a OBSERVATÓRIO DA PAX

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Oração pela paz e a defesa contra a violência e o terrorismo

Oração do Papa Francisco na visita à basílica de São Francisco por ocasião da XXXI Jornada Mundial da Juventude em Cracóvia (sábado 30 de julho de 2016):

Ó Deus omnipotente e misericordioso, Senhor do Universo e da história. Tudo o que criaste é bom, e a tua compaixão pelos erros do homem é inexaurível.

Hoje vimos a Ti para te pedir que conserves o mundo e os seus habitantes na paz, que afastes dele a vaga devastadora do terrorismo, que restabeleças a amizade e infundas nos corações das tuas criaturas o dom da confiança e da disponibilidade a perdoar.

Ó Dador da vida, pedimos-te também por quantos morreram vítimas de brutais ataques terroristas. Concede-lhes a recompensa eterna. Que intercedam pelo mundo, dilacerado por conflitos e contrastes.

Ó Jesus, Príncipe da Paz, pedimos-te por quem foi ferido nestes atos de violência desumana: crianças e jovens, mulheres e homens, idosos, pessoas inocentes envolvidas no mal só por fatalidade. Cura o corpo e o coração deles e consolida-os com a tua força, cancelando ao mesmo tempo o ódio e o desejo de vingança.

Espirito Santo Consolador, visita as famílias das vítimas do terrorismo, famílias que sofrem sem terem culpa. Protege-as com o manto da tua divina misericórdia. Faz com que reencontrem em Ti e em si mesmas a força e a coragem para continuarem a ser irmãos e irmãs para os outros, sobretudo para os imigrados, testemunhando com a sua vida o teu amor.

Toca o coração dos terroristas, para que reconheçam o mal das suas ações e voltem ao caminho da paz e do bem, do respeito pela vida e da dignidade de cada homem, independentemente da religião, da proveniência, da riqueza ou da pobreza.

Ó Deus, Pai Eterno, satisfaz na tua misericórdia a oração que te elevamos entre o fragor e o desespero do mundo. A ti nos dirigimos com grande confiança, cheios de esperança na tua Misericórdia infinita, recomendando-nos à intercessão da tua Santíssima Mãe, fortalecidos pelo exemplo dos beatos mártires do Peru Zbigniew e Michał, que tornaste valorosas testemunhas do Evangelho, a ponto que ofereceram o seu sangue, e pedimos o dom da paz e o afastamento de nós da chaga do terrorismo.

Por Cristo nosso Senhor. Amém.

L’Osservatore Romano. Ano XLVII, número 31 (2.425)

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terça-feira, 5 de julho de 2016

Elie Wiesel: O anunciador do “Shalom” que manteve acesa a memória

«Nunca me esquecerei daqueles momentos que assassinaram meu Deus e a minha alma e os meus sonhos, que tomaram o rosto do deserto. Nunca esquecerei tudo isso, mesmo que eu fosse condenado a viver tanto tempo quanto o próprio Deus. Nunca.»

É a recordação da Shoah de um sobrevivente, o historiador e escritor Eliezer Wiesel, que morreu este sábado na sua casa de Manhattan, em Nova Iorque. Nasceu em 1928 na atual Roménia, em Sighetu Marma, e foi até ao fim um ponto de referência moral e cultural para o povo judaico.

Tinha 15 anos quando foi deportado, juntamente com sua família, para o campo de concentração de Auschwitz, na Polónia, onde morreram a mãe e a irmã mais nova. Posteriormente, esteve no campo de Buchenwald, no leste da Alemanha, onde morreu o pai. Para a loucura nazi, Wiesel não era mais do que uma “stück”, uma peça.

Escreveu perto de seis dezenas de livros, entre os quais se destaca a obra-prima “Noite”, em que narra a sua experiência pessoal de prisioneiro nos campos de concentração. «Quem nunca viveu a morte lá em baixo, nunca compreenderá o que nós, os sobreviventes, sofremos de manhã à noite sob um céu mudo.»

[...]

A sua obsessão era o do esquecimento da memória, e por isso apelava a não se voltar a cair no erro do silêncio das vítimas da Shoah que tinha conhecido no fim da guerra. «Não podemos poupar memórias de dor aos nossos filhos». O trabalho cultural mais importante que realizou foi evitar que as pessoas não compreendessem e não soubessem.

A força da memória contra a regurgitação dos totalitarismos e de um antissemitismo de que tomou o pulso em todo o mundo de que, até ao fim, tomou o pulso em todo o mundo, viajando para conferências e apresentações de livros.

Em cada encontro com os poderosos, exortava a combater com a força da diplomacia. «O antissemitismo poderia ter existido sem a Shoah, mas não teria havido a Shoah sem o antissemitismo». (Mais ...)

Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

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segunda-feira, 4 de julho de 2016

Frei Luís de França, O.P. (1936-2016)

Faleceu no passado dia 28 de junho o Frei Luís de França, O.P..

Pelo muito que fez pela Pax Christi Portugal e pelo seu empenho na construção e defesa da PAZ, aqui fica a nossa homenagem e profundo agradecimento.

Foi e continuará a ser uma pessoa que marcou a história da Pax Chisti e de todos os que lutam por uma paz justa e fraterna.

Descansa em paz, certamente!

A celebração da missa do 7º Dia terá lugar hoje, 4 de julho, às 19:15h, na Igreja do Convento de São Domingos, Lisboa, perto do Metro Alto dos Moinhos.

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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Lisboa acolhe encontro dos Conselhos Nacionais das Igrejas da Europa

A cidade de Lisboa vai acolher pela primeira vez a reunião dos Conselhos Nacionais das Igrejas da Europa, entre os dias 31 de Maio e 3 de Junho, na Catedral da Igreja Lusitana – Comunhão Anglicana, à Rua das Janelas Verdes.

O encontro anual é promovido pela CEC – Conferência das Igrejas da Europa (www.ceceurope.org) uma comunhão de 114 Igrejas Ortodoxas, Protestantes, Anglicanas e Velho Católicas de toda a Europa, incluindo 40 Conselhos Nacionais de Igrejas e Organizações.

No evento estarão representados os Conselhos Nacionais, entre os quais o COPIC – Conselho Português de Igrejas Cristãs (www.copic.pt), que integra as Igrejas Metodista, Presbiteriana, Lusitana (Comunhão Anglicana) e recentemente a Igreja Evangélica Luterana Alemã do Porto.

O programa contempla tempo de partilha, experiências e visões acerca do que está a acontecer em cada Pais, sob a coordenação do Secretário-geral da CEC, Reverendo Heikki Huttunen, uma reflexão sobre a Comissão para os Migrantes na Europa, pelo Rev Aldredo Abad Heras, uma apresentação sobre “Características e Tendências da Religião em Portugal” pela Professora Helena Vilaça, uma intervenção sobre “A Comissão da Liberdade Religiosa” pelo Dr. Fernando Loja, uma apresentação sobre “Migração e Refugiados” pelo Sr. Cardeal Patriarca D. Manuel Clemente e uma intervenção sobre “Rede Europeia sobre o Ambiente” pelo Rev. Dr. Peter Pavlovic.

A convite do Cardeal Patriarca de Lisboa, os participantes vão visitar o Mosteiro de S. Vicente de Fora e conhecer alguns locais históricos da cidade.

Pela sua novidade o Encontro certamente despoletará novos desenvolvimentos ecuménicos no âmbito dos temas abordados. O Ecumenismo em Portugal sairá revigorado.

27 de Maio de 2016


Para informações atualizadas sobre o encontro:
www.facebook.com/copicconselho.cristas
www.facebook.com/ceceurope


COPIC - Conselho Português de Igrejas Cristãs

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domingo, 15 de maio de 2016

Um apelo à Igreja Católica a comprometer-se de novo com a centralidade da não-violência evangélica

Um apelo à Igreja Católica a comprometer-se de novo
com a centralidade da não-violência evangélica


Declaração final da conferência "Não-violência e Paz Justa: Contributo para a compreensão e compromisso católicos com a não-violência", realizada em Roma, 11-13 abril de 2016. A conferência foi co-organizado pela Pax Christi Internacional, o Conselho Pontifício Justiça e Paz, UISG/USG e muitas outras organizações católicas internacionais.


Como cristãos comprometidos com um mundo mais justo e pacífico estamos chamados a tomar uma posição clara a favor da não-violência ativa e criativa e a manifestar-nos contra todas as formas de violência. Com esta convicção e em reconhecimento do Ano Jubilar da Misericórdia declarado pelo Papa Francisco, pessoas de muitos países reunimo-nos em Roma para a Conferência sobre Não-violência e Paz Justa patrocinada pelo Conselho Pontifício Justiça e Paz e pela Pax Christi Internacional, entre 11 e 13 de abril de 2016.

A nossa assembleia, povo de Deus vindo de África, Américas, Asia, Europa, Médio Oriente e Oceânia incluiu pessoas leigas, teólogos, membros de congregações religiosas, padres e bispos. Muitos de nós vivemos em comunidades que experimentam a violência e a opressão. Todos somos praticantes da justiça e da paz. Estamos agradecidos pela mensagem do Papa Francisco à nossa conferência: “a reflexão para relançar o percurso da não-violência, e em especial da não-violência ativa, constitui um necessário e positivo contributo”.

Olhando para o nosso mundo hoje

Vivemos numa época de extenso sofrimento, trauma generalizado e medo relacionados com a militarização, a injustiça económica, as alterações climáticas e milhares de outras formas específicas de violência. Neste contexto de violência normalizada e sistémica, aqueles de entre nós que vivem na tradição cristã, estamos chamados a reconhecer a centralidade da não-violência ativa na visão e na mensagem de Jesus; na vida e na praxis da Igreja Católica; e na nossa vocação de longo prazo de curar e reconciliar tanto as pessoas como o planeta.

Alegramo-nos com as ricas experiências concretas de pessoas comprometidas no trabalho pela paz em todo o mundo, de quem escutamos muitas histórias durante esta conferência. As e os participantes compartiram as suas experiências de corajosas negociações com atores armados no Uganda e na Colômbia; o trabalho para proteger o Artigo 9, a cláusula de paz da Constituição japonesa; o acompanhamento na Palestina; e a educação para a paz a nível nacional nas Filipinas. Essas experiências iluminam a criatividade e o poder das práticas não-violentas em muitas e diversas situações de conflito violento potencial ou real. De facto, investigações académicas recentes demonstraram que as estratégias de resistência não-violenta são duas vezes mais eficazes que as estratégias violentas.

Chegou o momento de a nossa Igreja ser um testemunho vivo e de investir muitos mais recursos humanos e financeiros na promoção de uma espiritualidade e prática da não-violência ativa, e na formação e capacitação das nossas comunidades católicas em práticas não-violentas eficazes. Em tudo isto, Jesus é a nossa inspiração e o nosso modelo.

Jesus e a não-violência

No seu tempo, carregado de violência estrutural, Jesus proclamou uma nova ordem, não-violenta, enraizada no amor incondicional de Deus. Jesus chamou os seus discípulos a amarem os seus inimigos (Mateus 5,44), que inclui respeitar a imagem de Deus em todas as pessoas; a oferecerem resistência não-violenta a quem lhes faz mal (Mateus 5,39); a converterem-se em construtores de paz; a perdoarem e a arrependerem-se; e a serem abundantemente misericordiosos (Mateus 5-7). Jesus encarnou a não-violência ao resistir ativamente à desumanização sistémica, como quando desafiou a lei do Sabat para curar o homem com a mão paralisada (Marcos 3,1-6); quando confrontou os poderosos no Templo e o purificou (João 2,13-22); quando pacífica mas decididamente desafiou os homens que acusavam uma mulher de adultério (João 8,1-11); quando na noite antes de morrer ordenou a Pedro não usar a espada (Mateus 26,52).

Nem passiva nem débil, a não-violência de Jesus foi o poder do amor em ação. Na sua visão e obras Ele é a revelação e a encarnação do Deus Não-violento, uma verdade especialmente iluminada na Cruz e na Ressurreição. Ele chama-nos a desenvolver a virtude da construção não-violenta da paz.

É claro que a Palavra de Deus, o testemunho de Jesus, não devem nunca ser utilizados para justificar a violência, a injustiça ou a guerra. Confessamos que o povo de Deus traiu muitas vezes esta mensagem central do Evangelho ao participar em guerras, perseguição, opressão, exploração e discriminação.

Cremos que não existe “guerra justa”. Com demasiada frequência, a “teoria da guerra justa” foi utilizada para respaldar e não para prevenir ou limitar a guerra. Sugerir que uma “guerra justa” é possível também debilita o imperativo moral de desenvolver instrumentos e capacidades para a transformação não-violenta dos conflitos.

Necessitamos de um novo quadro de referência que seja consistente com a não-violência evangélica. Um outro caminho vai-se desenvolvendo claramente no recente ensinamento social católico. O Papa João XXIII escreveu que a guerra não é um meio apropriado para restaurar direitos; o Papa Paulo VI associou paz e desenvolvimento e disse à ONU “nunca mais a guerra”; o Papa João Paulo II disse que “a guerra pertence ao passado trágico, à historia”; o Papa Bento XVI disse que “amar o inimigo é o núcleo da revolução cristã”; e o Papa Francisco disse que “a verdadeira força do cristão é o vigor da verdade e do amor, que requer a renúncia a toda a violência. Fé e violência são incompatíveis”. Ele também pediu veementemente a “abolição da guerra”.

Propomos que a Igreja Católica desenvolva e considere a mudança para uma perspetiva de Paz Justa baseada na não-violência evangélica. A perspetiva da Paz Justa oferece uma visão e uma ética para construir a paz assim como para prevenir, reduzir e curar o dano causado pelo conflito violento. Esta ética inclui o compromisso com a dignidade humana e com umas relações florescentes, com critérios, virtudes e práticas específicas para guiar as nossas ações. Reconhecemos que a paz exige justiça e a justiça exige a construção da paz.

Viver a não-violência evangélica e a Paz Justa

Nesse espírito comprometemo-nos a promover a compreensão e a prática católicas da não-violência ativa no caminho para a paz justa. Com o desejo de sermos autênticos discípulos de Jesus, desafiados e inspirados pelos relatos de esperança e coragem destes dias, fazemos um apelo à Igreja que amamos para:

• Continuar a desenvolver o ensinamento social católico sobre a não-violência. Em particular, apelamos ao Papa Francisco a compartir com o mundo una encíclica sobre não-violência e Paz Justa.
• Integrar a não-violência evangélica de maneira explícita na vida, incluindo a vida sacramental, e no trabalho da Igreja através das dioceses, paróquias, organismos, escolas, universidades, seminários, ordens religiosas, associações de voluntariado e outras.
• Promover práticas e estratégias não-violentas (p. ex. resistência não-violenta, justiça restaurativa, cura de traumas, proteção civil não armada, transformação de conflitos e estratégias de construção de paz).
• Iniciar um diálogo global sobre não-violência no seio da Igreja, com pessoas de outras tradições religiosas e com o mundo em geral, para responder às crises monumentais do nosso tempo com a visão e as estratégias da não-violência e da Paz Justa.
• Não usar mais ou ensinar a “teoria da guerra justa”; continuar a defender a abolição da guerra e das armas nucleares.
• Elevar a voz profética da Igreja para desafiar os poderes injustos deste mundo e para apoiar e defender os ativistas não-violentos cujo trabalho pela paz e pela justiça coloca as suas vidas em risco.

Em cada época, o Espírito Santo agracia a Igreja com a sabedoria para responder aos desafios do seu tempo. Em resposta à atual epidemia global de violência, que o Papa Francisco chamou de “guerra mundial aos pedaços”, somos chamados a invocar, orar, ensinar e tomar ações decisivas. Com as nossas comunidades e organizações esperamos continuar a colaborar com a Santa Sé e a Igreja mundial para promover a não-violência evangélica.

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Semana da Vida 2016: “CUIDAR da VIDA – A Terra é a nossa casa”

SEMANA DA VIDA . 15 a 22 de maio de 2016
“CUIDAR da VIDA – A Terra é a nossa casa”

Ao propor a Semana da Vida deste ano, sob o tema Cuidar da vida - a Terra é a nossa casa, a Comissão Episcopal do Laicado e Família aponta o caminho da Encíclica Laudato Si, para assumirmos juntos a responsabilidade, a grandeza e a urgência da situação histórica que vivemos.

O Departamento Nacional da Pastoral Familiar, não esquecendo outros grupos e muito menos as comunidades eclesiais, teve em mente que a família é o espaço mais propício para se ler e meditar a Laudato Si. Aí, o convite de Francisco a um debate urgente, aberto e dialogante, soa a confidência da sua preocupação de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral (13-14); aí ecoam melhor o louvor e súplica dos que acreditam em Deus Criador e Omnipotente, e a oração dos cristãos que imploram a graça de assumir os compromissos para com a criação que o Evangelho de Jesus nos propõe (246).

O Departamento Nacional da Pastoral Familiar elaborou alguns apoios para ajudar a valorizar momentos pessoais e comuns de reflexão, interioridade e partilha. Constam deste Guião, em papel e em formato digital: uma agenda com propostas para cada dia; sugestões para as Eucaristia dominicais incluindo preces para a Oração Universal; a meditação dos Mistérios do Rosário; a Oração cristã com a criação, do Papa Francisco; finalmente, um Guia de leitura da Laudato Si.

http://www.leigos.pt/

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sábado, 16 de abril de 2016

Visita a Lesbos: Declaração conjunta

DECLARAÇÃO CONJUNTA
DE SUA SANTIDADE BARTOLOMEU I,
PATRIARCA ECUMÉNICO DE CONSTANTINOPLA,
DE SUA BEATITUDE HIERONYMOS, ARCEBISPO DE ATENAS E DE TODA A GRÉCIA
E DO PAPA FRANCISCO


Nós, Papa Francisco, Patriarca Ecuménico Bartolomeu e Arcebispo Hieronymos de Atenas e de toda a Grécia, reunimo-nos na Ilha grega de Lesbos para manifestar a nossa profunda preocupação pela situação trágica de numerosos refugiados, migrantes e requerentes asilo que têm chegado à Europa fugindo de situações de conflito e, em muitos casos, ameaças diárias à sua sobrevivência. A opinião mundial não pode ignorar a crise humanitária colossal, criada pelo incremento de violência e conflitos armados, a perseguição e deslocamento de minorias religiosas e étnicas e o desenraizamento de famílias dos seus lares, violando a sua dignidade humana, os seus direitos humanos fundamentais e liberdades.

A tragédia da migração e deslocamento forçados afeta milhões de pessoas e é, fundamentalmente, uma crise da humanidade, clamando por uma resposta feita de solidariedade, compaixão, generosidade e um compromisso económico imediato e prático. Daqui, de Lesbos, fazemos apelo à comunidade internacional para responder com coragem a esta maciça crise humanitária e às causas que lhe estão subjacentes, por meio de iniciativas diplomáticas, políticas e caritativas e através de esforços de cooperação simultaneamente no Médio Oriente e na Europa.

Como líderes das nossas respetivas Igrejas, estamos unidos no nosso desejo de paz e na nossa disponibilidade para promover a resolução de conflitos através do diálogo e da reconciliação. Enquanto reconhecemos os esforços que já se vão fazendo para fornecer ajuda e assistência aos refugiados, migrantes e requerentes asilo, apelamos a todos os líderes políticos para que usem todos os meios possíveis a fim de garantir que os indivíduos e as comunidades, incluindo os cristãos, permaneçam nos seus países de origem e gozem do direito fundamental de viver em paz e segurança. Há necessidade urgente de um consenso internacional mais amplo e um programa de assistência para sustentar o Estado de direito, defender os direitos humanos fundamentais nesta situação insustentável, proteger minorias, combater o tráfico humano e o contrabando, eliminar rotas inseguras como as do Egeu e de todo o Mediterrâneo, e desenvolver procedimentos seguros de reinstalação. Deste modo seremos capazes de ajudar os países diretamente envolvidos na resposta às necessidades de inúmeros irmãos e irmãs nossos que sofrem. De modo particular, afirmamos a nossa solidariedade ao povo da Grécia que, não obstante as suas próprias dificuldades econômicas, tem respondido generosamente a esta crise.

Juntos, solenemente, imploramos o fim da guerra e da violência no Médio Oriente, uma paz justa e duradoura e o regresso honroso daqueles que foram forçados a abandonar as suas casas. Pedimos às comunidades religiosas que aumentem os seus esforços para receber, assistir e proteger os refugiados de todas as crenças, e que os serviços religiosos e civis de assistência se empenhem por coordenar os seus esforços. Enquanto perdurar a necessidade, pedimos a todos os países que alarguem o asilo temporário, ofereçam o estatuto de refugiado a quantos se apresentarem idóneos, ampliem os seus esforços de socorro e colaborem com todos os homens e mulheres de boa vontade para um rápido fim dos conflitos em curso.

Hoje, a Europa enfrenta uma das suas crises humanitárias mais sérias desde o fim da II Guerra Mundial. Para vencer este grave desafio, fazemos apelo a todos os seguidores de Cristo para que tenham em mente as palavras do Senhor, segundo as quais seremos um dia julgados: «Porque tive fome e destes-me de comer, tive sede e destes-me de beber, era peregrino e recolhestes-me, estava nu e destes-me que vestir, adoeci e visitastes-me, estive na prisão e fostes ter comigo. (…) Em verdade vos digo: Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes» (Mt 25, 35-36.40).

Da nossa parte, em obediência à vontade de nosso Senhor Jesus Cristo, estamos firme e sinceramente decididos a intensificar os nossos esforços para promover a plena unidade de todos os cristãos. Reafirmamos a nossa convicção de que «a reconciliação [entre os cristãos] envolve a promoção da justiça social dentro e entre todos os povos (...). Juntos, faremos a nossa parte para oferecer aos migrantes, refugiados e requerentes asilo uma receção humana na Europa» (Charta œcumenica, 2001). O nosso objetivo, ao defender os direitos humanos fundamentais dos refugiados, requerentes asilo e migrantes e de tantas pessoas marginalizadas nas nossas sociedades, é cumprir a missão de serviço das Igrejas ao mundo.

O nosso encontro de hoje pretende dar coragem e esperança a quantos procuram refúgio e a todos aqueles que os acolhem e assistem. Instamos a comunidade internacional a fazer da proteção das vidas humanas uma prioridade e a apoiar, em todos os níveis, políticas inclusivas que se estendam a todas as comunidades religiosas. A terrível situação de todas as pessoas afetadas pela atual crise humanitária, incluindo muitos dos nossos irmãos e irmãs cristãos, clama pela nossa oração constante.

Lesbos, 16 de abril de 2016.

Hieronymos II | Francisco | Bartolomeu I

Vatican.va

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domingo, 20 de março de 2016

A Quaresma com Deus. O Criador - Caminhar diário para a Mudança - 20-03-2016 | Igreja Lusitana



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sábado, 19 de março de 2016

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sexta-feira, 18 de março de 2016

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quinta-feira, 17 de março de 2016

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quarta-feira, 16 de março de 2016

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terça-feira, 15 de março de 2016

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segunda-feira, 14 de março de 2016

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domingo, 13 de março de 2016

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sábado, 12 de março de 2016

Pax Christi Internacional: Uma Oração pelo Povo da Síria

Uma Oração pelo Povo da Síria

A Pax Christi Internacional lançou a campanha "Criar sinais de esperança para a Síria", apelando à organização de actos de solidariedade e dias de oração e jejum pela paz na Síria entre 15 e 20 de Março de 2016.

A Pax Christi apela a todos as pessoas e organizações a mostrarem solidariedade com os refugiados e as vítimas da guerra e da violência e a criarem sinais de esperança para que a paz possa voltar novamente à Síria.  (Mais ...)

Postal de oração da Pax Christi Internacional

Este postal de oração pode ser usado como quiser para criar sinais de esperança para a Síria:
- peça à sua paróquia para incluir esta oração nas celebrações eucarísticas do domingo 20 março ou
- organize uma vigília com a sua família e amigos,
- junte-se aos outros que em todo o mundo fazem esta oração diariamente,
- envie as suas próprias orações e mensagens de esperança.


Descarregue o postal de oração da Pax Christi Internacional com maior qualidade aqui e partilhe-o nas suas redes sociais.

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A Quaresma com Deus. O Criador - Caminhar diário para a Mudança - 12-03-2016 | Igreja Lusitana



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sexta-feira, 11 de março de 2016

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terça-feira, 8 de março de 2016

Margaretha Vanaerschot: Secretária Geral da Pax Christi Internacional

Margaretha (Greet) Vanaerschot foi nomeada Secretária Geral da Pax Christi Internacional.

A Greet tem trabalhado para a Pax Christi International desde 1981, servindo como secretária geral adjunta desde 2009.

A sua longa experiência e profundo apreço pela missão e valores da Pax Christi fazem da Greet uma escolha excepcional para a liderança do nosso movimento Católico Internacional para a paz e a reconciliação.

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segunda-feira, 7 de março de 2016

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sexta-feira, 4 de março de 2016

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quinta-feira, 3 de março de 2016

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quarta-feira, 2 de março de 2016

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terça-feira, 1 de março de 2016

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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

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domingo, 28 de fevereiro de 2016

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sábado, 27 de fevereiro de 2016

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

IRMÃO ALOIS: Perante as migrações, ultrapassemos o medo! | Público

Não permitamos que a rejeição do estrangeiro se introduza nas nossas mentalidades, pois recusar o outro é o germe da barbárie.

No mundo inteiro, há homens, mulheres e crianças que são obrigados a deixar a sua terra. A angústia que vivem cria neles a motivação de partir. E esta motivação é mais forte que todas as barreiras erguidas para lhes impedir o caminho. Posso dar testemunho disso por ter passado recentemente alguns dias na Síria. Em Homs, a extensão das destruições causadas pelos bombardeamentos é inimaginável. Uma grande parte da cidade está em ruínas. Vi uma cidade fantasma e ressenti o desespero dos habitantes do país.

Hoje são os Sírios que afluem à Europa, amanhã serão outros povos. Os grandes fluxos migratórios a que assistimos são invencíveis. Não nos apercebermos disso seria uma demonstração de miopia. Procurar regular estes fluxos é legítimo e mesmo necessário, mas querer impedi-los construindo muros de arame farpado é absolutamente inútil.

Perante esta situação, o medo é compreensível. Resistir ao medo não significa que este deva desaparecer, mas sim que não devemos deixar que nos paralise. Não permitamos que a rejeição do estrangeiro se introduza nas nossas mentalidades, pois recusar o outro é o germe da barbárie. (Mais ...)

Público

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

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