01 Janeiro, 2012

Educar os jovens para a justiça e a paz, uma tarefa urgente

Entendendo a paz não só como a ausência de guerra ou de conflitos armados, mas sim e essencialmente, como um eixo dinâmico em torno do qual se desenvolvem e se criam formas de ser e de agir em todas as situações da vida pessoal e social conformes com os valores fundamentais de humanidade, como sejam a solidariedade, a justiça, a liberdade, a generosidade, etc., somos obrigados a reconhecer que, numa época em que a perda de referências e de valores sociais é uma realidade cada vez mais marcante para as gerações mais novas, se torna cada vez mais urgente no mundo de hoje pôr em prática uma Educação para a Paz autêntica que tenha por objectivo a aprendizagem destes valores.

Num contexto em que a falta de tempo para os filhos é patente, como poderão as crianças e jovens que crescem isolados, sujeitos ao stress e tensão que lhes transmitem os familiares, os educadores, os meios de comunicação social, acreditar e vivenciar a paz, o respeito pela dignidade da pessoa humana, o diálogo, a cooperação?

Educar para a Paz é uma tarefa que compete não só aos pais e professores, mas também às instituições sociais, às igrejas, aos meios de comunicação social e a toda a sociedade em geral. Caso contrário, caminharemos para uma situação incontrolável de intolerância, agressividade e individualismo que nos levará à auto-destruição.

Este “movimento” de Educação para a Paz e, consequentemente, de educação para os valores, não se pode, nos dias de hoje, circunscrever somente à educação das gerações mais novas.

Para podermos ser pedagogos da paz todos temos que fazer um esforço para, juntos, nos auto-educarmos para a paz, num processo que dura toda uma vida. Enquanto não formos todos capazes de Viver a Paz, não seremos capazes de a transmitir nem de fazer com que ela aconteça no mundo. Não seremos testemunhas autênticas e credíveis.

Temos, pois, que redescobrir o sentido de valores como a tolerância, a solidariedade, a justiça, o perdão, o respeito pelo ser humano. E esta descoberta é tanto mais urgente quanto, neste mundo complexo e globalizado em que vivemos, a interdependência entre os povos e a existência de pessoas de culturas e origens diferentes num mesmo espaço social se acentuam e se manifestam quotidianamente.

Educar para a paz é, em conclusão, uma forma de estar e uma atitude educativa que permite a aprendizagem da paz como sendo uma vivência e um direito fundamental para o ser humano.

A Pax Christi – Movimento Católico Internacional para a Paz, fundado em França em 1945 com o objectivo de encorajar a reconciliação e a paz no seio das nações feridas pela II Guerra Mundial –, entendendo a Educação para a Paz como essencial para a criação de uma Cultura de Paz e Não-violência, fez dela uma preocupação e uma vertente fundamental da sua missão. A oração, o estudo e a acção constituem os seus pilares.

Para este Dia Mundial da Paz, o Papa Bento XVI, escolhendo como tema “Educar os jovens para a justiça e a paz” , oferece-nos uma magnífica oportunidade para reflectirmos sobre como educar os jovens para a justiça e a paz; como despertar a sua imaginação, para lhes oferecer uma visão do mundo como ele poderia e deveria ser: uma comunidade na qual todos são tratados com justiça e misericórdia e na qual os carenciados e vulneráveis são colocados no centro.

A todos, homens e mulheres, que têm a peito a causa da paz, incumbe a tarefa de mostrar aos jovens que o caminho da violência não leva a lado nenhum e que há alternativas ao conflito, à guerra e à vida insustentável; de lhes abrir os olhos para os desafios do nosso mundo: as desigualdades surpreendentes em termos de riqueza, saúde, oportunidades de educação e expectativa de vida em todo o mundo, o sofrimento de tantos dos nossos irmãos e irmãs.

É fundamental e urgente testemunhar com credibilidade que todos, independentemente da idade, deficiência, origem étnica, religião ou crença, género e orientação sexual, fazem parte de uma única família humana, que deve crescer unida.

Margarida Saco, Vice-presidente da Pax Christi Portugal
Manuel Quintãos, Secretário-geral da Pax Christi Portugal

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23 Dezembro, 2011

A Justiça e a Paz também se aprendem. Contributos para a Celebração do 45º Dia Mundial da Paz

No âmbito da celebração do 45º Dia Mundial da Paz, o Papa Bento XVI, na sua mensagem para este dia, convida-nos a reflectir sobre o tema “Educar os jovens para a justiça e a paz” e a prestarmos atenção ao mundo juvenil, a saber escutá-lo e valorizá-lo para a construção dum futuro de justiça e de paz.
A celebração deste Dia oferece-nos uma magnífica oportunidade para reflectirmos sobre como educar os jovens para a justiça e a paz; como despertar a sua imaginação, para lhes oferecer uma visão do mundo como ele poderia e deveria ser: uma única família humana, na qual todos, independentemente da idade, deficiência, origem étnica, religião ou crença, género e orientação sexual, são tratados com justiça e misericórdia.
Pretendendo contribuir para a celebração deste dia dedicado a esse bem e direito humano fundamental, que é a paz, dom de Deus e, ao mesmo tempo, um projecto a realizar, nunca totalmente cumprido, a Pax Christi Portugal produziu a brochura “A Justiça e a Paz também se aprendem. Contributos para a Celebração do 45º Dia Mundial da Paz. 1 de Janeiro 2012”. Dela fazem parte uma selecção de textos para ajudar a aprofundar a mensagem de Bento XVI; assim como sugestões para a liturgia do dia, actividades para assinalar o dia e usar o tema, ideias para trabalhar com crianças, bem como uma colectânea de orações.
Pode descarregar a brochura a partir do website da Pax Christi Portugal em http://www.paxchristiportugal.net. Está disponível em dois formatos para impressão: Livro dobrado ou A5 simples.

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16 Dezembro, 2011

"Educar os jovens para a Justiça e a Paz". Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2012


MENSAGEM DE SUA SANTIDADE
BENTO XVI 

PARA A CELEBRAÇÃO DO
XLV DIA MUNDIAL DA PAZ


1 DE JANEIRO DE 2012

EDUCAR OS JOVENS PARA A JUSTIÇA E A PAZ


1. O INÍCIO DE UM NOVO ANO, dom de Deus à humanidade, induz-me a desejar a todos, com grande confiança e estima, de modo especial que este tempo, que se abre diante de nós, fique marcado concretamente pela justiça e a paz.

Com qual atitude devemos olhar para o novo ano? No salmo 130, encontramos uma imagem muito bela. O salmista diz que o homem de fé aguarda pelo Senhor « mais do que a sentinela pela aurora » (v. 6), aguarda por Ele com firme esperança, porque sabe que trará luz, misericórdia, salvação. Esta expectativa nasce da experiência do povo eleito, que reconhece ter sido educado por Deus a olhar o mundo na sua verdade sem se deixar abater pelas tribulações. Convido-vos a olhar o ano de 2012 com esta atitude confiante. É verdade que, no ano que termina, cresceu o sentido de frustração por causa da crise que aflige a sociedade, o mundo do trabalho e a economia; uma crise cujas raízes são primariamente culturais e antropológicas. Quase parece que um manto de escuridão teria descido sobre o nosso tempo, impedindo de ver com clareza a luz do dia.

Mas, nesta escuridão, o coração do homem não cessa de aguardar pela aurora de que fala o salmista. Esta expectativa mostra-se particularmente viva e visível nos jovens; e é por isso que o meu pensamento se volta para eles, considerando o contributo que podem e devem oferecer à sociedade. Queria, pois, revestir a Mensagem para o XLV Dia Mundial da Paz duma perspectiva educativa: « Educar os jovens para a justiça e a paz », convencido de que eles podem, com o seu entusiasmo e idealismo, oferecer uma nova esperança ao mundo.

A minha Mensagem dirige-se também aos pais, às famílias, a todas as componentes educativas, formadoras, bem como aos responsáveis nos diversos âmbitos da vida religiosa, social, política, económica, cultural e mediática. Prestar atenção ao mundo juvenil, saber escutá-lo e valorizá-lo para a construção dum futuro de justiça e de paz não é só uma oportunidade mas um dever primário de toda a sociedade.

Trata-se de comunicar aos jovens o apreço pelo valor positivo da vida, suscitando neles o desejo de consumá-la ao serviço do Bem. Esta é uma tarefa, na qual todos nós estamos, pessoalmente, comprometidos.

As preocupações manifestadas por muitos jovens nestes últimos tempos, em várias regiões do mundo, exprimem o desejo de poder olhar para o futuro com fundada esperança. Na hora actual, muitos são os aspectos que os trazem apreensivos: o desejo de receber uma formação que os prepare de maneira mais profunda para enfrentar a realidade, a dificuldade de formar uma família e encontrar um emprego estável, a capacidade efectiva de intervir no mundo da política, da cultura e da economia contribuindo para a construção duma sociedade de rosto mais humano e solidário.

É importante que estes fermentos e o idealismo que encerram encontrem a devida atenção em todas  as componentes da sociedade. A Igreja olha para os jovens com esperança, tem confiança neles e encoraja-os a procurarem a verdade, a defenderem o bem comum, a possuírem perspectivas abertas sobre o mundo e olhos capazes de ver « coisas novas » (Is 42, 9; 48, 6). (Mais ...)

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19 Novembro, 2011

Glória a Deus e paz na terra! Contributos para a celebração do Advento 2011

"Glória a Deus e paz na terra!". Neste cântico dos anjos sobre os campos de Belém (cf. Lucas 2,14) ressoa uma mensagem de esperança para todos os homens e mulheres da Terra: Deus ama-nos a todos e dá-nos a esperança de um tempo novo, um tempo de paz. Esse amor, revelado numa criança indefesa, ao ser acolhido no mais íntimo do coração «reconcilia cada um com Deus e consigo mesmo, renova as relações entre os homens e gera aquela sede de fraternidade que é capaz de afastar a tentação da violência e da guerra» (João Paulo II).

Neste tempo de Advento, que estamos prestes a iniciar, mais do que nunca a esperança é uma palavra-chave: Inspirados e motivados pelos exemplos vindos do mundo árabe (Tunísia, Egipto, por ex.), face à violência, à repressão e aos sentimentos de vingança, vemos pessoas comuns em todo o lado tentando fazer com que o momento presente da história seja um ponto de viragem para a paz, escolhendo caminhos não-violentos que levam à paz e à justiça.

"Glória a Deus e paz na terra!". Sob este tema decorreu a Convocatória Ecuménica Internacional pela Paz, organizada pelo Conselho Mundial de Igrejas (17 a 25 de Maio de 2011, Kingston, Jamaica). Aí, cerca de 1.000 participantes, oriundos de mais de 100 países, procuraram encontrar os meios para enfrentar a violência e rejeitar a guerra em benefício de uma "Paz Justa".

Da mensagem final desta Convocatória Ecuménica foram retirados os textos para esta brochura que a Pax Christi Portugal, como tem vindo a ser costume, preparou para o tempo de Advento, com contributos para a sua celebração e vivência nas paróquias, nas famílias ou nos grupos, tendo como ideia central a temática da Paz: "Glória a Deus e paz na terra! Contributos para a celebração do Advento 2011".

Está disponível em dois formatos para impressão: Livro dobrado ou em A5 simples.

Novembro de 2011.

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Pax Christi Internacional pede Histórias de Paz

Histórias de Paz para o Advento e o Natal em Belém 2011

Este ano trouxe novas perspectivas para a liberdade no mundo árabe. Os movimentos na Tunísia e no Egipto lançaram um grito pela democracia. Na Praça Tahrir, no Cairo, no início deste ano, muçulmanos e cristãos rezaram juntos pela mudança. Noutros países, apesar da repressão cruel, o movimento para a democracia e a responsabilidade parece imparável. Inspirados e motivados por estes exemplos, muitos indivíduos e grupos de todo o mundo – mesmo fora do mundo árabe – mostram enorme coragem ao escolherem caminhos não-violentos que levam à paz e à justiça. Eles elevam as suas vozes e dizem a verdade ao poder, criando histórias inspiradoras de não-violência para restaurar a paz e construir pontes entre comunidades e religiões nos seus países e em todo o mundo. Face à violência, à repressão e aos sentimentos de vingança, vemos pessoas comuns em todo o lado tentando fazer com que o momento presente da história seja um ponto de viragem para a paz. Mais do que nunca, a esperança é uma palavra-chave.

Durante este Advento e Natal, convidamos-vos a partilhar nestes tempos importantes de esperança e de mudança. Também na Terra Santa, novas iniciativas por uma mudança não -violenta ganham atenção.

Enquanto no passado fizemos um apelo de envio de orações e mensagens de Natal, agora gostaríamos de vos convidar a partilhar neste novo clima de esperança através do intercâmbio de histórias de paz.

Pensamos em histórias que podem ser curtas ou mais longas; não precisam de ser em estilo literário, podem ser sobre qualquer situação no mundo, incluindo até a própria vida de cada um; podem ser imaginárias ou baseadas na vida real. O que terão em comum é uma mensagem de paz e justiça, de não-violência e de construção de pontes, que tenha inspirado pessoalmente as pessoas.

As histórias serão utilizadas em Belém, na Palestina e em outros lugares, em contextos educacionais e religiosos. Esperamos que, com o tempo, se venham a converter num recurso valioso para a espiritualidade e a prática da paz em diferentes lugares.

Não importa quão pequeno este gesto possa parecer, o envio de uma história inspiradora oferece um apoio genuíno àqueles que a recebem. É um sinal de esperança. É um sinal de que as pessoas de fora se preocupam com o destino do povo desta região. De que não devem desistir e de que a mudança para a verdadeira paz é realmente possível.

Esta iniciativa é apoiada localmente por:

Instituto Árabe Educativo
Biblioteca Itinerante para a Não-violência e a Paz
Centro para a Resolução de Conflitos e Reconciliação
Comissão Justiça e Paz de Jerusalém
Centro Wi'am

Esta iniciativa é apoiada internacionalmente por:

Fórum Ecuménico Palestina-Israel do Conselho Mundial de Igrejas
Pax Christi Internacional
Fraternidade Internacional da Reconciliação (IFOR)
Igreja e Paz
Presidência da Conferência das Comissões Justiça e Paz Europeias
Centro Asiático para o Progresso dos Povos
Secretariado da Comissão Justiça, Paz e Integridade da Criação da USG/UISG.

Por favor enviem as vossas inspiradoras histórias para a paz por e-mail antes de 25 de Dezembro de 2011 (Natal Ocidental) e/ou 7 de Janeiro de 2012 (Natal Oriental). Apesar de o inglês ser a língua preferencial, os não anglófonos podem também enviar histórias de paz na sua própria língua. As mensagens podem ser enviadas por e-mail para o Arab Educational Institute [Instituto Árabe Educativo] para o seguinte endereço: info@aeicenter.org.

Todas as mensagens podem ser lidas em www.aeicenter.org.

Bruxelas, Novembro de 2011

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16 Novembro, 2011

Santa Sé pede fim das armas de fragmentação

O Observador Permanente da Santa Sé junto das instituições das Nações Unidas em Genebra, Suíça, considerou “inaceitável” que a comunidade internacional permita a morte de pessoas vítimas de bombas de fragmentação.
Falando na 4ª conferência para a revisão e limitação do uso de algumas armas convencionais, esta segunda-feira, o arcebispo Silvano Maria Tomasi criticou ainda a tendência para “enfraquecer as normas de direito humanitário”.
As bombas de fragmentação contêm um dispositivo que, ao abrir-se, liberta um grande número de pequenas bombas, as quais permanecem nos locais atingidos durante vários anos, podendo explodir a qualquer momento. (Mais...)

Agência Ecclesia

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29 Outubro, 2011

Sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2012: Nota do Grupo «Economia e Sociedade» da Comissão Nacional Justiça e Paz


Sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2012

Reflexões do Grupo de Trabalho «Economia e Sociedade» da Comissão Nacional Justiça e Paz


1. Considerando a importância de que se reveste o Orçamento do Estado para 2012 elaborado pelo Governo e em fase de apreciação na Assembleia da República, o Grupo «Economia e Sociedade» (GES) da Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP) torna pública a sua reflexão sobre a orientação estratégica e as medidas propostas pelo Governo, no entendimento de que, se as mesmas vierem a ser aprovadas e implementadas, terão, certamente, consequências muito negativas para o futuro da economia e da sociedade portuguesa nos próximos anos.

2. Movem-nos preocupações éticas e de responsabilidade cívica pela construção de uma sociedade mais justa, mais inclusiva, mais solidária e onde o ser humano seja o primeiro sujeito de um desenvolvimento sustentável, os mesmos princípios que ditaram as nossas anteriores tomadas de posição, designadamente a propósito do PEC 4.

3. Reconhecemos o alcance dos atuais constrangimentos de ordem financeira e outros com que o Governo se depara na tarefa difícil da elaboração do Orçamento do Estado para 2012, mas entendemos que estes constrangimentos não podem ser eleitos como objetivos per se e bem assim que os critérios de avaliação de desempenho não devem confinar-se à mera redução do défice ou do endividamento público.

4. Em nosso entender, é falsa uma dupla premissa em que assenta a elaboração do OE-2012 segundo a qual as medidas de severa austeridade são necessárias para ganhar a confiança dos mercados financeiros e os efeitos esperados de diminuição do défice e redução da dívida criarão um círculo virtuoso que virá a restabelecer o crescimento económico.
Trata-se de um raciocínio que ignora a complexidade e a opacidade de tais mercados, faz tábua rasa do conhecimento empírico acumulado acerca do impacto negativo das medidas de austeridade sobre a economia, minimiza a importância da conjuntura recessiva europeia e do efeito de contágio da crise noutros países da zona euro.

5. Os argumentos apresentados para uma estratégia de grande austeridade tão pouco são convincentes: tão depressa os compromissos do Memorando da Troika são ditos intocáveis, como são esquecidos para satisfazer interesses de alguns setores ou caem por serem ostensivamente mal fundamentados. Este discurso errático, hoje como no passado, mina a confiança dos cidadãos e cidadãs nos governantes em geral e na sua capacidade para definir políticas credíveis.
Do mesmo modo, a forma como vão sendo “descobertos” e dados a conhecer sucessivos “buracos” orçamentais leva a descrer da capacidade governamental e das administrações para ter sob efetivo controlo as finanças públicas, como é desejável e imprescindível. Certo é que assim se alimenta a insegurança das pessoas que ficam na expectativa de ondas sucessivas de nova austeridade, sempre dita inevitável, à semelhança do que vem sucedendo em outros contextos.
Seria desejável que fossem encontrados mecanismos suficientemente robustos que, aos vários níveis de decisão, dessem garantia de transparência e prestação de contas permanentes.

6. Preocupa-nos, igualmente, que o OE-2012 pondere de forma muito desequilibrada os vários interesses em presença, favorecendo os dos credores, que são quem dita as regras de jogo, em prejuízo dos interesses legítimos da população portuguesa.

7. Damo-nos conta, também, e com particular cuidado, de que o OE-2012 revela uma chocante insensibilidade social, expressa em múltiplos aspetos com destaque para os seguintes: a drástica redução dos rendimentos disponíveis das famílias, quer pela via dos cortes salariais, quer pelo aumento de impostos diretos e indiretos, com consequências dramáticas para um aumento drástico da incidência da pobreza e das desigualdades na repartição do rendimento. Por outro lado, o facto de serem os salários e as pensões dos funcionários públicos o alvo prioritário da austeridade põe em causa princípios de justiça e de estado de direito.
Acresce que estas medidas não ponderam, como se imporia, a sua respetiva incidência em outras variáveis macroeconómicas, nomeadamente o consumo e a procura interna, que tenderão a contrair-se e, por essa via, a diminuir as receitas do Estado e a concorrer para a desaceleração da atividade económica.
O argumento da inevitabilidade de cortes nos rendimentos do trabalho é, ainda, menos convincente quando, por exemplo, se verifica que ficam praticamente intocados os rendimentos de capital, que são, como se sabe, prevalecentes entre os mais ricos.

8. Não é difícil descortinar que, por detrás das medidas propostas, está uma opção ideológica pelo chamado “Estado mínimo”, mas há que salientar que esta não foi validada democraticamente, embora configure uma alteração do modelo constitucional em matéria de direitos sociais.
A mesma ideologia inspira cortes acentuados em setores onde a responsabilidade do Estado deveria ser inquestionável, como é o caso da saúde, educação, segurança social, setores em que a preocupação maior deveria ser garantir o seu funcionamento eficiente.

9. Também nos merecem reparo as alterações propostas em relação ao mercado do trabalho, pois aquelas rompem o contrato social construído nas últimas décadas, fragilizam de forma inaceitável os trabalhadores e potenciam maior conflitualidade social.
Acresce que é mais do que duvidoso que assim se aumente a competitividade das empresas, já que aquela depende, como é sabido, de múltiplos fatores.
Mesmo em relação aos setores exportadores, cabe notar que, em muitas situações, a remuneração do trabalho é apenas uma pequena parcela do custo de produção.
Com alterações tão penalizadoras para o fator trabalho e a previsão de um desemprego crescente, tudo se conjuga para que aumente a emigração por parte sobretudo dos jovens mais qualificados e com isso se acentue o empobrecimento do País.

10. Em suma, nesta proposta do OE-2012, por razões ideológicas e não tanto por razões de inevitabilidade funcional, o Governo parece ter escolhido o caminho da facilidade, o de atacar o elo mais fraco, em vez de aproveitar a crise para afrontar interesses instalados e proceder a um definitivo saneamento das contas públicas e à necessária reforma do Estado.
É preocupante, por exemplo, que não se assista, ainda, a uma renegociação urgente das Parcerias Publico - Privadas (PPP), cujo impacto futuro nas contas públicas se anuncia como muito gravoso e insustentável.
Também não se vislumbra qualquer intenção de promover uma renegociação da dívida, de modo a expurgá-la da respetiva componente especulativa e reavaliá-la no quadro das reconhecidas disfuncionalidades da zona euro. Acreditamos que esta via deve ser equacionada como caminho para ultrapassar o atual estrangulamento financeiro que obstaculiza o desejável desenvolvimento económico e social do nosso País.

Concluindo: Lembramos que o Orçamento do Estado não é uma peça técnica, com uma lógica contabilística de deve e haver. Trata-se de um instrumento de orientação e de estratégia política que exprime, promove, efetiva (quer pelas medidas que contém quer pelas que omite ou rejeita) uma ideia do papel a desempenhar pelo Estado, tendo em vista uma dada conceção de vida em sociedade, nas suas dimensões política, cultural, social e económica.
Ao partilhar as suas reflexões no espaço da comunicação social, o GES não tem outra pretensão que não seja a de contribuir para uma maior participação cívica na busca de melhores soluções para causas comuns.
No momento presente, trata-se de enfrentar os desafios de uma crise que, assumindo uma natureza reconhecidamente sistémica, exige que todos nos empenhemos em viabilizar um modelo de economia e de sociedade que dê prioridade às pessoas e ao bem comum.

Novembro 2011
Grupo Economia e Sociedade da Comissão Nacional Justiça e Paz

Agência Ecclesia

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Após 10 anos de guerra no Afeganistão: Declaração da Pax Christi Internacional


Após 10 anos de guerra no Afeganistão
Declaração da Pax Christi Internacional

Em 7 de Outubro de 2001, apesar dos apelos da Pax Christi Internacional e de muitos outros em todo o mundo, as forças dos EUA e dos seus aliados lançaram ataques aéreos contra o Afeganistão e o seu governo Taliban. Os EUA acusaram os Talibã de dar abrigo a Osama Bin Laden, que se acredita ser o cérebro por trás dos ataques poderosos e altamente simbólicos realizados algumas semanas antes contra o World Trade Center, o Pentágono e na Pensilvânia. Dez anos depois, a guerra no Afeganistão continua, a violência com a sua terrível perda de vidas assola a região e a intensa insegurança prevalece.

Desde antes da invasão soviética do Afeganistão em 1979, quando a ajuda dos EUA a combatentes da resistência deu origem aos Talibã, e ao longo dos últimos 10 anos de uma guerra liderada pelos EUA, o povo afegão suportou um sofrimento inimaginável. Bombardeamentos, cada vez mais por aviões não tripulados; guerra em terreno aberto; relatos repetidos de civis mortos e feridos por bombas perdidas e ataques terroristas; conflito inter-tribal intenso; corrupção desenfreada; uma economia dependente do comércio de ópio, e o agravamento da pobreza têm marcado vida diária por demasiado tempo.

A 20 de Setembro de 2011, o ex-presidente afegão Burhanuddin Rabbani, chefe do Conselho de Paz que ia dar início às negociações com os talibãs, foi morto num ataque suicida em sua casa em Cabul, deitando por terra as esperanças de negociações de paz no futuro próximo e fazendo temer a criação de divisões étnicas entre os afegãos que combatem os Talibãs.

"As guerras são formões pobres para esculpir amanhãs pacíficos." Dr. Martin Luther King, Jr. Mas os Jovens Voluntários Afegãos pela Paz, um pequeno grupo de jovens da província afegã de Bamiyan, com quem Pax Christi EUA tem estado em diálogo regularmente, mostram o caminho para outra possibilidade. A sua declaração de missão diz: "Procuramos incentivar, em grande escala, relações pessoa-a-pessoa em prol da paz e da reconciliação, com um compromisso firme pela não-violência, a recusa de matar e o bem-estar de TODOS os povos."

A Pax Christi Internacional apela à comunidade internacional para que se inspire na sabedoria destes jovens Afegãos:
  1. Acabar com a guerra no Afeganistão. Apesar do revés do assassinato do presidente Rabbani, dar prioridade à diplomacia e à dignidade humana, na busca da paz.
  2. Investir na recuperação do Afeganistão, ajudando a reconstruir sua economia desfeita. Mostrar ao povo do Afeganistão que a comunidade internacional, que gastou biliões de dólares para fazer a guerra num país já empobrecido, também está comprometida com a melhoria da qualidade de vida de todos os Afegãos.
  3. Apoiar grupos locais afegãos dedicados à construção de um futuro mais justo e estável; garantir a sua participação em qualquer negociação sobre o futuro do Estado afegão.
  4. Iniciar com urgência e ao mais alto nível uma avaliação legal e ética dos assassinatos dirigidos usando “drones” (aviões não tripulados) e outras armas altamente sofisticadas.
  5. Monitorizar os direitos humanos dos civis, em particular a protecção dos direitos humanos das mulheres.

Bruxelas, 05 de Outubro de 2011

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08 Outubro, 2011

CULTURA DA PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA: Nobel da Paz 2011


As liberianas Ellen Johnson Sirleaf e Leymah Gbowee e a iemenita Tawakkul Karman foram hoje distinguidas com o Nobel da Paz 2011
O Comité Nobel Norueguês distinguiu as três mulheres “pela luta pacífica em defesa da segurança das mulheres e dos direitos das mulheres na participação total no trabalho de construção da paz”. 
Ellen Johnson-Sirleaf, economista, é a atual presidente da Libéria - primeira mulher a ter sido eleita democraticamente num país africano, em 2006 - e Leymah Gbowee é uma ativista com destacada participação no movimento "Women of Liberia Mass Action for Peace’ [Ação em massa das mulheres da Libéria pela paz], durante a segunda guerra civil liberiana (1989-2003). Para a agência católica Misna, especializada em assuntos africanos, Sirleaf é vista como o “símbolo de uma nova África”, por ter conseguido colocar a Libéria no “caminho da paz, da reconciliação e da democracia”, após décadas de conflito armado.
 Já Tawakkul Karman, jornalista do Iémen, é um dos rostos mais conhecidos da oposição ao regime do presidente Ali Abdallah Saleh. (Mais...)
Agência Ecclesia

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27 Maio, 2011

COOPERAÇÃO INTER-RELIGIOSA PARA A PAZ: Semana Mundial pela Paz na Palestina e em Israel


De 29 de Maio a 4 de Junho de 2011 celebra-se a Semana Mundial pela Paz na Palestina e em Israel, uma acção conjunta por uma paz justa das Igrejas membros do Conselho Mundial de Igrejas e das organizações a ele ligadas, entre as quais a Pax Christi Internacional, e que tem por tema "É tempo da Palestina".

Convidamos todos os grupos e pessoas a associarem-se a esta Semana Mundial,
1. Rezando com as igrejas que vivem sob ocupação, utilizando a Oração de Jerusalém pela Paz, respondendo assim ao convite dos Responsáveis das Igrejas de Jerusalém.
2. Organizando uma vigília de oração pela paz na Palestina e em Israel. Sugerimos o uso do texto da Celebração Litúrgica, com testemunhos de jovens palestinianos e israelitas, traduzido pela Pax Christi Portugal.

O sonho de uma nação não pode ser realizado à custa de outra.
A mensagem da semana de acção é que agora:
- É tempo de Palestinianos e Israelitas partilharem uma paz justa.
- É tempo de pôr fim à ocupação.
- É tempo de igualdade de direitos para todos.
- É tempo de começar a curar as almas feridas.

É tempo da Palestina.

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07 Maio, 2011

CULTURA DA PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA: Reflections on the death of Osama bin Laden

The announcement of the death of Osama bin Laden, killed during an operation of US Special forces in a compound in the city of Abottabad in Pakistan, has led to scenes of celebration and claims that “justice has been done.”

For Pax Christi International, the death of bin Laden is an occasion for deep reflection - on the past, present and future: can we make this moment a turning point towards peace and mutual understanding after a decade of violence and vengeance?

The Holy See spoke out briefly but well on the death of bin Laden: "Osama bin Laden, as we all know, bore the most serious responsibility for spreading divisions and hatred among populations, causing the deaths of innumerable people, and manipulating religions to this end,"… "In the face of a man's death, a Christian never rejoices, but reflects on the serious responsibilities of each person before God and before men [sic], and hopes and works so that every event may be the occasion for the further growth of peace and not of hatred."

Pax Christi International agrees. Thousands of people of different religions and cultures have been killed by extremist networks influenced by bin Laden. Yet, the response, including arbitrary arrest, torture, indefinite detention and wars in Afghanistan/Pakistan and Iraq, has too often been inspired by vengeance, threatening our highest principles and deepest values. Hatred and division have spread. Hundreds of thousands of innocent lives have been lost.

We urge world leaders to break the spiral of violence and war. It is time to restore peace and build bridges between communities and religions throughout the world. We call for an end to the armed operations in Afghanistan and Pakistan and a new Afghanistan policy based on dialogue and support for human dignity and development, rather than military intervention. Let the passing of Osama bin Laden usher in a new moment of clarity and wisdom that the events of the last decade have so obscured.

We are very much inspired by the wording of Dr. Martin Luther King Jr.: "The ultimate weakness of violence is that it is a descending spiral, begetting the very thing it seeks to destroy. Instead of diminishing evil, it multiplies it. Through violence you may murder the liar, but you cannot murder the lie, nor establish the truth. Through violence you may murder the hater, but you do not murder hate. In fact, violence merely increases hate. So it goes. Returning violence for violence multiplies violence, adding deeper darkness to a night already devoid of stars. Darkness cannot drive out darkness; only light can do that." ["Where do we go from here: Chaos or community?" (1967)]

Brussels, 6 May 2011

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30 Abril, 2011

CULTURA DA PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA: Pax Christi Internacional nomeada para o Prémio Nobel da Paz

Em Março de 2011, o Comité Norueguês do Nobel confirmou a nomeação da Pax Christi Internacional como candidata ao Prémio Nobel da Paz 2011.

Este ano, foram registados 241 candidatos. O nome do galardoado com o Prémio para 2011 será anunciado no próximo dia 7 de Outubro.

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João Paulo II, humilde peregrino da paz

Das muitas memórias que guardamos do Papa João Paulo II uma, que é fundamental, é a da sua coerência enquanto embaixador da paz. Ele ensinou-nos que a paz é claramente a única forma de construir a justiça para todos e que a verdadeira coragem está no trabalho pela paz.
O Papa João Paulo II encarava a construção da paz como uma tarefa urgente para todos, não apenas para aqueles que, como ele, eram ouvidos pelos líderes políticos do mundo. Por isso, pedia insistentemente a todos que concretizassem "gestos de paz". Também ele deu o exemplo, aproveitando inúmeras oportunidades para ser testemunho de paz e de reconciliação.
Curar as feridas e as divisões entre as religiões foi uma prioridade. Em 1986, a convite do Papa, os líderes das religiões do mundo reuniram-se em Assis e afirmaram o seu compromisso com a construção da paz. Também em 1986, o Papa João Paulo II visitou a Grande Sinagoga de Roma, referindo-se ao povo judeu como " os nossos irmãos mais velhos".
Durante o seu pontificado, João Paulo II iniciou, em nome da Igreja, uma série, sem precedentes, de pedidos de perdão pelos pecados da história. No Senegal (1992) referiu a "terrível aberração de todos os que reduziram à escravatura os irmãos e irmãs que o Evangelho tinha destinado para a liberdade". Ao rezar no memorial do Holocausto, Yad Vashem (2000), pediu também perdão pelos pecados cometidos contra o povo de Israel: "a Igreja Católica está profundamente entristecida pelo ódio, os actos de perseguição e manifestações de anti-semitismo dirigidos por cristãos contra os judeus em qualquer momento e em qualquer lugar".
Vezes sem conta, em lugares associados aos piores actos da humanidade, o Papa inspirou esperança e determinação para uma mudança construtiva: Na Irlanda (1979): "Peço aos jovens envolvidos em organizações que promovem a violência... Não dêem ouvidos às vozes que falam a linguagem do ódio, da vingança, da retaliação...". Em Hiroshima (1981): "Relembrar Hiroshima é comprometer-se com a paz... Vamos prometer aos nossos irmãos humanos que vamos trabalhar incansavelmente pelo desarmamento e a eliminação de todas as armas nucleares...". Em Coventry, durante a guerra das Malvinas (1982): "A guerra deveria pertencer ao passado trágico, à história; não deve ter lugar na agenda da humanidade para o futuro."
Em cada crise o Papa João Paulo II apelou a todas as partes para utilizarem o diálogo e para que a razão prevalecesse sobre a violência. Antes da guerra do Iraque em 2003, advertiu: "a guerra nunca é apenas um outro meio pelo qual se pode optar para a resolução de diferendos entre as nações". Condenando "todas as acções terroristas" no Médio Oriente, o papa também referiu, em 2003, "a Terra Santa não precisa de muros, mas sim de pontes".
O Papa João Paulo II analisou as questões da guerra, da paz, da liberdade, da justiça e dos direitos humanos em todo o mundo sob vários ângulos e em todas as ocasiões possíveis. As suas encíclicas abordaram as complexas relações internacionais e ao mesmo tempo, identificaram repetidamente o "pecado estrutural" da injustiça sofrida pelos mais pobres do mundo, criticando fortemente os valores do mercado capitalista que os esmaga.
A Pax Christi sentiu-se especialmente inspirada pelo Papa João Paulo II sempre que insistia na urgência da educação para criar uma cultura de paz e não-violência. Das suas mensagens anuais para o Dia Mundial da Paz, que durante mais de 25 anos explanaram os requisitos de um mundo mais pacífico, nasceu uma síntese doutrinal sobre a paz, constituindo como que um silabário sobre este argumento fundamental. Os membros da Pax Christi em todo o mundo têm continuado a disseminar estes temas na oração, no estudo e nas acções a nível local. E continuarão a seguir o seu exemplo, impulsionados pelo apreço que ele mesmo nos manifestou directamente numa audiência, em 1995, por ocasião do 50 º aniversário da Pax Christi Internacional: "Movimentos como o vosso são preciosos. Eles tornam as pessoas atentas à violência que rompe a harmonia entre as pessoas no seio da criação. Eles participam na formação das consciências, para que, nas relações entre as pessoas e entre os povos, triunfe a justiça e a procura do bem comum."
João Paulo II foi, como ele próprio se reconheceu, um humilde peregrino da paz. O esforço incansável, que dominou o seu pontificado, para promover a paz e eliminar a guerra como meio de resolver os conflitos, continuará seguramente a ser uma inspiração para todos os construtores da paz.

Pax Christi Portugal
Mª. Margarida Saco (Vice-Presidente)
Manuel Quintãos (Secretário Geral)

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18 Abril, 2011

CULTURA DA PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA: "Pontanima" recebe o Prémio da Paz 2011 da Pax Christi Internacional

Em solidariedade com os povos dos Balcãs, o Comité Executivo da Pax Christi Internacional e o Fundo para a Paz Cardeal Bernardus Alfrink decidiram atribuir o Prémio da Paz de 2011 ao Coro Inter-religioso “Pontanima”, de Sarajevo, Bósnia e Herzegovina.

Amplamente reconhecido como um projecto inovador para a construção da paz, este coro é uma preciosidade da Bósnia-Herzegovina e constitui um dos principais contributos para a vida cultural do país. A sua acção criadora de paz e reconciliação na Bósnia-Herzegovina, nos Balcãs e noutros locais rasgados pelo sofrimento, ilustra o potencial pacificador e recuperador da música, orienta as pessoas para o futuro e revela a autenticidade da sua fé.

A cerimónia de entrega do prémio será realizada durante um concerto do “Pontanima”, na Sala de Concertos de Vukovar, no dia 29 de Abril de 2011 às 19 horas.

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14 Janeiro, 2011

ECUMENISMO: Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2011

A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos deste ano estará baseada na experiência das igrejas de Jerusalém. Os materiais preparatórios estão disponíveis em vários idiomas nas páginas web do Vaticano e do Conselho Mundial das Igrejas (CMI).

O tema – «Unidos no ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fracção do pão e nas orações» – foi escolhido por um grupo de dirigentes cristãos de Jerusalém e baseia-se no livro dos Actos (2:42). Trata-se de um apelo à inspiração e à renovação, a retomar os elementos essenciais da fé e a recordar os tempos em que a Igreja ainda era una.
Celebrada tradicionalmente de 18 a 25 de Janeiro (no hemisfério norte) ou no Pentecostes (no hemisfério sul), esta semana é um tempo significativo durante o qual as Igrejas de todo o mundo exprimem a sua aspiração e a sua vontade de caminharem rumo à unidade dos cristãos.
Os textos preparados conjuntamente pela Comissão Fé e Constituição do Conselho Mundial das Igrejas e pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, estão disponíveis em vários idiomas nas páginas web do Vaticano e do Conselho Mundial das Igrejas.

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03 Janeiro, 2011

ESPIRITUALIDADE E TEOLOGIA DA PAZ: Dia Mundial da Paz 2011


Programa do dia 02 de Janeiro de 2011 - Mensagem da Paz
Com a presença da Vice-Presidente da Pax Christi Portugal (Margarida Saco)

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28 Dezembro, 2010

ESPIRITUALIDADE E TEOLOGIA DA PAZ: Promover e Defender a Liberdade Religiosa, é Construir a Paz. Contributos para a Celebração do Dia Mundial da Paz

No âmbito da celebração do 44º Dia Mundial da Paz, o Papa Bento XVI convida-nos a reflectir sobre o tema: Liberdade Religiosa, Caminho para a Paz. «Infelizmente o ano que encerra as portas — diz-nos o Papa — esteve marcado pela perseguição, pela discriminação, por terríveis actos de violência e de intolerância religiosa. (…) Neste contexto, achei particularmente oportuno partilhar com todos vós algumas reflexões sobre a liberdade religiosa, caminho para a paz. De facto, é doloroso constatar que, em algumas regiões do mundo, não é possível professar e exprimir livremente a própria religião sem pôr em risco a vida e a liberdade pessoal. Noutras regiões, há formas mais silenciosas e sofisticadas de preconceito e oposição contra os crentes e os símbolos religiosos. (…) Não se pode aceitar nada disto, porque constitui uma ofensa a Deus e à dignidade humana; além disso, é uma ameaça à segurança e à paz e impede a realização de um desenvolvimento humano autêntico e integral».
Pretendendo contribuir para a celebração deste dia dedicado a esse bem e direito humano fundamental, que é a paz, dom de Deus e, ao mesmo tempo, um projecto a realizar, nunca totalmente cumprido, a Pax Christi Portugal produziu a brochura “Promover e Defender a Liberdade Religiosa, é Construir a Paz. Contributos para a Celebração do 44º Dia Mundial da Paz”. Dela fazem parte uma selecção de textos para ajudar a aprofundar a mensagem de Bento XVI; assim como sugestões para a liturgia do dia, actividades para assinalar o dia e usar o tema, ideias para trabalhar com crianças, bem como uma colectânea de orações.
Pode descarregar a brochura a partir do website da Pax Christi Portugal em http://www.paxchristiportugal.net. Está disponível em dois formatos para impressão: Livro dobrado ou A5 simples.

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16 Dezembro, 2010

ESPIRITUALIDADE E TEOLOGIA DA PAZ: "Liberdade religiosa, caminho para a paz". Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2011

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE
BENTO XVI
PARA A CELEBRAÇÃO DO
XLIV DIA MUNDIAL DA PAZ

1 DE JANEIRO DE 2011



LIBERDADE RELIGIOSA, CAMINHO PARA A PAZ

1. NO INÍCIO DE UM ANO NOVO, desejo fazer chegar a todos e cada um os meus votos: votos de serenidade e prosperidade, mas sobretudo votos de paz. Infelizmente também o ano que encerra as portas esteve marcado pela perseguição, pela discriminação, por terríveis actos de violência e de intolerância religiosa.

Penso, em particular, na amada terra do Iraque, que, no seu caminho para a desejada estabilidade e reconciliação, continua a ser cenário de violências e atentados. Recordo as recentes tribulações da comunidade cristã, e de modo especial o vil ataque contra a catedral siro-católica de «Nossa Senhora do Perpétuo Socorro» em Bagdad, onde, no passado dia 31 de Outubro, foram assassinados dois sacerdotes e mais de cinquenta fiéis, quando se encontravam reunidos para a celebração da Santa Missa. A este ataque seguiram-se outros nos dias sucessivos, inclusive contra casas privadas, gerando medo na comunidade cristã e o desejo, por parte de muitos dos seus membros, de emigrar à procura de melhores condições de vida. Manifesto-lhes a minha solidariedade e a da Igreja inteira, sentimento que ainda recentemente teve uma concreta expressão na Assembleia Especial para o Médio Oriente do Sínodo dos Bispos, a qual encorajou as comunidades católicas no Iraque e em todo o Médio Oriente a viverem a comunhão e continuarem a oferecer um decidido testemunho de fé naquelas terras. (Mais ...)

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25 Novembro, 2010

PAZ E ESPIRITUALIDADE: Vem, ó Príncipe da Paz! Contributos para a celebração do Advento 2010

Os textos da liturgia do Advento expressam um sonho de paz universal: «uma grande paz até ao fim dos tempos» (Salmo 71[72],7), «uma paz sem limites» (Isaías 9,6), uma terra onde «o lobo viverá com o cordeiro» e onde não haverá mais violência (Isaías 11,1-9), pois os instrumentos de guerra serão convertidos em instrumentos de paz (cf. Isaías 2,4)

Celebrar o Advento, tempo por excelência da esperança, no qual somos convidados a permanecer em expectativa vigilante e laboriosa, alimentada pela oração e pelo compromisso efectivo do amor, é celebrar e reflectir sobre o anúncio e a expectativa da vinda do Príncipe da Paz prometido. Significa preparar o caminho para a sua chegada.

Para este tempo de Advento, que estamos prestes a iniciar, a Pax Christi Portugal, como tem vindo a ser costume, preparou uma brochura com contributos para a sua celebração e vivência nas paróquias, nas famílias ou nos grupos, tendo como ideia central a temática da Paz: "Vem, ó Príncipe da Paz! Contributos para a celebração do Advento 2010".

Está disponível em dois formatos para impressão: Livro dobrado ou em A5 simples.

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20 Novembro, 2010

PAZ E ESPIRITUALIDADE: Orações e Mensagens para Belém - Advento e Natal 2010

Para muitos de nós, o Natal significa passar tempo num ambiente acolhedor e seguro com a família e os amigos. Esta felicidade, porém, não pode ser partilhada por todas as pessoas em todo o mundo. As celebrações de Natal em Israel e na Palestina ocorrem num clima muito difícil e instável. Quando na nossa oração pedirmos por justiça, paz e segurança, tomemos um minuto para pensar nas condições de vida dos habitantes da Terra Santa.

A esperança continua a ser uma palavra-chave na vida dos cidadãos de Belém, o lugar do nascimento de Jesus Cristo, cidade de paz. As pessoas e os grupos mantêm a busca de caminhos não-violentos que conduzem à paz e à justiça para ambos os povos. Levantam as suas vozes sem o grito de armas. Nos últimos meses os representantes dos governos de ambos os lados comprometeram-se com novas conversações de paz. O caminho a percorrer é longo e pedregoso, mas não intransponível.

Em Dezembro de 2000 começámos a enviar mensagens de paz aos nossos amigos em Belém. Esta tradição já tem lugar há mais de uma década. Pelo 11 º ano consecutivo, gostaríamos de convidar todos a enviarem, por e-mail, mensagens e orações de Advento e de Natal pela justiça e pela paz. Sugestões para acções não-violentas serão também recebidas de braços abertos. Pessoas, comunidades, igrejas e congregações, organizações e parceiros… todos estão cordialmente convidados a aderir a esta iniciativa.

As orações, mensagens e/ou sugestões enviadas, podem ser usadas em diversas ocasiões, mas qualquer que seja o seu destino, vão reconfortar o coração da pessoa que as receber Serão usadas como mensagens pessoais, como material pedagógico (por ex. nas escolas) e em celebrações inter-religiosas e, também, no Instituto Árabe Educacional (Arab Educational Institute). A acção será lançada no início do Advento.

Não importa quão pequeno este gesto possa parecer, o envio de uma mensagem ou de uma oração proporciona enorme apoio àqueles que as recebem. É um sinal de esperança. É um sinal de que as pessoas de fora da região se preocupam com o seu destino. De que eles não devem desistir e que a paz é possível. Quebra o isolamento daqueles que estão presos numa espiral de violência e insegurança. Oferece às pessoas uma sensação de conforto e de amor no tempo de Advento e de Natal.

Esta iniciativa é apoiada localmente por:
Instituto Árabe Educativo (Arab Educational Institute)
Biblioteca Itinerante para a Não-violência e a Paz (Library on Wheels for Non-violence and Peace)
Centro para a Resolução de Conflitos e Reconciliação (Centre for Conflict Resolution and Reconciliation)
Comissão Justiça e Paz de Jerusalém
Centro Wi’am (Wi’am Center)

Esta iniciativa é apoiada internacionalmente por:
Fórum Ecuménico Palestina-Israel do Conselho Mundial de Igrejas
Pax Christi Internacional
Fraternidade Internacional da Reconciliação (International Fellowship of Reconciliation)
Igreja e Paz (Church and Peace)
Presidência da Conferência das Comissões Justiça e Paz Europeias
Centro Asiático para o Progresso dos Povos (Asian Center for the Progress of Peoples)
Secretariado da Comissão Justiça, Paz e Integridade da Criação da USG/UISG.

Por favor enviem as vossas mensagens e orações de Natal pela paz por e-mail antes de 25 de Dezembro de 2010 (Natal Ocidental) e/ou 7 de Janeiro de 2011 (Natal Oriental). Apesar de o inglês ser a língua de preferência, os não anglófonos podem também enviar mensagens e orações na sua própria língua. As mensagens podem ser enviadas por e-mail para o Arab Educational Institute para o seguinte endereço: info@aeicenter.org.

Todas as mensagens podem ser lidas em www.aeicenter.org.

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22 Junho, 2010

CULTURA DA PAZ: XXVI Semana da Pastoral Social: "Dar-se de verdade. Para um desenvolvimento solidário"

A XXVI Semana da Pastoral Social terá como tema “Dar-se de verdade. Para um desenvolvimento solidário” e realiza-se em Fátima, (Centro Pastoral Paulo VI, Salão do Bom Pastor) de 14 a 16 de Setembro.
Depois da última Semana Social (Aveiro, Novembro de 2009) sobre o tema "Bem comum: responsabilidade da Pessoa, da Igreja e do Estado", e na sequência do que Bento XVI disse em Fátima, no passado dia 13 de Maio, esta iniciativa terá como pano de fundo a encíclica «Caritas in Veritate».
Esta acção permitirá que todos os que de alguma forma intervêm nas instituições de acção social possam aprofundar as linhas da identidade cristã que as distingue e se sentirem animados num agir mais criativo e radical. (Mais ...)
Agência Ecclesia

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16 Maio, 2010

"Há muitas moradas na Casa da Paz": Assembleia Mundial Trienal da Pax Christi Internacional

Mais de uma centena de delegados de todos os Continentes, representando 40 países, estiveram reunidos em Estrasburgo, França, desde a passada Quarta-feira, 12 de Maio, até hoje, Domingo, 16 de Maio, para a realização da Assembleia Mundial Trienal (AMT) da Pax Christi Internacional, Movimento Católico Internacional para a Paz.
Vindos dos quatro cantos do mundo, os participantes avaliaram e reformularam o quadro estratégico e os planos de acção definidos para os três anos transactos, formulando novos caminhos para a acção do movimento.
Tendo como tema "Há muitas moradas na Casa da Paz", os participantes na Assembleia fizeram um percurso de reflexão partindo do texto do Evangelho de S. João 14, procurando ler os sinais dos tempos e explorando novas abordagens e caminhos inovadores para a acção na construção da paz.
Através do estudo e de testemunhos foram abordadas realidades como: Migrações Humanas provocadas pelos conflitos; Juventude e a violência - agitação social; Mudanças Climáticas; Violência e Refugiados climáticos; Desarmamento Nuclear; Justiça Transicional e Comissões de Verdade e, ainda, Radicalização Violenta nos conflitos religiosos.
"Não há um caminho para a paz, a paz é o caminho": Para os participantes desta AMT ficou claro que a sua vida, bem como a vida de todos os homens e mulheres de boa vontade, é uma viagem na paz - uma viagem para a realização da paz.
Alguns dos textos produzidos e dos relatórios apresentados serão divulgados logo que possível pela Secção portuguesa da Pax Christi.
A AMT terminou hoje com a apresentação da Declaração final e uma celebração eucarística na Catedral de Estrasburgo.
Em simultâneo, entre 10 e 15 de Maio, decorreu um seminário europeu para os jovens, sobre "Desarmamento e Desenvolvimento Sustentável". Cerca de 30 jovens de diferentes países europeus, participaram neste seminário.

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07 Maio, 2010

CULTURA DA PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA: CMI publica guia de estudo sobre a superação da violência em contextos contemporâneos

"Dizer a verdade sobre nós mesmos e sobre o nosso mundo" é o título de um guia de estudo sobre a superação da violência em contextos contemporâneos que acaba de ser publicado pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI).
O esquema proposto para examinar cada tema sugere relacioná-lo com o contexto e experiência próprios, fomentar a continuação da reflexão sobre o tema numa perspectiva mundial, e indagar a própria visão da paz e determinar um compromisso para a acção.
O guia de estudo oferece também recursos para a oração, o estudo e ulteriores leituras e actividades.
Disponível actualmente em alemão, espanhol, francês e inglês, na página web da Década para Superar a Violência (DSV), o guia quer ser uma ferramenta útil na preparação da Convocatória Ecuménica Internacional para a Paz (CEIP) , que terá lugar em Maio de 2011 em Kingston, Jamaica. (Mais ...)
CMI

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16 Abril, 2010

ECOLOGIA, PAZ E ESTILOS DE VIDA: Ciclo de Colóquios CRC 2009/2010

O terceiro colóquio CRC 2009/2010, organizado pelo Centro de Reflexão Cristã (CRC), será subordinado ao tema "Espiritualidade e Ética Ambiental: Novas Perspectivas e Práticas" e contará com as intervenções de Manuel Pires Rainho (Associação A Rocha) e Fr. Luís de Oliveira, ofm. Irá ter lugar no próximo dia 20 de Abril, pelas 18:30h, no Centro Nacional de Cultura, Galeria Fernando Pessoa, Largo do Picadeiro, Nº 10, 1º - Lisboa. [Metro: Baixa-Chiado]. A entrada é livre.
CRC

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11 Abril, 2010

CULTURA DA PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA: Audição Pública "As 'armas' da violência"

O Observatório Sobre a Produção, Comércio e Proliferação de Armas Ligeiras da Comissão Nacional Justiça e Paz, promove a Audição AS "ARMAS" DA VIOLÊNCIA, no próximo dia 24 de Abril, das 10h00 às 17h00, na Fundação Cidade de Lisboa, Campo Grande, 380.

O Observatório constata, com grande preocupação, que a sociedade portuguesa dá sinais de violência que atravessa diferentes meios sociais (família, escola, locais de comércio, de diversão ou de prática desportiva, a rua), praticada por indivíduos de diferentes grupos etários, adultos e jovens e de ambos os sexos, e que grassa por todo o território, com particular incidência nas zonas urbanas e suburbanas.
O recurso ao uso de armas mais ou menos sofisticadas é frequente, indiciando que a proliferação de armas (legais ou ilegais) na posse de particulares teima em persistir.
O Observatório procura dar o seu contributo sobre esta problemática ao promover esta nova Audição Pública que, dando voz à participação qualificada de pessoas conhecedoras de diferentes manifestações de violência, ajude a diagnosticar essas situações e suas distintas expressões, a identificar as respectivas causas e possa apontar caminhos para as superar. (Mais ...)
CNJP

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05 Março, 2010

ESPIRITUALIDADE E TEOLOGIA DA PAZ: CNJP publica reflexão para a Quaresma de 2010‏

NOVOS PARADIGMAS, NOVOS COMPORTAMENTOS é o tema da Reflexão para a Quaresma de 2010 da Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP), cujo texto integral pode ser consultado em www.ecclesia.pt/cnjp.
As paróquias, instituições, movimentos e grupos que desejem exemplares do documento, deverão contactar o Secretariado da CNJP por telefone ou e-mail.
CNJP

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08 Fevereiro, 2010

CULTURA DA PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA: Seminário-Debate: As vítimas de crime e os órgãos de comunicação social

No próximo dia 22 de Fevereiro, Dia Europeu da Vítima de Crime, a APAV organiza um Seminário-debate dedicado ao tema "As Vítimas de Crime e os Órgãos de Comunicação Social", que terá lugar na sede da APAV, na Rua José Estêvão 135-A (ao Jardim Constantino), em Lisboa.
Este seminário-debate, que vai ter início às 14h00, vai contar com a participação de diversos especialistas e técnicos. As inscrições são gratuitas mas limitadas ao número de lugares da sala. Confirmar presença para: Deolinda Santos | 21 358 79 19 | secretariado@apav.pt.

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05 Fevereiro, 2010

ESPIRITUALIDADE E TEOLOGIA DA PAZ: Bento XVI condena injustiças sociais e indiferença perante o sofrimento

Bento XVI manifestou-se contra a “indiferença” que hoje “condena centenas de milhões de seres humanos à morte por falta de alimentos, de água e de medicamentos”.
Na mensagem papal para a Quaresma de 2010, publicada esta Quinta-feira pela Santa Sé, o Papa convidou os cristãos de todo o mundo a “contribuir para a formação de sociedades justas, onde todos recebem o necessário para viver segundo a própria dignidade de homem”.
O texto apresenta uma reflexão sobre os conceitos de justiça e injustiça, assinalando que “aquilo de que o homem mais precisa não lhe pode ser garantido por lei”. (Mais ...)

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29 Dezembro, 2009

ESPIRITUALIDADE E TEOLOGIA DA PAZ: Revista Communio dedica fascículo à acção social da Igreja

Este fascículo da Revista COMMUNIO sobre a acção social da Igreja chega aos leitores sob o signo de uma dupla oportunidade: depois da publicação da recente encíclica de Bento XVI, Caritas in veritate, que enriquece o corpus do magistério romano, procurando integrar a doutrina social da Igreja numa mais vasta tradição teológica, enraizando-a mais explicitamente na mensagem cristã (H. Noronha Galvão); no contexto de uma crise internacional, que desvelou o rosto das vulnerabilidades sociais das nossas sociedades, "novas" e "velhas" situações de carência que os acontecimentos recentes agravaram (Alfredo Bruto da Costa). A pertinência das questões sociais está inscrita no "código genético" da experiência cristã. As primeiras gerações de cristãos hesitaram entre a constituição de comunidades fechadas sobre si, vivendo numa lógica de reciprocidade que antecipasse as "coisas que estavam para vir", e a disseminação no mundo greco-romano. Numa das vias preponderantes, de que a evangelização paulina dá testemunho, os cristãos escolheram itinerários de inserção nas redes e capilaridades próprias da romanidade urbana, tendo como base social o agregado familiar (oikos). A partir dessa opção, inseriram-se no tecido social de uma forma singular: a metáfora do "estrangeiro" serviu para traduzir a sua condição de cidadãos plenamente responsáveis pela cidade terrena, vivendo embora essa cidadania a partir de sentidos que ultrapassam o horizonte intra-histórico. (Mais ...)

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26 Dezembro, 2009

ESPIRITUALIDADE E TEOLOGIA DA PAZ: Cuidar da criação é construir a paz. Subsídios para a Celebração do 43º Dia Mundial da Paz

No âmbito da celebração do 43º Dia Mundial da Paz, o Papa Bento XVI convida-nos a reflectir sobre o tema: Se quiseres cultivar a paz, preserva a criação. «O respeito pela criação — diz-nos o Papa — reveste-se de grande importância, designadamente porque a criação é o princípio e o fundamento de todas as obras de Deus e a sua salvaguarda torna-se hoje essencial para a convivência pacífica da humanidade. Com efeito, se são numerosos os perigos que ameaçam a paz e o autêntico desenvolvimento humano integral, devido à desumanidade do homem para com o seu semelhante – guerras, conflitos internacionais e regionais, actos terroristas e violações dos direitos humanos –, não são menos preocupantes os perigos que derivam do desleixo, se não mesmo do abuso, em relação à terra e aos bens naturais que Deus nos concedeu. Por isso, é indispensável que a humanidade renove e reforce aquela aliança entre ser humano e ambiente que deve ser espelho do amor criador de Deus, de Quem provimos e para Quem estamos a caminho».
Pretendendo contribuir para a celebração deste dia dedicado a esse bem e direito humano fundamental, que é a paz, grande dom a implorar de Deus incansavelmente, e intimamente ligado à salvaguarda da criação, a Pax Christi Portugal produziu a brochura "Cuidar da criação é construir a paz. Subsídios para a Celebração do 43º Dia Mundial da Paz". Dela fazem parte uma selecção de textos para ajudar a aprofundar a mensagem de Bento XVI; assim como sugestões para a liturgia do dia, actividades para assinalar o dia e usar o tema, ideias para trabalhar com crianças, bem como uma colectânea de orações. Pode descarregar a brochura a partir do website da Pax Christi Portugal em http://www.paxchristiportugal.net. Está disponível em dois formatos para impressão: Livro dobrado ou em A5 simples.
Se queremos cultivar a paz, cuidemos da criação!

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15 Dezembro, 2009

ESPIRITUALIDADE E TEOLOGIA DA PAZ: "Se quiseres cultivar a paz, preserva a criação". Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2010

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE
BENTO XVI
PARA A CELEBRAÇÃO DO
DIA MUNDIAL DA PAZ
1 DE JANEIRO DE 2010

SE QUISERES CULTIVAR A PAZ, PRESERVA A CRIAÇÃO

1. Por ocasião do início do Ano Novo, desejo expressar os mais ardentes votos de paz a todas as comunidades cristãs, aos responsáveis das nações, aos homens e mulheres de boa vontade do mundo inteiro. Para este XLIII Dia Mundial da Paz, escolhi o tema: Se quiseres cultivar a paz, preserva a criação. O respeito pela criação reveste-se de grande importância, designadamente porque «a criação é o princípio e o fundamento de todas as obras de Deus» e a sua salvaguarda torna-se hoje essencial para a convivência pacífica da humanidade. Com efeito, se são numerosos os perigos que ameaçam a paz e o autêntico desenvolvimento humano integral, devido à desumanidade do homem para com o seu semelhante – guerras, conflitos internacionais e regionais, actos terroristas e violações dos direitos humanos –, não são menos preocupantes os perigos que derivam do desleixo, se não mesmo do abuso, em relação à terra e aos bens naturais que Deus nos concedeu. Por isso, é indispensável que a humanidade renove e reforce «aquela aliança entre ser humano e ambiente que deve ser espelho do amor criador de Deus, de Quem provimos e para Quem estamos a caminho». (Mais ...)

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12 Dezembro, 2009

"Uma paz justa e duradoura". Discurso de Barack Obama na aceitação do Prémio Nobel da Paz

Leia ou veja o discurso integral de Barack Obama na aceitação do Prémio Nobel da Paz, no passado dia 10 de Dezembro, na página web da Fundação Nobel.
Encontra-se também disponível em vários idiomas na página web da Casa Branca. Uma tradução em português está disponível aqui.

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07 Dezembro, 2009

COOPERAÇÃO INTER-RELIGIOSA E INTERCULTURAL PARA A PAZ: Calendário Inter-religioso Celebração do Tempo – 2010

Sob o patrocínio da Presidência do Conselho de Ministros, em coedição PAULINAS-ACIDI, o calendário Inter-religioso Celebração do Tempo – 2010 é dedicado, este ano, à Biodiversidade. Nele, à semelhança dos anos anteriores, assinalam-se as festividades e celebrações das principais religiões radicadas em Portugal – Hinduísmo, Judaísmo, Budismo, Cristianismo, Islão, Fé Bahá’í e, pela primeira vez, algumas festividades guardadas pela Comunidade Chinesa –, e as principais efemérides laicas, assim como os dias nacionais dos 27 membros da União Europeia. Das efemérides, merece especial destaque o Centenário da República Portuguesa. (Mais ...)

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SEGURANÇA HUMANA: Bento XVI deixa apelos para a Cimeira de Copenhaga

Bento XVI recordou este Domingo a Cimeira da ONU sobre as mudanças climáticas, que se hoje se inicia em Copenhaga, destacando a necessidade de uma acção concertada da comunidade internacional para fazer face ao fenómeno do "aquecimento global", sem prejudicar as populações mais pobres nesse esforço.
Após a recitação do Angelus, na Praça de São Pedro, o Papa deixou votos de que “os trabalhos ajudem a encontrar acções respeitosas da criação e promotoras de um desenvolvimento solidário, fundados na dignidade da pessoa humana e orientada para o bem comum”.
“A salvaguarda da criação postula a adopção de estilos de vida sóbrios e responsáveis, sobretudo em relação aos pobres e às geração futuras”, prosseguiu.
Segundo Bento XVI, para garantir o pleno sucesso da Conferência, “todas as pessoas de boa vontade” devem “respeitar as leis colocadas por Deus na natureza e redescobrir a dimensão moral da vida humana”. (Mais ...)
Agência Ecclesia

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