a OBSERVATÓRIO DA PAX

sábado, 30 de novembro de 2013

Declaração de Pax Christi Internacional sobre a Guerra Civil na Síria

Declaração da Pax Christi Internacional sobre a Guerra Civil na Síria
Por uma solução política, justa e negociada, para a guerra na Síria


Em resposta à violência em curso na Síria e ao grande sofrimento do povo sírio, a Pax Christi Internacional pede o acesso humanitário total no país e apela a um forte apoio internacional para as negociações de Genebra 2 com base numa estrutura que garanta justiça.


A fome não pode ser usada como uma arma

Além de 2,2 milhões de refugiados, a maioria dos quais estão no Líbano, Jordânia, Turquia e Iraque, mais de 5 milhões de sírios estão deslocados internamente. Muitos tiveram de deslocar-se várias vezes e estão com necessidade urgente de assistência humanitária. O cerco militar de áreas, como a região de Ghouta, nega aos civis dessas regiões o acesso a alimentos, água e cuidados de saúde. Nesta situação, cada vez mais terrível, as agências humanitárias devem ter acesso sem restrições às populações necessitadas.

A Pax Christi Internacional junta-se às Nações Unidas, Cruz Vermelha Internacional, organizações do Crescente Vermelho, e inúmeras organizações da sociedade civil e instituições de fé nos seus apelos a uma plena cooperação do governo sírio e de todos os atores envolvidos na guerra civil para uma abertura das fronteiras e acesso interno para os prestadores de ajuda a todos os que necessitam de assistência.

A fome nunca deve ser usada como uma arma. A Rússia e o Irão, como aliados do governo sírio, e os países árabes e ocidentais, que apoiam a oposição síria, devem usar a sua total capacidade diplomática e política para pressionar as diferentes partes na Síria a respeitar a Convenção de Genebra e para que se abstenham de usar a fome como uma arma.


Da proteção das fronteiras à proteção das pessoas

Além disso, a Pax Christi Internacional insta aos doadores internacionais para honrarem e até mesmo aumentarem os seus compromissos de ajuda externa para os países da região que hospedam milhões de refugiados sírios.

Em particular, a Pax Christi Internacional está deveras preocupada com relatórios de alguns países da União Europeia que estão a impedir a entrada ou a forçar os requerentes de asilo a regressarem aos seus países, incluindo pessoas que fugiram do conflito na Síria.

A Pax Christi Internacional está a apelar, a nível global, bem como na União Europeia, para uma mudança da proteção das fronteiras para proteção das pessoas que garanta o estatuto de refugiado aos sírios que fogem do país. Ao serem-lhes colocadas barreiras de qualquer tipo, estes sírios podem ter de fazer travessias mais perigosas e ficarem à mercê de contrabandistas. A responsabilidade de acolher os refugiados sírios não pode ser deixada apenas aos países vizinhos que não têm capacidade nem meios para isso.


Rumo a Genebra 2, embargo de armas e um cessar-fogo

A Pax Christi Internacional saúda a declaração feita por Ban Ki Moon, Secretário Geral da ONU, em 25 de Novembro de 2013, anunciando que a conferência de paz de Genebra 2 será convocada para dia 22 de janeiro de 2014.

A Pax Christi Internacional acredita que uma solução política negociada para o conflito na Síria é essencial, e insta o governo da Síria e uma delegação amplamente representativa da oposição síria a entrarem rapidamente e com boa vontade nesse processo.

A comunidade internacional, primeiramente através das Nações Unidas, deve fornecer a infraestrutura necessária, a mediação e um calendário para facilitar esse processo, mas os próprios sírios devem ser os principais atores. Os atores da sociedade civil síria comprometidos com a não-violência e as mulheres, em particular, devem ser consultados antes das negociações. A sociedade civil necessita também de ser consultada durante as negociações e deverá monitorizar a implementação dos acordos.

Um cessar-fogo e o acesso humanitário às áreas sitiadas será um primeiro item essencial na agenda de Genebra 2, se não for decretado antes do início das negociações.

A segunda conferência sobre a cooperação para a segurança e outras questões críticas na região, incluindo a criação de uma zona livre de armas de destruição em massa no Médio Oriente, segue-se a Genebra 2 e deve envolver todas as nações afetadas pelo conflito sírio.

Ao mesmo tempo, os atores externos, tais como os Estados Unidos, Rússia, Irão, Arábia Saudita, Qatar, Turquia e muitos outros países devem dar prioridade à paz nas suas próprias agendas geopolíticas; evitar alimentar uma nova escalada do conflito; deixar de fornecer armas ao governo Sírio ou a qualquer outro ator armado; apoiar organizações da sociedade civil comprometidas com a paz; e defender vigorosamente uma solução política.

A Pax Christi Internacional apoia totalmente o apelo de Ban Ki -Moon, Secretário Geral da Organização das Nações Unidas, para a implementação de um embargo de armas da ONU. Tal embargo deve cortar as linhas de abastecimento para as partes em conflito na Síria, como um passo para evitar novos crimes de guerra e evitar o esvaziamento antecipado do resultado das negociações.

O povo sírio terá que escolher o seu próprio futuro. Não cabe à comunidade internacional impor-lhe um.


Honrando a diversidade étnica e religiosa, responsabilização por crimes de guerra, construção de confiança

A Pax Christi Internacional acredita, ainda, que o caminho para a paz na Síria vai exigir a construção de um quadro político sustentável e inclusivo, que defenda os direitos e respeite a diversidade de todos os sírios, independentemente da sua origem étnica ou religiosa, ou género, e um processo justo para determinar a responsabilidade por crimes de guerra ou crimes contra a humanidade cometidos por qualquer das partes no conflito. A fim de facilitar um processo de justiça de transição pós-guerra, deve ser conduzida uma investigação preparatória dos crimes de guerra e crimes contra a humanidade pelo Tribunal Penal Internacional ou outras instituições legais apropriadas.

A comunidade internacional deve também estar preparada para cooperar com o povo sírio apoiando uma vigorosa agenda de construção da paz. Os processos de construção de confiança devem começar rapidamente, pelo menos, numa pequena escala e em larga escala a longo prazo.


Defender uma solução política e rezar pela paz na Síria

A Pax Christi Internacional apela às suas Organizações-membro e a todas as pessoas de boa vontade em todo o mundo para:

  • partilharem esta declaração com as suas próprias autoridades nacionais e embaixadores de países envolvidos no conflito sírio, instando-os a apoiarem ativamente a conferência de Genebra 2;
  • apoiarem os esforços da Caritas Internacional, do Serviço Jesuíta aos Refugiados e outras organizações humanitárias para prestarem socorro urgente ao povo sírio;

  • organizarem celebrações públicas de oração pela paz na Síria e expressar solidariedade com o povo da Síria. O próximo Dia Mundial da Paz, dia 1 de janeiro de 2014, pode ser um momento de reflexão e oração pela paz na Síria.

Bruxelas, 26 de novembro de 2013

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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Homilia do Papa Francisco na vigília de jejum e oração pela paz na Síria, no Médio Oriente e no Mundo

«Deus viu que isso era bom» (Gn 1,12.18.21.25). A narração bíblica da origem do mundo e da humanidade nos fala de Deus que olha a criação, quase a contemplando, e repete uma e outra vez: isso é bom. Isso, queridos irmãos e irmãs, nos permite entrar no coração de Deus e recebermos a sua mensagem que procede precisamente do seu íntimo.

Podemos nos perguntar: qual é o significado desta mensagem? O que diz esta mensagem para mim, para ti, para todos nós?

1. Simplesmente nos diz que o nosso mundo, no coração e na mente de Deus, é “casa de harmonia e de paz” e espaço onde todos podem encontrar o seu lugar e sentir-se “em casa”, porque é “isso é bom”. Toda a criação constitui um conjunto harmonioso, bom, mas os seres humanos em particular, criados à imagem e semelhança de Deus, formam uma única família, em que as relações estão marcadas por uma fraternidade real e não simplesmente de palavra: o outro e a outra são o irmão e a irmã que devemos amar, e a relação com Deus, que é amor, fidelidade, bondade, se reflete em todas as relações humanas e dá harmonia para toda a criação. O mundo de Deus é um mundo onde cada um se sente responsável pelo outro, pelo bem do outro. Esta noite, na reflexão, no jejum, na oração, cada um de nós, todos nós pensamos no profundo de nós mesmos: não é este o mundo que eu desejo? Não é este o mundo que todos levamos no coração? O mundo que queremos não é um mundo de harmonia e de paz, em nós mesmos, nas relações com os outros, nas famílias, nas cidades, nas e entre as nações? E a verdadeira liberdade para escolher entre os caminhos a serem percorridos neste mundo, não é precisamente aquela que está orientada pelo bem de todos e guiada pelo amor?

2. Mas perguntemo-nos agora: é este o mundo em que vivemos? A criação conserva a sua beleza que nos enche de admiração; ela continua a ser uma obra boa. Mas há também “violência, divisão, confronto, guerra”. Isto acontece quando o homem, vértice da criação, perde de vista o horizonte da bondade e da beleza, e se fecha no seu próprio egoísmo.

Quando o homem pensa só em si mesmo, nos seus próprios interesses e se coloca no centro, quando se deixa fascinar pelos ídolos do domínio e do poder, quando se coloca no lugar de Deus, então deteriora todas as relações, arruína tudo; e abre a porta à violência, à indiferença, ao conflito. É justamente isso o que nos quer explicar o trecho do Gênesis em que se narra o pecado do ser humano: o homem entra em conflito consigo mesmo, percebe que está nu e se esconde porque sente medo (Gn 3, 10); sente medo do olhar de Deus; acusa a mulher, aquela que é carne da sua carne (v. 12); quebra a harmonia com a criação, chega a levantar a mão contra o seu irmão para matá-lo. Podemos dizer que da harmonia se passa à desarmonia? Mas, podemos dizer isso: que da harmonia se passa à desarmonia? Não. Não existe a “desarmonia”: ou existe harmonia ou se cai no caos, onde há violência, desavença, confronto, medo...

É justamente nesse caos que Deus pergunta à consciência do homem: «Onde está o teu irmão Abel?». E Caim responde «Não sei. Acaso sou o guarda do meu irmão?» (Gn 4, 9). Esta pergunta também se dirige a nós, assim que também a nós fará bem perguntar:

- Acaso sou o guarda do meu irmão? Sim, tu és o guarda do teu irmão! Ser pessoa significa sermos guardas uns dos outros! Contudo, quando se quebra a harmonia, se produz uma metamorfose: o irmão que devíamos guardar e amar se transforma em adversário a combater, a suprimir. Quanta violência surge a partir deste momento, quantos conflitos, quantas guerras marcaram a nossa história! Basta ver o sofrimento de tantos irmãos e irmãs. Não se trata de algo conjuntural, mas a verdade é esta: em toda violência e em toda guerra fazemos Caim renascer. Todos nós! E ainda hoje prolongamos esta história de confronto entre os irmãos, ainda hoje levantamos a mão contra quem é nosso irmão. Ainda hoje nos deixamos guiar pelos ídolos, pelo egoísmo, pelos nossos interesses; e esta atitude se faz mais aguda: aperfeiçoamos nossas armas, nossa consciência adormeceu, tornamos mais sutis as nossas razões para nos justificar. Como fosse uma coisa normal, continuamos a semear destruição, dor, morte! A violência e a guerra trazem somente morte, falam de morte! A violência e a guerra têm a linguagem da morte!

Depois do Dilúvio, cessou a chuva, surge o arco-íris e a pomba traz um ramo de oliveira. Penso também hoje naquela oliveira que os representantes das diversas religiões plantamos em Buenos Aires, na Praça de Maio, no ano 2000, pedindo que não haja mais caos, pedindo que não haja mais guerra, pedindo paz.

3. E neste ponto, me pergunto: É possível percorrer o caminho da paz? Podemos sair desta espiral de dor e de morte? Podemos aprender de novo a caminhar e percorrer o caminho da paz? Invocando a ajuda de Deus, sob o olhar materno da Salus Populi romani, Rainha da paz, quero responder: Sim, é possível para todos! Esta noite queria que de todos os cantos da terra gritássemos: Sim, é possível para todos! E mais ainda, queria que cada um de nós, desde o menor até o maior, inclusive aqueles que estão chamados a governar as nações, respondesse: - Sim queremos! A minha fé cristã me leva a olhar para a Cruz. Como eu queria que, por um momento, todos os homens e mulheres de boa vontade olhassem para a Cruz! Na cruz podemos ver a resposta de Deus: ali à violência não se respondeu com violência, à morte não se respondeu com a linguagem da morte. No silêncio da Cruz se cala o fragor das armas e fala a linguagem da reconciliação, do perdão, do diálogo, da paz. Queria pedir ao Senhor, nesta noite, que nós cristãos e os irmãos de outras religiões, todos os homens e mulheres de boa vontade gritassem com força: a violência e a guerra nunca são o caminho da paz! Que cada um olhe dentro da própria consciência e escute a palavra que diz: sai dos teus interesses que atrofiam o teu coração, supera a indiferença para com o outro que torna o teu coração insensível, vence as tuas razões de morte e abre-te ao diálogo, à reconciliação: olha a dor do teu irmão – penso nas crianças: somente nelas... olha a dor do teu irmão, e não acrescentes mais dor, segura a tua mão, reconstrói a harmonia perdida; e isso não com o confronto, mas com o encontro! Que acabe o barulho das armas! A guerra sempre significa o fracasso da paz, é sempre uma derrota para a humanidade. Ressoem mais uma vez as palavras de Paulo VI: «Nunca mais uns contra os outros, não mais, nunca mais... Nunca mais a guerra, nunca mais a guerra! (Discurso às Nações Unidas, 4 de outubro de 1965: ASS 57 [1965], 881). «A paz se afirma somente com a paz; e a paz não separada dos deveres da justiça, mas alimentada pelo próprio sacrifício, pela clemência, pela misericórdia, pela caridade» (Mensagem para o Dia Mundial da Paz, de 1976: ASS 67 [1975], 671). Irmãos e irmãs, perdão, diálogo, reconciliação são as palavras da paz: na amada nação síria, no Oriente Médio, em todo o mundo! Rezemos, nesta noite, pela reconciliação e pela paz, e nos tornemos todos, em todos os ambientes, em homens e mulheres de reconciliação e de paz. Assim seja.

Vatican.va

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sábado, 7 de setembro de 2013

Oração pela Paz atribuída a S. Francisco de Assis



Senhor,
fazei de mim um instrumento da vossa paz:
onde houver ódio, que eu leve o amor;
onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
onde houver discórdia, que eu leve a união;
onde houver dúvida, que eu leve a fé;
onde houver erro, que eu leve a verdade;
onde houver desespero, que eu leve a esperança;
onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
onde houver trevas, que eu leve a luz.

Senhor, fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado,
compreender que ser compreendido,
amar que ser amado.

Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se ressuscita para a vida eterna!


Oração atribuída a S. Francisco de Assis

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Que a paz germine



Que a paz germine para o povo da Síria, 
profundamente ferido e dividido por um conflito que não poupa sequer os inermes, ceifando vítimas inocentes.

Que a paz germine na Terra onde nasceu o Redentor; 
que Ele dê aos Israelitas e Palestinianos a coragem de pôr termo a tantos, demasiados, anos de lutas e divisões e empreender, com decisão, o caminho das negociações.

Que a paz germine nos países do norte de África,
 em profunda transição à procura de um novo futuro, que os cidadãos construam, juntos, sociedades baseadas na justiça, no respeito da liberdade e da dignidade de cada pessoa.

Que a paz germine no vasto continente asiático. 
Jesus Menino olhe com benevolência para os numerosos povos que habitam naquelas terras e, de modo especial, para quantos creem n’Ele.

Que o Natal de Cristo favoreça o retorno da paz ao Mali e da concórdia à Nigéria, 
onde horrendos atentados terroristas continuam a ceifar vítimas, nomeadamente entre os cristãos.

Que o Redentor proporcione auxílio e conforto aos prófugos do leste da República Democrática do Congo e conceda paz ao Quénia, onde sangrentos atentados se abateram sobre a população civil e os lugares de culto.

Da Mensagem Urbi et Orbi do Papa Bento XVI . 25 de Dezembro de 2012

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Oração pela Paz



Bom Deus,
Tu tens sido o nosso refúgio de geração em geração.
Tu desejas que a Paz se irradie sobre todos os seres humanos.
Dirige com o teu espírito os esforços da humanidade para conseguir que haja Paz e Justiça entre as nações da terra e fortalece a quem governa e trabalha para as estabelecer no mundo.

Ilumina os que se reúnem com o fim de encontrar meios para estabelecer a Paz, e através da tua palavra, transforma os corações de todos os homens e mulheres do mundo, de modo a que procuremos:
A Paz e não a guerra
O Bem comum, acima do bem-estar individual
A Tua Justiça, em vez da própria glória.

Tu que nos deste a tua Paz, permite-nos partilhá-la com quem está à nossa volta para que o amor e harmonia estejam sempre presentes nas nossas vidas, para que todo o mundo seja feliz, para que possamos viver dignamente e como irmãos e para que todos se alegrem na tua presença. 

Unidos na diversidade, invocamos a tua Graça Infinita e com humildade suplicamos-te que recebas as nossa oração e nos convertas em instrumentos da tua Paz.

Ámen.

© 2006 Conselho Mundial de Igrejas

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A paz sem vencedor e sem vencidos



Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Que o tempo que nos deste seja um novo
Recomeço de esperança e de justiça
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos

A paz sem vencedor e sem vencidos

Erguei o nosso ser à transparência
Para podermos ler melhor a vida
Para entendermos vosso mandamento
Para que venha a nós o vosso reino
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos

A paz sem vencedor e sem vencidos

Fazei Senhor que a paz seja de todos
Dai-nos a paz que nasce da verdade
Dai-nos a paz que nasce da justiça
Dai-nos a paz chamada liberdade
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos

A paz sem vencedor e sem vencidos


Sophia de Mello Breyner Andresen

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Paz na Terra



P: Vou escutar o que diz Deus, o Senhor. Ele anuncia a paz:
    Paz no Médio Oriente 
T: Paz, Senhor, haja paz neste mundo dilacerado.

P: Paz em África
T: Paz, Senhor, haja paz neste mundo dilacerado.

P: Paz na Ásia e na Oceania
T: Paz, Senhor, haja paz neste mundo dilacerado.

P: Paz na América e na Europa
T: Paz, Senhor, haja paz neste mundo dilacerado.

P: Paz em toda a Terra
T: Paz, Senhor, haja paz neste mundo dilacerado.

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Senhor, Deus de Paz



Senhor, Deus de paz,
Que criaste os homens, objecto da Tua benevolência, 
para serem familiares da Tua glória, 
nós Te bendizemos e Te damos graças; 
porque nos enviaste Jesus, teu Filho amantíssimo, 
e fizeste d'Ele, no mistério da Sua Páscoa, 
o Artífice de toda a salvação, a nascente de toda a paz, 
o laço de toda a fraternidade.

Nós te damos graças pelos desejos, 
pelos esforços e pelas realizações 
que o teu Espírito de paz tem suscitado no nosso tempo, 
para substituir o ódio pelo amor, 
a desconfiança pela compreensão, 
a indiferença pela solidariedade.

Abre ainda mais os nossos espíritos e os nossos corações, 
às exigências concretas do amor de todos os nossos irmãos 
para que possamos ser sempre mais construtores de paz.

Recorda-te, Pai de misericórdia, 
de todos aqueles que pensam, 
sofrem e morrem no parto dum mundo mais fraterno.

Que para os homens de toda a raça e de toda a língua 
venha o teu reino de justiça, de paz e de amor.

E que a terra seja repleta da Tua glória!

Ámen.


Paulo VI

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Senhor, escuta a nossa voz



A ti Senhor, que criaste a natureza e a humanidade, 
em verdade e beleza, dirigimos a nossa oração:

Escuta a nossa voz, 
porque é a voz das vítimas de todas as guerras e da violência entre as pessoas e as nações.

Escuta a nossa voz, 
porque é a voz de todas as crianças que sofrem e sofrerão enquanto continuemos a pôr a nossa fé nas armas e na guerra.

Escuta a nossa voz 
quando te rogamos que infundas nos corações de todos os seres humanos a sabedoria da paz, da força da justiça e da alegria da comunidade.

Escuta as nossas vozes, 
pois falamos em nome das multidões que, em todos os países e períodos da história, não querem a guerra e estão dispostas a percorrer o caminho da paz.

Escuta as nossas vozes, 
e concede-nos inteligência e força para que respondamos sempre ao ódio com o amor, à injustiça com a dedicação total à justiça, à necessidade com o partilhar a nossa própria pessoa, à guerra com a paz.

Oh Deus, escuta as nossas vozes e concede ao mundo a tua paz duradoura.

Adaptado da Oração de João Paulo II em Hiroshima (1981)

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Oração pelos povos do Médio Oriente



Deus de infinita misericórdia e bondade, 
que a vossa voz ressoe no coração de todos os homens e mulheres, 
enquanto os convidais a seguir o caminho da reconciliação e da paz 
e a ser misericordiosos como Vós sois misericordioso.

Senhor, Vós dirigis palavras de paz ao vosso povo 
e a todos os que se convertem a Vós no seu coração (cf. Sl 85, 9).

Rezamo-vos pelos povos do Médio Oriente.

Ajudai-os a derrubar os muros da hostilidade e da divisão 
e a edificar juntos um mundo de justiça e de solidariedade.

Senhor, Vós criais novos céus e uma nova terra (cf. Is 65, 17).

A Vós confiamos os jovens destas regiões.

Nos seus corações eles aspiram a um futuro mais luminoso; 
revigorai a sua determinação em ser homens e mulheres pacificadores 
e arautos da nova esperança para os seus povos.

Pai, Vós fazeis a justiça germinar na terra (cf. Is 45, 8).

Rezamos pelos líderes civis desta região 
para que possam procurar satisfazer as justas aspirações dos seus povos 
e educar os jovens pelos caminhos da justiça e da paz.

Inspirai-os a trabalhar com generosidade pelo bem comum, 
a respeitar a dignidade inalienável de cada pessoa 
e os direitos fundamentais que encontram a sua origem na imagem e semelhança do Criador, 
impressa em todos e em cada ser humano.


João Paulo II (Quneitra, 7 de Maio 2001)

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Oração perante a guerra e a violência



Senhor, que te entregaste na cruz pela unidade do género humano, nós te oferecemos a nossa humanidade ferida pelo egoísmo, pela arrogância, pela vaidade e pela ira.

Senhor, não abandones os oprimidos que sofrem todos os tipos de violência, ira e ódio, vítimas de falsas crenças e de divergências ideológicas.

Senhor, estende até nós as tuas mãos compassivas e cuida do teu povo, para que possamos desfrutar da paz e da alegria que fazem parte da tua criação.

Senhor, faz com que todos os cristãos trabalhem juntos para que se cumpra a tua justiça, em vez da nossa.

Dá-nos coragem para ajudar os outros a levar a sua cruz, em lugar de colocar as nossas próprias sobre os seus ombros. Senhor, ensina-nos a sabedoria de tratar os nossos inimigos com amor em vez de os odiar.

Ámen.

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2009

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Oração pela paz e pela justiça



Ó Deus, que amas a justiça e estabeleces a paz na terra, trazemos perante ti a desunião do nosso mundo hoje: a violência absurda e todas as guerras que minam a coragem dos povos do mundo; o militarismo e a corrida armamentista que ameaçam a vida da terra; a ganância e a injustiça humanas que geram o ódio e o conflito.

Envia o teu Espírito e renova a face da terra; ensina-nos a ser compassivos para com toda a família humana; fortalece a vontade de todos aqueles e aquelas que lutam pela justiça e pela paz; conduz as nações pelos caminhos da paz, e dá-nos aquela paz que o mundo não pode dar.

Textes liturgiques: Louons Dieu et célébrons la vie © Masamba ma Mpolo et Mengi Kilandamoko, Zaïre, 1988

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Senhor, pedimos-te paz



Senhor, pedimos-te
Paz para aqueles que choram em silêncio;
Paz para aqueles que não podem falar;
Paz quando a esperança parece desaparecer.

No meio da ira, da violência e da decepção,
No meio de guerras e destruição da terra:
Senhor, mostra-nos a tua luz na escuridão.

Senhor, pedimos-te
Paz para aqueles que levantam a sua voz para a exigir,
Paz quando há muitas pessoas que não querem ouvir falar dela,
Paz enquanto encontramos o caminho para a justiça.


Imagine peace. Bible Meditations and Worship Resources for Advent. Conselho Mundial de Igrejas. 2008

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Pela paz e pela justiça



Irmãos e irmãs,
Rezemos para que a razão seja maior que o espírito de vingança.
Rezemos para que os homens saibam que são capazes de viver juntos.
Rezemos para que acabem as acções militares que impedem os chefes e os soldados de serem pessoas humanas e os transformam em assassinos e demolidores.
Rezemos para que Deus continue presente no meio dos homens e que a sua presença torne o homem mais humano em relação aos seus irmãos e irmãs, para lá de toda a discriminação religiosa ou nacional.

+ Michel Sabbah Agosto 2006

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Não à violência na Síria: Eleve-se forte em toda a terra o grito da paz!



7 de setembro 2013
Dia de oração e jejum pela paz na Síria,
no Médio Oriente e no mundo inteiro


«Eleve-se forte em toda a terra o grito da paz!»
(Papa Francisco, 04.09.2013)

Em oração e em espírito de penitência invoquemos de Deus o grande dom da paz para a nação síria e para todas as situações de conflito e de violência no mundo!

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sexta-feira, 6 de setembro de 2013


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