover, sem mais demora, iniciativas claras a favor da paz naquela nação, baseadas no diálogo e na negociação, para o bem de toda a população síria.

Que não se poupe nenhum esforço para garantir a ajuda humanitária às vítimas deste terrível conflito, particularmente os deslocados no país e os numerosos refugiados nos países vizinhos. Que os agentes humanitários, dedicados a aliviar os sofrimentos da população, tenham garantida a possibilidade de prestar a ajuda necessária.

O que podemos fazer pela paz no mundo? Como dizia o Papa João XXIII, a todos corresponde a tarefa de estabelecer um novo sistema de relações de convivência baseados na justiça e no amor (...).

Possa uma corrente de compromisso pela paz unir todos os homens e mulheres de boa vontade! Trata-se de um forte e premente convite que dirijo a toda a Igreja Católica, mas que estendo a todos os cristãos de outras confissões, aos homens e mulheres de todas as religiões e também àqueles irmãos e irmãs que não creem: a paz é um bem que supera qualquer barreira, porque é um bem de toda a humanidade.

Repito em alta voz: não é a cultura do confronto, a cultura do conflito, aquela que constrói a convivência nos povos e entre os povos, mas sim esta: a cultura do encontro, a cultura do diálogo: este é o único caminho para a paz.

Que o grito da paz se erga alto para que chegue até o coração de cada um, e que todos abandonem as armas e se deixem guiar pelo desejo de paz.

Por isso, irmãos e irmãs, decidi convocar para toda a Igreja, no próximo dia 7 de setembro, véspera da Natividade de Maria, Rainha da Paz, um dia de jejum e de oração pela paz na Síria, no Médio Oriente, e no mundo inteiro, e convido também a unir-se a esta iniciativa, no modo que considerem mais oportuno, os irmãos cristãos não católicos, aqueles que pertencem a outras religiões e os homens de boa vontade.

No dia 7 de setembro, na Praça de São Pedro, aqui, das 19h00min até as 24h00min, nos reuniremos em oração e em espírito de penitência para invocar de Deus este grande dom para a amada nação síria e para todas as situações de conflito e de violência no mundo. A humanidade precisa ver gestos de paz e escutar palavras de esperança e de paz! Peço a todas as Igrejas particulares que, além de viver este dia de jejum, organizem algum ato litúrgico por esta intenção.

Peçamos a Maria que nos ajude a responder à violência, ao conflito e à guerra com a força do diálogo, da reconciliação e do amor. Ela é mãe: que Ela nos ajude a encontrar a paz; todos nós somos seus filhos! Ajudai-nos, Maria, a superar este momento difícil e a nos comprometer a construir, todos os dias e em todo lugar, uma autêntica cultura do encontro e da paz. Maria, Rainha da paz, rogai por nós!

Vatican.va

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domingo, 25 de março de 2012

Diálogo Inter-religioso no tempo e 33 ideias para pensar e agir

Com o objetivo de sensibilizar todas as pessoas para a importância de fomentar o diálogo inter-religioso, “em cada situação do dia-a-dia”, o Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI) lançou no passado dia 21, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, uma pequena publicação intitulada “Diálogo Inter-religioso no tempo e 33 ideias para pensar e agir”.
Cada um dos pontos apresentados procura “educar” as pessoas para o respeito mútuo e para a partilha de ideias e ideais de fé.

Com este guia, o ACIDI, no espírito da Declaração Universal dos Direitos Humanos que inclui o Direito à Liberdade de pensamento, de consciência e de religião, propõe-se dar um contributo para desocultar ideias feitas e aproximar pessoas com tradições, crenças e convicções diversas, na perspetiva de abrir caminhos para o que podemos considerar a utopia do diálogo inter-religioso. 
(Rosário Farmhouse, Alta Comissária para a Imigração e Diálogo Intercultural)

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sexta-feira, 27 de maio de 2011

COOPERAÇÃO INTER-RELIGIOSA PARA A PAZ: Semana Mundial pela Paz na Palestina e em Israel


De 29 de Maio a 4 de Junho de 2011 celebra-se a Semana Mundial pela Paz na Palestina e em Israel, uma acção conjunta por uma paz justa das Igrejas membros do Conselho Mundial de Igrejas e das organizações a ele ligadas, entre as quais a Pax Christi Internacional, e que tem por tema "É tempo da Palestina".

Convidamos todos os grupos e pessoas a associarem-se a esta Semana Mundial,
1. Rezando com as igrejas que vivem sob ocupação, utilizando a Oração de Jerusalém pela Paz, respondendo assim ao convite dos Responsáveis das Igrejas de Jerusalém.
2. Organizando uma vigília de oração pela paz na Palestina e em Israel. Sugerimos o uso do texto da Celebração Litúrgica, com testemunhos de jovens palestinianos e israelitas, traduzido pela Pax Christi Portugal.

O sonho de uma nação não pode ser realizado à custa de outra.
A mensagem da semana de acção é que agora:
- É tempo de Palestinianos e Israelitas partilharem uma paz justa.
- É tempo de pôr fim à ocupação.
- É tempo de igualdade de direitos para todos.
- É tempo de começar a curar as almas feridas.

É tempo da Palestina.

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segunda-feira, 18 de abril de 2011

CULTURA DA PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA: "Pontanima" recebe o Prémio da Paz 2011 da Pax Christi Internacional

Em solidariedade com os povos dos Balcãs, o Comité Executivo da Pax Christi Internacional e o Fundo para a Paz Cardeal Bernardus Alfrink decidiram atribuir o Prémio da Paz de 2011 ao Coro Inter-religioso “Pontanima”, de Sarajevo, Bósnia e Herzegovina.

Amplamente reconhecido como um projecto inovador para a construção da paz, este coro é uma preciosidade da Bósnia-Herzegovina e constitui um dos principais contributos para a vida cultural do país. A sua acção criadora de paz e reconciliação na Bósnia-Herzegovina, nos Balcãs e noutros locais rasgados pelo sofrimento, ilustra o potencial pacificador e recuperador da música, orienta as pessoas para o futuro e revela a autenticidade da sua fé.

A cerimónia de entrega do prémio será realizada durante um concerto do “Pontanima”, na Sala de Concertos de Vukovar, no dia 29 de Abril de 2011 às 19 horas.

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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

ESPIRITUALIDADE E TEOLOGIA DA PAZ: Dia Mundial da Paz 2011


Programa do dia 02 de Janeiro de 2011 - Mensagem da Paz
Com a presença da Vice-Presidente da Pax Christi Portugal (Margarida Saco)

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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

ESPIRITUALIDADE E TEOLOGIA DA PAZ: Promover e Defender a Liberdade Religiosa, é Construir a Paz. Contributos para a Celebração do Dia Mundial da Paz

No âmbito da celebração do 44º Dia Mundial da Paz, o Papa Bento XVI convida-nos a reflectir sobre o tema: Liberdade Religiosa, Caminho para a Paz. «Infelizmente o ano que encerra as portas — diz-nos o Papa — esteve marcado pela perseguição, pela discriminação, por terríveis actos de violência e de intolerância religiosa. (…) Neste contexto, achei particularmente oportuno partilhar com todos vós algumas reflexões sobre a liberdade religiosa, caminho para a paz. De facto, é doloroso constatar que, em algumas regiões do mundo, não é possível professar e exprimir livremente a própria religião sem pôr em risco a vida e a liberdade pessoal. Noutras regiões, há formas mais silenciosas e sofisticadas de preconceito e oposição contra os crentes e os símbolos religiosos. (…) Não se pode aceitar nada disto, porque constitui uma ofensa a Deus e à dignidade humana; além disso, é uma ameaça à segurança e à paz e impede a realização de um desenvolvimento humano autêntico e integral».
Pretendendo contribuir para a celebração deste dia dedicado a esse bem e direito humano fundamental, que é a paz, dom de Deus e, ao mesmo tempo, um projecto a realizar, nunca totalmente cumprido, a Pax Christi Portugal produziu a brochura “Promover e Defender a Liberdade Religiosa, é Construir a Paz. Contributos para a Celebração do 44º Dia Mundial da Paz”. Dela fazem parte uma selecção de textos para ajudar a aprofundar a mensagem de Bento XVI; assim como sugestões para a liturgia do dia, actividades para assinalar o dia e usar o tema, ideias para trabalhar com crianças, bem como uma colectânea de orações.
Pode descarregar a brochura a partir do website da Pax Christi Portugal em http://www.paxchristiportugal.net. Está disponível em dois formatos para impressão: Livro dobrado ou A5 simples.

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terça-feira, 17 de novembro de 2009

COOPERAÇÃO INTER-RELIGIOSA PARA A PAZ: Carta pela Compaixão abraça religiões

Representantes de várias confissões religiosas e não-crentes reuniram-se a 15 de Novembro em Lisboa para um encontro sobre a «Compaixão», no âmbito da iniciativa internacional Charter for Compassion.
A ideia da Semana da Compaixão, na qual se integrou o encontro do último domingo, foi lançada em Fevereiro do ano passado por Karen Armstrong, uma ex-freira católica que se tem dedicado ao estudo das religiões monoteístas.
Na Mesquita Central de Lisboa estiveram presentes representantes da Comunidade Judaica, Igreja Católica e da Comunidade Islâmica em Portugal, bem como Mário Soares, Presidente da Comissão da Liberdade Religiosa. (Mais ...)
SNPC

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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

COOPERAÇÃO INTER-RELIGIOSA PARA A PAZ: Católicos e hindus a favor do desenvolvimento integral da pessoa humana

O Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso manifesta, numa carta dirigida a todos os hindus por ocasião da festa Diwali, o desejo de "cristãos e hindus trabalharem por um desenvolvimento integral da pessoa humana".
A mensagem com o tema "Cristãos e Hindus: comprometidos no desenvolvimento integral da pessoa humana", publicada na Sexta-feira, assinala o início da festa Diwali, a festa da luz, uma solenidade religiosa que dura cinco dias, com celebrações familiares e comunitárias. (Mais ...)
Agência Ecclesia

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terça-feira, 13 de outubro de 2009

COOPERAÇÃO INTER-RELIGIOSA PARA A PAZ: Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2010

“Vós sois as testemunhas destas coisas” (Lc 24,487), é o tema escolhido para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos de 2010. Vem do capítulo 24 do evangelho de Lucas e é também o tema que os cristãos da Escócia escolheram para celebrar o centenário da Conferência Missionária de Edimburgo.
Em 1910 os participantes no encontro em Edimburgo ouviram o testemunho profético que mostrava como as divisões entre cristãos não apenas enfraqueciam a eficiência missionária, mas também debilitavam a Igreja como corpo de Cristo na sua missão.
Os textos preparados conjuntamente pela Comissão Fé e Constituição do Conselho Mundial das Igrejas e pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, estão disponíveis, nas respectivas páginas Web, em espanhol, francês, inglês e português.

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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

COOPERAÇÃO INTER-RELIGIOSA PARA A PAZ: Cristãos e Muçulmanos: Juntos para vencer a pobreza

O Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso deu a conhecer, na passada Sexta-feira, a mensagem anual para o final do Ramadão ('Id al-Fitr 1430 H. / 2009 A.D.), cujo tema este ano é "Cristãos e Muçulmanos: Juntos para vencer a pobreza".
A mensagem, publicada em 24 idiomas, assinada pelo Cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do dicastério, faz referência à Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2009, de Bento XVI, e à encíclica Caritas in veritate, sobre a "pobreza inaceitável".
"Todos nós sabemos que a pobreza humilha e gera sofrimentos intoleráveis”, afirma, destacamento serem condições desencadeadas pelo isolamento, ira, “inclusive do ódio e do desejo de vingança", afirma.
O Cardeal adverte que a pobreza está na base da violência, que "conduz a acções hostis com todos os meios disponíveis, procurando justificá-los também com considerações de cunho religioso". (Mais ...)

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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

COOPERAÇÃO INTER-RELIGIOSA PARA A PAZ: Religiões recusam a guerra

As religiões recusam a guerra e recusam ser usadas em nome da guerra. Este é o apelo final que sai do encontro internacional organizado pela Comunidade de Sant’Egídio, em Cracóvia, na Polónia. Um encontro que juntou líderes religiosos e chefes de Estado para juntos reflectirem sobre «Religiões e Culturas em diálogo» e o seu contributo para a paz.
“Falar de guerra em nome de Deus é uma blasfémia. Nenhuma guerra é santa. A humanidade sai sempre derrotada pela violência e pelo terror”.
Os vários líderes religiosos afirmaram que o “diálogo contraria o medo e a desconfiança”, sendo esta a grande “alternativa à guerra”.
Os participantes sublinharam ainda que o diálogo “não enfraquece a identidade mas faz redescobrir o melhor de si e do outro. Nada se perde com o diálogo. O diálogo escreve a melhor história, enquanto o conflito abre abismos”.
No final do encontro os participantes comprometeram-se a construir “com paciência e audácia um novo tempo de diálogo”. (Mais ...)
Agência Ecclesia

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terça-feira, 3 de março de 2009

COOPERAÇÃO INTER-RELIGIOSA PARA A PAZ: Muçulmanos e cristãos juntos pela paz

"Os líderes religiosos, principalmente os muçulmanos e os cristãos, têm o dever de promover uma cultura da paz, cada um nas suas comunidades, especialmete através do ensino e da pregação”. Este é um dos pontos mais salientes da Declaração do Comité Conjunto para o Diálogo Inter-religioso, que encerrou um encontro de dois dias, em Roma. O tema da reunião foi “Promoção de uma pedagogia e de uma cultura de paz, com especial referência ao papel das religiões”. (Mais ...)
Agência Ecclesia

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

COOPERAÇÃO INTER-RELIGIOSA PARA A PAZ: Comissões Justiça e Paz criam Rede Internacional Ecuménica

Representantes de Comissões de Justiça e Paz em diferentes países reuniram-se na Universidade Federal do Pará (Brasil), durante o Fórum Social Mundial [que chegou no passado Domingo ao fim], e tomaram a decisão de criar a Rede Internacional Ecuménica de Justiça e Paz. A ideia já tinha sido adiantada no último Fórum, em Nairobi. (Mais ...)
Agência Ecclesia

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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

COOPERAÇÃO INTER-RELIGIOSA PARA A PAZ: Líderes religiosos «contra a violência e pela segurança» em África

Desde a passada terça-feira, 2 de Dezembro, decorre em Tripoli, na Líbia, a «2ª Assembleia-geral do Conselho Africano dos Líderes Religiosos», sob o tema «Confrontando a Violência e Avançando a Segurança Comum: Religiões de África Trabalhando Unidas». Cerca de 200 líderes religiosos vindos de todo o continente participam no encontro, cujo objectivo é a promoção do diálogo e da cooperação inter-religiosa na construção paz e do desenvolvimento sustentável de África. (Mais ...)
Além-Mar

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