a OBSERVATÓRIO DA PAX: Setembro 2013

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Conferência de Outono 2013: A violência da crise e a proliferação das armas

Realiza-se no dia 12 de Outubro de 2013 a Conferência de Outono do Observatório Permanente sobre a Produção, o Comércio e a Proliferação de Armas Ligeiras com o título "A violência da crise e a proliferação das armas".

Com início às 9h30 e encerramento às 18h00, decorrerá no Forum Picoas, na Avenida Fontes Pereira de Melo, em Lisboa.

Entrada livre.


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terça-feira, 17 de setembro de 2013

Curso Pensamento Social Cristão. Memória e Projeto

O mundo em que vivemos está a exigir a todos uma capacidade de reflexão, discernimento e ação que permita ousadia na construção de um futuro diferente. Os cristãos, dispostos a caminhar com toda a humanidade, lêem, nesses processos de libertação, sinais do Reino onde habita a justiça e a paz.

Neste sentido, a Faculdade de Teologia, em parceria com a Cáritas Portuguesa, propõe, para todos os que estejam interessados em aprofundar os seus conhecimentos acerca do Pensamento Social Cristão, um itinerário de formação, em regime de e-Learning (e com sessões presenciais), que seja capaz de, simultaneamente, promover a reflexão e entusiasmar a participação em processos transformadores.





Para saber mais: 
Consulte o documento essencial «Identidade do Curso»

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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Autárquicas: Bispos apelam à responsabilidade cívica e ao voto das populações

O Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa divulgou esta terça-feira um comunicado sobre as eleições autárquicas de 29 de setembro, em que apela à retidão dos candidatos e pede aos eleitores para não se absterem.




Comunicado do Conselho Permanente da CEP sobre as próximas Eleições Autárquicas

Aproximam‑se as eleições autárquicas convocadas para o dia 29 de setembro. A Igreja encara as eleições autárquicas como um momento importante para colaborar no indispensável serviço às populações locais. Mais do que fazer prevalecer uma determinada cor política e partidária, está em jogo a capacidade dos candidatos servirem com honestidade e competência o povo da sua zona.

O Papa Francisco com vigor exorta os cristãos a intervir no campo da política, contribuindo para a construção do bem comum: «Envolver‑se na política é uma obrigação dos cristãos. Nós, os cristãos, não podemos fazer como Pilatos: lavar as mãos! Temos de nos meter na política, porque a política é uma das formas mais altas da caridade, dado que busca o bem comum… Trabalhar pelo bem comum é um dever do cristão».

Compete aos profissionais da política consolidar o sistema democrático, pela sua honestidade, competência e espírito de serviço. A todo o cidadão pertence oferecer a sua ativa colaboração, especialmente quando é convocado para votar. A abstenção acaba sempre no beco sem saída da desistência de contribuir para melhorar a vida da comunidade.

Apelamos ao cumprimento do direito e dever de participar na vida democrática do nosso País, votando naqueles que em consciência cada um julgar serem os mais aptos para servir o povo nos respetivos municípios e freguesias.

Fátima, 10 de setembro de 2013

Agência Ecclesia

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Homilia do Papa Francisco na vigília de jejum e oração pela paz na Síria, no Médio Oriente e no Mundo

«Deus viu que isso era bom» (Gn 1,12.18.21.25). A narração bíblica da origem do mundo e da humanidade nos fala de Deus que olha a criação, quase a contemplando, e repete uma e outra vez: isso é bom. Isso, queridos irmãos e irmãs, nos permite entrar no coração de Deus e recebermos a sua mensagem que procede precisamente do seu íntimo.

Podemos nos perguntar: qual é o significado desta mensagem? O que diz esta mensagem para mim, para ti, para todos nós?

1. Simplesmente nos diz que o nosso mundo, no coração e na mente de Deus, é “casa de harmonia e de paz” e espaço onde todos podem encontrar o seu lugar e sentir-se “em casa”, porque é “isso é bom”. Toda a criação constitui um conjunto harmonioso, bom, mas os seres humanos em particular, criados à imagem e semelhança de Deus, formam uma única família, em que as relações estão marcadas por uma fraternidade real e não simplesmente de palavra: o outro e a outra são o irmão e a irmã que devemos amar, e a relação com Deus, que é amor, fidelidade, bondade, se reflete em todas as relações humanas e dá harmonia para toda a criação. O mundo de Deus é um mundo onde cada um se sente responsável pelo outro, pelo bem do outro. Esta noite, na reflexão, no jejum, na oração, cada um de nós, todos nós pensamos no profundo de nós mesmos: não é este o mundo que eu desejo? Não é este o mundo que todos levamos no coração? O mundo que queremos não é um mundo de harmonia e de paz, em nós mesmos, nas relações com os outros, nas famílias, nas cidades, nas e entre as nações? E a verdadeira liberdade para escolher entre os caminhos a serem percorridos neste mundo, não é precisamente aquela que está orientada pelo bem de todos e guiada pelo amor?

2. Mas perguntemo-nos agora: é este o mundo em que vivemos? A criação conserva a sua beleza que nos enche de admiração; ela continua a ser uma obra boa. Mas há também “violência, divisão, confronto, guerra”. Isto acontece quando o homem, vértice da criação, perde de vista o horizonte da bondade e da beleza, e se fecha no seu próprio egoísmo.

Quando o homem pensa só em si mesmo, nos seus próprios interesses e se coloca no centro, quando se deixa fascinar pelos ídolos do domínio e do poder, quando se coloca no lugar de Deus, então deteriora todas as relações, arruína tudo; e abre a porta à violência, à indiferença, ao conflito. É justamente isso o que nos quer explicar o trecho do Gênesis em que se narra o pecado do ser humano: o homem entra em conflito consigo mesmo, percebe que está nu e se esconde porque sente medo (Gn 3, 10); sente medo do olhar de Deus; acusa a mulher, aquela que é carne da sua carne (v. 12); quebra a harmonia com a criação, chega a levantar a mão contra o seu irmão para matá-lo. Podemos dizer que da harmonia se passa à desarmonia? Mas, podemos dizer isso: que da harmonia se passa à desarmonia? Não. Não existe a “desarmonia”: ou existe harmonia ou se cai no caos, onde há violência, desavença, confronto, medo...

É justamente nesse caos que Deus pergunta à consciência do homem: «Onde está o teu irmão Abel?». E Caim responde «Não sei. Acaso sou o guarda do meu irmão?» (Gn 4, 9). Esta pergunta também se dirige a nós, assim que também a nós fará bem perguntar:

- Acaso sou o guarda do meu irmão? Sim, tu és o guarda do teu irmão! Ser pessoa significa sermos guardas uns dos outros! Contudo, quando se quebra a harmonia, se produz uma metamorfose: o irmão que devíamos guardar e amar se transforma em adversário a combater, a suprimir. Quanta violência surge a partir deste momento, quantos conflitos, quantas guerras marcaram a nossa história! Basta ver o sofrimento de tantos irmãos e irmãs. Não se trata de algo conjuntural, mas a verdade é esta: em toda violência e em toda guerra fazemos Caim renascer. Todos nós! E ainda hoje prolongamos esta história de confronto entre os irmãos, ainda hoje levantamos a mão contra quem é nosso irmão. Ainda hoje nos deixamos guiar pelos ídolos, pelo egoísmo, pelos nossos interesses; e esta atitude se faz mais aguda: aperfeiçoamos nossas armas, nossa consciência adormeceu, tornamos mais sutis as nossas razões para nos justificar. Como fosse uma coisa normal, continuamos a semear destruição, dor, morte! A violência e a guerra trazem somente morte, falam de morte! A violência e a guerra têm a linguagem da morte!

Depois do Dilúvio, cessou a chuva, surge o arco-íris e a pomba traz um ramo de oliveira. Penso também hoje naquela oliveira que os representantes das diversas religiões plantamos em Buenos Aires, na Praça de Maio, no ano 2000, pedindo que não haja mais caos, pedindo que não haja mais guerra, pedindo paz.

3. E neste ponto, me pergunto: É possível percorrer o caminho da paz? Podemos sair desta espiral de dor e de morte? Podemos aprender de novo a caminhar e percorrer o caminho da paz? Invocando a ajuda de Deus, sob o olhar materno da Salus Populi romani, Rainha da paz, quero responder: Sim, é possível para todos! Esta noite queria que de todos os cantos da terra gritássemos: Sim, é possível para todos! E mais ainda, queria que cada um de nós, desde o menor até o maior, inclusive aqueles que estão chamados a governar as nações, respondesse: - Sim queremos! A minha fé cristã me leva a olhar para a Cruz. Como eu queria que, por um momento, todos os homens e mulheres de boa vontade olhassem para a Cruz! Na cruz podemos ver a resposta de Deus: ali à violência não se respondeu com violência, à morte não se respondeu com a linguagem da morte. No silêncio da Cruz se cala o fragor das armas e fala a linguagem da reconciliação, do perdão, do diálogo, da paz. Queria pedir ao Senhor, nesta noite, que nós cristãos e os irmãos de outras religiões, todos os homens e mulheres de boa vontade gritassem com força: a violência e a guerra nunca são o caminho da paz! Que cada um olhe dentro da própria consciência e escute a palavra que diz: sai dos teus interesses que atrofiam o teu coração, supera a indiferença para com o outro que torna o teu coração insensível, vence as tuas razões de morte e abre-te ao diálogo, à reconciliação: olha a dor do teu irmão – penso nas crianças: somente nelas... olha a dor do teu irmão, e não acrescentes mais dor, segura a tua mão, reconstrói a harmonia perdida; e isso não com o confronto, mas com o encontro! Que acabe o barulho das armas! A guerra sempre significa o fracasso da paz, é sempre uma derrota para a humanidade. Ressoem mais uma vez as palavras de Paulo VI: «Nunca mais uns contra os outros, não mais, nunca mais... Nunca mais a guerra, nunca mais a guerra! (Discurso às Nações Unidas, 4 de outubro de 1965: ASS 57 [1965], 881). «A paz se afirma somente com a paz; e a paz não separada dos deveres da justiça, mas alimentada pelo próprio sacrifício, pela clemência, pela misericórdia, pela caridade» (Mensagem para o Dia Mundial da Paz, de 1976: ASS 67 [1975], 671). Irmãos e irmãs, perdão, diálogo, reconciliação são as palavras da paz: na amada nação síria, no Oriente Médio, em todo o mundo! Rezemos, nesta noite, pela reconciliação e pela paz, e nos tornemos todos, em todos os ambientes, em homens e mulheres de reconciliação e de paz. Assim seja.

Vatican.va

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sábado, 7 de setembro de 2013

Oração pela Paz atribuída a S. Francisco de Assis



Senhor,
fazei de mim um instrumento da vossa paz:
onde houver ódio, que eu leve o amor;
onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
onde houver discórdia, que eu leve a união;
onde houver dúvida, que eu leve a fé;
onde houver erro, que eu leve a verdade;
onde houver desespero, que eu leve a esperança;
onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
onde houver trevas, que eu leve a luz.

Senhor, fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado,
compreender que ser compreendido,
amar que ser amado.

Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se ressuscita para a vida eterna!


Oração atribuída a S. Francisco de Assis

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Que a paz germine



Que a paz germine para o povo da Síria, 
profundamente ferido e dividido por um conflito que não poupa sequer os inermes, ceifando vítimas inocentes.

Que a paz germine na Terra onde nasceu o Redentor; 
que Ele dê aos Israelitas e Palestinianos a coragem de pôr termo a tantos, demasiados, anos de lutas e divisões e empreender, com decisão, o caminho das negociações.

Que a paz germine nos países do norte de África,
 em profunda transição à procura de um novo futuro, que os cidadãos construam, juntos, sociedades baseadas na justiça, no respeito da liberdade e da dignidade de cada pessoa.

Que a paz germine no vasto continente asiático. 
Jesus Menino olhe com benevolência para os numerosos povos que habitam naquelas terras e, de modo especial, para quantos creem n’Ele.

Que o Natal de Cristo favoreça o retorno da paz ao Mali e da concórdia à Nigéria, 
onde horrendos atentados terroristas continuam a ceifar vítimas, nomeadamente entre os cristãos.

Que o Redentor proporcione auxílio e conforto aos prófugos do leste da República Democrática do Congo e conceda paz ao Quénia, onde sangrentos atentados se abateram sobre a população civil e os lugares de culto.

Da Mensagem Urbi et Orbi do Papa Bento XVI . 25 de Dezembro de 2012

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Oração pela Paz



Bom Deus,
Tu tens sido o nosso refúgio de geração em geração.
Tu desejas que a Paz se irradie sobre todos os seres humanos.
Dirige com o teu espírito os esforços da humanidade para conseguir que haja Paz e Justiça entre as nações da terra e fortalece a quem governa e trabalha para as estabelecer no mundo.

Ilumina os que se reúnem com o fim de encontrar meios para estabelecer a Paz, e através da tua palavra, transforma os corações de todos os homens e mulheres do mundo, de modo a que procuremos:
A Paz e não a guerra
O Bem comum, acima do bem-estar individual
A Tua Justiça, em vez da própria glória.

Tu que nos deste a tua Paz, permite-nos partilhá-la com quem está à nossa volta para que o amor e harmonia estejam sempre presentes nas nossas vidas, para que todo o mundo seja feliz, para que possamos viver dignamente e como irmãos e para que todos se alegrem na tua presença. 

Unidos na diversidade, invocamos a tua Graça Infinita e com humildade suplicamos-te que recebas as nossa oração e nos convertas em instrumentos da tua Paz.

Ámen.

© 2006 Conselho Mundial de Igrejas

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A paz sem vencedor e sem vencidos



Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Que o tempo que nos deste seja um novo
Recomeço de esperança e de justiça
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos

A paz sem vencedor e sem vencidos

Erguei o nosso ser à transparência
Para podermos ler melhor a vida
Para entendermos vosso mandamento
Para que venha a nós o vosso reino
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos

A paz sem vencedor e sem vencidos

Fazei Senhor que a paz seja de todos
Dai-nos a paz que nasce da verdade
Dai-nos a paz que nasce da justiça
Dai-nos a paz chamada liberdade
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos

A paz sem vencedor e sem vencidos


Sophia de Mello Breyner Andresen

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Paz na Terra



P: Vou escutar o que diz Deus, o Senhor. Ele anuncia a paz:
    Paz no Médio Oriente 
T: Paz, Senhor, haja paz neste mundo dilacerado.

P: Paz em África
T: Paz, Senhor, haja paz neste mundo dilacerado.

P: Paz na Ásia e na Oceania
T: Paz, Senhor, haja paz neste mundo dilacerado.

P: Paz na América e na Europa
T: Paz, Senhor, haja paz neste mundo dilacerado.

P: Paz em toda a Terra
T: Paz, Senhor, haja paz neste mundo dilacerado.

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Senhor, Deus de Paz



Senhor, Deus de paz,
Que criaste os homens, objecto da Tua benevolência, 
para serem familiares da Tua glória, 
nós Te bendizemos e Te damos graças; 
porque nos enviaste Jesus, teu Filho amantíssimo, 
e fizeste d'Ele, no mistério da Sua Páscoa, 
o Artífice de toda a salvação, a nascente de toda a paz, 
o laço de toda a fraternidade.

Nós te damos graças pelos desejos, 
pelos esforços e pelas realizações 
que o teu Espírito de paz tem suscitado no nosso tempo, 
para substituir o ódio pelo amor, 
a desconfiança pela compreensão, 
a indiferença pela solidariedade.

Abre ainda mais os nossos espíritos e os nossos corações, 
às exigências concretas do amor de todos os nossos irmãos 
para que possamos ser sempre mais construtores de paz.

Recorda-te, Pai de misericórdia, 
de todos aqueles que pensam, 
sofrem e morrem no parto dum mundo mais fraterno.

Que para os homens de toda a raça e de toda a língua 
venha o teu reino de justiça, de paz e de amor.

E que a terra seja repleta da Tua glória!

Ámen.


Paulo VI

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Senhor, escuta a nossa voz



A ti Senhor, que criaste a natureza e a humanidade, 
em verdade e beleza, dirigimos a nossa oração:

Escuta a nossa voz, 
porque é a voz das vítimas de todas as guerras e da violência entre as pessoas e as nações.

Escuta a nossa voz, 
porque é a voz de todas as crianças que sofrem e sofrerão enquanto continuemos a pôr a nossa fé nas armas e na guerra.

Escuta a nossa voz 
quando te rogamos que infundas nos corações de todos os seres humanos a sabedoria da paz, da força da justiça e da alegria da comunidade.

Escuta as nossas vozes, 
pois falamos em nome das multidões que, em todos os países e períodos da história, não querem a guerra e estão dispostas a percorrer o caminho da paz.

Escuta as nossas vozes, 
e concede-nos inteligência e força para que respondamos sempre ao ódio com o amor, à injustiça com a dedicação total à justiça, à necessidade com o partilhar a nossa própria pessoa, à guerra com a paz.

Oh Deus, escuta as nossas vozes e concede ao mundo a tua paz duradoura.

Adaptado da Oração de João Paulo II em Hiroshima (1981)

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Oração pelos povos do Médio Oriente



Deus de infinita misericórdia e bondade, 
que a vossa voz ressoe no coração de todos os homens e mulheres, 
enquanto os convidais a seguir o caminho da reconciliação e da paz 
e a ser misericordiosos como Vós sois misericordioso.

Senhor, Vós dirigis palavras de paz ao vosso povo 
e a todos os que se convertem a Vós no seu coração (cf. Sl 85, 9).

Rezamo-vos pelos povos do Médio Oriente.

Ajudai-os a derrubar os muros da hostilidade e da divisão 
e a edificar juntos um mundo de justiça e de solidariedade.

Senhor, Vós criais novos céus e uma nova terra (cf. Is 65, 17).

A Vós confiamos os jovens destas regiões.

Nos seus corações eles aspiram a um futuro mais luminoso; 
revigorai a sua determinação em ser homens e mulheres pacificadores 
e arautos da nova esperança para os seus povos.

Pai, Vós fazeis a justiça germinar na terra (cf. Is 45, 8).

Rezamos pelos líderes civis desta região 
para que possam procurar satisfazer as justas aspirações dos seus povos 
e educar os jovens pelos caminhos da justiça e da paz.

Inspirai-os a trabalhar com generosidade pelo bem comum, 
a respeitar a dignidade inalienável de cada pessoa 
e os direitos fundamentais que encontram a sua origem na imagem e semelhança do Criador, 
impressa em todos e em cada ser humano.


João Paulo II (Quneitra, 7 de Maio 2001)

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Oração perante a guerra e a violência



Senhor, que te entregaste na cruz pela unidade do género humano, nós te oferecemos a nossa humanidade ferida pelo egoísmo, pela arrogância, pela vaidade e pela ira.

Senhor, não abandones os oprimidos que sofrem todos os tipos de violência, ira e ódio, vítimas de falsas crenças e de divergências ideológicas.

Senhor, estende até nós as tuas mãos compassivas e cuida do teu povo, para que possamos desfrutar da paz e da alegria que fazem parte da tua criação.

Senhor, faz com que todos os cristãos trabalhem juntos para que se cumpra a tua justiça, em vez da nossa.

Dá-nos coragem para ajudar os outros a levar a sua cruz, em lugar de colocar as nossas próprias sobre os seus ombros. Senhor, ensina-nos a sabedoria de tratar os nossos inimigos com amor em vez de os odiar.

Ámen.

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2009

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Oração pela paz e pela justiça



Ó Deus, que amas a justiça e estabeleces a paz na terra, trazemos perante ti a desunião do nosso mundo hoje: a violência absurda e todas as guerras que minam a coragem dos povos do mundo; o militarismo e a corrida armamentista que ameaçam a vida da terra; a ganância e a injustiça humanas que geram o ódio e o conflito.

Envia o teu Espírito e renova a face da terra; ensina-nos a ser compassivos para com toda a família humana; fortalece a vontade de todos aqueles e aquelas que lutam pela justiça e pela paz; conduz as nações pelos caminhos da paz, e dá-nos aquela paz que o mundo não pode dar.

Textes liturgiques: Louons Dieu et célébrons la vie © Masamba ma Mpolo et Mengi Kilandamoko, Zaïre, 1988

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Senhor, pedimos-te paz



Senhor, pedimos-te
Paz para aqueles que choram em silêncio;
Paz para aqueles que não podem falar;
Paz quando a esperança parece desaparecer.

No meio da ira, da violência e da decepção,
No meio de guerras e destruição da terra:
Senhor, mostra-nos a tua luz na escuridão.

Senhor, pedimos-te
Paz para aqueles que levantam a sua voz para a exigir,
Paz quando há muitas pessoas que não querem ouvir falar dela,
Paz enquanto encontramos o caminho para a justiça.


Imagine peace. Bible Meditations and Worship Resources for Advent. Conselho Mundial de Igrejas. 2008

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Pela paz e pela justiça



Irmãos e irmãs,
Rezemos para que a razão seja maior que o espírito de vingança.
Rezemos para que os homens saibam que são capazes de viver juntos.
Rezemos para que acabem as acções militares que impedem os chefes e os soldados de serem pessoas humanas e os transformam em assassinos e demolidores.
Rezemos para que Deus continue presente no meio dos homens e que a sua presença torne o homem mais humano em relação aos seus irmãos e irmãs, para lá de toda a discriminação religiosa ou nacional.

+ Michel Sabbah Agosto 2006

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Não à violência na Síria: Eleve-se forte em toda a terra o grito da paz!



7 de setembro 2013
Dia de oração e jejum pela paz na Síria,
no Médio Oriente e no mundo inteiro


«Eleve-se forte em toda a terra o grito da paz!»
(Papa Francisco, 04.09.2013)

Em oração e em espírito de penitência invoquemos de Deus o grande dom da paz para a nação síria e para todas as situações de conflito e de violência no mundo!

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sexta-feira, 6 de setembro de 2013


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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Secretário geral do CMI: As ações militares não podem trazer a paz à Síria

Embora condenando todo o uso de armas químicas na Síria, o secretário-geral do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), Rev. Dr. Olav Fykse Tveit, afirmou que "precisamos de fazer todo o possível para apagar o fogo da guerra, em vez de alimentá-lo com mais armamentos letais".

Numa carta aberta ao Conselho de Segurança das Nações Unidas publicada em 4 de setembro, Tveit expressou profunda preocupação com a situação atual na Síria e destaca que «uma solução politica negociada» é o único caminho para a paz e a justiça na Síria.. A sua mensagem veio na sequência de encontros com os líderes das Igrejas do Médio Oriente, em Amã, na Jordânia, onde participa numa conferência sobre "Desafios para os cristãos árabes", a convite de Sua Alteza Real, o príncipe Ghazi bin Muhammad.

O CMI junta-se ao apelo do Papa Francisco de oração pela paz na Síria(Mais...)

CMI

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Papa Francisco pede aos líderes mundiais que rejeitem "a ideia fútil de uma intervenção militar" na Síria

O Papa Francisco apelou hoje aos líderes das maiores potências económicas do mundo para que ajudem a encontrar uma solução pacífica para o conflito na Síria e "a afastar a ideia fútil de uma intervenção militar".

Numa carta dirigida ao presidente da Federação da Rússia, que está a presidir à cimeira do G20 em São Petersburgo, Francisco realça que os responsáveis daquele grupo "não podem ficar indiferentes à situação dramática do amado povo sírio, que dura há demasiado tempo e que ameaça tornar-se ainda mais difícil para uma região a necessitar de paz".

Apesar deste encontro internacional "não ter a segurança internacional como o seu principal ponto em debate" o Papa pede aos chefes de Estado que “não passem ao lado da conjuntura atual no Médio Oriente".

“No contexto altamente interdependente do mundo de hoje”, referiu Francisco a Vladimir Putin, "é essencial que existam regras financeiras justas e bem definidas, que contribuam para um mundo mais justo e fraterno, para o fim da fome, para o desenvolvimento do emprego e da habitação para todos, para o acesso à saúde". (Mais...)

Agência Ecclesia

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Comissão Nacional Justiça e Paz propõe oração de Paulo VI para vigília de sábado

A Comissão Nacional Justiça e Paz está a divulgar a oração de Paulo VI pela paz, propondo às paróquias e comunidades cristãs que esta oração seja rezada nas missas de sábado, dia 7 de Setembro, em união com a jornada de oração que o Papa Francisco convocou para esse dia, entre as 19h00 e as 24h00 (menos uma hora em Lisboa).



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Dia de Oração pela Síria: qual é o significado do jejum?

O próximo Sábado dia 7 de Setembro é Dia de Oração e Jejum pela paz na Síria. Tal como João Paulo II após o ataque das Torres Gémeas quando organizou uma vigília de oração em Assis com todos os líderes religiosos e propôs o jejum como método de experiência espiritual, também o Papa Francisco decidiu jejuar e aconselhar essa prática nesse dia especial.

Em 2002 a Santa Sé, a propósito do encontro de Assis publicou uma nota sobre o jejum em que o considera ser uma prática que “…facilita a abertura das pessoas a outro alimento: a Palavra de Deus e o cumprimento da vontade do Pai; está estreitamente relacionada à oração, fortalece as virtudes, suscita a misericórdia, implora o socorro divino, conduz à conversão do coração”.

“A prática do jejum – lê-se nesta nota de 6 de dezembro de 2002 – dirige-se ao passado, ao presente e ao futuro: ao passado como reconhecimento das culpas contra Deus e contra os irmãos; ao presente, para aprendermos a abrir os olhos para os outros e para a realidade que nos circunda; e ao futuro, para acolher no coração as realidades divinas e a renovar, a comunhão com todos os homens e com a Criação, assumindo responsavelmente o dever de cada um de nós na história”.

Sobre as modalidades de jejuar, esta nota ressalta que “do dia de jejum podem participar livremente todos os fiéis: os jovens, muito sensíveis à causa da justiça e da paz; os adultos, com a única exceção para os enfermos, e até as crianças, que, contudo, podem renunciar a alguma coisa em favor dos mais pobres”.

“As tradições locais sugerem vários modos de jejuar: fazendo uma só refeição, comendo apenas pão e água, ou aguardando o pôr-do-sol para assumir alimentos. Os bispos devem também estabelecer um modo simples e eficaz para que o economizado com a privação do alimento se destine aos pobres, de modo especial aos que sofrem nestes momentos as consequências da guerra”.

Em conclusão, esta nota da Santa Sé datada de 2002 solicita um “sério exame de consciência dos cristãos sobre o compromisso de cada um em favor da paz”.

Rádio Vaticano

Indicações Litúrgico-pastorais sobre o jejum e a oração pela paz para a preparação do Encontro de Assis de 24 de janeiro de 2002 (do Departamento para as Celebrações Litúrgicas do Santo Padre)

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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Patriarcado adere a Jornada de jejum e oração pela paz

O Papa Francisco proclamou para o próximo sábado, dia 7 de setembro, véspera da Natividade de Nossa Senhora, uma jornada de jejum e de oração para a paz na Síria, no Médio Oriente, e no mundo inteiro.
Não havendo possibilidade de promover uma iniciativa diocesana para corresponder a este pedido do Santo Padre, por indicação do Senhor Patriarca, D. Manuel Clemente, apela-se a que nas comunidades paroquiais do Patriarcado de Lisboa seja promovida alguma iniciativa neste sentido.


O Papa Francisco deixou, concretamente, a indicação de que no dia 7 de setembro, na Praça de São Pedro, das 19 às 24 horas (menos uma em Lisboa) irá estar reunido “em oração e em espírito de penitência para invocar de Deus este grande dom para a amada Nação síria e para todas as situações de conflito e de violência no mundo”.

Este convite do Papa Francisco estende-se a todos os cristãos não católicos, aos membros de outras Religiões e pessoas de boa vontade.

Unamo-nos todos ao Santo Padre, em jejum e oração, porque como refere o Papa Francisco, “a humanidade precisa de ver gestos de paz e de ouvir palavras de esperança de paz!”.

Patriarcado de Lisboa

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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

O Grão mufti da Síria deseja estar em São Pedro e rezar com o Papa pela paz na Síria: muçulmanos e outros grupos unem-se ao apelo

Damasco – O Grão mufti da Síria, Ahmad Badreddin Hassou, líder espiritual do islão sunita na Síria, ficou profundamente comovido com o apelo do Papa pela paz na Síria, pronunciado no Angelus de ontem, e expressou o desejo de estar presente na Praça São Pedro para participar na vigília de oração pela paz na Síria, anunciada pelo Papa Francisco para sábado, 7 de setembro. Como apurado pela Agência Fides, o líder islâmico teria enviado um pedido ao Núncio Apostólico em Damasco, Dom Mario Zenari, neste sentido, e nos próximos dias será avaliada por ambas as partes a possibilidade real de realizar este desejo. Mesmo que por motivos logísticos ou de outro género esta eventualidade não se verifique, o mufti já pediu à sua comunidade em Damasco que “acolha o apelo dirigido ao Papa a todas as religiões para rezar pela paz na Síria”. Os muçulmanos sírios serão convidados a rezar pela paz no dia 7 de setembro, em comunhão e simultaneamente com o Papa, nas mesquitas de Damasco e em todo o território nacional.

Segundo o mufti, “todos sentem que o Papa é um pai que tem no coração o futuro do povo sírio e que quer proteger toda a sociedade síria, nas suas diversas componentes, para que não seja destruída por divisões religiosas e pelo radicalismo”. Os muçulmanos sírios vêem o Papa como um “verdadeiro líder espiritual, livre de interesses políticos, individuais ou coletivos, como um líder que fala pelo verdadeiro bem do povo sírio”. Como apurado pela Fides por fontes locais, os grupos muçulmanos, as comunidades tribais, os drusos, os ismaelitas e os outros componentes da sociedade síria irão unir-se à oração.

Agência Fides (2/9/2013)

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Patriarcas e líderes cristãos no Médio Oriente: juntos com o Papa, na oração pela paz

Beirute – Os líderes cristãos das Igrejas orientais acolhem e repropõem o premente apelo pela paz na Síria, feito pelo Papa Francisco no Angelus de ontem, 1º de setembro. Como reiteram à Fides vários líderes cristãos no Médio Oriente, o apelo “entrou nos corações de todos, dos Bispos aos simples fiéis. As comunidades cristãs na Síria, no Médio Oriente e na diáspora estão felizes e se preparam para unir-se ao jejum e à oração”.

Ontem, o Patriarca maronita de Beirute, Card. Bechara Rai, visitou o Patriarca Greco-ortodoxo de Antioquia, Youhanna Yazigi, e os dois líderes se disseram “profundamente confortados com o apelo do Papa”, comprometendo-se em sensibilizar suas comunidades pela prece comum. Em declaração conjunta divulgada depois do encontro e enviada à Fides, os dois líderes pedem “a todos os países estrangeiros, na região ou mais distantes, que atuem para resolver o conflito através de meios políticos, diplomáticos e pacíficos”. Julgando “inaceitável que alguém destrua a vida dos sírios”, os dois líderes se dizem “contrários a qualquer intervenção armada estrangeira na Síria”, reiteram que a guerra “não causa outra coisa senão destruição”. “Queremos sempre falar a linguagem do diálogo e da paz”, afirma a nota enviada à Fides. “Nós, cristãos do mundo árabe – recordam – contribuímos para construir nossa cultura e nossas sociedades, uma civilização de convivência e moderação”. Os cristãos, conclui o texto, “nunca serão instrumento de guerra e do tráfico de armas”, mas confirmam o compromisso “em construir uma sociedade baseada no respeito, no amor e na cooperação com o próximo”.

Agência Fides (2/9/2013)

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Pax Christi Internacional: O diálogo é o único caminho para o fim da violência na Síria

A “Pax Christi Internacional”, movimento católico internacional para a paz, está profundamente preocupada com os últimos acontecimentos na Síria.

Condenando de forma inequívoca o uso de armas químicas, independentemente de quem perpetrou o ataque, a Pax Christi apela, com as nações do mundo, ao reconhecimento da responsabilidade e autoridade do Conselho de Segurança da ONU para resolver esta violação flagrante do direito internacional e da moralidade e a trabalhar com as Nações Unidas para proteger - sem escalada da violência - o povo sírio. Isto deve ser feito por meio de esforços diplomáticos urgentes para parar imediatamente o fluxo de armas para ambos os lados e para todos os grupos militantes e trazer todas as partes envolvidas no conflito à mesa de negociações. Muitos estados têm ajudado a alimentar o conflito armado na Síria através do envio de armas para a região; chegou o momento de a comunidade internacional cooperar plenamente com um embargo de armas e apoiar inequivocamente o diálogo, a única via que pode acabar com a horrível violência.

Como parte da solução política, deve ser tida em séria consideração a implementação de uma força policial multinacional na Síria, desarmada ou minimamente armada, para começar a proteger zonas de não-violência em apoio dos sírios comprometidos com a paz. Convidamos também o Papa Francisco a unir-se com líderes de todo o mundo cristãos, muçulmanos, de outras religiões e de todas as tradições para reunir uma força de paz de fé e enviá-la para acompanhar o povo sírio durante este tempo de grande perigo e sofrimento.

A Pax Christi apela urgentemente aos líderes religiosos - independentemente da comunidade específica a que pertençam - para usarem a sua autoridade moral mostrando claramente em privado e em público a importância do fim da guerra e defendendo de forma consistente uma solução política para o conflito armado; apoiando, também, a criação de zonas de não-violência, e promovendo campanhas ativas de oração, não-cooperação e testemunho público para um fim imediato da violência na Síria.

A Pax Christi Internacional também manifesta a sua mais profunda solidariedade com o povo da Síria. Oramos por todos os que permanecem na Síria, por aqueles que deixaram o país, por todos os que perderam os seus entes queridos, por todos os que olham o futuro com muito receio e, de modo especial, pelos corajosos construtores da paz que resistiram à violência e tentaram trabalhar para uma mudança positiva através de formas não-violentas.

Bruxelas, 29 de Agosto de 2013

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domingo, 1 de setembro de 2013

Papa Francisco convoca um dia de oração e jejum pela paz na Síria

O Papa Francisco convidou este domingo os fiéis de todas as Igrejas e religiões, as pessoas que não crêem e todos os homens e mulheres de boa vontade a praticarem o jejum e a oração no dia 7 de setembro, em favor da Síria. Visivelmente preocupado, Francisco dedicou inteiramente o seu encontro de domingo à situação deste país do médio-oriente, onde a guerra civil já matou mais de 100 mil pessoas em três anos.


Hoje, queridos irmãos e irmãs,

queria fazer-me intérprete do grito que se eleva, com crescente angústia, em todos os cantos da terra, em todos os povos, em cada coração, na única grande família que é a humanidade: o grito da paz! É um grito que diz com força: queremos um mundo de paz, queremos ser homens e mulheres de paz, queremos que nesta nossa sociedade, dilacerada por divisões e conflitos, possa irromper a paz! Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra! A paz é um dom demasiado precioso, que deve ser promovido e tutelado.

Vivo com particular sofrimento e com preocupação as várias situações de conflito que existem na nossa terra; mas, nestes dias, o meu coração ficou profundamente ferido por aquilo que está acontecendo na Síria, e fica angustiado pelos desenvolvimentos dramáticos que se preanunciam.

Dirijo um forte Apelo pela paz, um Apelo que nasce do íntimo de mim mesmo! Quanto sofrimento, quanta destruição, quanta dor causou e está causando o uso das armas naquele país atormentado, especialmente entre a população civil e indefesa! Pensemos em quantas crianças não poderão ver a luz do futuro! Condeno com uma firmeza particular o uso das armas químicas! Ainda tenho gravadas na mente e no coração as imagens terríveis dos dias passados! Existe um juízo de Deus e também um juízo da história sobre as nossas ações aos quais não se pode escapar! O uso da violência nunca conduz à paz. Guerra chama mais guerra, violência chama mais violência.

Com todas as minhas forças, peço às partes envolvidas no conflito que escutem a voz da sua consciência, que não se fechem nos próprios interesses, mas que olhem para o outro como um irmão e que assumam com coragem e decisão o caminho do encontro e da negociação, superando o confronto cego. Com a mesma força, exorto também a Comunidade Internacional a fazer todo o esforço para promover, sem mais demora, iniciativas claras a favor da paz naquela nação, baseadas no diálogo e na negociação, para o bem de toda a população síria.

Que não se poupe nenhum esforço para garantir a ajuda humanitária às vítimas deste terrível conflito, particularmente os deslocados no país e os numerosos refugiados nos países vizinhos. Que os agentes humanitários, dedicados a aliviar os sofrimentos da população, tenham garantida a possibilidade de prestar a ajuda necessária.

O que podemos fazer pela paz no mundo? Como dizia o Papa João XXIII, a todos corresponde a tarefa de estabelecer um novo sistema de relações de convivência baseados na justiça e no amor (...).

Possa uma corrente de compromisso pela paz unir todos os homens e mulheres de boa vontade! Trata-se de um forte e premente convite que dirijo a toda a Igreja Católica, mas que estendo a todos os cristãos de outras confissões, aos homens e mulheres de todas as religiões e também àqueles irmãos e irmãs que não creem: a paz é um bem que supera qualquer barreira, porque é um bem de toda a humanidade.

Repito em alta voz: não é a cultura do confronto, a cultura do conflito, aquela que constrói a convivência nos povos e entre os povos, mas sim esta: a cultura do encontro, a cultura do diálogo: este é o único caminho para a paz.

Que o grito da paz se erga alto para que chegue até o coração de cada um, e que todos abandonem as armas e se deixem guiar pelo desejo de paz.

Por isso, irmãos e irmãs, decidi convocar para toda a Igreja, no próximo dia 7 de setembro, véspera da Natividade de Maria, Rainha da Paz, um dia de jejum e de oração pela paz na Síria, no Médio Oriente, e no mundo inteiro, e convido também a unir-se a esta iniciativa, no modo que considerem mais oportuno, os irmãos cristãos não católicos, aqueles que pertencem a outras religiões e os homens de boa vontade.

No dia 7 de setembro, na Praça de São Pedro, aqui, das 19h00min até as 24h00min, nos reuniremos em oração e em espírito de penitência para invocar de Deus este grande dom para a amada nação síria e para todas as situações de conflito e de violência no mundo. A humanidade precisa ver gestos de paz e escutar palavras de esperança e de paz! Peço a todas as Igrejas particulares que, além de viver este dia de jejum, organizem algum ato litúrgico por esta intenção.

Peçamos a Maria que nos ajude a responder à violência, ao conflito e à guerra com a força do diálogo, da reconciliação e do amor. Ela é mãe: que Ela nos ajude a encontrar a paz; todos nós somos seus filhos! Ajudai-nos, Maria, a superar este momento difícil e a nos comprometer a construir, todos os dias e em todo lugar, uma autêntica cultura do encontro e da paz. Maria, Rainha da paz, rogai por nós!

Vatican.va

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