a OBSERVATÓRIO DA PAX

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Celebração «Tempo da Criação» (Porto)


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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Christians unite in World Day of Prayer for Creation


[ACNS, by Gavin Drake] Christians around the globe are uniting in a World Day of Prayer for Creation today (Thursday 1 September) – a move which was started by the spiritual leader of the Orthodox churches. The day of prayer – and the Season of Creation that runs from today to the Feast of St Francis of Assisi (4 October) – was launched by the Ecumenical Patriarch Dimitrios in 1989. Last year Pope Francis called on Catholics to join in; and the Anglican Consultative Council – while not specifying any particular period – has repeatedly called on Anglican Provinces to set aside a liturgical season of prayer for creation and the environment.

This year, many Orthodox, Catholic, Protestant, and Anglican organisations have joined together in what may the first significant cross-denominational movement of prayer on this scale. Together, they are encouraging the 2.2 billion Christians worldwide to pray and act on ecological issues over the next month. And they are promoting a new ecumenical resource website: seasonofcreation.org(...)

ACNS

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Papa propõe «15ª obra de misericórdia», cuidar da natureza


Cidade do Vaticano, 01 set 2016 (Ecclesia) - O Papa afirmou hoje que o cuidado com o Ambiente deve ser visto pelos cristãos como uma “nova obra de misericórdia”, que se une às 14 tradicionais, para defender a “vida humana na sua totalidade”.

“Tomo a liberdade de propor um complemento aos dois elencos de sete obras de misericórdia [corporais e espirituais], acrescentando a cada um o cuidado da casa comum”, escreve, numa mensagem divulgada hoje no Vaticano. (Mais ...)

Agência Ecclesia


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Mensagem do Papa Francisco para a celebração do Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação



MENSAGEM DE SUA SANTIDADE
PAPA FRANCISCO
PARA A CELEBRAÇÃO DO
DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELO CUIDADO DA CRIAÇÃO

1 DE SETEMBRO DE 2016


Usemos de misericórdia para com a nossa casa comum


Em união com os irmãos e irmãs ortodoxos e com a adesão de outras Igrejas e Comunidades cristãs, a Igreja Católica celebra hoje o «Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação». A ocorrência tem como objetivo oferecer «a cada fiel e às comunidades a preciosa oportunidade para renovar a adesão pessoal à sua vocação de guardiões da criação, elevando a Deus o agradecimento pela obra maravilhosa que Ele confiou ao nosso cuidado, invocando a sua ajuda para a proteção da criação e a sua misericórdia pelos pecados cometidos contra o mundo em que vivemos».[1]

É muito encorajador que a preocupação com o futuro do nosso planeta seja partilhada pelas Igrejas e comunidades cristãs em conjunto com outras religiões. De facto, nos últimos anos, foram empreendidas muitas iniciativas por autoridades religiosas e organizações para sensibilizar mais a opinião pública sobre os perigos da exploração irresponsável do planeta. Quero aqui mencionar o Patriarca Bartolomeu e o seu antecessor Dimitrios, que durante muitos anos não cessaram de se pronunciar contra o pecado de causar danos à criação, chamando a atenção para a crise moral e espiritual que está na base dos problemas ambientais e da degradação. Em resposta à crescente solicitude pela integridade da criação, a III Assembleia Ecuménica Europeia (Sibiu, 2007) propunha que se celebrasse um «Tempo em prol da Criação» com a duração de cinco semanas entre o dia 1 de setembro (memória ortodoxa da criação divina) e 4 de outubro (memória de Francisco de Assis, na Igreja Católica e noutras tradições ocidentais). A partir de então aquela iniciativa, com o apoio do Conselho Mundial das Igrejas, inspirou muitas atividades ecuménicas em várias partes do mundo. Deve ser também motivo de alegria o facto de em todo o mundo iniciativas semelhantes, que promovem a justiça ambiental, a solicitude pelos pobres e o serviço responsável à sociedade, terem feito encontrar pessoas, sobretudo jovens, de diferentes contextos religiosos. Cristão ou não, pessoas de fé e de boa vontade, devemos estar unidos manifestando misericórdia para com a nossa casa comum – a terra – e valorizar plenamente o mundo em que vivemos como lugar de partilha e comunhão. (Mais ...)

Vatican.va

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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

1 de setembro de 2016 - Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação


Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação 2016

Tempo para a Criação – Rezemos juntos para apreciar e cuidar do dom da criação
* Declaração conjunta do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE), da Conferência das Igrejas Europeias (CEC) e da Rede Cristã Europeia para o Meio Ambiente (ECEN)


RECURSOS

* Movimento Católico Global pelo Clima

* Season of Creation

* European Christian Environmental Network

* Time for Creation | World Council of Churches

* Igreja Lusitana

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sábado, 27 de agosto de 2016

“A não-violência: estilo de uma política para a paz”: Tema do 50º Dia Mundial da Paz, 1 de janeiro de 2017

“A não-violência: estilo de uma política para a paz”. Este é o título da Mensagem para o 50º Dia Mundial da Paz, a quarta do Papa Francisco.

A violência e a paz estão na origem de dois modos opostos de construir a sociedade.

A proliferação de surtos de violência dá origem a gravíssimas e negativas consequências sociais: o Santo Padre reflecte esta situação com a expressão da “terceira guerra mundial em pedaços”. A paz, ao contrário, tem consequências sociais positivas e permite realizar um verdadeiro progresso. Devemos, portanto, mover-nos nos espaços do que é possível, negociando vias de paz, mesmo onde elas parecem ambíguas e impraticáveis. Desta forma a não-violência poderá adquirir um significado mais amplo e novo: não só como aspiração, desejo, recusa moral da violência, das barreiras, dos impulsos destrutivos, mas também como enfoque político realístico, aberto à esperança.

Trata-se de um método político fundado sobre o primado do direito. Se o direito e a igual dignidade de cada ser humano são salvaguardados sem discriminações nem distinções, a não-violência, entendida como método político, pode constituir uma via realista para superar os conflitos armados. Nesta perspectiva, é importante que se reconheça cada vez mais não o direito da força, mas a força do direito.

Com esta Mensagem, o Papa Francisco deseja indicar um passo ulterior, um caminho de esperança adaptado às presentes circunstâncias históricas: alcançar a resolução das controvérsias, através da negociação, evitando que degenerem em conflitos armados. Dentro desta perspectiva encontramos o respeito pela cultura e identidade de todos os Povos, e a ideia da superioridade moral de uma parte sobre a outra seria derrotada. Ao mesmo tempo, contudo, isto não significa que uma Nação possa permanecer indiferente às tragédias de outra. Significa, pelo contrário, reconhecer o primado da diplomacia sobre o fragor das armas. O comércio mundial das armas é de tal magnitude que, em geral, é subvalorizado. É o tráfico ilícito das armas que sustenta a maior parte dos conflitos no mundo. A não-violência como estilo político pode e deve fazer muito para combater este flagelo.

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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Oração pela paz e a defesa contra a violência e o terrorismo

Oração do Papa Francisco na visita à basílica de São Francisco por ocasião da XXXI Jornada Mundial da Juventude em Cracóvia (sábado 30 de julho de 2016):

Ó Deus omnipotente e misericordioso, Senhor do Universo e da história. Tudo o que criaste é bom, e a tua compaixão pelos erros do homem é inexaurível.

Hoje vimos a Ti para te pedir que conserves o mundo e os seus habitantes na paz, que afastes dele a vaga devastadora do terrorismo, que restabeleças a amizade e infundas nos corações das tuas criaturas o dom da confiança e da disponibilidade a perdoar.

Ó Dador da vida, pedimos-te também por quantos morreram vítimas de brutais ataques terroristas. Concede-lhes a recompensa eterna. Que intercedam pelo mundo, dilacerado por conflitos e contrastes.

Ó Jesus, Príncipe da Paz, pedimos-te por quem foi ferido nestes atos de violência desumana: crianças e jovens, mulheres e homens, idosos, pessoas inocentes envolvidas no mal só por fatalidade. Cura o corpo e o coração deles e consolida-os com a tua força, cancelando ao mesmo tempo o ódio e o desejo de vingança.

Espirito Santo Consolador, visita as famílias das vítimas do terrorismo, famílias que sofrem sem terem culpa. Protege-as com o manto da tua divina misericórdia. Faz com que reencontrem em Ti e em si mesmas a força e a coragem para continuarem a ser irmãos e irmãs para os outros, sobretudo para os imigrados, testemunhando com a sua vida o teu amor.

Toca o coração dos terroristas, para que reconheçam o mal das suas ações e voltem ao caminho da paz e do bem, do respeito pela vida e da dignidade de cada homem, independentemente da religião, da proveniência, da riqueza ou da pobreza.

Ó Deus, Pai Eterno, satisfaz na tua misericórdia a oração que te elevamos entre o fragor e o desespero do mundo. A ti nos dirigimos com grande confiança, cheios de esperança na tua Misericórdia infinita, recomendando-nos à intercessão da tua Santíssima Mãe, fortalecidos pelo exemplo dos beatos mártires do Peru Zbigniew e Michał, que tornaste valorosas testemunhas do Evangelho, a ponto que ofereceram o seu sangue, e pedimos o dom da paz e o afastamento de nós da chaga do terrorismo.

Por Cristo nosso Senhor. Amém.

L’Osservatore Romano. Ano XLVII, número 31 (2.425)

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terça-feira, 5 de julho de 2016

Elie Wiesel: O anunciador do “Shalom” que manteve acesa a memória

«Nunca me esquecerei daqueles momentos que assassinaram meu Deus e a minha alma e os meus sonhos, que tomaram o rosto do deserto. Nunca esquecerei tudo isso, mesmo que eu fosse condenado a viver tanto tempo quanto o próprio Deus. Nunca.»

É a recordação da Shoah de um sobrevivente, o historiador e escritor Eliezer Wiesel, que morreu este sábado na sua casa de Manhattan, em Nova Iorque. Nasceu em 1928 na atual Roménia, em Sighetu Marma, e foi até ao fim um ponto de referência moral e cultural para o povo judaico.

Tinha 15 anos quando foi deportado, juntamente com sua família, para o campo de concentração de Auschwitz, na Polónia, onde morreram a mãe e a irmã mais nova. Posteriormente, esteve no campo de Buchenwald, no leste da Alemanha, onde morreu o pai. Para a loucura nazi, Wiesel não era mais do que uma “stück”, uma peça.

Escreveu perto de seis dezenas de livros, entre os quais se destaca a obra-prima “Noite”, em que narra a sua experiência pessoal de prisioneiro nos campos de concentração. «Quem nunca viveu a morte lá em baixo, nunca compreenderá o que nós, os sobreviventes, sofremos de manhã à noite sob um céu mudo.»

[...]

A sua obsessão era o do esquecimento da memória, e por isso apelava a não se voltar a cair no erro do silêncio das vítimas da Shoah que tinha conhecido no fim da guerra. «Não podemos poupar memórias de dor aos nossos filhos». O trabalho cultural mais importante que realizou foi evitar que as pessoas não compreendessem e não soubessem.

A força da memória contra a regurgitação dos totalitarismos e de um antissemitismo de que tomou o pulso em todo o mundo de que, até ao fim, tomou o pulso em todo o mundo, viajando para conferências e apresentações de livros.

Em cada encontro com os poderosos, exortava a combater com a força da diplomacia. «O antissemitismo poderia ter existido sem a Shoah, mas não teria havido a Shoah sem o antissemitismo». (Mais ...)

Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

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segunda-feira, 4 de julho de 2016

Frei Luís de França, O.P. (1936-2016)

Faleceu no passado dia 28 de junho o Frei Luís de França, O.P..

Pelo muito que fez pela Pax Christi Portugal e pelo seu empenho na construção e defesa da PAZ, aqui fica a nossa homenagem e profundo agradecimento.

Foi e continuará a ser uma pessoa que marcou a história da Pax Chisti e de todos os que lutam por uma paz justa e fraterna.

Descansa em paz, certamente!

A celebração da missa do 7º Dia terá lugar hoje, 4 de julho, às 19:15h, na Igreja do Convento de São Domingos, Lisboa, perto do Metro Alto dos Moinhos.

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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Lisboa acolhe encontro dos Conselhos Nacionais das Igrejas da Europa

A cidade de Lisboa vai acolher pela primeira vez a reunião dos Conselhos Nacionais das Igrejas da Europa, entre os dias 31 de Maio e 3 de Junho, na Catedral da Igreja Lusitana – Comunhão Anglicana, à Rua das Janelas Verdes.

O encontro anual é promovido pela CEC – Conferência das Igrejas da Europa (www.ceceurope.org) uma comunhão de 114 Igrejas Ortodoxas, Protestantes, Anglicanas e Velho Católicas de toda a Europa, incluindo 40 Conselhos Nacionais de Igrejas e Organizações.

No evento estarão representados os Conselhos Nacionais, entre os quais o COPIC – Conselho Português de Igrejas Cristãs (www.copic.pt), que integra as Igrejas Metodista, Presbiteriana, Lusitana (Comunhão Anglicana) e recentemente a Igreja Evangélica Luterana Alemã do Porto.

O programa contempla tempo de partilha, experiências e visões acerca do que está a acontecer em cada Pais, sob a coordenação do Secretário-geral da CEC, Reverendo Heikki Huttunen, uma reflexão sobre a Comissão para os Migrantes na Europa, pelo Rev Aldredo Abad Heras, uma apresentação sobre “Características e Tendências da Religião em Portugal” pela Professora Helena Vilaça, uma intervenção sobre “A Comissão da Liberdade Religiosa” pelo Dr. Fernando Loja, uma apresentação sobre “Migração e Refugiados” pelo Sr. Cardeal Patriarca D. Manuel Clemente e uma intervenção sobre “Rede Europeia sobre o Ambiente” pelo Rev. Dr. Peter Pavlovic.

A convite do Cardeal Patriarca de Lisboa, os participantes vão visitar o Mosteiro de S. Vicente de Fora e conhecer alguns locais históricos da cidade.

Pela sua novidade o Encontro certamente despoletará novos desenvolvimentos ecuménicos no âmbito dos temas abordados. O Ecumenismo em Portugal sairá revigorado.

27 de Maio de 2016


Para informações atualizadas sobre o encontro:
www.facebook.com/copicconselho.cristas
www.facebook.com/ceceurope


COPIC - Conselho Português de Igrejas Cristãs

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domingo, 15 de maio de 2016

Um apelo à Igreja Católica a comprometer-se de novo com a centralidade da não-violência evangélica

Um apelo à Igreja Católica a comprometer-se de novo
com a centralidade da não-violência evangélica


Declaração final da conferência "Não-violência e Paz Justa: Contributo para a compreensão e compromisso católicos com a não-violência", realizada em Roma, 11-13 abril de 2016. A conferência foi co-organizado pela Pax Christi Internacional, o Conselho Pontifício Justiça e Paz, UISG/USG e muitas outras organizações católicas internacionais.


Como cristãos comprometidos com um mundo mais justo e pacífico estamos chamados a tomar uma posição clara a favor da não-violência ativa e criativa e a manifestar-nos contra todas as formas de violência. Com esta convicção e em reconhecimento do Ano Jubilar da Misericórdia declarado pelo Papa Francisco, pessoas de muitos países reunimo-nos em Roma para a Conferência sobre Não-violência e Paz Justa patrocinada pelo Conselho Pontifício Justiça e Paz e pela Pax Christi Internacional, entre 11 e 13 de abril de 2016.

A nossa assembleia, povo de Deus vindo de África, Américas, Ásia, Europa, Médio Oriente e Oceânia incluiu pessoas leigas, teólogos, membros de congregações religiosas, padres e bispos. Muitos de nós vivemos em comunidades que experimentam a violência e a opressão. Todos somos praticantes da justiça e da paz. Estamos agradecidos pela mensagem do Papa Francisco à nossa conferência: “a reflexão para relançar o percurso da não-violência, e em especial da não-violência ativa, constitui um necessário e positivo contributo”.

Olhando para o nosso mundo hoje

Vivemos numa época de extenso sofrimento, trauma generalizado e medo relacionados com a militarização, a injustiça económica, as alterações climáticas e milhares de outras formas específicas de violência. Neste contexto de violência normalizada e sistémica, aqueles de entre nós que vivem na tradição cristã, estamos chamados a reconhecer a centralidade da não-violência ativa na visão e na mensagem de Jesus; na vida e na praxis da Igreja Católica; e na nossa vocação de longo prazo de curar e reconciliar tanto as pessoas como o planeta.

Alegramo-nos com as ricas experiências concretas de pessoas comprometidas no trabalho pela paz em todo o mundo, de quem escutamos muitas histórias durante esta conferência. As e os participantes compartiram as suas experiências de corajosas negociações com atores armados no Uganda e na Colômbia; o trabalho para proteger o Artigo 9, a cláusula de paz da Constituição japonesa; o acompanhamento na Palestina; e a educação para a paz a nível nacional nas Filipinas. Essas experiências iluminam a criatividade e o poder das práticas não-violentas em muitas e diversas situações de conflito violento potencial ou real. De facto, investigações académicas recentes demonstraram que as estratégias de resistência não-violenta são duas vezes mais eficazes que as estratégias violentas.

Chegou o momento de a nossa Igreja ser um testemunho vivo e de investir muitos mais recursos humanos e financeiros na promoção de uma espiritualidade e prática da não-violência ativa, e na formação e capacitação das nossas comunidades católicas em práticas não-violentas eficazes. Em tudo isto, Jesus é a nossa inspiração e o nosso modelo.

Jesus e a não-violência

No seu tempo, carregado de violência estrutural, Jesus proclamou uma nova ordem, não-violenta, enraizada no amor incondicional de Deus. Jesus chamou os seus discípulos a amarem os seus inimigos (Mateus 5,44), que inclui respeitar a imagem de Deus em todas as pessoas; a oferecerem resistência não-violenta a quem lhes faz mal (Mateus 5,39); a converterem-se em construtores de paz; a perdoarem e a arrependerem-se; e a serem abundantemente misericordiosos (Mateus 5-7). Jesus encarnou a não-violência ao resistir ativamente à desumanização sistémica, como quando desafiou a lei do Sabat para curar o homem com a mão paralisada (Marcos 3,1-6); quando confrontou os poderosos no Templo e o purificou (João 2,13-22); quando pacífica mas decididamente desafiou os homens que acusavam uma mulher de adultério (João 8,1-11); quando na noite antes de morrer ordenou a Pedro não usar a espada (Mateus 26,52).

Nem passiva nem débil, a não-violência de Jesus foi o poder do amor em ação. Na sua visão e obras Ele é a revelação e a encarnação do Deus Não-violento, uma verdade especialmente iluminada na Cruz e na Ressurreição. Ele chama-nos a desenvolver a virtude da construção não-violenta da paz.

É claro que a Palavra de Deus, o testemunho de Jesus, não devem nunca ser utilizados para justificar a violência, a injustiça ou a guerra. Confessamos que o povo de Deus traiu muitas vezes esta mensagem central do Evangelho ao participar em guerras, perseguição, opressão, exploração e discriminação.

Cremos que não existe “guerra justa”. Com demasiada frequência, a “teoria da guerra justa” foi utilizada para respaldar e não para prevenir ou limitar a guerra. Sugerir que uma “guerra justa” é possível também debilita o imperativo moral de desenvolver instrumentos e capacidades para a transformação não-violenta dos conflitos.

Necessitamos de um novo quadro de referência que seja consistente com a não-violência evangélica. Um outro caminho vai-se desenvolvendo claramente no recente ensinamento social católico. O Papa João XXIII escreveu que a guerra não é um meio apropriado para restaurar direitos; o Papa Paulo VI associou paz e desenvolvimento e disse à ONU “nunca mais a guerra”; o Papa João Paulo II disse que “a guerra pertence ao passado trágico, à historia”; o Papa Bento XVI disse que “amar o inimigo é o núcleo da revolução cristã”; e o Papa Francisco disse que “a verdadeira força do cristão é o vigor da verdade e do amor, que requer a renúncia a toda a violência. Fé e violência são incompatíveis”. Ele também pediu veementemente a “abolição da guerra”.

Propomos que a Igreja Católica desenvolva e considere a mudança para uma perspetiva de Paz Justa baseada na não-violência evangélica. A perspetiva da Paz Justa oferece uma visão e uma ética para construir a paz assim como para prevenir, reduzir e curar o dano causado pelo conflito violento. Esta ética inclui o compromisso com a dignidade humana e com umas relações florescentes, com critérios, virtudes e práticas específicas para guiar as nossas ações. Reconhecemos que a paz exige justiça e a justiça exige a construção da paz.

Viver a não-violência evangélica e a Paz Justa

Nesse espírito comprometemo-nos a promover a compreensão e a prática católicas da não-violência ativa no caminho para a paz justa. Com o desejo de sermos autênticos discípulos de Jesus, desafiados e inspirados pelos relatos de esperança e coragem destes dias, fazemos um apelo à Igreja que amamos para:

• Continuar a desenvolver o ensinamento social católico sobre a não-violência. Em particular, apelamos ao Papa Francisco a compartir com o mundo una encíclica sobre não-violência e Paz Justa.
• Integrar a não-violência evangélica de maneira explícita na vida, incluindo a vida sacramental, e no trabalho da Igreja através das dioceses, paróquias, organismos, escolas, universidades, seminários, ordens religiosas, associações de voluntariado e outras.
• Promover práticas e estratégias não-violentas (p. ex. resistência não-violenta, justiça restaurativa, cura de traumas, proteção civil não armada, transformação de conflitos e estratégias de construção de paz).
• Iniciar um diálogo global sobre não-violência no seio da Igreja, com pessoas de outras tradições religiosas e com o mundo em geral, para responder às crises monumentais do nosso tempo com a visão e as estratégias da não-violência e da Paz Justa.
• Não usar mais ou ensinar a “teoria da guerra justa”; continuar a defender a abolição da guerra e das armas nucleares.
• Elevar a voz profética da Igreja para desafiar os poderes injustos deste mundo e para apoiar e defender os ativistas não-violentos cujo trabalho pela paz e pela justiça coloca as suas vidas em risco.

Em cada época, o Espírito Santo agracia a Igreja com a sabedoria para responder aos desafios do seu tempo. Em resposta à atual epidemia global de violência, que o Papa Francisco chamou de “guerra mundial aos pedaços”, somos chamados a invocar, orar, ensinar e tomar ações decisivas. Com as nossas comunidades e organizações esperamos continuar a colaborar com a Santa Sé e a Igreja mundial para promover a não-violência evangélica.

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Semana da Vida 2016: “CUIDAR da VIDA – A Terra é a nossa casa”

SEMANA DA VIDA . 15 a 22 de maio de 2016
“CUIDAR da VIDA – A Terra é a nossa casa”

Ao propor a Semana da Vida deste ano, sob o tema Cuidar da vida - a Terra é a nossa casa, a Comissão Episcopal do Laicado e Família aponta o caminho da Encíclica Laudato Si, para assumirmos juntos a responsabilidade, a grandeza e a urgência da situação histórica que vivemos.

O Departamento Nacional da Pastoral Familiar, não esquecendo outros grupos e muito menos as comunidades eclesiais, teve em mente que a família é o espaço mais propício para se ler e meditar a Laudato Si. Aí, o convite de Francisco a um debate urgente, aberto e dialogante, soa a confidência da sua preocupação de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral (13-14); aí ecoam melhor o louvor e súplica dos que acreditam em Deus Criador e Omnipotente, e a oração dos cristãos que imploram a graça de assumir os compromissos para com a criação que o Evangelho de Jesus nos propõe (246).

O Departamento Nacional da Pastoral Familiar elaborou alguns apoios para ajudar a valorizar momentos pessoais e comuns de reflexão, interioridade e partilha. Constam deste Guião, em papel e em formato digital: uma agenda com propostas para cada dia; sugestões para as Eucaristia dominicais incluindo preces para a Oração Universal; a meditação dos Mistérios do Rosário; a Oração cristã com a criação, do Papa Francisco; finalmente, um Guia de leitura da Laudato Si.

http://www.leigos.pt/

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sábado, 16 de abril de 2016

Visita a Lesbos: Declaração conjunta

DECLARAÇÃO CONJUNTA
DE SUA SANTIDADE BARTOLOMEU I,
PATRIARCA ECUMÉNICO DE CONSTANTINOPLA,
DE SUA BEATITUDE HIERONYMOS, ARCEBISPO DE ATENAS E DE TODA A GRÉCIA
E DO PAPA FRANCISCO


Nós, Papa Francisco, Patriarca Ecuménico Bartolomeu e Arcebispo Hieronymos de Atenas e de toda a Grécia, reunimo-nos na Ilha grega de Lesbos para manifestar a nossa profunda preocupação pela situação trágica de numerosos refugiados, migrantes e requerentes asilo que têm chegado à Europa fugindo de situações de conflito e, em muitos casos, ameaças diárias à sua sobrevivência. A opinião mundial não pode ignorar a crise humanitária colossal, criada pelo incremento de violência e conflitos armados, a perseguição e deslocamento de minorias religiosas e étnicas e o desenraizamento de famílias dos seus lares, violando a sua dignidade humana, os seus direitos humanos fundamentais e liberdades.

A tragédia da migração e deslocamento forçados afeta milhões de pessoas e é, fundamentalmente, uma crise da humanidade, clamando por uma resposta feita de solidariedade, compaixão, generosidade e um compromisso económico imediato e prático. Daqui, de Lesbos, fazemos apelo à comunidade internacional para responder com coragem a esta maciça crise humanitária e às causas que lhe estão subjacentes, por meio de iniciativas diplomáticas, políticas e caritativas e através de esforços de cooperação simultaneamente no Médio Oriente e na Europa.

Como líderes das nossas respetivas Igrejas, estamos unidos no nosso desejo de paz e na nossa disponibilidade para promover a resolução de conflitos através do diálogo e da reconciliação. Enquanto reconhecemos os esforços que já se vão fazendo para fornecer ajuda e assistência aos refugiados, migrantes e requerentes asilo, apelamos a todos os líderes políticos para que usem todos os meios possíveis a fim de garantir que os indivíduos e as comunidades, incluindo os cristãos, permaneçam nos seus países de origem e gozem do direito fundamental de viver em paz e segurança. Há necessidade urgente de um consenso internacional mais amplo e um programa de assistência para sustentar o Estado de direito, defender os direitos humanos fundamentais nesta situação insustentável, proteger minorias, combater o tráfico humano e o contrabando, eliminar rotas inseguras como as do Egeu e de todo o Mediterrâneo, e desenvolver procedimentos seguros de reinstalação. Deste modo seremos capazes de ajudar os países diretamente envolvidos na resposta às necessidades de inúmeros irmãos e irmãs nossos que sofrem. De modo particular, afirmamos a nossa solidariedade ao povo da Grécia que, não obstante as suas próprias dificuldades econômicas, tem respondido generosamente a esta crise.

Juntos, solenemente, imploramos o fim da guerra e da violência no Médio Oriente, uma paz justa e duradoura e o regresso honroso daqueles que foram forçados a abandonar as suas casas. Pedimos às comunidades religiosas que aumentem os seus esforços para receber, assistir e proteger os refugiados de todas as crenças, e que os serviços religiosos e civis de assistência se empenhem por coordenar os seus esforços. Enquanto perdurar a necessidade, pedimos a todos os países que alarguem o asilo temporário, ofereçam o estatuto de refugiado a quantos se apresentarem idóneos, ampliem os seus esforços de socorro e colaborem com todos os homens e mulheres de boa vontade para um rápido fim dos conflitos em curso.

Hoje, a Europa enfrenta uma das suas crises humanitárias mais sérias desde o fim da II Guerra Mundial. Para vencer este grave desafio, fazemos apelo a todos os seguidores de Cristo para que tenham em mente as palavras do Senhor, segundo as quais seremos um dia julgados: «Porque tive fome e destes-me de comer, tive sede e destes-me de beber, era peregrino e recolhestes-me, estava nu e destes-me que vestir, adoeci e visitastes-me, estive na prisão e fostes ter comigo. (…) Em verdade vos digo: Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes» (Mt 25, 35-36.40).

Da nossa parte, em obediência à vontade de nosso Senhor Jesus Cristo, estamos firme e sinceramente decididos a intensificar os nossos esforços para promover a plena unidade de todos os cristãos. Reafirmamos a nossa convicção de que «a reconciliação [entre os cristãos] envolve a promoção da justiça social dentro e entre todos os povos (...). Juntos, faremos a nossa parte para oferecer aos migrantes, refugiados e requerentes asilo uma receção humana na Europa» (Charta œcumenica, 2001). O nosso objetivo, ao defender os direitos humanos fundamentais dos refugiados, requerentes asilo e migrantes e de tantas pessoas marginalizadas nas nossas sociedades, é cumprir a missão de serviço das Igrejas ao mundo.

O nosso encontro de hoje pretende dar coragem e esperança a quantos procuram refúgio e a todos aqueles que os acolhem e assistem. Instamos a comunidade internacional a fazer da proteção das vidas humanas uma prioridade e a apoiar, em todos os níveis, políticas inclusivas que se estendam a todas as comunidades religiosas. A terrível situação de todas as pessoas afetadas pela atual crise humanitária, incluindo muitos dos nossos irmãos e irmãs cristãos, clama pela nossa oração constante.

Lesbos, 16 de abril de 2016.

Hieronymos II | Francisco | Bartolomeu I

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domingo, 20 de março de 2016

A Quaresma com Deus. O Criador - Caminhar diário para a Mudança - 20-03-2016 | Igreja Lusitana



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sábado, 19 de março de 2016

A Quaresma com Deus. O Criador - Caminhar diário para a Mudança - 19-03-2016 | Igreja Lusitana



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sexta-feira, 18 de março de 2016

A Quaresma com Deus. O Criador - Caminhar diário para a Mudança - 18-03-2016 | Igreja Lusitana



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quinta-feira, 17 de março de 2016

A Quaresma com Deus. O Criador - Caminhar diário para a Mudança - 17-03-2016 | Igreja Lusitana



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quarta-feira, 16 de março de 2016

A Quaresma com Deus. O Criador - Caminhar diário para a Mudança - 16-03-2016 | Igreja Lusitana



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terça-feira, 15 de março de 2016

A Quaresma com Deus. O Criador - Caminhar diário para a Mudança - 15-03-2016 | Igreja Lusitana



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segunda-feira, 14 de março de 2016

A Quaresma com Deus. O Criador - Caminhar diário para a Mudança - 14-03-2016 | Igreja Lusitana



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domingo, 13 de março de 2016

A Quaresma com Deus. O Criador - Caminhar diário para a Mudança - 13-03-2016 | Igreja Lusitana



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sábado, 12 de março de 2016

Pax Christi Internacional: Uma Oração pelo Povo da Síria

Uma Oração pelo Povo da Síria

A Pax Christi Internacional lançou a campanha "Criar sinais de esperança para a Síria", apelando à organização de actos de solidariedade e dias de oração e jejum pela paz na Síria entre 15 e 20 de Março de 2016.

A Pax Christi apela a todos as pessoas e organizações a mostrarem solidariedade com os refugiados e as vítimas da guerra e da violência e a criarem sinais de esperança para que a paz possa voltar novamente à Síria.  (Mais ...)

Postal de oração da Pax Christi Internacional

Este postal de oração pode ser usado como quiser para criar sinais de esperança para a Síria:
- peça à sua paróquia para incluir esta oração nas celebrações eucarísticas do domingo 20 março ou
- organize uma vigília com a sua família e amigos,
- junte-se aos outros que em todo o mundo fazem esta oração diariamente,
- envie as suas próprias orações e mensagens de esperança.


Descarregue o postal de oração da Pax Christi Internacional com maior qualidade aqui e partilhe-o nas suas redes sociais.

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A Quaresma com Deus. O Criador - Caminhar diário para a Mudança - 12-03-2016 | Igreja Lusitana



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sexta-feira, 11 de março de 2016

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terça-feira, 8 de março de 2016

Margaretha Vanaerschot: Secretária Geral da Pax Christi Internacional

Margaretha (Greet) Vanaerschot foi nomeada Secretária Geral da Pax Christi Internacional.

A Greet tem trabalhado para a Pax Christi International desde 1981, servindo como secretária geral adjunta desde 2009.

A sua longa experiência e profundo apreço pela missão e valores da Pax Christi fazem da Greet uma escolha excepcional para a liderança do nosso movimento Católico Internacional para a paz e a reconciliação.

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segunda-feira, 7 de março de 2016

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sexta-feira, 4 de março de 2016

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quinta-feira, 3 de março de 2016

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quarta-feira, 2 de março de 2016

A Quaresma com Deus. O Criador - Caminhar diário para a Mudança - 02-03-2016 | Igreja Lusitana



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terça-feira, 1 de março de 2016

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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

A Quaresma com Deus. O Criador - Caminhar diário para a Mudança - 29-02-2016 | Igreja Lusitana



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domingo, 28 de fevereiro de 2016

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sábado, 27 de fevereiro de 2016

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

IRMÃO ALOIS: Perante as migrações, ultrapassemos o medo! | Público

Não permitamos que a rejeição do estrangeiro se introduza nas nossas mentalidades, pois recusar o outro é o germe da barbárie.

No mundo inteiro, há homens, mulheres e crianças que são obrigados a deixar a sua terra. A angústia que vivem cria neles a motivação de partir. E esta motivação é mais forte que todas as barreiras erguidas para lhes impedir o caminho. Posso dar testemunho disso por ter passado recentemente alguns dias na Síria. Em Homs, a extensão das destruições causadas pelos bombardeamentos é inimaginável. Uma grande parte da cidade está em ruínas. Vi uma cidade fantasma e ressenti o desespero dos habitantes do país.

Hoje são os Sírios que afluem à Europa, amanhã serão outros povos. Os grandes fluxos migratórios a que assistimos são invencíveis. Não nos apercebermos disso seria uma demonstração de miopia. Procurar regular estes fluxos é legítimo e mesmo necessário, mas querer impedi-los construindo muros de arame farpado é absolutamente inútil.

Perante esta situação, o medo é compreensível. Resistir ao medo não significa que este deva desaparecer, mas sim que não devemos deixar que nos paralise. Não permitamos que a rejeição do estrangeiro se introduza nas nossas mentalidades, pois recusar o outro é o germe da barbárie. (Mais ...)

Público

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A Quaresma com Deus. O Criador - Caminhar diário para a Mudança - 26-02-2016 | Igreja Lusitana



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