a OBSERVATÓRIO DA PAX: Dezembro 2018

sábado, 15 de dezembro de 2018

ADVENTO 2018: 3ª SEMANA DO ADVENTO

1. Ambientação

D. MANUEL DA SILVA MARTINS (20 de janeiro de 1927 – 24 de setembro de 2017) foi o primeiro bispo da diocese de Setúbal e o primeiro Presidente da Secção Portuguesa da Pax Christi.
Em Setúbal, para onde foi nomeado bispo em 26 de outubro de 1975, encontrando um clima social marcado pela instabilidade e por todo o tipo de carências, procurou comungar vivamente a vida daquele povo, como proclamou no momento da sua ordenação: «Nasci bispo em Setúbal, agora sou de Setúbal. Aqui anunciarei o Evangelho de Cristo – isto é, a justiça, a paz, o amor».
Com uma presença muito ativa, exerceu a sua ação pastoral, até 24 de abril de 1998, numa vertente de serviço sobretudo aos mais carentes e marginalizados.



2. Reflexão

A Igreja desculpa-se quando é interpelada sobre as suas obrigações nesta sociedade. Diz que tem cumprido o seu dever, mas entende-o apenas como o “dar de comer a quem tem fome”. Tem-lhe faltado uma coisa que é muito importante, que é apontar as causas da fome e denunciá-las sem medo. Mas se calhar a Igreja está comprometida com muita coisa, com o Governo que dá dinheiro para o seminário, com o presidente da Câmara que dá dinheiro para uma obra... Está comprometida com o poder e tem-se esquecido um bocadinho da sua dimensão profética, que é a de denunciar com coragem e sem medo as causas e os causadores da situação que vivemos. O Papa Francisco disse que prefere uma Igreja mergulhada no mundo, do que uma Igreja bonequinha, muito bem tratadinha dentro de uma redoma.

Entrevista ao Expresso, por ocasião dos 40 anos do 25 de Abril (2014)


3. Gesto de Paz

Acende-se a TERCEIRA VELA da Coroa do Advento.

Proposta para refletir durante a 3ª semana:.
Como desempenho o meu papel na Igreja? A Igreja, a Comunidade é para mim um refúgio, o local onde me abrigo para esquecer os problemas do mundo? Ou, pelo contrário, é uma fonte de inspiração e de coragem para me ajudar a “mergulhar” no mundo?


4. Oração

1. Senhor, Deus de Paz e de Amor, que nos envias como mensageiros e testemunhas de justiça e de paz, dá-nos a força e a coragem para sermos cada dia artesãos de um mundo que seja uma casa justa e pacífica para toda a humanidade.

Todos: Senhor, ouve a nossa prece e realiza a tua promessa dando-nos uma paz sem fim.


5. Bênção

1. A paz de Deus, que está acima de toda a inteligência, guarde os nossos corações e os nossos pensamentos em Cristo Jesus.

Todos: Ámen.


In: Veio anunciar a boa nova da paz (Ef 2,17). Contributos para a celebração do Advento 2018. Esta brochura está disponível online aqui.

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quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Declaração da Pax Christi Internacional a propósito do 70º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos

Today marks the 70th anniversary of the Universal Declaration on Human Rights (UDHR), which was adopted by the UN General Assembly on 10 December 1948. A milestone document, it enumerated, for the first time, a universal core of human rights that, as agreed upon, guaranteed the fundamental rights of every individual. The declaration is an essential component to our present-day foundation of human rights protection. For 70 years, the UNDR has served as a roadmap for the advancement of human rights around the world.

The promotion and the protection of human rights, such as those recognised in the UDHR, are at the very heart of Pax Christi International’s work as a global peace and nonviolence movement. Through activities grounded in the belief of the power of nonviolence, our member organisations and partners educate people and communities about their human rights, promote services to ensure that their human rights will be met, and cooperate with - as well as pressure - decision-makers to respect and advance human rights through their actions. The UDHR has truly served as a catalyst for human rights advancement at the local, national, regional and international level benefiting many of the people and communities with whom we work.

Pax Christi International believes that this anniversary should serve not only as a moment to celebrate the achievements of the UDHR but also as a pivotal time to examine the current challenges for its implementation. We have become acutely aware from our partners and friends that human rights and those who seek to protect them are increasingly under attack. The tireless guardians of these universal rights are faced with a shrinking space in which to do their work. Yet despite these challenges, we remain hopeful because human rights defenders, environmental and disarmament activists remain steadfast in their nonviolent struggle for human rights. [+]

Pax Christi Internacional

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quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

IS MIGRATION THE “MOTHER OF ALL PROBLEMS”?

By Fr. Paul Lansu
Senior Policy Advisor, Pax Christi International

Europe is now home to people from all over the world. In most European countries, we see the increase of rejection of new foreign citizens in Western society. Anti-migration sentiments are growing. In the south and east negative attitudes prevailed. In Italy for instance, one in every two persons perceive migration as a problem. Several European countries have built fences and barriers at their borders playing on people’s fear of foreign threats and focusing on the dangers from immigration of terrorism. Recent elections in different EU states demonstrate that concerns surrounding migration and asylum continue to dominate the public space, shape national, and EU politics. Extremist (right wing) political parties are winning votes massively.

Migration remains the biggest challenge and is a debatable issue both in public opinion as well as in politics. Is this question the mother of all problems? Negative perceptions of “outsiders” have caused divisions not just between countries, but also within communities, political parties, the media, at street level, even within families. This topic will make a big difference in the next EU elections in May 2019.

Unhappiness characterizes modern man. Many people experience living in a chaotic world. Fear of innovation is the result of this. Determining or confronting other customs and cultures gives rise to resistance, even hatred and racism. Because the “stranger” is now also visible in the small cities and municipalities, the fear of migration is growing. It all became so unexpectedly and chaotic, loss of political control. Emotions are put to the test. Hosting in my neighbourhood refugees of different cultural and religious backgrounds is a sensitive issue. The fact that refugees/migrants want to go to places where they are among themselves is understandable but that does not help the integration. Ghettos should be prevented.

Some politicians use the rhetoric of keeping and “kicking migrants out.” That can result in criminalising these people. Even Prime Ministers or Presidents of EU member states use xenophobic rhetoric and hate speech against migrants and refugees. That behaviour is observable within authoritarian populist leaderships in Europe. The microphone of xenophobia is often the megaphone of a loud minority. [+]

PEACE STORIES
A project of Pax Christi International, the global Catholic movement for peace

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sábado, 8 de dezembro de 2018

ADVENTO 2018: 2ª SEMANA DO ADVENTO

1. Ambientação

MARIA DE LURDES PINTASILGO (18 de janeiro de 1930 – 10 de julho de 2004) foi a primeira mulher (a única até ao momento presente) a assumir o cargo de primeira-ministra em Portugal, tendo liderado o V Governo Constitucional, de 31 de julho de 1979 a 3 de janeiro de 1980.
Ainda muito jovem, pela sua participação no movimento católico português e internacional, alcançou grande notoriedade. Esse protagonismo, associado à sua sensibilização pelas questões sociais, conduziu-a ao envolvimento político tendo uma participação constante na política institucional em Portugal.
A justiça social, a intervenção das mulheres na sociedade e a dimensão internacional de todas as questões foram as suas causas.



2. Reflexão

A uma ética da justiça – em que se funda e a que se limita no seu melhor a democracia existente – há que justapor a ética do cuidado.
Enquanto a ética da justiça constrói todo o edifício político sobre o ser humano como sede de direitos, a ética do cuidado toma em linha de conta a posição eminentemente realista de que o ser humano também é um ser de vulnerabilidades que, em numerosas situações, o impedem de se erguer para defender os seus direitos. (…)
Uma ética do cuidado pode dar um novo ponto de partida ao papel do Estado em relação às verdadeiras prioridades políticas de sociedades em que a pessoa humana deve ser o centro e o fim último de toda decisão política (…).
Não bastará então acrescentar piedosamente à democracia política a democracia social, económica e cultural. Haverá, sim, que construir a democracia simultaneamente sobre a justiça e sobre o cuidado, sobre os direitos e sobre as responsabilidades.

Cuidar o futuro (2000)


3. Gesto de Paz

Acende-se a SEGUNDA VELA da Coroa do Advento.

Proposta para refletir durante a 2ª semana:
O que significa para mim a intervenção política e democrática? Considero a dimensão política uma forma de intervir na sociedade dando testemunho de uma ética de justiça e do cuidado? Ou, pelo contrário, acho que a intervenção política e democrática são perda de tempo e esforço inglório? Como estou disposto/a a lutar pelos direitos de todas e de todos com justiça e cuidado?


4. Oração

1. Senhor, Deus de Paz e de Amor, que nos envias como mensageiros e testemunhas de justiça e de paz, dá-nos a força e a coragem para sermos cada dia artesãos de um mundo que seja uma casa justa e pacífica para toda a humanidade.

Todos: Senhor, ouve a nossa prece e realiza a tua promessa dando-nos uma paz sem fim.


5. Bênção

1. A paz de Deus, que está acima de toda a inteligência, guarde os nossos corações e os nossos pensamentos em Cristo Jesus.

Todos: Ámen.


In: Veio anunciar a boa nova da paz (Ef 2,17). Contributos para a celebração do Advento 2018. Esta brochura está disponível online aqui.

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quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Manual para fazer a paz: ​Missa do Papa Francisco em Santa Marta

Com o estilo humilde dos artesãos, «viver em paz com a nossa alma, em casa com a família, na escola, no trabalho, no bairro»: eis o compromisso prático para o Advento — um verdadeiro manual para construir a paz no dia a dia, com exame de consciência para todos, incluindo as crianças — sugerido por Francisco na missa celebrada a 4 de dezembro em Santa Marta.

Para esta reflexão sobre a paz, o Papa realçou que na primeira leitura, tirada de Isaías (11, 1-10), «há uma promessa dos tempos, quando o Senhor vier: o povo esperava a vinda do Salvador, do Libertador, do Senhor — explicou — e o profeta diz como será aquele tempo, quando Ele vier». E «afirma que tudo estará em paz, o Senhor fará a paz».

Em particular, observou Francisco, o profeta «descreve esta paz com imagens que parecem um pouco bucólicas, mas bonitas: haverá tanta paz que “o lobo estará com o cordeiro, a pantera deitar-se-á ao pé do cabrito, o touro e o leão comerão juntos, e um menino guiá-los-á; a vaca e o urso fraternizar-se-ão, as suas crias deitar-se-ão juntas e o leão alimentar-se-á de palha, como o boi. A criança de peito brincará junto à toca da víbora, e o menino desmamado meterá a mão na caverna da áspide. Não se fará mal nem dano em todo o meu santo monte”».

Diante deste texto, prosseguiu o Papa, questionamo-nos se isto «será possível». Na realidade, afirmou, Isaías «quer dizer que a paz do Senhor é capaz de transformar a vida e a história, e Jesus é chamado precisamente príncipe da paz porque vem trazer esta paz, oferecer-nos esta paz».

«O tempo de Advento é para nos preparamos em vista desta vinda do Príncipe da paz», insistiu o Pontífice. É, pois, «um tempo para nos pacificarmos: antes de tudo, com nós mesmos, pacificar a alma», porque «muitas vezes não estamos em paz; somos ansiosos, angustiados, sem esperança, e a pergunta que o Senhor nos dirige é: “Como está a tua alma hoje, está em paz?” — “Não sei” – “Mas olha, se não está em paz, começa a percorrer este caminho para a pacificar” — “Mas não posso”». Contudo «Ele pode», afirmou o Papa, convidando a pedir «a Ele que te pacifique: o Príncipe da paz pacifica a alma».

Eis que, observou Francisco, «o primeiro passo deste tempo de Advento consiste em pacificar a própria alma». Na realidade, «estamos habituados a olhar para a alma dos outros: “Mas olha o que ele, ela, faz”». Ao contrário, devemos olhar para a nossa alma e interrogar-nos: «Como estás? O que sente o teu coração? Está em paz? Estás zangado, zangada? És ansioso, ansiosa?». Assim, «pede ao Senhor a graça de pacificar a alma, preparando-te para o encontro com Ele».

«Outra realidade a pacificar é a casa», disse o Pontífice, sugerindo que nos perguntemos: «Como está a paz em casa?». É preciso sempre «pacificar a família: há muitas tristezas na família, muitas lutas, tantas pequenas guerras, às vezes uma grande desunião». Assim, «não há paz: um contra o outro, ou desafia o outro». Por isso, propôs Francisco, «cada um se interrogue: como está a minha família, em paz ou em guerra, unida ou desunida? Existem muitas pontes entre nós, ou muros que nos separam?». O objetivo é «pacificar a família».

É preciso também alargar os horizontes para «observar o mundo — convidou o Papa — e ver que há mais guerra que paz: há muitas guerras, desunião, ódio, exploração. Não há paz». Mas «que faço para construir a paz no mundo?». Poderíamos justificar-nos, dizendo que «o mundo está demasiado distante». Então, o Pontífice convidou a verificar «o que faço para construir a paz no bairro, na escola, no lugar de trabalho: encontro sempre um pretexto para entrar em guerra, para odiar, para falar mal dos outros? Isto significa fazer guerra! Sou manso? Procuro construir pontes? Não condeno?». É uma questão que se refere também às crianças, às quais é preciso perguntar: «na escola, quando há um companheiro, uma companheira da qual não gostas, é um pouco odioso ou fraco, fazes bullying ou fazes a paz, procuras fazer a paz? Perdoas tudo?». O estilo deve ser o dos «artesãos de paz» e «é preciso este tempo de Advento, de preparação para a vinda do Senhor, que é o Príncipe da paz».

«E a paz — explicou Francisco — vai sempre em frente, nunca se detém, chega a um ponto e dá mais um passo de paz, outro passo de paz: é fecunda». Mais ainda, «a paz parte da alma e volta para a alma, depois de ter percorrido este caminho de pacificação». Por isso, «fazer a paz é um pouco imitar Deus, quando quis fazer a paz connosco e nos perdoou, enviando-nos o seu Filho para fazer a paz, para ser o Príncipe da paz».

Todos estão chamados a ser artífices de paz. Talvez, sugeriu o Papa, «alguém possa dizer: “padre, não estudei como se faz a paz, não sou uma pessoa culta, não sei, sou jovem, não sei”». Mas é o próprio Jesus, no trecho evangélico de Lucas, proposto pela liturgia (10, 21-24), quem nos diz «qual deve ser a atitude: “Pai, Senhor do céu e da terra, dou-te graças porque escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos”». Talvez, reiterou o Papa, «não tenhas estudado, não sejas sábio», mas «faz-te pequenino, humilde, servo dos outros: faz-te pequenino e o Senhor dar-te-á a capacidade de entender como se faz a paz e a força para a concretizar».

«Viver em paz com a nossa alma, em casa com a família, na escola, no trabalho, no bairro, viver em paz, tal será a oração deste tempo de Advento», sugeriu Francisco. Trata-se de «pacificar, fazer a paz com humildade». E «cada vez que vemos que há a possibilidade de uma pequena guerra, quer em casa, quer no meu coração, na escola, no trabalho, paremos e procuremos fazer a paz». Sobretudo «nunca firamos o outro, nunca». E o primeiro passo «para não ferir o próximo» é precisamente «não falar mal dos outros, não disparar o primeiro tiro de canhão». Convicto de que, «se todos nós fizéssemos só isto — não falar mal do próximo — a paz progrediria».

«Que o Senhor nos prepare para o Natal do Príncipe da paz», concluiu o Papa. Mas, acrescentou, «que nos prepare, levando-nos a fazer tudo o que nos compete para pacificar: pacificar o meu coração, a minha alma, a minha família, a escola, o bairro, o lugar de trabalho». E para sermos assim, verdadeiramente «homens e mulheres de paz!».

L'Osservatore Romano

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A guerra, origem e essência antropológica e ética

Habitualmente, define-se a guerra como algo não apenas de não-político, mas, na transcendentalidade do político, como algo que diz respeito a grandes massas humanas: povos, nações, estados, países.

Aparentemente, salvo o especial relevo de certos heróis combatentes, como, por exemplo, um Alexandre Magno ou um Nuno Álvares Pereira, a guerra ignora o indivíduo humano, a pessoa singular, cuja ação própria como que se perde no seio de uma ação conjunta de grandes números de seres humanos.

Estas características supostamente evidentes não são algo de moderno, como certas reflexões sobre as grandes guerras do século vinte podem fazer parecer, mas encontram-se presentes nos relatos historiográficos que até nós chegaram. O caráter humano maciço em termos de números envolvidos, bem como o caráter institucional das guerras é verificável já em textos tão antigos quanto os relativos à cultura egípcia, por exemplo, nas suas relações com povos vizinhos; o mesmo se diga da própria Bíblia.

É esta a ideia comum que se tem da guerra.

Ora, nada mais errado quanto ao que constitui a essência da guerra, que, se bem que possa envolver grandes massas de seres humanos, não tem necessariamente de o fazer. E não tem de o fazer porque a sua causa não diz respeito às grandes massas humanas, mas ao modo como cada ser humano, cada pessoa, age na relação com o outro ser humano, com a outra pessoa, com as outras pessoas. [+]

Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

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terça-feira, 4 de dezembro de 2018

A wall without a future: Israelis and Palestinians live in two different worlds

By Fr. Paul Lansu
Senior Policy Advisor, Pax Christi International

The border wall between Israel and the West Bank is among the most forbidding and hostile in the world. Viewed from up close, whichever side you find yourself on, it rears up from the ground, overwhelming and dominating you. It is dispiriting, intimidating, oppressive, and otherworldly. On each side of the wall lives a different people. It is a monument to one of the world’s most intractable disputes.

I have been following the Israeli – Palestinian conflict since 1981. The conflict became increasingly complicated and, above all, unworthy. However, I could never believe that from 2002 on (during the Second Intifada) a wall would be built by Israel between the two communities. Since then I have been able to follow the construction of the wall, which has recently been completed and built on Palestinian territory. The divisions between Israel and Palestine are well established. You have to cross checkpoints in order to get in the other community, if you are allowed to do so. I regret that some visitors of the Holy Land look at the wall as “conflict tourists.” [+]


PEACE STORIES. A project of Pax Christi International, the global Catholic movement for peace

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sábado, 1 de dezembro de 2018

ADVENTO 2018: 1ª SEMANA DO ADVENTO

1. Ambientação

ARISTIDES DE SOUSA MENDES (19 de julho de 1885 – 3 de abril de 1954) foi um diplomata português, que desempenhava funções de cônsul de Bordéus em França no início da Segunda Guerra Mundial.
De 16 a 23 de junho de 1940, guiando-se pelos imperativos da sua consciência, trabalhou incessantemente na emissão de vistos a refugiados, na sua maioria judeus, que fugiam duma França ocupada pelos alemães, desobedecendo à ordem do Governo português que proibia a emissão de vistos ou documentos que permitissem atravessar território nacional.
Pela sua ação humanitária em Bordéus, devido à qual morreu na miséria, em 1966 o Yad Vashem, Memorial do Holocausto em Jerusalém, prestou-lhe homenagem atribuindo-lhe o título de “Justo entre as Nações”, título oficial dado a não-judeus que tenham arriscado a vida para salvar judeus durante a Segunda Guerra Mundial.



2. Reflexão

Realmente desobedeci, mas a minha desobediência não me desonra. Não cumpri instruções que significavam, a meu ver, perseguição a verdadeiros náufragos que procuravam a todo o custo salvar-se da sanha hitleriana. Acima dessas instruções, estava para mim a lei de Deus e foi essa que eu procurei cumprir, sem hesitações, nem cobardias de poltrão. O verdadeiro valor da religião cristã está no amor do próximo e eu, sendo cristão, não podia fugir do seu império.

Carta a Adelino da Palma Carlos. 17 de julho 1941


3. Gesto de Paz

Acende-se a PRIMEIRA VELA da Coroa do Advento.

Proposta para refletir durante a 1ª semana:
Quando tenho de tomar uma decisão importante na minha vida qual o primeiro critério que me guia: A opinião dos que me rodeiam? As convenções sociais? Ou procuro seguir a Lei de Deus e os valores cristãos?


4. Oração

1. Senhor, Deus de Paz e de Amor, que nos envias como mensageiros e testemunhas de justiça e de paz, dá-nos a força e a coragem para sermos cada dia artesãos de um mundo que seja uma casa justa e pacífica para toda a humanidade.

Todos: Senhor, ouve a nossa prece e realiza a tua promessa dando-nos uma paz sem fim.


5. Bênção

1. A paz de Deus, que está acima de toda a inteligência, guarde os nossos corações e os nossos pensamentos em Cristo Jesus.

Todos: Ámen.


In: Veio anunciar a boa nova da paz (Ef 2,17). Contributos para a celebração do Advento 2018. Esta brochura está disponível online aqui.

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