a OBSERVATÓRIO DA PAX: Abril 2017

domingo, 23 de abril de 2017

Cristãos e budistas: percorramos juntos o caminho da não-violência

«Cristãos e budistas: percorramos juntos o caminho da não-violência», eis o título da mensagem que o Pontifício conselho para o diálogo inter-religioso enviou aos budistas por ocasião da festa anual do Vesakh, durante a qual se comemoram os principais acontecimentos da vida de Buda. A festa do Vesakh/Hanamatsuri de 2017 celebra-se em datas diferentes, segundo as várias tradições; este ano será comemorada nos países da Ásia oriental no dia 3 de maio e na maioria das nações de cultura budista a 10 de maio. A seguir publicamos a tradução da citada mensagem.


Cristãos e budistas: percorramos juntos o caminho da não-violência

Prezados amigos budistas!

Em nome do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-Religioso, transmitimos-vos as nossas mais amáveis saudações, bons votos e orações por ocasião do Vesakh. Que esta festa infunda alegria e paz em todos vós, nas vossas famílias, comunidades e nações.

Este ano queremos refletir convosco sobre a urgente necessidade de promover uma cultura de paz e de não-violência. A religião está na primeira página no nosso mundo, embora às vezes de maneiras opostas. Enquanto muitos crentes se comprometem a fomentar a paz, outros exploram a religião para justificar os seus gestos de violência e ódio. Vemos que às vítimas da violência oferecem cura e reconciliação, mas também tentativas de apagar qualquer vestígio e memória do «outro». Abre-se o caminho para a cooperação religiosa global, mas também se assiste à politização da religião; há uma consciência da pobreza endémica e da fome no mundo, e no entanto continua a deplorável corrida aos armamentos. Esta situação exige um apelo à não-violência, uma rejeição da violência em todas as suas formas.

Jesus Cristo e Buda promoveram a nãoviolência e foram construtores de paz. Como escreve o Papa Francisco: «O próprio Jesus viveu em tempos de violência. Ensinou que o verdadeiro campo de batalha, onde se defrontam a violência e a paz, é o coração humano: “Porque é do interior do coração dos homens que saem os maus pensamentos” (Mc 7,21)» (Mensagem para o Dia mundial da paz de 2017 «Não-violência: estilo de uma política para a paz», n. 3). O Pontífice ressalta também que «Jesus traçou o caminho da não-violência que Ele percorreu até ao fim, até à cruz, através da qual estabeleceu a paz e destruiu a inimizade (cf. Ef 2,14-16)» (ibidem). Por conseguinte, «hoje, ser verdadeiro discípulo de Jesus, significa aderir também à sua proposta de não-violência » (ibidem).

Caros amigos, o vosso fundador Buda anunciou inclusive uma mensagem de nãoviolência e paz, encorajando todos a «conquistar aquele que está irado sem se irar, o malvado com a bondade, o miserável com a generosidade, o mentiroso com a verdade» (Dhammapada, n. XVII, 3). Ele ensinou também que «a vitória gera inimizade, deixando os vencidos no sofrimento. Os pacíficos vivem em paz, transtornando tanto a vitória como a derrota» (ibid., XV, 5). Por isso, ele observou que a conquista de si mesmo vale mais do que a conquista do outro: «Não obstante possamos conquistar mil vezes mil homens em batalha, o vencedor mais nobre é, em última análise, aquele que se conquista a si mesmo» (ibid., VIII, 4).

Não obstante estes nobres ensinamentos, muitas das nossas sociedades devem fazer as contas com o impacto das feridas passadas e presentes, causadas pela violência e pelos conflitos. Isto inclui a violência doméstica, assim como a violência financeira, social, cultural, psicológica e contra o meio ambiente, que é a nossa casa comum. É triste que a violência gere outros males sociais; por isso, «a escolha da não-violência como estilo de vida torna-se cada vez mais uma exigência de responsabilidade a todos os níveis» (Discurso do Santo Padre Francisco por ocasião da apresentação das Cartas Credenciais de alguns embaixadores, 15 de dezembro de 2016).

Embora reconheçamos a unicidade das nossas duas religiões, em relação às quais permanecemos comprometidos, contudo concordamos que a violência brota do coração do homem, e que os males da pessoa causam males estruturais. Por isso, somos chamados a um empreendimento comum: estudar as causas da violência; ensinar os nossos respetivos seguidores a combater o mal nos seus corações; libertar do mal tanto as vítimas como aqueles que praticam a violência; formar os corações e as mentes de todos, especialmente das crianças; amar e viver em paz com todos e com o meio ambiente; ensinar que não existe paz sem justiça, nem verdadeira justiça sem perdão; convidar todos a colaborar para a prevenção dos conflitos na reconstrução das sociedades fragmentadas; encorajar os meios de comunicação social a evitar e combater discursos de ódio e relatórios de parte e provocatórios; fomentar as reformas no campo da educação, para prevenir a deturpação e a má interpretação da história e dos textos das Escrituras; e por fim rezar pela paz no mundo, percorrendo juntos o caminho da não-violência.

Estimados amigos, podemos dedicar-nos ativamente à promoção no seio das nossas famílias, assim como nas instituições sociais, políticas, civis e religiosas, um novo estilo de vida em que se rejeite a violência e se respeite a pessoa humana. É com este espírito que vos reiteramos os nossos votos de uma pacífica e alegre festa do Vesakh!

Cardeal Jean-Louis Tauran
Presidente

D. Miguel Ángel Ayuso Guixot, MCCJ
Secretário

L'Osservatore Romano

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quarta-feira, 12 de abril de 2017

Pax Christi International statement on the situation in Syria


Endless war crimes and enormous human suffering:
the people of Syria are in need of justice and peaceful support

Syria’s war has created the worst humanitarian crisis of our time. Six years have passed since violent repression by the Assad regime turned what began as a peaceful uprising for freedom and dignity into a brutal war. The consequences are unspeakable: half the country’s pre-war population — more than 11 million people — have been killed or forced to flee (1).

Pax Christi International is appalled by the continuation of war crimes and crimes against humanity. Our movement unequivocally condemns the chemical gas attack that killed 72 people, including 20 children (2), in Khan Sheikhoun. Many of our member organisations have also expressed their concerns (3). Despite Syria’s ratification of the Chemical Weapons Convention (CWC), the supposed destruction of Syria’s chemical stockpile by the Organisation for the Prohibition of Chemical Weapons (OPCW), and UN Security Council resolutions, these despicable weapons obviously remain available in Syria – possibly to different sides – and have once again caused enormous suffering.

We fully support the ongoing investigation of the OPCW into the use of chemical weapons in Syria. The OPCW is investigating the incident under the continued mandate of the Fact-Finding Mission (FFM) and has initiated contact with the Syrian authorities (4). The OPCW should have full access to attack sites and report to the UN Security Council as soon as possible. The international community should collect evidence and build criminal cases for perpetrators, including individuals, to be held criminally accountable so that justice be brought to victims. In this regard individual countries should step up their concrete support for the recently established international, impartial and independent UN mechanism for accountability in Syria.

Rather than holding perpetrators of atrocities to account or contributing to a just solution in Syria, other nations have intensified the violence in pursuit of their own interests. We hear the frustration and can imagine the heartbreak of the people of Syria. However, we deeply believe that more military action, including the U.S. missile strikes on Syrian government airfields, will not lead to a just resolution of the war and could lead to the further escalation of violence, exacerbating the suffering of Syrians. Moreover, the U.S. attack lacked a UN Security Council mandate and further contributes to the erosion of international law taking place over the past years. It is a responsibility of all members of the Council to address this problem.

We urge the international community to work with Syrian civil society, with all nations committed to a just peace in Syria, with respected faith and civil society leaders from around the world, and others to implement strategic nonviolent actions, including lifting sieges and securing humanitarian access throughout Syria; deploying independent UN monitors to re-establish a national cease-fire; supporting local peacebuilding programs in Syria; ending weapons sales and arms trafficking in the region; and urgently renewing a multinational commitment to make progress in the Geneva peace talks, which should lead to a credible political transition, as agreed upon last week at the Brussels Conference on “Supporting the Future of Syria and the Region” (5).

In this regard we support the position by the EU and other countries to make reconstruction support conditional on meaningful progress towards a political transition. Individual countries should develop concrete benchmarks to assess such progress. This is also in line with the UN Secretary General who urged ‘to avoid any escalation of the situation in Syria and that these events underscored his belief that there is no way to solve the conflict other than through a political solution' (6). Intense negotiations to stop abuse of the veto in the UN Security Council are also essential if UN member states are ever going to act together effectively to protect civilians, stop war crimes, end impunity and work with Syrians to implement a viable political strategy.

Pax Christi International strongly affirms Pope Francis’s message of last year in which he stated that 'peace in Syria is possible, but that the only way to achieve it is through a political solution’ (7). We believe that a fully inclusive and nonviolent political process is the only way to end this brutal conflict. All support for ongoing military action and transfers of weapons or ammunition that are prolonging the war should immediately be stopped by the parties involved. Massive humanitarian assistance for the victims of violence and displaced communities is needed, as well as international investment in local and national peacebuilding strategies.

Next to our political work in support of the people of Syria, we call upon our members, partners and those who want to join us in a day of fasting in the coming days in support of Syria and in the light of Easter hope (8).

~ Brussels, 11 April 2017

Click here for a PDF version of this statement.

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1. Mercy Corps, ‘Quick facts: What you need to know about the Syria crisis’, 9 March 2017, online available at: https://www.mercycorps.org/articles/iraq-jordan-lebanon-syria-turkey/quick-facts-what-you-need-know-about-syria-crisis.

2. Syrian Observatory for Human Rights, ‘Warplanes re-bomb Khan Shaykhun and the death toll of Black Tuesday massacre rise to 72 more than half of them are women and children’, April 5th 2017, online available at: http://www.syriahr.com/en/?p=64136.

3. Dutch member organisation PAX calls on the UN Security Council to take action after chemical attack’, April 4th 2017, online available at: http://www.paxchristi.net/news/syria-pax-calls-unsc-take-action-after-chemical-attack/6622#sthash.MlJy9zxy.dpbs. Pax Christi Australia has also issued a statement condemning the violence on April 8th 2017, online available at: http://www.cathnews.com/media-releases/721-170408-pax-christi-church-groups-condemn-us-retaliatory-air-strikes-on-syria/file as well as Pax Christi Italy on April 6th: http://www.paxchristi.it/?p=12803 and Pax Christi USA on April 10th: https://paxchristiusa.org/2017/04/09/statement-bombing-syria-will-not-create-peace/.

4. Organisation for the Prohibition of Chemical Weapons (OPCW), ‘Media Brief: Reported Use of Chemical Weapons, Southern Idlib, Syria’, 4 April 2017, online available at: https://www.opcw.org/news/article/media-brief-reported-use-of-chemical-weapons-southern-idlib-syria-4-april-2017/.

5. EU External Action Service, ‘Brussels Conference on “Supporting the Future of Syria and the Region” agrees holistic approach to the crisis and 5.6 billion euros in pledges for 2017’, April 5th 2017, online available at: https://eeas.europa.eu/headquarters/headquarters-homepage/24256/brussels-conference-supporting-future-syria-and-region-agrees-holistic-approach-crisis-and-56_en.

6. UN News Centre, ‘Syria: As US responds militarily to chemical attack, UN urges restraint to avoid escalation’, April 7th 2017, online available at: http://www.un.org/apps/news/story.asp?NewsID=56524#.WOtxsWdcKM9.

7. Crux, ‘Pope Francis says there’s no military solution in Syria’, July 5th 2017, online available at: https://cruxnow.com/vatican/2016/07/05/pope-francis-says-theres-no-military-solution-syria/.

8. Pax Christi International is supporting an initiative taken by Pax Christi Italy and Caritas Italy who are calling for a day of fast on Wednesday April 12th. Further information can be found on this website of Pax Christi Italy: http://www.paxchristi.it/?p=12803.

Pax Christi International

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terça-feira, 11 de abril de 2017

Why Pope Francis’ World Day of Peace message is such a breakthrough | Catholic Nonviolence Initiative

The following essay was written by Dr. Terrence Rynne, who was one of the attendees of the April 2016 Nonviolence & Just Peace conference in Rome.


That Pope Francis consciously chose “nonviolence” as the theme of his message to the world on New Year ’s Day 2017, is in itself a powerful fact. The pope unabashedly pointed out that “nonviolence” is what Jesus taught and modeled and said, “To be true followers of Jesus today also includes embracing his teaching about nonviolence.” The pope is signaling a true return to the sources for the Catholic Church: Sacred Scripture and the traditions of the early Church. Just as the return to the sources (ressourcement) by theologians such as Henri de Lubac, Yves Congar and Karl Rahner fueled the renaissance of Catholic theology and the magnificent documents of the Second Vatican Council so also today the pope is returning in a fresh way to the sources.

First, he is reading the Gospels attentively and finds his inspiration there. He says for example: “Jesus himself lived in violent times…But Christ’s message in this regard offers a radically positive approach. He unfailingly preached God’s unconditional love, which welcomes and forgives. He taught his disciples to love their enemies and to turn the other cheek. When he stopped her accusers from stoning the woman caught in adultery and when, on the night before he died, he told Peter to put away his sword, Jesus marked out the path of nonviolence. He walked that path to the very end, to the cross.” Pope Francis is not using natural law theory as the basis of the Church’s teaching on war and violence, he is going straight to the Gospels.

Second, he reflects on the lived tradition of the early Church and how they confronted persecution with courageous nonviolence and how they stunned the world, prompting massive conversions to Christianity.

The third source of inspiration for Pope Francis is the living witness of believing, nonviolent Christians across the world. He says: “Nor can we forget the eventful decade that ended with the fall of Communist regimes in Europe. The Christian communities made their own contribution by their insistent prayer and courageous action. Particularly influential were the ministry and teaching of Saint John Paul II. Reflecting on the events of 1989 in his 1991 encyclical Centesimus Annus, my predecessor highlighted the fact that momentous change in the lives of people, nations and states had come about ‘by means of peaceful protest, using only the weapons of truth and justice.’” (Mais ...)

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Papa Francisco: O mal não se vence com o mal

«Não respondamos ao mal com o mal, mas perdoemos sem vingança», foi o convite que o Papa Francisco dirigiu aos fiéis que participaram na audiência geral de quarta-feira, 5 de abril, na praça de São Pedro.


Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

A Primeira Carta do apóstolo Pedro tem em si uma carga extraordinária! É preciso lê-la uma, duas, três vezes para compreender esta carga extraordinária: ela consegue infundir grande consolação e paz, fazendo entender como o Senhor está sempre ao nosso lado e nunca nos abandona, sobretudo nos momentos mais delicados e difíceis da nossa vida. Mas qual é o «segredo» desta Carta, e de modo particular do trecho que acabámos de ouvir (cf. 1 Pd 3, 8-17)? Esta é uma pergunta. Sei que hoje abrireis o Novo Testamento, procurareis a primeira Carta de Pedro, lereis devagarinho, para entender o segredo e a força desta Carta. Qual é o segredo desta Carta?

O segredo consiste no facto que este escrito afunda as suas raízes diretamente na Páscoa, no coração do mistério que estamos para celebrar, fazendo com que compreendamos toda a luz e a alegria que brotam da morte e ressurreição de Cristo, que ressuscitou verdadeiramente, e esta é uma linda saudação para fazermos no dia da Páscoa: «Cristo ressuscitou! Cristo ressuscitou!», como muitos povos fazem. Recordar-nos de que Cristo ressuscitou, está vivo entre nós e habita em cada um de nós. É por isso que São Pedro nos convida com vigor a adorá-lo nos nossos corações (cf. v. 16). O Senhor começou a habitar ali no momento do nosso Batismo, e dali continua a renovar a nós e à nossa vida, enchendo-nos com o seu amor e a plenitude do seu Espírito. Eis então porque o Apóstolo nos recomenda a dizer a razão da esperança que está em nós (cf. v. 16): a nossa esperança não é um conceito, nem um sentimento, não é um telemóvel, nem uma porção de riquezas! A nossa esperança é uma Pessoa, é o Senhor Jesus que reconhecemos vivo e presente em nós e nos nossos irmãos, porque Cristo ressuscitou. Os povos eslavos quando se cumprimentam, em vez de dizer «bom dia», «boa noite», nos dias de Páscoa saúdam-se com a expressão «Cristo ressuscitou!», «Christos voskrese!» dizem entre si; e sentem-se felizes por isso! Este é o «bom dia» e a «boa noite» que se desejam: «Cristo ressuscitou!».

Compreendemos então que desta esperança não se deve dizer só a razão teórica, com palavras, mas sobretudo com o testemunho da vida, e isto deve acontecer quer no âmbito da comunidade cristã, quer fora dela. Se Cristo está vivo e habita em nós, no nosso coração, então devemos também deixar que se torne visível, sem escondê-lo, e que aja em nós. Isto significa que o Senhor Jesus deve tornar-se cada vez mais o nosso modelo: modelo de vida e que devemos aprender a comportar-nos como Ele se comportou. Fazer o que fez Jesus. Portanto, a esperança que habita em nós não pode permanecer escondida dentro de nós, no nosso coração: seria uma esperança débil, que não tem a coragem de sair e se mostrar: mas a nossa esperança, como se lê no Salmo 33 citado por Pedro, deve necessariamente desabrochar e sair, tomando a forma bonita e inconfundível da doçura, do respeito e da benevolência pelo próximo, chegando até a perdoar quem nos faz mal. Uma pessoa que não tem esperança não consegue perdoar, não consegue dar a consolação do perdão nem obter a consolação de perdoar. Sim, porque assim fez Jesus, e assim continua a fazer através de quantos lhes oferecem espaço no próprio coração e na vida, na consciência de que o mal não se vence com o mal, mas com a humildade, a misericórdia e a mansidão. Os mafiosos pensam que o mal pode ser derrotado com o mal, e assim praticam a vingança e muitas outras coisas que todos sabemos. Mas não sabem o que é a humildade, a misericórdia e a mansidão. E por quê? Porque os mafiosos não têm esperança. Pensai nisto.

Eis por que São Pedro afirma que «é melhor sofrer praticando o bem do que fazendo o mal» (v. 17): não significa que é bom sofrer, mas que quando sofremos pelo bem, estamos em comunhão com o Senhor, o qual aceitou sofrer e ser crucificado pela nossa salvação.

Quando também nós, nas situações mais simples e nas mais importantes da nossa vida, aceitamos sofrer pelo bem, é como se espalhássemos ao nosso redor as sementes da ressurreição, sementes de vida e fizéssemos resplandecer na escuridão a luz da Páscoa. É por isso que o Apóstolo nos exorta a responder sempre «desejando o bem» (v. 9): a bênção não é uma formalidade, não é só um sinal de cortesia, mas um grande dom que nós primeiro recebemos e depois temos a possibilidade de partilhar com os irmãos. É o anúncio do amor de Deus, um amor sem medida, que não se esgota, que nunca falta e que constitui o fundamento verdadeiro da nossa esperança.

Queridos amigos, compreendamos também porque o Apóstolo Pedro nos chama «bem-aventurados», se devêssemos sofrer pela justiça (cf. v. 13). Não é só por uma razão moral nem ascética, mas porque cada vez que desempenhamos a parte dos últimos e dos marginalizados ou não respondemos ao mal com o mal, mas perdoando, sem vingança, perdoando e abençoando, sempre que fazemos isto resplandecemos como sinais vivos e luminosos de esperança, tornando-nos assim instrumentos de consolação e de paz, segundo o coração de Deus. E assim vamos em frente com a doçura, a mansidão, com o ser amável e praticando o bem também àqueles que não nos querem bem ou nos fazem mal. Em frente!

Vatican.va

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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Pax Christi International’s panel discussion on ‘Nonviolence: a Style of Politics for Peace’ to take place on the 21st of April in Brussels

The European Union (EU) and its member organisations have moral and legal obligations to use all possible nonviolent solutions - such as external action instruments in support of the prevention of violent conflict and peace building, diplomacy and mediation - to prevent violent conflicts around the world.

Despite the challenges that the EU and its member states are facing, such as migration, terrorism and geopolitical risks, they should continue to focus their policies on the prevention and peaceful resolution of conflicts instead of shifting to defence, as nonviolent responses to conflict are more effective in tackling the root causes of conflicts and reaching sustainable peace. Moreover, partnerships with civil society organisations and international organisations, such as the UN, should be strengthened.

In his message for the World Day of Peace on 1 January 2017, Pope Francis called for a renewed culture of nonviolence to inform global politics today, saying military responses to conflicts only breed more violence. In this regard, the EU, along with its member states, has an important role to play, having employed and supported financially a wide array of external assistance instruments for the prevention of violent conflict and peacebuilding.

However, the EU has increasingly taken more initiatives in the area of defence and various member states have increased their defence spending , despite the recognition in the EU Global Strategy that preventing conflicts is more efficient and effective than engaging with crises after they break out.

Panel discussion, 21 April

At our 21 April event taking place in the afternoon we will focus on the potential of nonviolent strategies and tools, especially as part of EU policies responding to conflicts in the world. Participants will gain greater understanding about nonviolent approaches to conflict and their effectiveness. In addition, the panel will discuss how EU policies can support nonviolent strategies for prevention of violent conflict and protection of vulnerable communities. This event follows an event held on 2 March at the UN in New York.

Speakers panel discussion

The panel of speakers includes:

  • Ms. Marie Dennis, Co-President, Pax Christi International
  • Sr. Teresia Wamuyu Wachira, lecturer in Peace and Conflict Studies at St. Paul’s University, Nairobi, and board member of Pax Christi International
  • Ms. Canan Gündüz, Mediation Advisor at the EU External Action Service (EEAS)
  • Prof. Dr. Joachim Koops, Dean of Vesalius College, Free University of Brussels (VUB) and Director of the Global Governance Institute (GGI)

Moderator: Ms. Pat Gaffney, Coordinator of Pax Christi UK

Pax Christi International

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