a OBSERVATÓRIO DA PAX: Dezembro 2017

domingo, 31 de dezembro de 2017

Were Jesus, Mary and Joseph refugees? Yes | James Martin, SJ

With refugees and migrants in the news, some commentators have sought to draw parallels between their plight and that of the Holy Family—Jesus, Mary and Joseph. How accurate are these comparisons? Were Jesus, Mary and Joseph what we would consider today “refugees”?

Yes.

In the second chapter of the Gospel of Matthew, we read the story of the “Flight into Egypt” in which, after the birth of Jesus and the visit from the Magi, an “angel of the Lord” comes to Joseph in a dream and warns him to leave Bethlehem for Egypt (Mt 2:12-15). Why? Because King Herod was planning to “seek out the child to destroy him.” Mary and Joseph do leave, along with Jesus, and, according to Matthew, make their way into Egypt. Afterward, King Herod slaughters all the male children in Bethlehem under two years of age. This dramatic episode is part of the Gospel reading for the “Feast of the Holy Innocents,” celebrated on Dec. 28.

So, according to the Gospel of Matthew, what is going on? A family is forced to flee their homeland for fear of persecution. This is the classic modern-day definition of a refugee. In fact, the United Nations High Commissioner for Refugees defines that group of people as follows:

A refugee is someone who has been forced to flee his or her country because of persecution, war, or violence. A refugee has a well-founded fear of persecution for reasons of race, religion, nationality, political opinion or membership in a particular social group.

The Holy Family, as Matthew recounts the story, was fleeing because of a “well-founded fear of persecution” because of their “membership in a particular social group,” in this case people with young children living in Bethlehem. I am not sure how you could get any clearer than that.

Did Joseph and Mary apply for official refugee status? Of course not. Those kinds of regulations were most likely not in effect. There may not have even been any borders at the time. (Mais ...)

America. The Jesuit Review

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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Acolher os migrantes e os refugiados: Caminho para construir a paz. Contributos para a Celebração do 51º Dia Mundial da Paz

No âmbito da celebração do 51º Dia Mundial da Paz, o Papa Francisco convida-nos a refletir sobre o tema "Migrantes e refugiados: homens e mulheres em busca de paz".

Pretendendo contribuir para a celebração deste dia dedicado à paz, um direito humano fundamental, que é dom de Deus e, ao mesmo tempo, projeto humano em realização, a Pax Christi Portugal produziu a brochura "Acolher os migrantes e os refugiados: Caminho para construir a paz. Contributos para a Celebração do 51º Dia Mundial da Paz".

Dela fazem parte uma seleção de textos para ajudar a aprofundar a mensagem do Papa Francisco, uma coletânea de orações, assim como sugestões para atividades para assinalar o dia e usar o tema durante todo o ano de 2018...

Pode descarregar a brochura em dois formatos para impressão: Livro dobrado ou A5 simples.

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terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Festa de Santo Estêvâo, primeiro mártir: Oremos pelos cristãos perseguidos e oprimidos do nosso tempo, por causa da sua fé

A 26 de dezembro celebramos a festa de Santo Estêvâo, o primeiro mártir da Igreja.
Cerca do ano 36 da nossa era, com uma morte aceite com as mesmas disposições com que Jesus aceitou a Sua, Estêvão dava o supremo testemunho do Seu amor por Ele.
Façamos deste dia um Dia de Oração pelos cristãos perseguidos e oprimidos do nosso tempo, por causa da sua fé.




ORAÇÃO

Deus de bondade,
ao longo da história da Igreja
os cristãos foram perseguidos por causa da sua fé em Jesus.
Hoje, esta perseguição ganha proporções dramáticas e difíceis de entender
num mundo onde tanto se fala de tolerância e respeito pelas diferenças.
Ser discípulo de Cristo comporta sempre a cruz e a incompreensão,
mas há alturas em que este peso é quase insuportável.
Muitas vezes, são realidades distantes de nós, cultural e fisicamente,
as notícias chegam-nos de forma filtrada
e não temos consciência das situações terríveis
por que passam tantos irmãos e irmãs na fé.
Dá-lhes, Senhor,
a graça da fortaleza e da esperança,
e a nós, a graça de um coração inquieto,
que não se deixe acomodar e procure fazer algo por eles, com urgência.


O que posso/podemos fazer?
  • Dar a conhecer, junto de amigos e conhecidos, através das redes sociais, os aspetos da perseguição aos cristãos que são silenciados pela comunicação social.
  • Organizar, nas próprias comunidades, eventos de oração e sensibilização pelos cristãos perseguidos.
  • Enviar ajuda material para instituições que trabalham com estas situações de perseguição.
(https://clicktopray.org/pt/pope_prayers)


Mais informação sobre os cristãos perseguidos e oprimidos do nosso tempo, por causa da sua fé:

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sábado, 23 de dezembro de 2017

ADVENTO 2017: 4ª SEMANA DO ADVENTO

1. Ambientação

Hoje, ser verdadeiro discípulo de Jesus significa aderir também à sua proposta de não-violência.

PAPA FRANCISCO, Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2017, n. 3


2. Reflexão

Com o desejo de sermos autênticos discípulos de Jesus […] fazemos um apelo à Igreja que amamos para:
  • Continuar a desenvolver o ensinamento social católico sobre a não-violência. […]
  • Integrar a não-violência evangélica de maneira explícita na vida, incluindo a vida sacramental, e no trabalho da Igreja através das dioceses, paróquias, organismos, escolas, universidades, seminários, ordens religiosas, associações de voluntariado e outras.
  • Promover práticas e estratégias não-violentas (p. ex. resistência não-violenta, justiça restaurativa, cura de traumas, proteção civil não armada, transformação de conflitos e estratégias de construção de paz).
  • Iniciar um diálogo global sobre não-violência no seio da Igreja, com pessoas de outras tradições religiosas e com o mundo em geral, para responder às crises monumentais do nosso tempo com a visão e as estratégias da não-violência e da Paz Justa.
  • Nunca mais usar ou ensinar a “teoria da guerra justa”; continuar a defender a abolição da guerra e das armas nucleares.
  • Elevar a voz profética da Igreja para desafiar os poderes injustos deste mundo e para apoiar e defender os ativistas não-violentos cujo trabalho pela paz e pela justiça coloca as suas vidas em risco.
Declaração “Um apelo à Igreja Católica a comprometer-se de novo com a centralidade da não-violência evangélica”


3. Gesto de Paz

COMPROMETER-SE: Acende-se a QUARTA VELA da Coroa do Advento.

Ao acendermos a quarta e última vela da Coroa do Advento, comprometamo-nos a deixar que a caridade e a não-violência nos guiem no modo como nos tratamos uns aos outros.

PROPOSTA: Ler e reflectir sobre a declaração “Um apelo à Igreja Católica a comprometer-se de novo com a centralidade da não-violência evangélica” e, depois, assiná-la individualmente, como paróquia ou como organização. E não vamos esquecer a ação que nos propusemos fazer na semana passada


4. Oração

1. Senhor, Deus da Paz e da Não-violência, escuta a nossa súplica! Tu que nos criaste e chamas a viver como irmãos, dá-nos a capacidade de nos amarmos uns aos outros, amar os inimigos, reconciliar-nos com todos, resistir à injustiça, promover um mundo novo sem guerra, sem pobreza, sem armas nucleares, sem aquecimento global, sem violência.

Todos: Escuta, Senhor, a nossa súplica e guia-nos no caminho da não-violência!


5. Bênção

1. Que o Deus forte, que se manifestou como menino e se mostrou a nós como Aquele que nos ama e por meio de quem o amor há-de triunfar, nos faça compreender que, unidos a Ele, devemos ser artífices de paz e apóstolos da não-violência.

Todos: Ámen.


In: Percorramos o caminho da não-violência… Contributos para a celebração do Advento 2017. Esta brochura está disponível online aqui.

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sábado, 16 de dezembro de 2017

ADVENTO 2017: 3ª SEMANA DO ADVENTO

1. Ambientação

A violência não é o remédio para o nosso mundo dilacerado. Responder à violência com a violência leva, na melhor das hipóteses, a migrações forçadas e a atrozes sofrimentos […]. No pior dos casos, pode levar à morte física e espiritual de muitos, se não mesmo de todos.

PAPA FRANCISCO, Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2017, n. 2


2. Reflexão

Cremos que não existe “guerra justa”. Com demasiada frequência, a “teoria da guerra justa” foi utilizada para respaldar e não para prevenir ou limitar a guerra. […]
Necessitamos de um novo quadro de referência que seja consistente com a não-violência evangélica. Um outro caminho vai-se desenvolvendo claramente no recente ensinamento social católico. O Papa João XXIII escreveu que a guerra não é um meio apropriado para restaurar direitos; o Papa Paulo VI associou paz e desenvolvimento e disse à ONU “nunca mais a guerra”; o Papa João Paulo II disse que “a guerra pertence ao passado trágico, à história”; o Papa Bento XVI disse que “amar o inimigo é o núcleo da revolução cristã”; e o Papa Francisco disse que “a verdadeira força do cristão é o vigor da verdade e do amor, que requer a renúncia a toda a violência. Fé e violência são incompatíveis”. Ele também pediu veementemente a “abolição da guerra”.
Propomos que a Igreja Católica desenvolva e considere a mudança para uma perspetiva de Paz Justa baseada na não-violência evangélica. A perspetiva da Paz Justa oferece uma visão e uma ética para construir a paz assim como para prevenir, reduzir e curar o dano causado pelo conflito violento. Esta ética inclui o compromisso com a dignidade humana e com umas relações florescentes, com critérios, virtudes e práticas específicas para guiar as nossas ações. Reconhecemos que a paz exige justiça e a justiça exige a construção da paz.

Declaração “Um apelo à Igreja Católica a comprometer-se de novo com a centralidade da não-violência evangélica”


3. Gesto de Paz

AGIR: Acende-se a TERCEIRA VELA da Coroa do Advento.

Ao acendermos a terceira vela da Coroa do Advento, digamos não à violência em todas as suas formas, no nosso agir diário.

PROPOSTA: Junte-se a dezenas de milhares de pessoas que procuram construir a paz no nosso país e em todo o mundo: participe em algumas das ações propostas e/ou proponha uma ação (um debate, uma conferência, um acto de solidariedade com vítimas de violência, etc.), a realizar na sua comunidade, na sua escola, na sua organização…


4. Oração

1. Senhor, Deus da Paz e da Não-violência, escuta a nossa súplica! Abre os nossos olhos e os nossos corações e dá-nos a coragem de dizer: “nunca mais a guerra”; “com a guerra, tudo fica destruído”! Infunde em nós a coragem de realizar gestos concretos para construir a paz.

Todos: Escuta, Senhor, a nossa súplica e guia-nos no caminho da não-violência!


5. Bênção

1. Que o Deus forte, que se manifestou como menino e se mostrou a nós como Aquele que nos ama e por meio de quem o amor há-de triunfar, nos faça compreender que, unidos a Ele, devemos ser artí-fices de paz e apóstolos da não-violência.

Todos: Ámen.


In: Percorramos o caminho da não-violência… Contributos para a celebração do Advento 2017. Esta brochura está disponível online aqui.

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sábado, 9 de dezembro de 2017

ADVENTO 2017: 2ª SEMANA DO ADVENTO

1. Ambientação

Quando impediu, aqueles que acusavam a adúltera, de a lapidar (cf. João 8,1 11) e na noite antes de morrer, quando disse a Pedro para repor a espada na bainha (cf. Mateus 26,52), Jesus traçou o caminho da não-violência que Ele percorreu até ao fim, até à cruz, tendo assim estabelecido a paz e destruído a hostilidade (cf. Efésios 2,14-16).

PAPA FRANCISCO, Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2017, n. 3


2. Reflexão

No seu tempo, carregado de violência estrutural, Jesus proclamou uma nova ordem, não-violenta, enraizada no amor incondicional de Deus. Jesus chamou os seus discípulos a amarem os seus inimigos (Mateus 5,44), que inclui respeitar a imagem de Deus em todas as pessoas; a oferecerem resistência não-violenta a quem faz mal (Mateus 5,39); a converterem-se em construtores de paz; a perdoarem e a arrependerem-se; e a serem abundantemente misericordiosos (Mateus 5-7). Jesus encarnou a não-violência ao resistir ativamente à desumanização sistémica, como quando desafiou a lei do Sabat para curar o homem com a mão paralisada (Marcos 3,1-6); quando confrontou os poderosos no Templo e o purificou (João 2,13-22); quando pacífica mas decididamente desafiou os homens que acusavam uma mulher de adultério (João 8,1-11); quando na noite antes de morrer ordenou a Pedro não usar a espada (Mateus 26,52).
Nem passiva nem débil, a não-violência de Jesus foi o poder do amor em ação. Na sua visão e obras Ele é a revelação e a encarnação do Deus Não-violento, uma verdade especialmente iluminada na Cruz e na Ressurreição. Ele chama-nos a desenvolver a virtude da construção não-violenta da paz.

Declaração “Um apelo à Igreja Católica a comprometer-se de novo com a centralidade da não-violência evangélica”


3. Gesto de Paz

INFORMAR-SE: Acende-se a SEGUNDA VELA da Coroa do Advento.

Ao acendermos a segunda vela da Coroa do Advento, assumamos o caminho não-violento de Jesus como nosso caminho.

PROPOSTA: Pesquisar informações sobre o modo como as igrejas cristãs e os movimentos e organizações a elas ligados estão a trabalhar pela paz (em Portugal e no mundo). Quais são as mais ativas na construção da Paz? Que propostas e ações estão a realizar?


4. Oração

1. Senhor, Deus da Paz e da Não-violência, escuta a nossa súplica! Tu que amas cada pessoa de maneira infinita e incondicional, dá-nos a força para seguir Jesus no seu caminho não-violento; dá-nos a capacidade de nos tornarmos instrumentos da tua paz, comprometidos em fazer acabar as guerras e em promover a cultura da não-violência.

Todos: Escuta, Senhor, a nossa súplica e guia-nos no caminho da não-violência!


5. Bênção

1. Que o Deus forte, que se manifestou como menino e se mostrou a nós como Aquele que nos ama e por meio de quem o amor há-de triunfar, nos faça compreender que, unidos a Ele, devemos ser artífices de paz e apóstolos da não-violência.

Todos: Ámen.


In: Percorramos o caminho da não-violência… Contributos para a celebração do Advento 2017. Esta brochura está disponível online aqui.

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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

STATEMENT: Pax Christi International calls upon UN Security Council members to strongly oppose the US government's decision to recognize Jerusalem as the capital of Israel

Pax Christi International is appalled by the decision of U.S. President Trump, on 6 December 2017 (1), to recognise Jerusalem as the capital of Israel as well as to start the process of moving the U.S. embassy there. We are very concerned about the devastating consequences it will have for reaching a just resolution to the long-standing Israeli-Palestinian conflict.

In line with the EU, the UN and governments around the world, we condemn this unilateral decision by the U.S. government which violates international law and is detrimental to any Israeli-Palestinian peace effort. We call upon UN Security Council members to strongly oppose this decision in the emergency meeting that is expected to take place on 8 December 2017 at the UN in New York.

We recall that in UN Resolution 181 (2), the international community, including the U.S., decided that Jerusalem should have special status, given its pluralistic and religious importance. With its latest decision, the U.S. government is departing from the foreign affairs policies of governments around the world which respect the ‘status quo’ of Jerusalem.

Pax Christi International also wants to highlight that with UN resolution 478 (3), which followed the enactment of "basic law" in the Israeli Knesset proclaiming a change in the character and status of the Holy City of Jerusalem (annexation of East-Jerusalem), all states are obliged to have their embassies in Tel Aviv.

Pax Christi International urges respect of the ‘status quo’ as any change should be the outcome of Israeli-Palestinian negotiations. A letter from the Patriarchs and Heads of Local Churches in Jerusalem to President Trump states, “We are certain that such steps will yield increased hatred, conflict, violence and suffering in Jerusalem and the Holy Land moving us farther from the goal of unity and deeper toward destructive division." (4)

We are convinced that the decision of the U.S. government is an international threat to peace and security in the Middle East region and the world. We welcome the request of eight UN Security Council Member States (5) to schedule an emergency meeting to discuss the decision. We ask the UN Security Council members to take the following action:
  • To strongly condemn the decision of the U.S. government as a violation of international law and UN resolutions and to demand the continued recognition of the present international status of Jerusalem.
  • To reaffirm the position taken by UN Security Council Resolution 2334 (6), in 2016, that it will not recognize any changes to the 4 June 1967 boundaries, including in regard to Jerusalem, other than those agreed by the parties through negotiations.
  • To confirm its determination to support the Israelis and Palestinians to reach a just and sustainable solution, guaranteeing the fundamental rights of both Israelis and Palestinians.
  • To consider, as a possible solution, the reunification of the city of Jerusalem by recognising two legal, political parts, each with its own political capital, working to ensure equal rights for all.
  • To protect and preserve the unique religious interests of the city: the three great monotheistic faiths of Christianity, Judaism and Islam.
Pax Christi International welcomes the recent statement of Pope Francis during his General Audience in Paul VI Hall on 6 December 2017 in which he called for the maintenance of the “status quo” of Jerusalem:

“Jerusalem is a unique city, sacred to Jews, Christians, and Muslims, where the Holy Places for the respective religions are venerated, and it has a special vocation to peace. I pray to the Lord that such identity be preserved and strengthened for the benefit of the Holy Land, the Middle East and the entire world, and that wisdom and prudence prevail, to avoid adding new elements of tension in a world already shaken and scarred by many cruel conflicts.” (7)

Brussels, 7 December 2017

____________

1. His statement can be found on the website of the Whitehouse: https://www.whitehouse.gov/the-press-office/2017/12/06/statement-president-trump-jerusalem

2. UN Security Council Resolution 181, 29 November 1947, A/RES/181(II), online available at: https://unispal.un.org/DPA/DPR/unispal.nsf/0/7F0AF2BD897689B785256C330061D253

3. UN Security Council Resolution 478, 20 August 1980, S/RES/478 (1980), online available at: https://unispal.un.org/DPA/DPR/unispal.nsf/0/DDE590C6FF232007852560DF0065FDDB

4. Patriarchs and Heads of Local Churches in Jerusalem, letter of 6 December to USA President Donald Trump, online available at: https://www.lpj.org/heads-local-churches-send-letter-to-president-donald-trump-regarding-status-of-jerusalem/

5. Bolivia, Britain, Egypt, France, Italy, Senegal, Sweden and Uruguay

6. UN Security Council Resolution 2334, 23 December 2016, S/RES/2334 (2016), online available at: http://www.un.org/webcast/pdfs/SRES2334-2016.pdf

7. Zenit, ‘Jerusalem: Pope Urges Status Quo’, 6 December 2017, online available at: https://zenit.org/articles/jerusalem-pope-urges-status-quo

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sábado, 2 de dezembro de 2017

ADVENTO 2017: 1ª SEMANA DO ADVENTO

1. Ambientação

Por vezes, entende-se a não-violência como rendição, negligência e passividade, mas, na realidade, não é isso. […] A não-violência, praticada com decisão e coerência, produziu resultados impressionantes.

PAPA FRANCISCO, Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2017, n. 4


2. Reflexão

Vivemos numa época de extenso sofrimento, trauma generalizado e medo relacionados com a militarização, a injustiça económica, as alterações climáticas e milhares de outras formas específicas de violência. Neste contexto de violência normalizada e sistémica, aqueles de entre nós que vivem na tradição cristã, estamos chamados a reconhecer a centralidade da não-violência ativa na visão e na mensagem de Jesus; na vida e na praxis da Igreja Católica; e na nossa vocação de longo prazo de curar e reconciliar tanto as pessoas como o planeta.
Alegramo-nos com as ricas experiências concretas de pessoas comprometidas no trabalho pela paz em todo o mundo […]. Essas experiências iluminam a criatividade e o poder das práticas não-violentas em muitas e diversas situações de conflito violento potencial ou real. De facto, investigações académicas recentes demonstraram que as estratégias de resistência não-violenta são duas vezes mais eficazes que as estratégias violentas.
Chegou o momento de a nossa Igreja ser um testemunho vivo e de investir muitos mais recursos humanos e financeiros na promoção de uma espiritualidade e prática da não-violência ativa, e na formação e capacitação das nossas comunidades católicas em práticas não-violentas eficazes. Em tudo isto, Jesus é a nossa inspiração e o nosso modelo.

Declaração “Um apelo à Igreja Católica a comprometer-se de novo com a centralidade da não-violência evangélica”


3. Gesto de Paz

ORAR: Acende-se a PRIMEIRA VELA da Coroa do Advento.

Ao acendermos a primeira vela da Coroa do Advento, rezemos pela paz no mundo.

PROPOSTA: Passar a vela acesa entre as pessoas presentes. A pessoa que segura a vela reza em voz alta por uma área do nosso mundo que hoje precisa de paz. No fim todos respondem com a petição: «Senhor Deus de Paz, escuta a nossa súplica!»


4. Oração

1. Senhor, Deus da Paz e da Não-violência, escuta a nossa súplica! Pedimos-te perdão pelas vezes em que não soubemos reconhecer a tua bênção de amor e de paz e escolhemos a violência em lugar da não-violência. Abre os nossos olhos e os nossos corações e dá-nos a imaginação para superar todas as formas de violência com a não-violência criativa.

Todos: Escuta, Senhor, a nossa súplica e guia-nos no caminho da não-violência!


5. Bênção

1. Que o Deus forte, que se manifestou como menino e se mostrou a nós como Aquele que nos ama e por meio de quem o amor há-de triunfar, nos faça compreender que, unidos a Ele, devemos ser artífices de paz e apóstolos da não-violência.

Todos: Ámen.


In: Percorramos o caminho da não-violência… Contributos para a celebração do Advento 2017. Esta brochura está disponível online aqui.

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