a OBSERVATÓRIO DA PAX: novembro 2018

terça-feira, 27 de novembro de 2018

ADVENTO 2018: Veio anunciar a boa nova da paz (Ef 2,17). Contributos para a celebração do Advento 2018

A nossa geração vai ter de se arrepender não apenas das odiosas palavras e ações dos maus, mas também do confrangedor silêncio dos bons. (MARTIN LUTHER KING, JR., Carta da prisão de Birmingham, 16 de abril de 1963)


A 11 de novembro assinalou-se o centenário do fim da I Guerra Mundial (1914-1918), uma guerra que resultou em vários milhões de mortos e feridos. A propósito desta efeméride o Papa Francisco afirmou: «A página histórica do primeiro conflito mundial é, para todos, uma severa advertência para refutar a cultura da guerra e procurar todos os meios legítimos para pôr fim aos conflitos que ainda ensanguentam várias regiões do mundo. Parece que não aprendemos». E, depois de pedir orações pelos milhões de vítimas «daquela imensa tragédia», lançou um repto: «apostemos na paz, não na guerra!».

Este nosso mundo, contudo, parece não ter aprendido a lição: apesar de já ter passado por duas Grandes Guerras, que fizeram milhões de vítimas, continua a apostar na guerra como meio legítimo para pôr fim aos conflitos.

Apostar na paz é o caminho! Contudo, como afirmou o Papa Francisco em Amã (Jordânia, 24.05.2014), «a paz não se pode comprar, não está à venda. A paz é um dom que se deve buscar pacientemente e construir “artesanalmente” através dos pequenos e grandes gestos que formam a nossa vida diária». O nosso mundo tem necessidade, por isso, de quem lhe leve e testemunhe a paz. Este nosso tempo, continuamente ameaçado pela violência multifacetada, precisa de quem lhe indique o caminho para construir a paz; «precisa de obreiros de paz e de pessoas livres e libertadoras, pessoas corajosas que saibam aprender do passado para construir o futuro sem se fechar nos preconceitos; precisa de construtores de pontes de paz, de diálogo, de fraternidade, de justiça e de humanidade».

A exemplo de Jesus Cristo, que cheio do Espírito do Pai, «veio anunciar a boa nova da paz» (Efésios 2,17), também nós, seus discípulos, ungidos pelo mesmo Espírito, que «ungiu interiormente Jesus, e unge os discípulos para que tenham os mesmos sentimentos de Jesus e possam, assim, assumir na sua vida atitudes que favoreçam a paz e a comunhão (…), somos enviados como mensageiros e testemunhas de paz» a este mundo que tanta necessidade tem «de nós como mensageiros de paz, como testemunhas de paz!».

É neste espírito que propomos este itinerário, pautado por textos selecionados de testemunhas de paz contemporâneas portuguesas, para celebrar e viver o Advento de 2018, seja na paróquia, em família ou em grupo, tendo como ideia central a temática da Paz.

Neste tempo litúrgico em que, em piedosa e alegre expectativa, alimentada pela oração e pelo compromisso efetivo do amor feito serviço, nos preparamos para acolher o Deus que, na fragilidade de um Menino, vem ao nosso encontro como «a paz» (cf. Efésios 2,14; Isaías 9,6), deixemo-nos interpelar pelas testemunhas de paz que nos instigam «a sair da mediocridade tranquila e anestesiadora», a deixar de ser espetadores e passar a ser protagonistas da História. Levemos a paz ao mundo. Testemunhemos a paz que tem a sua fonte em Deus, a paz que nos trouxe o Senhor Jesus!

Novembro de 2018

Veio anunciar a boa nova da paz (Ef 2,17). Contributos para a celebração do Advento 2018 está disponível para impressão aqui.

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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Intenção do Papa Francisco para o mês de Novembro: Ao serviço da paz



Rezemos juntos para que a linguagem do coração e do diálogo prevaleça sempre sobre a linguagem das armas

Papa Francisco – Novembro 2018

Vídeo do Papa

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terça-feira, 6 de novembro de 2018

«A boa política está ao serviço da paz»: Tema da mensagem para o 52º Dia Mundial da Paz (1 de janeiro de 2019)

A boa política está ao serviço da paz: Este é o tema da Mensagem para o 52º Dia mundial da paz, que se celebra a 1 de janeiro de 2019.

A responsabilidade política pertence a cada cidadão, e em particular àqueles que receberam o mandato de proteger e governar. Esta missão consiste em salvaguardar o direito e fomentar o diálogo entre os atores da sociedade, entre as gerações e entre as culturas. Não há paz sem confiança recíproca. E a confiança tem como primeira condição o respeito pela palavra dada. O compromisso político – que é uma das mais altas expressões da caridade – comporta a preocupação pelo futuro da vida e do planeta, dos mais jovens e dos mais pequenos, na sua sede de realização.

Quando o homem é respeitado nos seus direitos – como recordava São João XXIII na Encíclica Pacem in Terris (1963) – brota nele o sentido do dever de respeitar os direitos dos outros. Os direitos e os deveres do homem ampliam a consciência de pertencer a uma mesma comunidade, com os outros e com Deus (cf. ibid., 45). Estamos, portanto, chamados a levar e a anunciar a paz como a boa notícia de um futuro no qual cada ser vivo será considerado na sua dignidade e nos seus direitos.

Vatican.va

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