a OBSERVATÓRIO DA PAX: Junho 2014

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Prémio da Paz 2014 da Pax Christi Internacional

O Prémio da Paz 2014 da Pax Christi Internacional foi atribuído ao Serviço Jesuíta aosRefugiados da Síria (SJR Síria) pela sua impressionante dedicação em oferecer ajuda de emergência aos sírios desde que a guerra começou em 20112. Estabelecido em 1988, o prémio é financiado pelo Fundo para a Paz Cardeal Bernardus Alfrink e honra indivíduos e organizações contemporâneos que tomam uma posição a favor da paz, da justiça e da não violência em diferentes partes do mundo.

O SJR Síria pertence a uma organização católica internacional com a missão de acompanhar, servir e defender refugiados e outras pessoas deslocadas à força. Os programas do SJR estão presentes em mais de 50 países, prestando assistência aos refugiados em campos e cidades, a pessoas deslocadas dentro dos seus próprios países, aos requerentes de asilo em cidades e aos que se encontram mantidos em centros de detenção. (Mais ...)



Pax Christi International

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domingo, 8 de junho de 2014

8 de junho: «Invocação pela paz» na Terra Santa - Oração pela paz do Presidente da Palestina, Mahmoud Abbas



Em nome de Deus, supremamente Clemente, supremamente misericordioso,

Sua Santidade Papa Francisco
Sua Excelência Presidente Shimon Peres
Beatitudes, Senhores Xeques e Rabinos
Senhoras e Senhores,

É realmente uma grande honra para nós encontrar-nos novamente com Sua Santidade o Papa Francisco, para cumprir seu convite gentil de desfrutar de sua presença espiritual e nobre, e ouvir o seu pensamento e sabedoria cristalina, que emanam de um coração saudável, de uma consciência vibrante, como também de um elevado sentido ético e religioso. Agradeço a Sua Santidade do profundo do meu coração por ter promovido este importante encontro aqui no Vaticano. Ao mesmo tempo, apreciamos muito a sua visita à Terra Santa Palestina, sobretudo em nossa cidade santa Jerusalém e em Belém, cidade do amor e da paz, local do nascimento de Jesus Cristo. A visita é uma expressão sincera de sua fé na paz e uma tentativa crível para alcançar a paz entre palestinianos e israelitas.

Ó Deus, nós te louvamos sempre por ter feito de Jerusalém a nossa porta para o céu. Como diz o Alcorão Sagrado, "Glória a Ele que fez com que Seu servo viajasse de noite do lugar sagrado da adoração ao mais alto lugar de adoração, cujas redondezas nós abençoamos". Tu tornaste a peregrinação e a oração neste lugar os melhores atos que os fiéis podem cumprir em sua honra, e expressaste a tua promessa fiel com as palavras: "Entre no Masjid como fizeram pela primeira vez". O Deus Omnipotente disse a verdade.

Ó, Deus do Céu e da Terra, acolhe a minha oração para a realização da verdade, da paz e da justiça em minha pátria, a Palestina, na região, e no mundo inteiro. (Mais ...)

News.va

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8 de junho: «Invocação pela paz» na Terra Santa - Oração pela paz do Presidente de Israel, Shimon Peres



Sua Santidade Papa Francisco

Sua Excelência Presidente Mahmoud Abbas

Vim da Cidade Santa de Jerusalém para agradecer-lhes por este vosso convite excepcional. A Cidade Santa de Jerusalém é o coração pulsante do povo judaico. Em hebraico, a nossa língua antiga, a palavra Jerusalém e a palavra “paz” têm a mesma raiz. E, de fato, paz é a visão própria de Jerusalém. Como se lê no Livro dos Salmos (122, 6-9): “Pedi a paz para Jerusalém. Que tuas tendas repousem. Haja paz em teus muros E repouso em teus palácios. Por meus irmãos e meus amigos Eu desejo: “A paz esteja contigo”. Pela casa do Senhor nosso Deus, eu peço: “Felicidade para ti!””.

Durante a Sua histórica visita à Terra Santa, Sua Santidade nos tocou com o calor do Seu coração, a sinceridade de Suas intenções, a Sua modéstia, a Sua gentileza. Sua Santidade tocou os corações das pessoas– independentemente de sua fé e nacionalidade. Sua Santidade se apresentou como um construtor de pontes de fraternidade e de paz. Nós todos precisamos da inspiração que acompanha o seu caráter e o seu caminho.Obrigado. Dois povos – os israelitas e os palestinianos – ainda desejam ardentemente a paz. As lágrimas das mães sobre seus filhos ainda estão marcadas em nossos corações. Nós devemos pôr fim aos gritos, à violência, ao conflito. Nós todos necessitamos de paz. Paz entre iguais. (Mais ...)

News.va

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8 de junho: «Invocação pela paz» na Terra Santa



Senhor Deus de Paz, escutai a nossa súplica! 

Tentámos tantas vezes e durante tantos anos resolver os nossos conflitos com as nossas forças e também com as nossas armas; tantos momentos de hostilidade e escuridão; tanto sangue derramado; tantas vidas despedaçadas; tantas esperanças sepultadas... Mas os nossos esforços foram em vão. 

Agora, Senhor, ajudai-nos Vós! Dai-nos Vós a paz, ensinai-nos Vós a paz, guiai-nos Vós para a paz. Abri os nossos olhos e os nossos corações e dai-nos a coragem de dizer: «nunca mais a guerra»; «com a guerra, tudo fica destruído»! Infundi em nós a coragem de realizar gestos concretos para construir a paz. 

Senhor, Deus de Abraão e dos Profetas, Deus Amor que nos criastes e chamais a viver como irmãos, dai-nos a força para sermos cada dia artesãos da paz; dai-nos a capacidade de olhar com benevolência todos os irmãos que encontramos no nosso caminho. Tornai-nos disponíveis para ouvir o grito dos nossos cidadãos que nos pedem para transformar as nossas armas em instrumentos de paz, os nossos medos em confiança e as nossas tensões em perdão. 

Mantende acesa em nós a chama da esperança para efectuar, com paciente perseverança, opções de diálogo e reconciliação, para que vença finalmente a paz. E que do coração de todo o homem sejam banidas estas palavras: divisão, ódio, guerra! Senhor, desarmai a língua e as mãos, renovai os corações e as mentes, para que a palavra que nos faz encontrar seja sempre «irmão», e o estilo da nossa vida se torne: shalom, paz, salam! 

Amen.


Papa Francisco. 2014.06.08 
 

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8 de junho: «Invocação pela paz» na Terra Santa - Alocução do Papa Francisco



Senhores Presidentes,

Com grande alegria vos saúdo e desejo oferecer, a vós e às ilustres Delegações que vos acompanham, a mesma recepção calorosa que me reservastes na minha peregrinação há pouco concluída à Terra Santa.

Agradeço-vos do fundo do coração por terdes aceite o meu convite para vir aqui a fim de, juntos, implorarmos de Deus o dom da paz. Espero que este encontro seja o início de um caminho novo à procura do que une para superar aquilo que divide.

E agradeço a Vossa Santidade, venerado Irmão Bartolomeu, por estar aqui comigo a acolher estes hóspedes ilustres. A sua participação é um grande dom, um apoio precioso, e é testemunho do caminho que estamos a fazer, como cristãos, rumo à plena unidade.

A vossa presença, Senhores Presidentes, é um grande sinal de fraternidade, que realizais como filhos de Abraão, e expressão concreta de confiança em Deus, Senhor da história, que hoje nos contempla como irmãos um do outro e deseja conduzir-nos pelos seus caminhos.

Este nosso encontro de imploração da paz para a Terra Santa, o Médio Oriente e o mundo inteiro é acompanhado pela oração de muitíssimas pessoas, pertencentes a diferentes culturas, pátrias, línguas e religiões: pessoas que rezaram por este encontro e agora estão unidas connosco na mesma imploração. É um encontro que responde ao ardente desejo de quantos anelam pela paz e sonham um mundo onde os homens e as mulheres possam viver como irmãos e não como adversários ou como inimigos. (Mais ...)

Vaticano
 

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8 de junho: «Invocação pela paz» na Terra Santa



Senhor,
fazei de mim um instrumento da vossa paz:
onde houver ódio, que eu leve o amor;
onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
onde houver discórdia, que eu leve a união;
onde houver dúvida, que eu leve a fé;
onde houver erro, que eu leve a verdade;
onde houver desespero, que eu leve a esperança;
onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
onde houver trevas, que eu leve a luz.

Senhor, fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado,
compreender que ser compreendido,
amar que ser amado.

Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se ressuscita para a vida eterna!


Oração atribuída a S. Francisco de Assis

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8 de junho: «Invocação pela paz» na Terra Santa - Textos da celebração




INVOCAÇÃO PELA PAZ
Jardins do Vaticano, 8 de Junho de 2014


Textos da celebração disponíveis em inglês e em italiano.


Transmissão em direto


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8 de junho: «Invocação pela paz» na Terra Santa





Oh Deus, tu és a fonte de vida e de paz.
Que o Teu nome seja louvado para sempre.
Sabemos que és Tu que nos inspiras
pensamentos de paz.
Escuta a nossa oração em tempos de crise.

O teu poder transforma os corações.
Muçulmanos, Cristãos e Judeus recordam
e afirmam com convicção,
que são seguidores do Deus único,
filhos de Abraão, irmãos e irmãs;
os inimigos começam a falar-se;
os que eram estranhos dão as mãos na amizade;
as nações procuram juntas o caminho da paz.

Fortalece a nossa resolução
para sermos testemunhas
destas verdades pelas nossas vidas. Dá-nos:

A Compreensão que põe fim ao conflito;
A Misericórdia que acaba com o ódio, e
O Perdão que ultrapassa a vingança.

Dá a todos os povos a capacidade de viver
segundo a Tua lei do amor.

Ámen.

Oração Muçulmana, Judaica e Cristã pela Paz (Pax Christi)

 

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8 de junho: «Invocação pela paz» na Terra Santa




Deus eterno, Criador do universo, não há outro Deus além de ti.
Grandes e maravilhosas são as tuas palavras,
admiráveis os teus caminhos.
Damos-te graças pela grande variedade esplendorosa da tua criação.
Damos-te graças pelas muitas formas com que afirmamos a tua presença e desígnio, e a liberdade de o fazer assim.
Perdoa os nossos ataques à tua criação.
Perdoa a nossa violência contra o nosso próximo.
Estamos estupefactos e agradecidos pelo teu amor persistente a todos e a cada um dos teus filhos:
cristãos, judeus, muçulmanos
bem como aos de outras religiões.
Concede a todos e a aos nossos dirigentes os atributos dos fortes;
respeito mútuo em palavras e actos,
moderação no exercício do poder, e a vontade de paz com justiça para todos.
Deus eterno, Criador do universo, não há outro Deus além de ti. Ámen.

Oração composta por Cristãos, Judeus e Muçulmanos

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8 de junho: «Invocação pela paz» na Terra Santa - Uma oração à espera de um milagre na Terra Santa



Uma oração à espera de um milagre na Terra Santa

O Papa Francisco renova a influência política do Vaticano no Médio Oriente ao juntar, num jardim da Santa Sé, os presidentes de Israel e da Palestina.

texto de Margarida Santos Lopes*

Dois ateus – o judeu Shimon Peres e o muçulmano Mahmoud Abbas – vão encontrar-se, neste domingo, com o chefe da Igreja Católica Romana, Papa Francisco, numa oração colectiva. Não é uma tentativa de mediação do conflito israelo-palestiniano, garantiu o porta-voz da Santa Sé, mas todos os analistas reconhecem o peso político desta prece no Domingo de Pentecostes.

O convite para a reunião inter-religiosa (que incluirá também a presença do patriarca ortodoxo de Constantinopla, Bartolomeu, e de líderes espirituais da comunidade drusa) foi endereçado aos dois presidentes durante a primeira, e histórica, visita do Papa à Terra Santa, de 24 a 26 de Maio. Francisco voltou a surpreender e marcar a diferença ao começar a viagem, de carácter oficial, no Reino da Jordânia, de onde partiu, de helicóptero, para Belém, na Cisjordânia ocupada.

As duas anteriores visitas papais começaram em Telavive; por isso, este gesto simbólico de dar a primazia a Mahmoud Abbas não passou despercebido. “O facto de ele ter vindo da Jordânia directamente para Belém, sem passar por Israel, foi um reconhecimento tácito do Estado da Palestina”, disse ao diário The Guardian a cristã Hanan Ashrawi, influente figura política palestiniana.

“Estado da Palestina” foi, aliás, uma expressão que o sucessor de Bento XVI usou, por diversas vezes, não apenas em Belém, cidade-berço do cristianismo, onde foi acolhido por milhares de fiéis, vindos de vários países do Médio Oriente, mas também durante a sua passagem por território israelita. Esta incluiu igualmente paragens emblemáticas: o memorial às vítimas de terrorismo no Monte Herzl (o “pai” do sionismo) e o Museu do Holocausto de Yad Vashem.

“Queremos justiça”

A simpatia que o Papa demonstrou para com os palestinianos não foi ignorada pelo lado israelita, que tentou retirar qualquer carga política aos seus gestos. Um dos mais extraordinários foi uma paragem espontânea junto ao que uns chamam de “barreira de separação” e outros condenam como “muro do apartheid”. (Mais ...)

Religionline
 

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8 de junho: «Invocação pela paz» na Terra Santa



Deus de infinita misericórdia e bondade, 
que a vossa voz ressoe no coração de todos os homens e mulheres, 
enquanto os convidais a seguir o caminho da reconciliação e da paz 
e a ser misericordiosos como Vós sois misericordioso.

Senhor, Vós dirigis palavras de paz ao vosso povo 
e a todos os que se convertem a Vós no seu coração (cf. Sl 85, 9).

Rezamo-vos pelos povos do Médio Oriente.

Ajudai-os a derrubar os muros da hostilidade e da divisão 
e a edificar juntos um mundo de justiça e de solidariedade.

Senhor, Vós criais novos céus e uma nova terra (cf. Is 65, 17).

A Vós confiamos os jovens destas regiões.

Nos seus corações eles aspiram a um futuro mais luminoso; 
revigorai a sua determinação em ser homens e mulheres pacificadores 
e arautos da nova esperança para os seus povos.

Pai, Vós fazeis a justiça germinar na terra (cf. Is 45, 8).

Rezamos pelos líderes civis desta região 
para que possam procurar satisfazer as justas aspirações dos seus povos 
e educar os jovens pelos caminhos da justiça e da paz.

Inspirai-os a trabalhar com generosidade pelo bem comum, 
a respeitar a dignidade inalienável de cada pessoa 
e os direitos fundamentais que encontram a sua origem na imagem e semelhança do Criador, 
impressa em todos e em cada ser humano.


João Paulo II (Quneitra, 7 de Maio 2001)

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sábado, 7 de junho de 2014

8 de junho: «Invocação pela paz» na Terra Santa - Textos da celebração





INVOCATION FOR PEACE
Vatican Gardens, 8 June 2014


INTRODUCTION

Musical meditation.

Announcement

May the Lord give you peace!

We have gathered here, Israelis and Palestinians, Jews, Christians and Muslims, so that each of us can offer his or her own that each of us can express his or her desire for peace for the Holy Land and for all who dwell there.

Together with Pope Francis, who greatly desired this moment, Patriarch Bartholomaios of Constantinople and all those present, Presidents Shimon Peres and Mahmoud Abbas will join in this calling, voicing the desire of their respective peoples to invoke to God the common longing for peace.

This evening’s meeting will consist of three parts, followed by a conclusion.

Each part will be devoted to an invocation by one of the three religious communities, in chronological order: Judaism, Christianity and Islam.

Each part will itself unfold in three moments. The first moment will consist of an expression of praise to God for his gift of creation, and for his having created us as members of the human family.

In the second moment, we will ask pardon from God for the times we have failed to act as brothers and sisters, and for our sins against him and against our fellow men and women.

In the third moment, we will ask God to grant the gift of peace to the Holy Land and to enable us to be peacemakers.

Each of these three moments will be framed by a brief musical interlude. A musical meditation will conclude each of the three main parts.  (Mais...)


Textos em inglês e em italiano.

Vatican.va
 

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Bispo Munib Younan, presidente da Federação Luterana Mundial, apela à oração pela paz na Terra Santa



As Bishop Munib Younan prepares to attend the prayer service at the Vatican with Palestinian President Mahmoud Abbas and Israeli President Shimon Peres, he has asked that our friends and partners around the world pray for peace based on justice for both nations and peoples:

"We Christians have the power of prayer. Prayer will change us - it will not change the mind of God, which is the mind of peace - but it will change us and change the minds of our leaders. It will show our leaders that our people in both Palestine and Israel don't want any more hatred, they don't want any more violence, they don't want any more separation, they don't want any more occupation, they don't want any more blood shed. They want to live with their children and grandchildren lives of peace with justice.
I would ask all the Lutherans in the world support us in their prayers during Sunday services that God will change the minds of our leaders and people towards peace."

Let us pray:

May God bless us with discomfort at easy answers, half-truths, and superficial relationships, so that we may live deep within our hearts.

May God bless us with anger at injustice, oppression, and exploitation of people, so that we may work for justice, freedom and peace.

May God bless us with tears to shed for those who suffer from pain, rejection, starvation and war, so that we may reach out our hands to comfort them and turn their pain into joy.

And may God bless us with enough foolishness to believe that we can make a difference in this world, so that we can do what others claim cannot be done.

Amen.

Conselho Mundial de Igrejas / Evangelical Lutheran Church in Jordan and the Holy Land
 

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sexta-feira, 6 de junho de 2014

8 de junho: «Invocação pela paz» na Terra Santa



A Santa Sé apresentou hoje o programa do encontro de oração pela paz que vai reunir este domingo no Vaticano os presidentes de Israel e da Palestina no Vaticano, a convite do Papa Francisco.

A iniciativa, intitulada ‘Invocação pela paz’, com início marcado para as 19h00 (menos uma em Lisboa), prevê momentos de oração de judeus, cristãos e muçulmanos.

Shimon Peres e Mahmoud Abbas vão chegar ao Vaticano com um intervalo de 15 minutos (18h15 e 18h30, respetivamente, sendo recebidos pelo Papa à entrada da Casa de Santa Marta, onde reside.

Além dos três responsáveis vai marcar presença o patriarca ecuménico de Constantinopla (Igreja Ortodoxa), Bartolomeu, seguindo todos no mesmo automóvel até aos Jardins do Vaticano, onde decorrerá a celebração.

A invocação começa com uma peça musical e a explicação, em inglês, da forma como a mesma vai decorrer, respeitando a ordem cronológica das três religiões: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo.

Os momentos de oração serão em hebraico, inglês, italiano e árabe, com pedidos de perdão e de paz.

Após a intervenção do Papa e dos dois presidentes, acompanhados pelo patriarca Bartolomeu, vai ser plantada uma oliveira, como símbolo de paz.

Francisco, Shimon Peres, Mahmoud Abbas e Bartolomeu irão retirar-se depois para um encontro privado.

Peres e Abbas tinham sido convidados publicamente, a 25 de maio, durante a viagem do Papa à Terra Santa.

No regresso a Roma, Francisco disse aos jornalistas que este “será um encontro de oração, e não para fazer uma mediação ou procurar soluções”.

“Reunir-nos-emos apenas a rezar e, depois, cada qual volta para casa. Mas eu creio que a oração é importante: rezar juntos, sem fazer discussões de outro género, ajuda”, referiu, em conferência de imprensa.

Agência Ecclesia
 

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